Minha lista de blogs

domingo, 21 de junho de 2026

Sobre o Professor Girafales e uma realidade deprimente de muitos professores

 Arrogância intelectual e moral 


O Professor Girafales é um dos personagens mais queridos do seriado mexicano Chaves, fenômeno intergeracional de audiência no Brasil e em outros países da América Latina. Representado como um típico professor dedicado à sua profissão, sério e empático com os seus alunos, Bolanhos também não deixou de mostrar traços menos lisonjeiros geralmente associados à "classe educadora', especificamente a presença marcante de um senso de arrogância intelectual e moral, como se o fato de trabalhar na área da educação conferisse automaticamente uma inteligência e um discernimento privilegiados, e não que, a priori, os mesmos independessem do quão inserido em um ramo profissional, mesmo o mais intimamente atrelado ao conhecimento, se está. Porque não são poucas as vezes em que o Professor Girafales ou "Professor Linguiça" faz comentários desnecessariamente depreciativos, especialmente em relação ao inoxidável Seu Madruga, por esse ser o personagem com o nível de escolaridade mais baixo... 

Esse retrato completo de um típico professor feito para fins de entretenimento, nos mostra aquilo que podemos perceber no mundo real por muitos deles: o carisma social associado com um sentimento arrogante de se achar mais culto e moralmente superior aos outros apenas por exercer essa profissão e não por evidências consistentes; um apelo constante e falacioso à autoridade, se as evidências existentes, na verdade, corroboram para uma irregularidade entre expectativa e realidade nesse contexto. Por exemplo, o esperado expertise do professorado em relação à sua área de especialização, que não se confirma para muitos deles, especialmente os que se dedicam a "ensinar" ciências humanas, estas literalmente tomadas por uma maioria de pseudo cientistas, proto cientistas e pseudo intelectuais, ou falsos filósofos, por estarem extremamente enviesados à "esquerda" no espectro político-ideológico e, portanto, muito parciais e subjetivos em suas linhas de raciocínio... Se o que também é notório entre uma desproporção de "educadores', se direta ou indiretamente relacionado com as suas áreas de atuação, é o abraço acrítico a ideologias predominantemente insensatas por não serem baseadas apenas por evidências, fatos e/ou argumentos ponderados, até pelo contrário, por serem primariamente baseadas em distorções da verdade objetiva, resultando, por exemplo, no padrão de voto desta classe, muito tendencioso a certos partidos políticos, mesmo quando estes demonstram incompetência, corruptibilidade e insensatez a níveis mais altos que os dos seus adversários, de conseguirem essa proeza... Essa incongruência constante entre muitos dos supostos detentores de mais sapiência e de como se comportam em momentos decisivos da vida pública e democrática, também de como se posicionam em outras situações, como quando celebram ditaduras e seus ditadores apenas por serem supostamente das mesmas ideologias que seguem e acreditam, enquanto se dizem totalmente a favor da democracia... 

Nenhum comentário:

Postar um comentário