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sexta-feira, 26 de junho de 2026

A "falácia da autoridade" também é uma falácia classista

 Aqueles em posição de "autoridade' são, em sua grande maioria, oriundos ou pertencentes às "classes sociais mais altas" ou, no mínimo, às classes médias. Um apelo constante à (própria) "autoridade', primariamente definida por vias burocráticas, mas mesmo se fosse por merecimento imaculadamente determinado, sugere, segundo esses mesmos que se agarram a essa falácia, que aqueles com menor escolaridade ou que não estão em posição de autoridade não podem debater ou conversar livremente com aqueles com maior escolaridade ou em posição de "autoridade', como se estivessem destinados a uma situação passiva, como eternos subalternos ouvintes aos comandos e aos "ensinamentos" de "cátedras" geralmente "auto eleitas" por critérios muito mais subjetivos do que deveriam ser, especialmente na educação superior, tal como uma compatibilidade ideológica e uma inclinação para a subordinação absoluta às "autoridades' do seu campo, ao invés de uma simples e básica vocação verdadeira (motivação intrínseca e talento). Como se o nível de escolaridade ou de autoridade, mesmo se tendenciosamente determinados por critérios não-objetivos, fosse determinante quanto às capacidades intelectuais mais importantes, principalmente a de racionalidade, a mais importante em contextos de debate. É, portanto, evidente que uma verdadeira "autoridade no assunto" não se faz apenas ou especialmente com base no nível de hierarquia profissional alcançado, mesmo que isso pareça o mais óbvio, e justamente pela falha de haverem lacunas de subjetividade contribuindo para determinar esse nível; que é basicamente o nível de verdadeiro expertise ou conhecimento alcançado, mesmo se não existir uma concordância com a posição social daquele que o possui. E desse nível de conhecimento, não apenas um conhecimento técnico ou específico, mas também uma capacidade desenvolvida de pensamento lógico-racional, em que, às vezes, é até mais importante...

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