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sexta-feira, 26 de junho de 2026

A essência da inteligência humana é a sabedoria... e QI

 A sabedoria também se consiste na básica e, portanto, fundamental capacidade de discernimento do que é verdadeiro e do que não é, assim como também do que é definitivamente essencial e do que é frívolo, visando ampliar a compreensão sobre a realidade para o melhor (sobre)viver.


Os testes cognitivos mensuram nossas capacidades: aritmética, espacial, linguística, de memorização e de reconhecimento de padrões (não-contextualizados), que são facetas muito importantes da inteligência humana. No entanto, não avaliam criatividade e nem sabedoria, que são fundamentais, respectivamente para a genialidade e para a sanidade intelectual. Isso significa que é totalmente possível pontuar muito alto nos testes e não ser criativo nem ''sábio''. Enquanto as facetas da inteligência que são mensuradas e comparadas por esses testes, se expressam em atividades ou finalidades específicas, quando são necessitadas, a sabedoria deriva do básico ato de percepção, visando ao melhor julgamento. sendo requisitada em praticamente todo momento de interação com a realidade...

A sabedoria é a expressão ideal do funcionamento integrado das facetas da inteligência humana, enquanto que, nos testes cognitivos, são analisadas de maneira isolada e descontextualizada. É o equivalente a comparar o funcionamento individual de peças de um dispositivo eletrônico e e vê-lo funcionar em sua integridade. Mesmo quando não aparenta, por exemplo, pelo autoconhecimento, um indivíduo reconhecer inaptidão para certa atividade.


Reconhecimento de padrões

Uma das ações mais básicas [ou fundamentais] da inteligência é a de reconhecimento de padrões (detecção de comportamentos repetitivos que caracterizam fenômenos, elementos e suas expressões; bem como seus níveis de similaridades e diferenças). Os testes cognitivos também mensuram esta capacidade, mas, descontextualizada, por meio de perguntas que não são baseadas no que acontece no mundo/tempo real, porque a partir da interação com suas múltiplas circunstâncias, nossas predisposições psicológicas assumem um papel muito influente e, frequentemente, deletério para a finalidade filosófica ou da sabedoria, de busca inequívoca pela verdade. Por nossas personalidades, em contextualização constante com os ambientes em que vivemos, temos a tendência ou o risco de, ao invés de reconhecermos fatos e padrões, filtrarmos as informações que, instintivamente, mais nos convêm, que podem e geralmente apresentam um nível variado de veracidade: de verdades, meias-verdades e mentiras. Portanto, se os testes de QI são testes, neste caso, para o reconhecimento de padrões, a sabedoria é sua prática no mundo real e, sinto/lhes informar que, a maioria das pessoas não se sai bem nela. É como comparar um exame de direção para tirar a carteira de motorista, que também costuma exigir conhecimento técnico, acessado por provas escrita e prática, e de dirigir pra valer nas ruas. Nem sempre o resultado do exame será espelhado na realidade. Este é o caso dos testes cognitivos, porque resultam em muitos falsos-positivos, de indivíduos que pontuam alto neles mas, na prática, mostram-se pensadores passivos, aborrecidos e tendenciosos ou, então,que exageram no pensamento divergente//autoconfiante. Do mesmo modo que tem muito motorista que passa com louvor nos testes de direção porém, nas ruas, anda rápido demais, desrespeitando as leis de trânsito, bem como a segurança dos outros motoristas e pedestres...  

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