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terça-feira, 24 de março de 2026

Pensamentos sobre a (minha) sexualidade

 Passividade ou fetiche obsessivo?? (No tempo pretérito) 


Sendo que, obsessão por fetiche, geralmente, significa algum tipo de disfunção em que o mundo imaginário se torna tão ou mais importante quanto o mundo real. Que também pode ser induzida por (auto) lavagem cerebral... 

No meu caso, apesar de que, para mim, sempre parecia mais natural ser passivo em uma relação homossexual, também percebo que, quando buscava ou pensava em estreitar um relacionamento nesse mesmo contexto de orientação, as opções de versátil e ativo se tornavam igual ou mais atraentes. Talvez por perceber que a preferência na cama seja tão importante quanto as afinidades, ou que, sem um contexto de fetiche, para mim, a posição de "passivo" era menos atraente, inclusive a longo prazo...

Além disso, eu sempre sentia, enquanto vivia dentro da cena gay, um grande desconforto na posição de passivo, um contraste constante e significativo entre a fetichização do ato e sua prática real. 

Não julgo os outros, pois acredito que existam muitos homens gays e bissexuais que sentem prazer anal, até por uma questão anatômica. Com certeza, esse nunca foi o meu caso. Por isso que resolvi romper com esse ciclo sexual no qual me encontrava preso. 


Desejo por outros homens ou inveja de querer ser como eles?? 

Eu tenho pensado nisso ultimamente e tenho chegado à conclusão de que, talvez, não seja apenas ou especialmente uma questão de atração sexual, mas algo mais complexo, e ainda assim facilmente entendível: de que o que sinto mesmo é uma inveja, um desejo de ser o outro, e não precisamente de possuí-lo, mais uma questão de baixa autoestima do que apenas expressão de sexualidade (sem querer extrapolar para além do meu âmbito pessoal, como se fosse uma verdade de todos os homens gays e bissexuais). Hoje, em que escrevo esse texto e me encontro em outra situação em minha vida, que sinto ser uma situação de ser saído de um limbo de ilusões e adentrado em um mundo mais literal ou real, pelo menos a partir de uma perspectiva mais pessoal, essa confusão entre o desejo de possuir outro homem e de sê-lo parece que se tornou mais evidente. Ainda pode ser que também tenha a questão da atração, mas não tão homogeneamente definida, tal como é o que costume de se fazer. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Cura gay não existe. Mas redirecionamento de preferência bissexual sim

 Orientação sexual não tem cura porque não é doença. Mas, dependendo da orientação sexual, é possível dizer que pode existir, ou existe, algo próximo de uma "cura", mais no sentido de potencial de mudança positiva, como é o caso da bissexualidade, já que, além de ser uma orientação, também é uma preferência, se aqueles que a possuem (como eu) apresentam graus variados de atração tanto pelo mesmo sexo quanto pelo sexo oposto e podem se orientar mais para um lado ou outro do espectro sexual. E que também podem fazê-lo de maneira mais deliberada ou objetiva, se assim desejarem ou conseguirem. Ainda que não seja algo tão simples como pode estar parecendo, já que o pêndulo da bissexualidade também se move com base em um ímpeto sexual e que pode não estar em pleno controle do seu "usuário", sendo mais influenciado pelas circunstâncias ou contextos do que pela própria vontade. Apesar disso, eu acredito que seja possível melhorar o autocontrole, se for realizado um esforço nessa direção... 

Outra variante próxima de "cura gay" é a mudança de preferência ou estilo sexual, mas dentro de um contexto homossexual específico, que pode ser no sentido de, por exemplo, um homem gay ou bissexual promíscuo abraçar um estilo de vida monogâmico, bem como de decidir se tornar mais ativo do que passivo, ou o oposto nos dois casos, desde que ele objetivamente identifique essa mudança como boa para a sua saúde mental e sexual. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Talvez novamente: homossexualidade é uma desordem mas não é uma doença

Norma/espectro da saúde contextual: heterossexualidade

Anormalidade contextual: bissexualidade

Doença contextual: gigantismo

Anormalidade universal: homossexualidade

Doença universal: influenza ou gripe



E desordem/anormalidade universal macro-remediável: homossexualidade

Por que macro-remediável*

Porque uma sociedade pode ter uma maioria ou mesmo uma totalidade de indivíduos de homossexuais e ainda poder se reproduzir, de modo mais artificial/cultural, ou especialmente se tiver algumas doses naturais de bissexualidade..

Desordem/anormalidade universal grave/não-remediável: esterilidade


Por que não-remediável*

Porque uma sociedade não pode ter uma maioria ou mesmo uma totalidade de indivíduos estéreis.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Proposta especulativa e consideravelmente analfabeta para a "cura" gay

Transição hormonal para quem quer "mudar" de sexo 

Os efeitos esperados

Masculinização para as trans
Feminizaçao para os trans 


... especialmente (ou não) pela "simples" administração de hormônios do sexo oposto.

Reforço hormonal para quem quiser ficar mais hetero-típico?? 

Se um homossexual, isto é, do sexo masculino, tomar mais hormônio do testosterona, é possível que o seu desejo pelo mesmo sexo reduzirá?? Interessante pensar no caso dos homossexuais mais tipicamente masculinos em personalidade, quais que seriam os efeitos.

Talvez um aumento da dose de estrogênio em hiper-sexuados poderia reduzir o desejo?? [talvez uma ''castração parcial'' se isso existe]

Quais são as porcentagens de testosterona entre os homossexuais?? E entre os bissexuais?? 

Eu já li que, ao contrário do que [eu] pensava, os bissexuais seriam aqueles com menos testosterona e os homossexuais seriam aqueles com mais, e/ou com mais hormônios sexuais.

No mais, para fazer a transição sexual, pelo pouco que entendo e conheço do assunto, os trans-sexuais se submetem a uma espécie de terapia hormonal, isto é, tomam doses maiores do hormônio "do' sexo oposto resultando em um processo de aumento na androginia.

Ai eu pensei com os meus botões [ou falta]:


E se ao invés de ir para o caminho trans não fosse tentado o oposto?? 


Os efeitos da terapia hormonal parece que são categóricos, os homens trans adquirem mais feições femininas e as mulheres trans mais feições masculinas. 

E o mais importante: o interesse sexual, o que será que acontece??

 Me lembro do caso de uma atleta da ex Alemanha Oriental que tomou tanto esteroide que acabou tendo que fazer a transição sexual. 

Mas ela já não era meio lésbica??

Talvez mais do que deixar de sentir desejo pelo mesmo sexo o resultado seria o de passar a ter mais desejo pelo sexo oposto??


Isto é, aumentando a bissexualidade?

Enfim, mais um besteirol grátis. 

Não recomendo qualquer tipo de intervenção fútil no corpo, tanto que sou contrário ao transexualismo, mas não em relação ao travestismo. 

No entanto se existem gays que gostariam de ser MAIS héteros ou MENOS gays, então talvez [ou, muito provavelmente não] poderiam tentar este tipo de ''terapia''.

No mais, acho que muito dos problemas dos homossexuais se dá pelo fato de viverem/de vivermos em uma [sub]cultura feral e portanto que, [possivelmente] a maioria daqueles que não gostam de ser como são, na verdade não se identificam com o estado lamentável de organização cultural de praticamente todas as comunidades de gays [humanos], desde os problemas mais holísticos como a grande incidência de DSTS até aos problemas mais detalhistas como eu tentei comentar em um texto recente, sobre o mito de que: sexo anal bom, tem que ser com dor. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Alerta de viadagem


Passivo, versátil (o bi-homossexual) e ativo

Parece óbvio demais para que ainda não tenha sido pensado. Os tipos sexuais de homossexuais parecem se diferir claro que, em média, em personalidade e quiçá em estilo e nível cognitivo. Os homossexuais mais passivos na cama parecem incorporar com maior constância e intrinsecabilidade [intensidade intrínseca] as características femininas ou sexualmente invertidas. Os predominantemente ativos parecem ser bem menos homossexualmente intrínsecos e portanto comungar com padrões de comportamento muito mais semelhantes às médias de seu sexo biológico enquanto que os versáteis, isto é, aqueles que encarnam tanto o papel de passivo como de ativo, que variam mais na cama, seriam os mais variáveis neste sentido, por razões óbvias, apesar de também poderem se destacar no quesito hiper-sexualidade. 


Percebemos que dentro da população homossexual o mesmo padrão espectral de mono-sexuais complementares (passivo e ativo) e poli-sexuais (versáteis) que compõe a diversidade sexual também compõe a diversidade homo ou não-heterossexual. Mediante as minhas observações e pela lógica pressupõe-se que haverão tendências de diferenciação entre passivos, versáteis e ativos que se assemelharão aos heterossexuais (homem/ativo e mulher/passivo) assim como também em relação aos bissexuais (versáteis).

 Inclusive talvez pudéssemos denominar os versáteis como homo-bissexuais por fazerem os papéis ativo e passivo com maior desenvoltura e naturalidade, ui!!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Ambivertidos: Minoria criativa ou maioria normal?


Eu sempre pensei que o termo ambivertido representasse uma minoria da população humana mas de uns tempos pra cá eu tenho lido o oposto, de que se consistiria numa espécie de maioria esquecida ou silenciosa ainda mais dentro desta briga exacerbada mas nem tanto entre introvertidos e extrovertidos. 

No entanto ao compararmos o ambivertido com o ambidestro ou com o bissexual  chegamos de novo a um paradoxo mas eu acho que é fácil de se resolvê-lo. Novamente a precisão semântica mostra-se essencial para separar e organizar os nossos pensamentos. Pois bem eu defini o termo bissexual tal como geralmente fazemos em relação ao ambidestro. Em ambos existe a restrita necessidade de que apresentem disposições ou desejos significativos para ambos os seus respectivos lados. O ambidestro é o tipo demograficamente raro que pode escrever perfeitamente com as duas mãos. Também poderíamos falar que aquele que pode usar as duas pernas de maneira igual em funcionalidade também pode ser definido como um ambidestro, só que dos membros inferiores (ainda que a descrição supra-ideal do ambidestro seria, aquele que usa em perfeita igualdade de funcionalidade os dois hemisférios do seu corpo, tanto em relação aos membros inferiores quanto aos superiores).

 O bissexual é todo aquele que sente desejo sexual legítimo tanto pelo mesmo sexo quanto pelo sexo oposto, isto é, que sente excitação pelos dois em intensidades muito parecidas, se não idênticas.

 Qualquer pessoa que não pode escrever com as duas mãos ou chutar com os dois pés ou qualquer outra atividade manual em que se exija grande similaridade de funcionalidade de ambos os lados não pode ser considerada como uma ambidestra típica. Talvez possamos ter uma pessoa que é destra para as mãos mas que é muito melhor para chutar com o pé esquerdo. Esta seria uma espécie de ambidestra atípica. 

O mesmo para a bissexualidade em que a típica se manifestará com base na excitação sexual pelos dois sexos enquanto que a segunda o fará com base na excitação por um dos sexos mas grande tolerância sexual pelo outro. 

Mas e para a ambiversão??

Uns dias atrás eu li pelo próprio inventor do termo que os ambivertidos são a maioria da população...

Faz sentido que a maioria das pessoas sejam mais propensas para algum grau de ambiversão ainda que no final eu ache que isso variará de local e que em países como o Brasil tudo indica que vamos ter um predomínio da extroversão principalmente em alguns estados como o Rio de janeiro e os estados nordestinos. 

No entanto se aplicarmos a mesma lógica que eu usei para o ambidestrismo e para a bissexualidade então perfeitos ambivertidos serão uma minoria se percebemos que as pessoas tendem a caminhar mais para uns dos lados mas de maneiras menos intensas.


 Níveis praticamente iguais de introversão e de extroversão ou ''ambiversão típica'' [atenuação quase perfeita dos dois níveis de intensidade), então, seriam mais raros do que a ''ambiversão atípica''. 

E a omniversão?? 

Então, novamente o ambivertido típico é uma minoria enquanto que ambivertidos atípicos serão bem mais comuns emulando a mesma situação do espectro da dominância manual hemisférica em que os ambidestros atípicos (destro na mão e canhoto no pé, por exemplo) não serão tão raros quanto os ambidestros típicos (ambidestro para as mãos, por exemplo). 

A omniversão pode ser um termo válido se se consiste em uma soma da extroversão e da introversão enquanto que a ambiversão se consiste em uma atenuação ou quase anulação de ambos tendendo o segundo a resultar em grande estabilidade emocional enquanto que o primeiro seria mais uma mistura somática atipicamente ou harmoniosamente bipolar de ambos os níveis de reações.


A omniversão parece relacionar-se com o humor ciclotímico ainda que neste caso estejamos falando mais sobre níveis de sensibilidade à densidade de estímulos que estão presentes no ambiente. Eu especulei que o introvertido sentirá de maneira mais intensa os contrastes do mesmo, por exemplo, se sobrecarregando em ambientes densos, e se tornando bem mais leve em ambientes mais calmos, com menor densidade de informações sensoriais. O extrovertido típico será aquele que sentirá menos os contrastes de densidade sensorial dos ambientes e preferindo por aqueles com maior alvoroço, justamente porque encontrar-se-á necessitado de estimulação, enquanto que o introvertido típico, nomeadamente em ambientes muito carregados, encontrar-se-á necessitado de descarregar a sua mente, se já é mais facilmente estimulado. O ambivertido típico, se este tipo existir, se caracterizaria por uma extrema atenuação dos dois níveis de intensidade mais extremos, justamente por localizar-se bem no meio deste espectro. O ambivertido atípico não se sentiria nem muito nem pouco estimulado, possivelmente resultando em uma grande estabilidade emocional/sensorial. Talvez pudéssemos concluir por agora que o ambivertido atípico será aquele que exibirá os níveis mais altos de resiliência psicológica e até que existirá uma forte correlação entre este tipo e a psicopatia, se estabilidade e frieza emocional tendem a se assemelharem em demasia, com a diferença que a primeira não se relacionará com extrema impulsividade ainda que a segunda também possa se manifestar de maneira mais embotada e menos impulsiva. Pode-se ser extremamente estável sem ser frio, frio porém sem ser impulsivo e frio e impulsivo. A aparente estabilidade do psicopata na verdade exibe uma profunda frieza de sentimentos enquanto que se pode ser muito estável e sem ser frio. O ambivertido atípico parece representar a maioria das populações humanas, algumas vezes puxando mais para a introversão, outras vezes mais para a extroversão. O ambivertido atípico ao contrário do extrovertido que está sempre buscando se estimular, o faz de maneira bem mais esporádica e menos intensa. Ele também não se sente quase sempre acuado ou super-estimulado como o introvertido quando está em ambientes muito densos, mas dependendo da situação ele pode ficar. Percebe-se que o ambivertido é mais reativamente ''racional' porque as suas reações dependem mais das nuances do ambiente, isto é, se consistem em reações secundárias, ainda que se originem de uma condição intrínseca de ambiversão. Um ambivertido pode ficar mais introvertido se, por exemplo, ele for à uma festa com pessoas que nunca viu na vida. O introvertido quase sempre ficará mais acuado em ambientes densos como uma festa. Ele pode até gostar de estar lá, mas ficará saturado em pouco tempo. Um ambivertido pode ficar mais solto ou extrovertido também dependendo das variáveis, enquanto que a necessidade de maior estimulação parece estar no automático (ação primária) para o extrovertido.

O omnivertido talvez seja justamente aquele que eu e pelo que parece muitas outras pessoas tem chamado equivocadamente (ou não) de ''ambivertido criativo'', especialmente depois que o famoso psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi analisou e compilou as características de personalidade de algumas das figuras mais eminentes da história humana e concluiu que praticamente todos eles apresentavam contrastes de temperamento e de personalidade. 

Enquanto que o ambivertido atípico (psicologicamente saudáveis) podem ser denominados de ''super-normais'', o omnivertido típico seria o seu quase oposto especialmente em algumas facetas. Assim como o ambivertido o omnivertido também tende a ser mais subconscientemente cirúrgico em suas reações do que os introvertidos e os extrovertidos, mas também tende a sentir a densidade do tamanho, não apenas como um introvertido típico, mas muitas vezes de modo até mais intenso. E também pode sentir grande necessidade de estimulação, como um típico extrovertido. 

Portanto como conclusão redundante eu me achei na possibilidade de diferenciar o ambivertido do omnivertido (onivertido), novamente, mostrando que o primeiro se consiste na ''maioria normal'', menos extrema para um dos níveis mais intensos de reação, enquanto que seria o omnivertido que representaria o arquétipo do mais criativo, que também apresenta um forte estado de ambiversão, só que se manifestaria de modo mais intenso. Ao invés de uma atenuação ou meio-termo entre os extremos, ''se consistiria'' na soma dos níveis e até poderia concluir de modo mais selvagem que a omniversão se consista em um estado superior de auto-consciência, que teoricamente falando, seria o próximo estado evolutivo do ser humano em termos intelectuais e existenciais, por ser uma espécie de estado de completude perceptiva e sensitiva.