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terça-feira, 15 de novembro de 2022

Possíveis fatores para explicar o aparente aumento dos "casos' de autismo nas últimas 4-5 décadas

Vacinas?? 


Esse ainda não.

1. Endogamia fenotípica 

A "endogamia genotípica" é quando indivíduos de uma mesma família biológica: primos ou até irmãos, procriam entre si, geralmente associado a um risco mais alto de gerar descendentes com doenças congênitas ou saúde debilitada, por causa da baixa diversidade genética envolvida. Pois também parece ocorrer um outro tipo de endogamia, mas que se dá quando indivíduos com fenótipos muito parecidos procriam entre si. 

Bem, e como que isso se relaciona com o autismo?? 

Pois você por acaso sabe onde que a incidência desse transtorno complexo tem sido mais alta?? 

Em regiões onde há uma grande densidade demográfica de cientistas, engenheiros, técnicos da computação, por exemplo, no vale do Silício, que fica no norte da Califórnia...  

Então, um aumento nesse tipo de procriação em que pessoas escolhem seus parceiros com base em suas próprias preferências e não com quem a família escolhe, também pode estar contribuindo para aumentar a incidência de autismo.

2. Diminuição da taxa de fecundidade e aumento da idade dos progenitores

Especialmente em países desenvolvidos, casais heterossexuais têm tido menos filhos e mais tarde, atrasando a chegada do primogênito para além dos 30 anos. Essa tendência é maior para os que têm mais escolaridade. Pois o autismo está geneticamente relacionado com alto QI ou maiores capacidades cognitivas e que está associado a uma maior escolaridade. 

Menos filhos e mais tarde + endogamia fenotípica = aumento proporcional de autistas em relação à população total. Não necessariamente um aumento bruto, mas relativo. 

3. Aumento da altura média e também do percentual de 'obesos"

O autismo está relacionado com grande peso e maior capacidade craniana ao nascer, que se relacionam com maior peso e altura em indivíduos adultos.

Então, menos filhos e mais tarde + endogamia fenotípica + aumento da altura e/ou peso da população = aumento da suscetibilidade ou risco (dependendo da gravidade) de ter filhos autistas OU no espectro/ aumento relativo de indivíduos autistas.

4. Fatores ambientais 

Tabagismo ou alcoolismo durante a gravidez e poluição atmosférica são alguns fatores ambientais associados ao autismo, mas, em relação ao primeiro, eu tenho minhas dúvidas já que existem pais de autistas que não fumam e nem bebem, e também que a maioria dos filhos de pais que têm esses vícios crônicos muito provavelmente não são autistas. Portanto, podem ser mais correlações do que causalidades ou, então, em certos casos, pode depender da gravidade do vício durante a gravidez, especialmente pelo comportamento da grávida. Também pode acontecer que, vícios crônicos já seriam expressões de uma natureza mais instável ou mutante que aumentaria o risco ou suscetibilidade de geração de descendentes, herdeiros dessa mesma natureza, mais instável, e que o vício ainda poderia aumentar a severidade da carga mutacional transmitida. 

5. Aumento de diagnósticos, inclusive os equivocados 

Melhorias na identificação clínica de indivíduos autistas e um aumento de diagnósticos equivocados também podem estar contribuindo para o aumento aparente da incidência de autismo. Pense que, antes, o percentual de diagnosticados era extremamente baixo ou nulo, provavelmente porque a maioria dos autistas que recebia um diagnóstico não era de autismo e sim de outra condição. Talvez, a proporção de autistas 'sempre" foi, se não igual, pelo menos não tão dramaticamente maior...

6. Vacina, MAS não exatamente o que você pode estar pensando

Indivíduos que, antes, estariam em maior risco de falecer na infância se fossem acometidos por doenças infecciosas 'típicas" dessa faixa etária, nas últimas 6 ou 7 décadas, têm sido vacinados em grande proporção, resultando numa forte diminuição das taxas de mortalidade infantil. Porém, pode ser que muitos desses indivíduos estariam em maior risco de falecer por doenças infecciosas, justamente por terem nascido com uma maior carga mutacional, geralmente um indício de saúde mais frágil, incluindo aqueles que apresentam mais traços do espectro do autismo, neuroatípicos não-autistas e autistas. Então, a vacinação universal das últimas décadas permitiu que a maioria dessas crianças chegasse à vida adulta, possivelmente aumentando a proporção de indivíduos autistas ou dentro do espectro na população geral. Além disso, alguns (ou muitos?) deles também procriam, passando seus genes que aumentam a suscetibilidade para ter descendentes autistas ou com mais traços.

Não, vacinas não causam autismo, mas... e mesmo assim, é um mal muito menor do que não vacinar. 

Como conclusão, especialmente no mundo ocidental, temos uma população jovem (até 40 anos) proporcionalmente menor, por causa de décadas com baixas taxas de fecundidade (muito abaixo do limite mínimo de reposição), mais alta, mais bem alimentada, mas também mais propensa à obesidade e mais mutante, tanto por razões estatísticas quanto por outras razões, tais como as citadas. Todos esses fatores podem estar contribuindo para esse aumento aparente no registro de diagnósticos de autismo.

domingo, 27 de agosto de 2017

Casamento assortativo = pseudo-endogamia fenotípica

Geralmente não casamos com os nossos parentes genotípicos, mais próximos, mas o faremos, invariavelmente falando, com os nossos parentes fenotípicos mais próximos e em especial quando tivermos a oportunidade de fazê-lo. Também é interessante pensar se o estilo de busca pelo par de acasalamento não possa ter um efeito se, temos aqueles que buscam por seus "complementares' ou antagonistas discretos, geralmente mais "conservativos"  (evolucionariamente conservadores), e aqueles que buscam mais por seus similares (procriativamente igualitários/ ideologicamente neo-esquerdistas), uma espécie de entre-espectros, entre a heterossexualidade e a homossexualidade, em que no caso da segunda, evidentemente que haverá uma busca, ao menos em termos explicitamente sexuais, pelo mesmo sexo/similaridade, ainda que os papeis de complementaridade continuarão a se suceder e a serem perseguidos entre estes. No caso daqueles que buscam mais por seus similares, é logicamente esperado que haverá uma tendência de inversão parcial dos sexos, isto é, homens ''menos masculinos' e mulheres 'menos femininas'', sem necessariamente sempre resultar na homossexualidade.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Nova proposta para o (((brilhantismo))) historicamente repentino de certos alguéns...

Inteligência versus criatividade

Eu já devo ter: comentado e especulado sobre o assombro recente [ou nem tanto] de inteligência, conquista e maquiavelismo [e sim, cabelos brancos para os gentios] dos judeus ''asquenazes''. 

Basicamente, um resumão: durante boa parte de sua história, os judeus de qualquer franquia, ''deram'' pequena proporção de realizações [positivas] nas mais diversas esferas da vida humana: artística/cultural, intelectual/filosófica e científica, se forem comparados com ''europeus'' e ''leste asiáticos''. Então a partir da emancipação social promovida por Napoleão Bonaparte, de minoria corretamente perseguida [invariavelmente falando], mais fechada em si mesma [menos na hora de faturar em cima do ''gentil' bobo] e com poucas realizações intelectuais, [quase] tudo mudou, e de perifericamente importantes, ao menos de uma maneira bem mais explícita [ainda que na Ibéria os sefarditas tenham dado um ''trabalhão'', sem falar de outros pormenores por exemplo a oficialização de ''suas' 'religiões' derivativas entre os eurasiáticos ocidentais] se tornaram protagonistas principais no Ocidente [parece que, para a sua desgraça] ainda que [sempre] queixosos de aparecerem em frente aos holofotes [por que será*].

Ponto errado de discussão*



Discute-se muito sobre a inteligência dos asquenazes, de como que, em pouco tempo se transformaram em ''donos do mundo [ocidente, e por tabela..]'' se antes não eram mais que uma minoria etno-religiosa no coração da Europa e sem muitas criações de própria autoria para chamarem de suas. 

No entanto o que geralmente resulta em maiores realizações intelectuais [criativas] é a criatividade, e não necessariamente [apenas] a inteligência ['elevada'].

Um caso parecido parece ser ''dos'' japoneses que, até pouco tempo não davam grandes contribuições para a humanidade, ao menos em relação à[s] ciência[s], enquanto que em termos culturais o Japão tem de fato uma cultura muito criativa e bela [bem mais do que a cultura judia, diga-se], claro que, em seus pontos mais moralmente corretos ou destituídos de distorções desta natureza [como geralmente as culturas humanas costumam ter].

Em ambos os casos nós temos uma notória descontinuidade histórica em que antes não davam grandes contribuições, especialmente na área das ciências, e agora o oposto tem acontecido [parte ainda passível de maiores considerações]. Fatores ambientais é claro podem nos ajudar a explicar parcialmente esses paradoxos se antes ambos eram fechados à maiores interações, seja com o resto do mundo, como no caso do Japão, seja em relação aos vizinhos gentis, como no caso dos judeus [especialmente os asquenazes]. 

Minha nova proposta é: ambos já tinham inteligências ''superiores'. Só que faltava-lhes: ambiente propício para identificar e ''cuidar'' de sua classe criativa E talvez, uma genética mais favorável na produção de ''gênios criativos''* 

Mesmo fechado em si mesmo e por tanto tempo o Japão bem que poderia ter incentivado trabalhos criativos de maior envergadura.

O caso judeu é um pouco mais interessante porque também poderiam ter aparecido mais ''gênios criativos'' durante este longo hiato de poucas realizações, sem falar naquelas que podem ser consideradas como negativas: ''cristianismo'' e ''islamismo''.

 Não compro a ideia de que a ''perseguição' [invariavelmente justificável] tenha por longo tempo ceifado o talento de muitos judeus especialmente porque: existiam famílias judias ricas [sic, aliás, a maioria, em especial na Europa Ocidental, parece que detinha um bom padrão de vida] de onde poderiam ter aparecido a maioria dos gênios, e a própria existência de alguns nomes ilustres nos mostra que essa explicação parece mais pobre para justificar o porquê deste hiato. 

No caso judeu eu acho que ''o relaxamento da endogamia'' pode ter favorecido a um aumento de traços psicológicos que são essenciais para a criatividade. Será*

Quem sabe o que poderia ter acontecido no Japão para que depois da segunda guerra mundial o gênio criativo começasse a dar as suas caras por ali*

No mais é isso. Os dois povos ''sempre'' foram 'inteligentes' [média coletiva de 'inteligência' acima da média]. O diferencial que faz com que povos passem a produzir realizações.... criativas... é justamente a criatividade + um ambiente propício/aberto. Parece não ser possível que séculos de hiato criativo para os dois povos tenha se dado fundamentalmente por razões ambientais ou circunstanciais. 

Eu já especulei que no caso asquenaze ao invés de um processo natural, pode ter acontecido um processo deliberado de promoção eugênica [+ relaxamento endogâmico]. A ideia de que a endogamia possa ser crítica para a criatividade parece que faz algum sentido, em especial se for uma endogamia generalizada dentro de uma população já que na maioria dos casos ocorre um processo progressivo de homogeneização do comportamento, via seleção e também via expulsão ou ostracismo dos descontentes. Uma personalidade que adere com facilidade ou naturalidade à ceitas extremamente dogmáticas ou inflexíveis ou como no caso de nações com esses atributos, isto é, que é muito conformista, é pouco provável que poderá ser criativa, mesmo porque a criatividade [lógico-divergente ou transcendente] principia-se por uma ''rebelião natural' contra a própria área de especialização, mesmo que tenda a se dar de maneira mais insular do que generalizada. Como eu já comentei o criativo precisa ser crítico, [especializadamente] inconformista e perfeccionista para poder de fato expressar-se como tal. 

Então desenvolvi esta proposta de que o relaxamento endogâmico ao menos entre os asquenazes propiciou, juntamente com outros fatores intrínsecos e extrínsecos, ao aumento de pessoas mais criativas, e como já tinham grande inteligência e certos traços de personalidade....

Padrão endogâmico forte parece homogeneizar o comportamento e também a variação de níveis e tipos de inteligência

No entanto também acho que um excesso de exogamia {mesmo em um cenário de maior média de inteligência} pode ser prejudicial para o florescimento germinativo de indivíduos altamente criativos se esses tendem a apresentar grande amplitude de personalidade, de maneira que, a individualidade que é requerida para a criatividade [lógico-divergente ou transcendente] ''só poderia'' se dar de maneira mais demograficamente saliente em um cenário genético/bio-comportamental com a presença desses contrastes ou diversidade, do que em ambientes homogeneizados, seja para a endogamia ou para a exogamia. E não apenas nesses aspectos genéticos mas também em termos sub-raciais. Possivelmente falando, uma maior fricção entre sub-raças, dentro de uma macro-raça, pode ser um fator adicionante para o aparecimento raro de gênios criativos, se um excesso de decantação sub-racial também pode ter o mesmo efeito homogeneizante que um excesso de purificação endogâmica. 

Claro que esta hipótese, especificamente em relação aos asquenazes, está galgada em um cenário mais espontâneo de florescimento germinativo de sua criatividade + exposição invariavelmente meritocrática de suas realizações e mesmo em relação às muitas destas, podem ser alocadas para a grata categoria de ''criatividade maligna ou negativa'', por exemplo quase todo o ''marxismo cultural'' ou ''gramscismo'', vigente no ocidente atual, juntamente à outras criações macro-maltrapilhas como o ''cristianismo'' e o ''islamismo''. 




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Filósofo genuíno: O hiper exogamico cultural x o homem comum



Sabedoria é o extremo oposto da endogamia

Meu filho, meu sangue,
Minha moralidade, meu egoísmo,
Tu és minha continuidade pessoal,
Tu és meu brio, minha extensão,
Eu me transfiro em ti, aposto a sua alegria na minha, foi deus quem quis, será meu espelho de genes e pensares, 
Sábio eu não sou,
Eu não me interesso pela verdade objetiva, sou pura sujeição, obedeço sem perguntar, está tudo certo pra mim, eu não me preocupo se tem cachorros na rua, debaixo de chuva ou frio, eu sou um bruto escravo, não choro nem sinto, sou sereno com todas as minhas certezas, que não são minhas, que dureza, entendeste, sou frívolo mas sem frescuras, 
Não gosto de profundidade, tudo é raso, eu canto a minha segurança, minha conformidade, aponto com medo e ódio para quem tem vida, minhas unhas sujas, minha mente muda e imunda, eu não tenho voz interior, 
A verdade é só uma, minha conveniência, e de minha família, eu clamo por qualidade, eu falo sobre inteligência, sabedoria, criatividade, bondade e moralidade, mas eu não sei do que estou falando, eu não tenho compromisso com o gênio, sou como um lagarto que não se interessa pelo sofrimento de minha presa, ou como a uma formiga que não liga de comer a própria amiga, levo pouca consciência comigo, deixo a vida me levar, e levo a mediocridade com ela.