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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Mais uma data do calendário "orwelliano" para celebrar mentiras "do bem"

 O dia da CONSCIÊNCIA, se negra, branca, cor de rosa ou a cor que fosse, deveria ser literalmente um dia do CONHECIMENTO, da COMPREENSÃO, do ENTENDIMENTO... mas para uma "turma" que (supostamente) não acredita em verdades absolutas, objetivas e imparciais, uma palavra nunca tem um significado claro, ainda mais quando é usada para fins políticos. Esse também é o caso da "consciência" no contexto desse "dia". Pois se, oficialmente, foi criado para reforçar a consciência da sociedade brasileira, mas especialmente de brancos e negros, sobre o passado de escravidão e o presente do "racismo estrutural"*, sua verdadeira significância é muito menos nobre do que visa aparentar, se se baseia em narrativas ou interpretações dogmáticas e distorcidas de fatos que servem como suporte para agendas políticas com finalidades escusas: o domínio da narrativa cultural; a imposição de um novo sistema de injustiça e opressão que beneficia especialmente uma "elite" de cínicos oportunistas e, portanto, também a imposição de um sistema irracional de crenças que não se baseia, de maneira sistemática, na verdade dos fatos. E, como toda narrativa que se preze, essas narrativas "antirracistas" também são falácias: morais, lógicas... Por exemplo, de se acreditar que brancos não podem sofrer racismo ou que todo branco de origem europeia seja socialmente privilegiado apenas por ser branco...


* Um exemplo de distorção da realidade, ao afirmar que, até hoje, nesse ano de 2025 d.c, existe um sistema estrutural de discriminação negativa contra certos segmentos raciais em vários países, incluindo o Brasil, desprezando tanto as melhorias desta situação, quanto os fatores, alçados à condição de heresias politicamente incorretas, que explicam a persistência das desigualdades sociais e raciais... 


No mais, um verdadeiro dia da consciência negra não seria sobre vitimismo, distorção de fatos, pseudociências "do bem"... mas sobre a verdadeira educação, a práxis da filosofia em sua essência e específica aos tópicos em questão. Então, não seria apenas sobre promover a conscientização dos males da escravidão negra, do quão injusta e cruel ela foi, mas também sobre qualquer forma evidente de opressão e contra qualquer grupo ou indivíduo humano que, a priori, não mereça. 


Também seria sobre comentar que negros africanos também se escravizavam (ainda se escravizam??) e que não foram apenas brancos europeus que os escravizavam, vide os muçulmanos que promoveram o tráfico subsaariano de escravos, tão ou mais importante em termos demográficos quanto o tráfico transatlântico. 


Também seria sobre celebrar feitos (legítimos) dos negros africanos e sua diáspora, mas também de conscientização sobre os problemas sociais aos quais estão desproporcionalmente representados, como a criminalidade, sem empurrar uma espécie de supremacia "benigna" sobre esse grupo, que eu denominei de "racismo positivo", exatamente como tem acontecido... E que essa celebração, bem como a conscientização, não se limitasse a apenas um grupo racial ou étnico. 


Também seria sobre não promover a generalização de culpa histórica de grupos, ainda mais quando se trata de uma generalização injusta e sobre um grupo vagamente definido (pelo critério de raça), tal como a narrativa da "culpa branca" em que brancos são "coletivamente" responsabilizados pela escravidão africana, como se todos os brancos fossem diretamente culpados pelo que aconteceu séculos atrás e que foi cometido por grupos específicos de indivíduos, além de omitir quem são os maiores responsáveis, historicamente, pela maioria dos sistemas de opressão já levantados em uma sociedade ou comunidade humana: "elites" político- econômicas e/ou culturais, que também costumam ser as suas maiores beneficiadas, e que ainda é um grande contrassenso em relação à verdadeira justiça social, por criar bodes expiatórios ao invés de endereçar a responsabilidade aos que estiveram ou estão diretamente relacionados com o cometimento de certos crimes em escala social ou coletiva. 


Enfim, seria sobre a verdadeira educação de todos os fatos ou verdades relacionados com o tema, por exemplo, sobre a existência de raças humanas ou de variações fenotípicas, ao invés de, contraditoriamente, negar que existam enquanto promove racialização sobre tudo e supostamente bem intencionada, mas que divide e confunde, mais do que une e ilumina. Seria ainda mais surpreendente, mas muito improvável no cenário atual de primeira metade da década de 20 do século XXI, se, além de promover a educação sobre a existência de raças humanas, também fosse promovido a educação sobre as suas diferenças (culturais, cognitivas...)** da maneira mais polida possível (tal como eu tenho feito), sem que isso resultasse em uma histeria de totalitários que se sobrepusesse ao verdadeiro diálogo. A realidade, no entanto, é que esse dia se tornou o dia da INCONSCIÊNCIA, e não apenas dos negros, mas também de todos que compactuam com a data, com mais uma data do calendário "orwelliano"...


** Que fosse mostrado que se tratam também de diferenças estatísticas e que, não apenas ou necessariamente as diferenças, mas a situação social, cultural e cognitiva de cada população humana, não está absolutamente fadada a se perpetuar pra sempre, pois pode ser alterada ou mudada, mas não da maneira como esses supostos "democráticos" pensam, se se trata de práticas "eugenistas", de promover direcionamentos de fertilidade diferencial de grupos específicos, por exemplo, de incentivar aqueles que são identificados como "mais inteligentes" e/ou "mais racionais"/ponderados-realistas a ter mais filhos, e de fazer o oposto com aqueles que apresentam o perfil oposto, e que não precisa ser feito de maneira impositiva, tal como eu já pensei, de oferecer benefícios sociais tanto para quem se deseja que tenha mais descendentes quanto para quem se deseja que tenha menos. Sim! Mais mentiras dessa "turma" de "orwellianos" que têm sido propagadas em suas redes de doutrinação, de que a eugenia não é possível de ser praticada e ser bem sucedida e que se trata sempre de uma prática imoral. 

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Uma mentira "do bem" contada mil vezes

 "Africanos escravizados foram os que construíram países como Brasil e EUA"


Um tipo de "falácia anti racista" ... que se baseia em racismo positivo (uma espécie de supremacia 'do bem': "apenas o grupo racial x que construiu este ou aquele país")

Mas mesmo se cada pedaço desses países tivesse apresentado significativa contribuição de mão de obra escrava, ainda não há construção sem projeto e a grande maioria foi pensada ou projetada e fiscalizada por homens brancos... 

Sim, a escravidão é um sistema objetivamente imoral, no sentido de irracional: desnecessário, excessivo, cruel. Mas isso não significa que a contribuição da mão de obra escrava em qualquer sociedade que já a adotou seja uniformemente absoluta, justamente pela necessidade de que existam arquitetos, engenheiros, artistas, projetistas... a maioria de não-escravizados.

Claro que pedreiros são sempre importantes, na construção de casas, prédios, no asfaltamento de ruas... A intenção desse texto não é de negar a contribuição desses grupos, inclusive os de contextos históricos problemáticos, mas de não negar a contribuição tão igualmente necessária da mão de obra especializada. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Crônicas do Telebosta 2000: "o PT inventou a corrupção no Brasil"

 "Foi o único responsável pelo aumento da violência e da degeneração moral no nosso armado país!! Porque antes o Brasil era maravilhoso, bem conservador, tradicional... 


Foi até monarquia, que chique!!!

Tinha escravidão... mas não era violência se era normal, dentro da lei. Além do mais, os próprios negros se escravizavam... Pra eles, foi uma questão de escolha, sabia?? 

Ok, teve um certo "genocídio" de índios. Mas eles eram e continuam sendo uns selvagens, né?? Ao invés de aceitarem de bom grado a invasão de suas terras, atacavam o bondoso homem branco cristão... que ingratidão!! 

Pobreza, tinha... mas quase todo mundo era pobre naqueles tempos (até os anos 80). Pelo menos não tinha homossexualismo e as mulheres comandavam a cozinha... e os nossos corações, claro...

Agora, dizer que tinha corrupção??? 

Claro que não!!!!!

Nunca ouvi dizer que tinha isso na época do GOVERNO militar, nos tempos do FHC, nos primeiros anos de república... 

Quanto ao Collor, ele é esquerdista, tá?? 

Aliás, você sabia que a DIREITA nunca governou o Brasil?? 

O meu Brasil também não era tão violento como está hoje.. aí, que saudades!! 

Era só chicotear neguinho que qualquer problema de segurança se resolvia...

Hoje em dia, a polícia não pode fazer mais nada com bandido!!! 
 
O aumento da violência começou exatamente no primeiro ano de "governo" do PT!!!!

Só o PT e a esquerda que são corruptos neste país. Os partidos do "centrão" e da direita são todos a favor da família tradicional, da pátria, do capitalismo, de Jesus e do progresso. Como poderiam ser contra o nosso Brasil varonil??"

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Esquerdistas ou direitistas, qual grupo que é o mais irracional??

Imagine que você é teletransportado para uma sociedade onde predomina a prática da escravidão, exatamente como acontecia no Brasil colonial; que, então, passa a testemunhar seres humanos sendo tratados com brutalidade e desrespeito apenas porque pertencem a uma certa raça ou etnia; e que, em contraste, também testemunha pessoas sendo tratadas de maneira excessivamente respeitosa pelos outros apenas por causa de sua classe social, mesmo se passam boa parte do seu tempo no ócio ou até pior se são justamente elas que controlam, mantêm e mais se beneficiam desse sistema cruel.  


Agora, eu lhe pergunto o que você está vendo?? Como você chamaria isso?? 


Bem, se você for uma pessoa minimamente sensata, você chegará à básica conclusão de que se trata de uma sociedade muito disfuncional porque, enquanto os que mais trabalham para sustentá-la são tratados da pior maneira possível, os que menos contribuem diretamente são os mais privilegiados e prestigiados.


Agora, se você for uma pessoa que não tem o "sagrado" hábito de pensar: refletir, analisar e criticar o que está vendo, é possível que tome essa realidade como intransponível, inevitável e até justa, que internalize discursos e narrativas criados para justificar esse estado de coisas.


Portanto, temos aí dois tipos de pessoas: uma que pensa sobre o mundo, inclusive com pensamento crítico, e outra que o aceita e se conforma, não importando o quão disfuncional possa estar, como se fosse uma realidade absoluta e/ou também que se posiciona contrariamente às tentativas de melhorá-lo. E mais, porque, formas análogas de sistemas escravagistas continuam vigentes, tal como o capitalismo, em que também existe uma minoria que detém boa parte das riquezas produzidas, enquanto a maioria, que produz essas riquezas, é explorada por essa minoria, ao ser recompensada com muito menos do que vale sua contribuição.


Conclusão 


Está claro que o primeiro tipo, de esquerda ou progressista, é o mais racional ou o menos irracional e, sem fazer vista grossa para os muitos equívocos de racionalidade que também costumam ser especificamente cometidos por esquerdistas, por exemplo, a crença na tábula rasa.


Um extra: a crença religiosa 


Pois apesar de direitistas e esquerdistas serem, ambos, mais propensos a preferir acreditar no que lhes faz se sentir bem, se factual ou não, do que encarar toda verdade com maturidade, os direitistas, em sua maioria, além desta alienação ao que acontece de moralmente errado, no sentido de irracional, também adotam crenças religiosas e, com pouca moderação, que são exemplos clássicos de afirmações extraordinárias sem evidências extraordinárias: na existência de deus ou deuses e de um mundo metafísico, de que a vida (apenas a humana?) continua mesmo depois da morte; nas narrativas mitológicas sobre Jesus, Maomé...


Então, por essa perspectiva, os esquerdistas, como um grupo composto proporcionalmente por mais ateus, agnósticos e religiosos moderados do que os direitistas, também apresentam posicionamentos mais sensatos, se não existe qualquer evidência, nem mesmo uma base lógica ou plausível que suporte a existência de deus e da vida eterna.


*E são muitos os que se declaram "filhos de deus" que desprezam completamente o que suas religiões pregam de mais importante e sensato, o amor e o respeito ao próximo. 


terça-feira, 27 de setembro de 2022

Exemplos de relativismo histórico-moral de esquerda; de pseudo revisionismo histórico de direita e sua melhor análise (filosófica)

 Relativismo histórico-moral de esquerda:


A escravidão perpetrada por brancos europeus contra negros africanos foi uma crueldade abjeta. 

Mas ....... 

A escravidão praticada entre povos da África subsaariana ou por qualquer outro grupo não-branco era "histórica'' e até ''moralmente justificável", no sentido de, MENOS PIOR, porque (supostamente) não era racismo...

Na verdade, até mesmo a prática de sacrifícios humanos por povos pré-colombianos nas Américas, por exemplo, era "justificável", porque era "cultural" ou normalizada naquelas culturas... 

Hoje em dia, certas "práticas" cruéis ou autoritárias também são consideradas "culturais" e, portanto, mais aceitáveis ou moralmente justificáveis... Por exemplo, a obrigação do uso de véu para as mulheres muçulmanas...

Conclusão: só não é opressivo, autoritário, injusto e/ou cruel se não estiver sendo praticado por "homens brancos"...

Pseudo revisionismo histórico de direita:

Brancos europeus escravizaram negros africanos, mas os negros africanos também se escravizavam, sem falar dos "árabes" muçulmanos, que escravizaram muitos africanos, tanto ou mais que os brancos europeus.

Então......

A prática de escravidão era moralmente justificada, já que era "normal" naquela época...

Conclusão: brancos europeus, em termos histórico-coletivos, estão perdoados por sua crueldade, afinal, os negros africanos também eram cruéis entre si, assim como os "árabes" muçulmanos eram com eles... 

A melhor análise (filosófica):

Não importa se uma prática de escravidão foi ou está sendo praticada por brancos ou por qualquer outro grupo étnico-racial, porque a injustiça, o sofrimento e a crueldade são os mesmos.

Claro que isso também serve para práticas análogas, tal como a exploração econômica das classes basais ou trabalhadoras pelas elites burguesas. 

Até pela irracionalidade da prática, por ser baseada em falácias, por exemplo, de ser o único método que é eficaz na submissão de um povo ou grupo, como se fosse impossível estabelecer uma relação de autoridade por meios menos cruéis ou até opostos à sua brutalidade característica. 

Porque "árabes" muçulmanos escravizavam negros africanos assim como eles faziam consigo mesmos, isso não significa que, então, a escravidão dos africanos pelos europeus era moralmente justificável, afinal, uma ação não se torna racionalmente justa (benigna//ponderada, necessária ou inevitável) apenas porque "todos" ou muitos a praticam. Esse, com certeza, é o caso da escravidão. 

quarta-feira, 29 de junho de 2022

(De novo) sobre moralidade e sua objetividade

 A moralidade não é apenas relativa, porque não é apenas um conjunto de crenças, práticas e comportamentos seguidos dentro de um espaço ou tempo específicos, mas também o quão realmente alinhados à verdade e/ou à justiça estão. 


Por exemplo, uma comunidade que, baseada em sua "religião" ou cultura, determina que suas mulheres não podem exercer as mesmas profissões que seus homens, inclusive algumas muito importantes, tal como a de governante, por serem consideradas incapazes ou inferiores aos mesmos. E uma outra em que as mulheres têm esse direito garantido, por não serem consideradas menos capazes. Nesta comparação, a segunda comunidade está mais moralmente certa do que a primeira, porque, a priori, capacidades individuais não são absolutamente determinadas pelo sexo da pessoa. Por isso que, não há razão para proibir as mulheres de poderem exercer os mesmos cargos que os homens, desde que sejam competentes, obviamente. 

A moralidade também é o nível de compreensão factual e consequencial, refletida como crenças e práticas, a partir do quão imprescindíveis, necessárias ou facultativas à sobrevivência estão. 

Por exemplo, a escravidão. Neste caso, é importante saber se não existe nenhuma outra alternativa ou se, para subjugar uma população, é sempre preciso maltratá-la. Pois não é difícil perceber que, a partir de uma abordagem mais racional, é perfeitamente possível atender esse objetivo, de subjugá-la, sem que seja necessário tratá-la da pior maneira possível, que pode ser muito mais vantajoso fazer o oposto, transformando-a em uma aliada, bem alimentada e conformada, no sentido de se estar genuinamente satisfeita com a autoridade do grupo dominante, do que alimentar o seu ódio, predispondo-a à vontade de se revoltar. Como conclusão, além de não ser a melhor abordagem, a escravidão também se baseia em uma série de mentiras, até para que possa ser "justificada", tal como a de que todos os indivíduos de uma raça X, por serem absolutamente inferiores, devem ser tratados "de acordo" com a sua suposta condição de inferioridade absoluta. Por isso, é conclusivo que o nível de moralidade da escravidão, especialmente em um contexto humano, seja um dos mais baixos, se não é imprescindível, necessário ou inevitável, quer seja para a organização e o controle social e/ou para sobrevivência, nem tampouco racional.

Escravizar, em seu sentido mais puro, de maltratar para controlar, não é justificável ou inevitável nem mesmo no lido com as outras espécies de animais e pelas mesmas razões, ainda mais se tratando de espécies domesticadas, e se não há razão para tentar estabelecer tais relações, de maior proximidade, com espécies muito selvagens.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Sobre racionalidade, crueldade e veganismo

 Exemplos: "bullying" e escravidão


Se eu perseguir uma pessoa, tratando-a de maneira hostil e agressiva; pelo simples prazer de maltratá-la; sem que ela represente uma ameaça pra mim ou sem ser por justa causa, como autodefesa, isso significa que eu estou agindo de maneira irracional, porque não estou: refletindo minha ação, analisando a situação e seus elementos/ tentando entender meus sentimentos e os da pessoa que eu estou atacando e pensando se existem alternativas melhores de abordagem. Pois a prática de "bullying", sem que exista uma boa razão para adotá-la, é o equivalente a abrir o guarda-chuva em um dia parcialmente nublado ou dar vários tiros em uma rosa no jardim acreditando que possa oferecer algum perigo imediato. É um despropósito, um excesso, que só pode ser causado por uma impulsividade instintiva, pertencente à mesma categoria de comportamento que o estupro. Por isso que não é apenas coincidência que crianças, adolescentes e adultos imaturos estejam mais propensos a praticá-lo. 

A escravidão é outro exemplo de crueldade irracional, por não ser imprescindível ou necessária, por existirem outras opções, mesmo se com o objetivo de subjugar um povo, se isso pode ser feito de maneiras até diametralmente opostas à sua brutalidade característica e com igual ou maior potencial de "sucesso". Por exemplo, conquistando esse povo através de simpatia e empatia: preservando seus direitos mais básicos, oferecendo-lhe meios de sustento dignos... enfim, transformando-o em um aliado e, assim, diminuindo significativamente o risco de que se revolte contra a sua autoridade, se não há razão para escravizar ou maltratar os que já se encontram em uma posição subalterna, 
 além de lhes causar uma alta taxa de mortalidade, isto é, justamente os que estão sustentando a sociedade. A escravidão não é apenas desnecessária, mas também contraprodutiva e estúpida. E, além disso, a escravidão, assim como qualquer outra prática de crueldade, se baseia no desprezo à verdade da igualdade essencial de todos os seres humanos//vivos, condenados ao mesmo destino final. 

Portanto, já podemos concluir que, crueldade e racionalidade tendem a ser opostos. Mas, isso ainda não significa que, então, seja o mesmo que bondade ou altruísmo por também ser possível e até comum de se praticá-los a partir de impulsividade emotiva ou ignorância. No entanto, quanto maior a ponderação, sinônimo de racionalidade, mais detalhes, nuances e alternativas de abordagem emergirão à mente, resultando em uma maior moderação no comportamento. Por isso que, apesar de não serem a mesma coisa, uma maior capacidade racional tende a resultar em uma maior empatia...

O paradoxo racional do veganismo 

O veganismo é uma prática indiscutível de compaixão, por pregar pela abstenção do consumo de "produtos" de origem animal em prol do bem estar das espécies que têm sido exploradas por nós, seres humanos, para nos servirem. Pois é possível dizer que o tratamento geralmente cruel que temos dado a esses animais é análogo à escravidão de outros seres humanos, partindo dos mesmos argumentos, de desproporcionalidade do ato e de alienação sobre a verdade de sermos todos iguais, em essência. No entanto, essa situação é mais complexa que os exemplos acima, já que a maioria dos seres humanos têm se adaptado a uma dieta onívora, desde os primórdios de nossa espécie. Pois se "bullying" e escravidão não são imprescindíveis à sobrevivência individual ou coletiva, o mesmo não pode ser igualmente dito sobre a domesticação de espécies animais visando seu "valor nutritivo". 

Eis aí um paradoxo, por ser racional tentar minimizar o sofrimento desses animais a partir de uma análise imparcial dos fatos envolvidos, por exemplo, de que eles, assim como nós, também são sencientes, porque sentem prazer, dor, alegria, tristeza; e por sermos essencialmente iguais, ao contrário da falácia especista que exagera as nossas diferenças em relação às outras espécies. Mas por também ser racional se preocupar com a própria saúde, e uma dieta deficiente em proteína pode acarretar problemas a médio e longo prazo. Porém, se a maioria dos veganos toma suplementos que ajudam a equilibrar suas dietas, talvez o veganismo seja totalmente viável (na verdade, partindo da ideia de que o veganismo não é necessariamente uma abstenção, mas uma redução máxima do consumo de produtos de origem animal, então, parece ser bem mais acessível do que se pensa).  

No meu caso, eu decidi minimizar o máximo que consigo o  consumo de alimentos de origem animal. Por isso acabei adotando o pescetarianismo. 

Como conclusão, o veganismo é primariamente muito racional, mas também é  potencialmente irracional, porque pode colocar em risco a saúde do indivíduo que o pratica. O ideal, portanto, seria não aderir totalmente ao mesmo, tal como eu faço, ou buscar por compensações que diminuam esses riscos, como muitos veganos têm feito.   

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Tentando re-explicar a lógica primária

Pele clara causa câncer de pele = lógica primária

Mas...

Não são todos aqueles com câncer de pele que tem a pele muito clara... E muitos destes, mesmo em ambientes ensolarados e quentes, ainda não desenvolverão câncer de pele ''apenas' porque a tem mais clara.

O albinismo de fato é a condição que mais se relacionaria com uma grande vulnerabilidade para o câncer de pele.

Só que mesmo para essa condição talvez AINDA fosse possível selecionar albinos mais resistentes à luz solar. 


Um exemplo predominantemente insosso, eu sei, eu tentei...

A primeira correlação lógica/que faz algum sentido, que parece mais evidente, eu tenho denominado de ''lógica primária''. Faz sentido em um primeiro olhar, mas pode não ser auto-explicativa ou factualmente conclusiva.

Um outro exemplo que com certeza é muito mais elucidativo é o da correlação entre baixos valores sócio-econômicos e o histórico de escravidão para a população afro-descendente especialmente nos países americanos. Um clássico caso de lógica primária é o de associar a história de opressão com esses baixos valores sociais e econômicos, sem falar de outras variáveis como a criminalidade. 

Faz muito sentido à primeira vista, mas...

sábado, 18 de março de 2017

Parasitas não atacam qualquer um, apenas os mais enfraquecidos... A civilização ocidental, surpreendentemente, é um caso de enfraquecimento ou de vulnerabilidade...

Porque tem se arrastado em devassidão megalomaníaca e acúmulo de problemas ao invés de confronta-los. 

O problema cristão: A infecção primária e basal da mente ocidental, o cristianismo, tem corrompido e engessado a capacidade, a vontade e evidentemente a possibilidade do "homem branco" de, pensar por si mesmo, e se possível alcançar a sabedoria, tornando-se dono de si e plenamente consciente de seus atos. Além de manter as desigualdades sociais ao ponto de já ter chegado a reforça-las, o cristianismo também tem desviado o homem branco ocidental do caminho da razão que inevitavelmente o faria prosseguir pelo caminho eugênico mas também ético e ponderado. Como resultado ao invés de selecionar por pensadores de estirpe intelectual ''superior'', o cristianismo [mas não apenas 'ele'] o tem forçado a selecionar desleixadamente pelos melhores escravos servis ao sistema que criou, ao invés de homens e mulheres completos, em sabedoria. 


Se tem selecionado por ''trabalhadores'' e não por ''observadores'' ou pensadores, então o porquê dessa surpresa ao ver o ''homem branco'' patinando em suas capacidades analíticas gerais** (que inclui especial ou centralmente a moralidade)

A hipocrisia moral cristã evidentemente que tem atrasado, lesado e congelado a evolução analítico-crítica da mente ocidental, que se daria com base na seleção, novamente, dos mais perspicazes. 

O problema cristão é tão subjacente à mente ocidental que mesmo muitos daqueles que dizem odiar o cristianismo (''ateus'') terminam por abraça-lo só que com outro nome, seguindo, suportando e/ou lutando por sua moralidade metafísica e pretensamente pura de bondade que desafia as leis da física e da psicologia evolutiva / ou bom senso.


O problema cristão também se coloca à frente de uma importante fração de ''brancos nacionalistas'' os fazendo declinar com frequência na hora de criticar e se possível lutar contra este espectro de psicose que foi importada da ''terra santa''.

Se o cristianismo fosse realmente tão bom para a ''raça branca'' (que eu tenho preferido chamar de ''roça bronca'') então já teria solucionado muitos dos problemas, e de maneira racional, que tem teimado em se arrastar dentro das áreas de vivência desta macro-população.

O problema judeu: Supostamente o cristianismo tem "defendido" e "combatido" o judaísmo e/ou a influência perniciosa "dos' judeus sobre aqueles que não pertencem ao seu grupo. Só que não porque se tivesse mesmo buscado sanar este problema, de se resolve-lo, então não o teria tolerado por tantos anos, mesmo ao ponto de tomar-lhe vantagens ''nada cristãs'' e sem falar na pobreza de resposta por parte dos cristãos na hora de analisar, criticar e julgar as atitudes desse povo sempre problemático. Os ocidentais brancos jamais conseguiram resolver o problema judeu provavelmente por já se encontrarem infestados pela infecção primária do cristianismo que pasmem apresenta todo um caráter judeu indiscutível, começando com a suposta história de Jesus, o super herói semita das massas europeias.

Aproveitando-se das muitas fraquezas morais (essenciais), psico-cognitivas e estruturais {de suas estruturas sociais) 'dos" europeus gentios, "os' (??) judeus tem trabalhado incansavelmente na exploração das mesmas, seja em relação à sua hipocrisia moral, ou à mentalidade servil e competitiva/atomizada, sempre dividindo para conquistar, seja em relação ao resultado ou efeito desta natureza intra-competitiva, como por exemplo, a incapacidade gentia de cooperar entre os seus por longo tempo sem resultar em conflitos e guerras constantes.


É fácil dividir pra conquistar quando as partes já se encontram soltas ou atomizadas entre si...

A melhor pedida não apenas para os judeus, seria a domesticação. Ou matamos os lobos antes que nos matem, especialmente se estivermos dividindo o mesmo território ou os transformamos em cachorros. Os ocidentais não mataram todos os judeus (que seria uma macro-atitude indevida) mas também não os ''domesticou'. O resultado de se repartir o território com lobos não poderia ser outro.


Crie corvos e eles te comerão os olhos... 

O problema negro: A mania ocidental [mas que não é apenas ocidental) de nunca resolver os seus problemas de frente, direta porém sabiamente, os fez acumula-los imensamente e agora nos deparamos com os resultados de sua frouxidão moral [e mesmo ao ponto da imoralidade) e falta de tino racional. Tal como no caso judeu, a domesticação seletiva (e mesmo ao ponto da eugenia controlada) e subsequente criação de um vínculo cultural simpático/cooperativo entre brancos e negros, bem que poderia ter resolvido este problema. Mas... 


Graças à infecção inicial, a ignorância-mor, mais omnisciente, que tem sequestrado gerações e gerações de ocidentais, os mesmos tem patinado na capacidade mais importante que o ser humano pode ter, a capacidade analítico-moral. 

Uma hora o castelo de cartas vai desmoronar, pode esperar, e é o que está acontecendo... 

Por causa da:

- escravidão, ganância e capitalismo [e recentemente com o aparecimento de outro monstro apenas para infectar a débil mente ocidental: o socialismo] === psicopatia;

- cristianismo === psicose culturalizada...

... ''o homem branco'' não apenas tem causado problemas nos quatro cantos do planeta [um eufemismo], com o seu senso de superioridade infinita, a sua impulsividade e total falta de jeito E de racionalidade no trato com os outros grupos, mas também ''a si mesmo'', isto é, as suas elites psicopáticas tem causado grande avaria às 'suas' populações ''metropolitanas'', isto é, das metrópoles (e não apenas de 'suas' colônias), resultando na patética derrota quase total dos mesmos, até agora, e evidente incapacidade de pensar de maneira completa, principiando ou buscando pela sabedoria. 

 Se virem algum ''branco ocidental'' sábio me avisem para que eu possa conservar, porque se consistirá em uma espécie rara.

O problema cigano: Agora [e sempre), o branquelo centro-europeu reclama da população crescente de ciganos Roma em seus territórios. Então por que diabos não tentaram resolver este problema antes?? Empurraram com a barriga e agora o problema já está em estado de metástase. 


Problemas não-solucionados usualmente tendem a crescer com o passar do tempo.

O problema ''homossexual'': Graças à infecção semita inicial os ocidentais tem tratado as minorias de várias naturezas da pior maneira possível. Deixar pra resolver depois um problema costuma ter como resultado o seu acúmulo e porque não o seu fortalecimento*! Ignorância, desrespeito e estupidez tem se consistido nas principais forças  nas interações sociais entre os ocidentais (e claro, não apenas com eles).

O problema social: Uma sociedade enfatizada nas diferenças de classe social ao invés de se fazer nas qualidades psico-cognitivas e morais


O problema do gênero: A condição de domésticas procriadoras, das mulheres, até bem pouco tempo, no ocidente, apenas nos mostra o quão moralmente E sabiamente/racionalmente indefensável tem sido a cultura ocidental. 

O fardo do ''homem branco'' é o de ''sempre'' ser o pioneiro, por que não no aspecto moral* O mais importante de todos, afinal, lidamos com questões morais a todo momento em nossos cotidianos. É como medir a qualidade do ar que respiramos.

O problema ameríndio: Muito parecido com os problemas negro, judeu e cigano. Se tivessem conhecimento, de fato, e sabedoria, de fato, como aliados, ''os'' ocidentais não teriam cometido o festival de crimes desde que começaram a explorar outras terras além ''das suas''. Por ''direito'' até poderia ter ''tomado' terras alheias, mas sem  qualquer necessidade de impor aos dominados, escravidão, desprezo, enfim, total falta de tato. 

O problema branco: Por fim o problema mais importante, e essencial de todos, que não é uma roupa como a cultura, porque se consiste na pele, no corpo nu, como a essência intrínseca, como o próprio ser, e suas disposições desnudas de qualquer culturalização. Se não fosse pelos defeitos que são muitos e que estão bem distribuídos por ''curvas de sino'', o ''homem branco'' não teria cometido tanta besteira a partir do momento em que teve a faca e o queijo na mão, o mundo aos seus pés. 

Sem sabedoria, regredimos ao estado de subconsciência que caracteriza as outras formas de vida, com tudo o que tem direito, desde as psicoses de um pensamento mágico oficializado até ao embotamento moral de atitudes tolas e totalmente reprováveis, que usualmente são retroalimentadas por essas siamesas infernais: estupidez [e psicopatia ] e ignorância.

Os parasitas na natureza não pegam qualquer hospedeiro, mas especialmente aqueles que já apresentam vulnerabilidades, e não, não é porque ''o branco'' padece de ''altruísmo patológico'', mas é porque este tende a ser tão ou mais moralmente estúpido, SÓ QUE, com uma classe criativa e de governantes fora de série, que o tem levado a abraçar o seu próprio desastre, bem como também de ''partilhá-lo'' em outras costas.

domingo, 10 de julho de 2016

Servilização e civilização

Civil não é servil
o servil serve
e serve pra ser servil
o civil serve
e serve pra ser servido
como um contrato camarada
trabalha em prol mas também quer um lugar ao sol
o servil é o escravo bem tratado
o civil é protegido
o servil é vigiado
o civil é igual ao patrão,
mas diferente
por estar em outra posição,
só que não é uma pirâmide,
é como um tabuleiro,
em uma mesa horizontal, 
de face lisa,
isto é cooperação,
iguais em estatura,
complementares em ação, 
na cultura da servilização
o vertical torna a um servo
e outro, um capataz,
chamam-no o ''civil'',
e ele, tolamente esperançoso,
crê neste deboche monstruoso,
trabalha muito e ganha pouco,
corre e a frente o ''seu'' queijo,
é usado como energia, 
pega o seu salário pouco,
mas tem muito mais nos bancos,
que pertencem a porcos tolos,
no banco da praça,
inveja a liberdade das asas,
queria sonhar com o céu ao seu lado,
pedalar em cima das nuvens brancas,
cheirar o perfume das árvores,
segurar os raios pelos cabelos,
mas é ''adulto'' e servil,
condenado, dentro de um funil,
e como carne barata, é triturado
o abutre lhe engoliu
morte feia de quem só serviu
de quem nunca viveu
eis a verdadeira face 
civilizado é uma ave rara
aos bandos, são todos servilizados...