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domingo, 2 de julho de 2017

Auto leitura da mente: Nisso os autistas também são piores??

Levar cócegas/ leitura da mente (alheia) e fazer em si mesmo/ auto-leitura da ''mente''/face. 

Quando você se olha no espelho e faz uma expressão de raiva, desapontamento, vergonha ou susto, você é capaz de reconhecer/associar essas emoções aos seus próprios e respectivos sinais faciais, não é*

Será que os autistas são, assim como qualquer outro grupo categorizado humano [desprezando talvez aqueles com grave deficiência mental], capazes de reconhecer/associar as próprias expressões faciais às emoções que lhes são correspondentes* Ou eles também tendem a ser mais fracos nesse sentido* 

Tal como no caso das cócegas, quando fazemos em nós mesmos não as sentimos. No entanto, quando outra pessoa nos faz cócegas as sentimos, pelas razões já explicadas sobre esse fenômeno. Então este padrão das cócegas poderia ser usado como metáfora ''ou' analogia para explicar o caso autista [em média, e média característica], porque se for o caso deles estarem no mesmo nível neuro-típico na ''leitura da própria face/''mente' '' ou sem discrepâncias com os ''não-autistas'', então quando precisam ler as expressões faciais alheias, é tal como se sofressem cócegas, isto é, como se não estivessem preparados para a função ou para a sensação.

Ou não, enfim, especulativo, como tudo nesse blogue. 


Espezinhando conceitos alheios sobre inteligência

Fonte: https://geniussschmenius.wordpress.com/

O que é inteligência*

 Alfred Binet: "bom senso", "senso prático", "iniciativa", a faculdade de se adaptar às circunstâncias ... auto-crítica.

Basicamente ''inteligência é a capacidade de adaptação''. Eu já delineei que não é bem assim, ainda que esta ''faceta conceitual'' não esteja errada. Está errado tomá-la como se fosse a totalidade conceitual ou descritiva da inteligência.

Auto-crítica...

David Wechsler: A capacidade agregada ou global do indivíduo de agir propositalmente, de pensar de forma racional e de lidar efetivamente com seu meio ambiente

Como sempre ''lógica'' e ''racionalidade'' sendo tomadas como se fossem a mesma coisa. [ou ''strawman'' gratuito de moi]. Talvez e/ou como quase sempre, se consiste em uma definição qualitativa e holisticamente ideal sobre o que é ser inteligente, tosse, sábio. 

Agir propositalmente é importante mas, mais parece ser uma constante absoluta para qualquer forma de vida, se o que define o ato de viver nada mais seria do que o auto-comportamento proposital, e que pode ser de subconsciente a verdadeiramente autoconsciente. 

Lloyd Humphreys "... o resultado do processo de aquisição, armazenamento em memória, recuperação, combinação, comparação e uso em novos contextos de informações e habilidades conceituais" 

Me parece estar muito enfatizado em: ''inteligência' cristalizada e criatividade* 

Cyril Burt: Capacidade cognitiva geral inata 

O conceito mais pobre de todos, nem parece um conceito mas um substantivo composto: ''capacidade-cognitiva-geral-inata''. E claro, com ênfase no ''cognitivo''. 

Howard Gardner: Na minha opinião, uma competência intelectual humana deve envolver um conjunto de habilidades de resolução de problemas - permitindo ao indivíduo resolver problemas ou dificuldades genuínas que ele ou ela encontra e, quando apropriado, criar um produto efetivo - e também deve implicar a Potencial para encontrar ou criar problemas - e, assim, estabelecer as bases para a aquisição de novos conhecimentos. 

Nada de novo, apenas uma ênfase na ''resolução de problemas''. Partindo de uma super-generalização da aplicação conceitual do termo problema, de fato... por exemplo, neste momento em que vos digito, eu estou buscando uma posição confortável para redigir este texto, isto é, tentando solucionar este problema. Até mesmo, poderíamos pensar que solucionar problemas é quase o mesmo que viver, nos esquecendo por tempo variável que a vida se consiste no principal problema, ou não, enfim.

Linda Gottfredson: A capacidade de lidar com a complexidade cognitiva.

Outro substantivo composto se passando por conceito que ao invés de explicar, apenas complica ainda mais, e mesmo porque não sabemos como que a autora desta definição pensou nos termos usados, o que ela quer dizer com ''complexidade cognitiva''*


Sternberg & Salter: Comportamento adaptativo orientado por objetivos. 

Muito vago, ainda que não seja errado. Talvez seja importante diferenciar aplicações conceituais ideais/como que deveria se comportar, de maneira quase que totalitária ou supra-requerida, de aplicações conceituais reais/como que se comporta. A inteligência ideal é basicamente a sabedoria aplicada e criativa, a inteligência real já é bem mais diversa em qualidade. 

Reuven Feuerstein: A teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural descreve a inteligência como "a propensão única dos seres humanos para mudar ou modificar a estrutura do seu funcionamento cognitivo para se adaptar às demandas em mudança de uma situação de vida". 

Já começou errado dando exclusividade da inteligência para os seres humanos como se fôssemos descontinuidades abruptas dos outros seres vivos e mesmo como se fôssemos totalmente melhores do que eles. O nível de capacidade adaptativa humana parece muito mais limitado do que esses conceitos sobre a [nossa] inteligência tendem a propor. 

Charles Spearman "... todos os ramos da atividade intelectual têm em comum uma função fundamental, enquanto os elementos remanescentes ou específicos da atividade parecem ser completamente diferentes daqueles em todos os outros". 

Isso não é um conceito. 

Trabalhando atenuadamente a teoria triárquica da inteligência de Robert Sternberg

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Fonte: http://portfoliopsi12.blogspot.com.br/2012/06/teoria-triarquica-da-inteligencia.html




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fonte: http://selmamcarvalho.blogspot.com.br/2013/06/teorias-de-inteligencia-de-sternberg.html

a inteligência compreende três aspectos, os quais tratam da relação da inteligência (a) com o mundo interno da pessoa; (b) com a experiência, e (c) com o mundo externo.

Fonte: http://www.helioteixeira.org/ciencias-da-aprendizagem/teoria-triarquica-da-inteligencia-humana/

Vou analisar, diga-se, porca e preguiçosamente os três fragmentos acima, até para mesmo para evitar a leitura e análise de textos maiores, ;) ai ai 

Primeiro fragmento: nada de novo. Ele só reorganizou o conceito de inteligência por 3 vias: prática, criativa e analítica. Será que as hierarquizou por ordem de importância** 

Como eu já comentei em um texto longínquo, a criatividade viria sempre primeiro em relação ao processo do pensamento, não me lembro bem o porquê. No mais, se nossos comportamentos principiam-se por nós mesmos, e evidentemente que é assim que acontece, então a ''inteligência' analítica viria primeiro, tal como ''reconhecimento vitalmente constante de padrões'', desde a verdade objetiva ou interação constante, até à verdade subjetiva/abstrata ou em interação opcional. Antes de criarmos ou de colocarmos em prática, analisamos, quer queiramos [verdade subjetiva] ou não [verdade objetiva/concreta]. Analisamos [reconhecimento de padrões + consciência estética ou julgamento pessoal/moral dos padrões que foram analisados]; podemos criar, e geralmente o fazemos, o que denominei de ''criatividade convergente'' e por fim colocamos em prática OU externalizamos. Também acaba por se relacionar com as minhas tentativas sucintas de divisão entre as ''realizações inteligentes'' versus ''análises inteligentes'', isto é, entre pensar e agir corretamente [ou ''corretamente']. Por exemplo, a ''inteligência' emocional ou mesmo social [social que englobaria outros aspectos além da emocional] teórica e prática. Em teoria, uma pessoa pode ser muito boa para entender os padrões factuais ou fatos sociais, morais e/ou comportamentais, mas na prática, por não ter a personalidade certa/perfil para o ambiente em que está, com as pessoas com as quais interage, então poderá não agir de forma inteligente. A conformação ''ideal' a certo ambiente por si só já se consiste em uma forma de ''inteligência', ainda que esta tenda a se manifestar, a partir desta macro-perspectiva/evolutiva-existencial, e de maneira ainda mais característica ou intensa, em momentos de desafio ou mudanças. Isto é, se não é a sorte de estar no lugar certo, então será a inteligência, por si mesma, para se adaptar à mudança, entendendo o ambiente e buscando meios para se encaixar nele, ou novamente, que exige uma junta de raciocínios, analítico, criativo e prático. 

Segundo fragmento: ''inteligência analítica'' = 'superdotação' [acadêmica/científica ou inteligência abstrata]

''Inteligência criativa'' = criatividade [um tipo de ''inteligência' abstrata]

''Inteligência prática'' = emocional//social** 


Terceiro fragmento: ''com a prática'' = ''inteligência' prática, fácil de entender, mas e os outros dois* Analisar é mais introspectivo do que criar* Fiquei na dúvida. Acho que ambos os processos são, evidentemente, a princípio, mais introspectivos, ainda que a criatividade pareça ser mais ''para o mundo interior'', principalmente por causa do fator imaginação/pensar além/abstrato do que a ''inteligência' analítica, que tende a se debruçar mais para o mundo exterior, ainda que também possa ser do tipo ''intrapessoal'' ou ''auto-conhecimento''. 

Déficit de atenção empática (ao outro): da tampa do banheiro à guerras

"Déficit de atenção" apenas para os neuro-atípicos?? 

Nããããoooo

Déficit de atenção empática: especialmente para os homens 

Déficit de atenção empática/compreensão factual pessoal--moral para os homens 

Déficit de atenção lógica/compreensão factual impessoal para as mulheres 

E nos dois casos está subjacente, onipresente e onisciente a lei máxima da existência, o mecanismo que torna a existência possível: o equilíbrio através das leis da física.

Tempo de desenvolvimento tende a influenciar no tipo de estratégia evolutiva

São as mães (e pais) "mais R" mais negligentes com a "criação'/cuidado dos seus filhos?? 

Ou, são elas mais (primário/circuito-curto) instintivas, mais propensas a vivenciar e a replicar um modo de vida mais rápido e portanto menos paciente/mais ansioso?? 

E o cuidado parental das espécies mais K não seria na verdade o resultado lógico de um modo de vida mais lento aplicado no lido com os filhos [quase que por osmose, ''se sou mais lento/cuidadoso com aquilo, também serei com isso'']?? 

Maior cuidado = maior atenção/capricho = maior lentidão = filhos que demoram mais tempo para se desenvolverem?

Darwinismo social às avessas

Prática de eugenia nas classes trabalhadoras ou batalhadoras com o intuito de dar-lhes maior autonomia e consciência de classe contra as elites que tem sido provadas inúteis e/ou moralmente raquíticas.