Minha lista de blogs

terça-feira, 25 de abril de 2017

Relações evolutivas de convergência, divergência e atrito







Resultado de imagem para placas convergentes divergentes e transcorrentes

Placas tectônicas ou evolutivas*

Exemplo de relação evolutiva de convergência: brancos europeus e amarelos asiáticos, que, por causa de séculos sendo selecionados em sociedades 'civilizadas'', sem falar de cenários ancestrais relativamente parecidos [clima temperado, por exemplo] tem evoluído de maneira mais ou menos convergente.

Exemplo de relação evolutiva de divergência: brancos europeus e negros aborígenes/australianos. O primeiro grupo é psico-cognitivamente diverso, o segundo tem sido selecionado para ser excelente em atividades muito restritas.

Exemplo de relação evolutiva de atrito ou transcorrência: brancos europeus e caucasianos judeus. Ao invés de convergirem ou de divergirem, caucasianos europeus e judeus tem entrado em constante atrito, transcorrência ou inter-concorrência, possivelmente por ocuparem ''os mesmos'' espaços ou territórios e por apresentarem semelhanças [maior inteligência] e diferenças [universalismo e coletivismo] igualmente significativas. 

''Seria melhor ter devolvido o Brasil aos índios'' .... ''Os únicos que podem decidir quem entra e quem sai nas Américas são os verdadeiros donos dessas terras: os índios'' Só que...

... ''eu sou totalmente a favor da globalização''

Mais um pouco sobre aquilo que a mente do esquerdista, diga-se, sofrível e em estado de decomposição, internaliza e portanto aceita: contradições à [perder de] vista!!

Não houve descobrimento, mas invasão... mas também não ocorreu uma colonização, pelo menos em boa parte do antigo ''território colonial europeu''

Até uns anos atrás fomos transtornados por uma vil e indecente verdade: o Brasil e vários outros lugares, não foram descobertos, mas invadidos ''pelos'' europeus. Uma obviedade que até então passava batido em muita gente. 

Ainda que, para os europeus, a invasão das Américas [especialmente], que naquela época sequer tinham esse nome geograficamente unitário, também foi uma descoberta... As duas ''expressões'' estão corretas, a partir do momento em que forem  devidamente bem posicionadas. 

No entanto, aqueles (((esquerdistas))) que vieram com este neo-pensamento sobre as ''grandes navegações [europeias]'', parecem ter se esquecido de continuarem a melhorar o entendimento semântico deste longo e obscuro período da estória humana. E, não surpreendentemente, não é que, quando a questão lhes é ideologicamente sensível eles desprezam o uso da precisão semântica**

Um caso mais do que recomendável para a aplicação da mesma é o uso da palavra ''colonização'' para se referir ao domínio europeu [ou japonês, ou americano, ...] sobre várias regiões do mundo durante todo este período das ''grandes navegações e subsequente colonialismo'', a primeira fase da globalização.

''Os'' europeus realmente colonizaram a África**

Sim, pode-se dizer que ''os'' europeus realmente colonizaram a América do Norte, porque ocorreu uma massiva transferência de pessoas do velho para o novo continente. Colonizar não é apenas tomar posse de um território, mas também povoá-lo e de preferência com as pessoas do grupo invasor. E na maioria das regiões [meridionais] que os europeus tomaram posse  por determinado período, não ocorreu uma massiva transferência de pessoas com o intuito de [re]povoá-las. De fato, o termo colônias de exploração e de povoamento, fazem muito sentido, principalmente quando percebemos que a ideia de colonização ou de expansão real do território, com a posse ou domínio de novos territórios, e posterior colonização/povoamento, de fato, não aconteceu na maioria dessas regiões. A África não foi esbranquiçada com milhões de colonos europeus, apenas algumas partes que foram parcialmente povoadas genuinamente por europeus. Nem a Ásia. No caso das Américas e da Oceania, aí nós vamos ter uma situação um pouco mais diversa, porque, enquanto que, em algumas áreas como a Austrália, a América do Norte e partes da América Central e do Sul, ocorreu o que de fato se pode chamar de ''colonização'', o mesmo não aconteceu totalmente no restante. Portamento podemos ter como veredito final que, o processo de colonização europeia deu-se de maneira parcial nessas regiões citadas acima, e primário no caso da África e da Ásia, porque de fato, houve o domínio administrativo desses territórios, mas não houve a substituição demográfica ou o povoamento dos mesmos com gente de fora.




segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sintomas de uma síndrome da modernidade: QIismo

''O meu QI é maior que o seu, logo eu sou mais invencivelmente/totalmente inteligente''

''Aquela moça era tão eloquente... mas o seu QI é mediano''

''A relação entre QI [inteligência] e criatividade foi de...''

''Os povos de QI maior [mais inteligentes*] são menos propensos a...''

A tudo aquilo em que se deveria usar o termo inteligência, e com suas as consequências conceituais e práticas embutidas, passou-se a usar a sigla QI. Aos poucos o cérebro vai se desacostumando a falar em inteligência, substituindo-a por QI, como se os dois fossem exatamente a mesma coisa, espelhos mutuamente perfeitos.

Não está errado falar, usar o QI, o problema é passar com isso a desprezar a inteligência, de fato, e/ou tratando-a como se fosse QI, e como se o QI fosse inteligência. 


domingo, 23 de abril de 2017

Ambiversão e individualidade... uma maior diversidade individual pode criar a sensação de ''auto-subsistência psicológica''

Individualidade e europeus*

Acho que já havia proposto esta teoria mas vamos lá, novamente e rapidamente. Os europeus, por estarem, em média, no meio do espectro ''extroversão-introversão'', isto é, por tenderem a ser mais do tipo ambivertidos, do que os negros africanos [mais para a extroversão] e do que os leste asiáticos [mais para a introversão], os tornariam mais propensos à individualidade, do que os outros dois, ainda que, o excesso de extroversão também tenda a resultar em um igual excesso em individualismo. Neste caso, podemos dizer que, enquanto que a extroversão tende a se relacionar com individualismo, a ambiversão, por causa de sua maior ou melhor combinação com a introversão, ou como eu gosto de dizer, por causa de sua tendência de amalgamento dos dois extremos, justamente por se localizar no meio do espectro, tende a ser mais propícia à individualidade, que eu acho que já diferenciei em relação ao individualismo.

Individualidade não é individualismo. A individualidade, em relação ao comportamento, é sobre celebrar, desenvolver e enfatizar as próprias idiossincrasias, uma maior tendência para engajamentos introspectivos. O individualismo, por sua vez, pode ser facilmente traduzido como egoísmo. Níveis muito altos de individualidade podem levar ao narcisismo. Níveis muito altos de individualismo tendem a se relacionarem com o espectro de personalidades anti-altruístas.

Ao contrário do link no texto, eu não acredito mais que os leste asiáticos sejam em média mais empáticos que os europeus, especialmente os ocidentais, mesmo porque, as diferenças entre os dois macro-grupos neste sentido são, historicamente falando, não muito significativas, e que os segundos acabam vencendo literalmente porém parcialmente por causa de suas maiores expressividades emocionais. 

Criatividade, ambiversão [ ou omniversão ]

Segundo um longo estudo sobre os traços de temperamento e comportamento que abundam entre os mais criativos, feito por  Mihaly Csikszentmihalyi, a dita ''personalidade criativa'' se caracterizaria por exibir muitos contrastes temperamentais, indicando uma natureza mais balanceada, ainda que também mais intensa, ao invés de uma tendência mais homogênea de ênfase para um dos extremos deste espectro. Pela lógica, os ambivertidos mais intensos ou omnivertidos, ao contrário dos típicos ambivertidos, neste quesito, como eu já especulei, seriam os mais criativos, e quanto mais prevalente é a proporção de ambivertidos comuns, maior seria a proporção de tipos intensos. É o que parece acontecer com os europeus e sua diáspora espalhada [e misturada] pelo globo. Uma maioria de ambivertidos comuns, mais uma vez, por essa lógica, inevitavelmente resultaria em uma minoria de ambivertidos intensos ou omnivertidos, que são minoritários em praticamente todas as sociedades humanas. 

Então pensemos: os ambivertidos reúnem um pouco de cada tipo, um pouco do autocontrole, da concentração e da precaução do introvertido, um pouco do entusiasmo ou vivacidade, da busca por experiências e da espontaneidade/impulsividade do extrovertido. Este ''pouco'', em doses bem menos parcimoniosas, e vamos ter indivíduos expressando esta androginia temperamental de maneira muito mais intensa. Porém, também há de se diferenciar o omnivertido que reúne todas ou a maioria das qualidades de ambos os ''extremos'', daqueles que fazem o oposto, que ao invés de reunirem os traços positivos, o fazem com as desvantagens de cada um. No entanto, no caso da criatividade, ainda será meramente especulativo concluir que, aqueles que reúnem uma predominância e constância de traços ''positivos' de ambos os extremos de temperamento, serão mais criativos que aqueles que reúnem o oposto. Por exemplo, a maior tendência de distração bem como também de maior impulsividade do extrovertido, em relação à algumas facetas do comportamento, que podem ser entendidos como ''desvantagens'' ou ''traços negativos'', está relacionada com um aumento da ideação criativa, especialmente o primeiro. Portanto calma nessa hora... No mais é isso. A possível prevalência de perfis mais ambivertidos entre os europeus, favoreceria a um maior minoria de ''ambivertidos intensos OU omnivertidos'', que, por essa lógica, seriam muito mais propensos à criatividade. 

sábado, 22 de abril de 2017

TODOS os comportamentos são formas de gratificação

Nem sei direito o que poderia escrever sobre isso, por enquanto fica aí este pensamento....

Como eu queria

Que essas horas não passassem
Que esses minutos não cessassem, um sem seguir o outro
Que essa visita não terminasse
Que não tivesse prazo
Que fosse o último trago
Que não precisasse de mais nada
Que pudesse estar onde eu sou feliz
E pudesse mudar de lugar, quando o tempo fechasse
Que pudesse, como eu queria
Que as memórias fossem mais seletivas e intensas
Que pudesse vivenciar as alegrias já vividas
Revive-las quando quisesse
Ou que pudesse ter todo tesouro em um único lugar
Mas tenho que ir lá, visitar
Me despedindo daqui
E me despedindo de lá
E voltando aqui
E lá
E aqui
E aqui
E lá 
Deixando parte do meu coração 
E me encontrando com a outra 
Despedaçado em muitos espaços
Pedindo ao tempo que pare um pouco 
Que respire um pouco 
Que me deixe um pouquinho
Que me deixe acostumar com essas ilusões 
Que as transforme em religião
Que exista a ressurreição, a fé
Que o metafísico exista, que exista um lugarzinho só nosso neste universo imenso 
Que acredite como um fanático
Que me absorva em sua loucura
Que me abençoe e faça crer
E descrer quando for preciso

Ah, como eu queria