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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Nova auto análise de minha personalidade através das hiper excitabilidades

Os tipos de hiper excitabilidades:

Psicomotora: é uma excitabilidade aumentada do sistema neuromuscular. Essa intensidade psicomotora inclui uma "capacidade de ser ativo e enérgico", amor ao movimento por seu próprio bem, excesso de energia demonstrado pela fala rápida, entusiasmo zeloso, atividade física intensa e necessidade de ação.

Sensual: é expressado como uma experiência aumentada de prazer ou desagrado sensual que emana da visão, do cheiro, do toque, do gosto e da audição.

Aqueles com hiper excitabilidade sensual têm uma experiência muito mais expansiva de sua entrada sensorial do que a pessoa média. Eles têm uma apreciação aumentada e precoce dos prazeres estéticos, como música, linguagem e arte, e derivam infinitas delícias dos gostos, odores, texturas, sons e pontos turísticos. Mas devido a essa sensibilidade aumentada, eles também podem se sentir mais estimulados ou desconfortáveis com a entrada sensorial. Quando emocionalmente tensas, alguns indivíduos de alta sensacionalidade podem comer demais, continuar comprando ou procurar a sensação física de ser o centro da atração.

IntelectualA hiper excitabilidade intelectual é demonstrada por uma necessidade marcada pela busca da compreensão e verdade, adquirir conhecimento e analisar e sintetizar (Dabrowski & Piechowski, 1977; Piechowski, 1979, 1991) [suposta ou inicialmente]. Aqueles que são altos em inteligência intelectual têm mentes incrivelmente ativas. Eles são intensamente curiosos, leitores freqüentemente ávidos e geralmente observadores afiados. Eles são capazes de se concentrar, envolver-se em esforço intelectual prolongado e são tenazes na resolução de problemas quando eles escolhem. Outras características podem incluir um planejamento elaborado e um recall visual notavelmente detalhado. As pessoas com maior hiper excitabilidade intelectual freqüentemente adoram a teoria, pensam sobre o pensamento e sobre a moralidade. Este foco na moralidade geralmente se traduz em fortes preocupações sobre questões morais e éticas - equidade no campo de jogos, falta de respeito pelas crianças ou preocupação com questões de "adultos", como os sem-teto, AIDS ou guerras. As pessoas intelectualmente excitáveis também são bastante independentes do pensamento e às vezes parecem críticas e impacientes com outras pessoas que não podem sustentar o seu ritmo intelectual. Ou eles podem ficar tão entusiasmados com uma ideia que eles interrompem em momentos inadequados.

ImaginativaA hiper excitabilidade imaginativa reflete um jogo intenso da imaginação com uma rica associação de imagens e impressões, uso freqüente de imagem e metáfora, facilidade para invenção e fantasia, visualização detalhada e sonhos elaborados (Dabrowski & Piechowski, 1977; Piechowski, 1979, 1991). Muitas vezes, as crianças de alto nível de hiper excitabilidade imaginativa misturam a verdade com a ficção, ou criam seus próprios mundos privados com companheiros imaginários e dramatizações para escapar do tédio. Eles acham difícil ficar atento a uma sala de aula onde a criatividade e a imaginação são secundárias para aprender currículo acadêmico rígido. Eles podem escrever histórias ou desenhar, em vez de fazer trabalho de escritório ou participar de discussões em classe, ou podem ter dificuldade em completar tarefas quando alguma ideia incrível os envia em uma tangente imaginativa.

Emocional: hiper excitabilidade emocional  é frequentemente a primeira a ser notada pelos pais. Isso se reflete em sentimentos intensos, extremos de emoções complexas, identificação com os sentimentos dos outros e forte expressão afetiva (Piechowski, 1991). Outras manifestações incluem respostas físicas como dor estomacal e rubor ou preocupação com a morte e a depressão (Piechowski, 1979). As pessoas emocionalmente hiper-excitadas têm uma capacidade notável de relacionamentos profundos. Eles mostram fortes vínculos emocionais com pessoas, lugares e coisas (Dabrowski & Piechowski, 1977). Eles têm compaixão, empatia e sensibilidade nas relações. Aqueles com forte hiper excitabilidade emocional estão conscientes de seus próprios sentimentos, de como eles estão crescendo e mudando, e muitas vezes realizam diálogos internos e praticam o auto-julgamento (Piechowski, 1979, 1991). As crianças de alta emoção, muitas vezes são acusadas de "reação exagerada". Sua compaixão e preocupação pelos outros, seu foco em relacionamentos e a intensidade de seus sentimentos podem interferir com tarefas cotidianas, como lição de casa ou fazer a louça.

Fonte: http://sengifted.org/overexcitability-and-the-gifted/

Sexual: a hiper excitabilidade sexual, bem, dispensa maiores explicações, ;)

De 0 a 1

Estimativas

Psicomotora: 0,3
Sensual/sensorial/artística: 0,8
Intelectual: 0,8
Imaginativa: 0,8
Emocional: 0,8

E eu adicionei a sexual: 0,8

Estimativa comparativa para um ser humano médio

Psicomotora: 0,5
Sensual/sensorial/artística: 0,3
Intelectual: 0,3
Imaginativa: 0,2
Emocional: 0,5
Sexual: 0,5


Antes de me atirarem pedras por, provavelmente, estarem pensando que eu seja muito arrogante ou petulante. Baixa auto estima e humildade não são a mesma coisa

A humildade intelectual também não é fazer pouco das próprias habilidades ou capacidades cognitivas e intelectuais. A humildade intelectual é a capacidade de reconhecer os próprios limites, uma faceta importante do/para o autoconhecimento. 

A honestidade intelectual, que como eu já devo ter comentado, não é a mesma coisa que a humildade intelectual, e que também é uma faceta importante para o autoconhecimento, apesar de atrelar-se harmoniosamente, em condições perfeitas de temperatura e pressão, à humildade, por ser ou por buscar ser honesto consigo mesmo no que tange as próprias potencialidades.

Primeiro a honestidade: eu quero saber a verdade [sobre mim mesmo, sobre as minhas próprias potencialidades]

Segundo a humildade: eu reconheço/reconheci os meus limites.

A baixa auto estima se consiste em um sentimento generalizado/distorcido de inferioridade. A humildade é a capacidade de reconhecer os próprios defeitos ou erros, que costumam ser produtos dos primeiros. A honestidade é a capacidade ou virtude de se ser intrapessoal e interpessoalmente factual.

É esperado que a maioria dos superdotados pontuem alto ao menos em metade das hiper-excitabilidades de Dabrowski. De acordo com as descrições acima de cada uma, desprezando a que adicionei por conta própria, eu percebo em mim que me encaixo em seus mais altos níveis.

Eu sou emocional, intelectual, imaginativo, ''sensual'' e sexualmente hiper-ativo, hiper-reativo. Isso necessariamente não quer dizer que todos aqueles que apresentarem o mesmo perfil serão capazes de desenvolverem excelente compreensão factual, por exemplo, porque estamos falando mais sobre intensidade do que sobre a qualidade dessa intensidade, ou sobre como que as controlamos, as direcionamos e as moldamos. 

 Portanto eu estaria sendo pseudo-humilde ao negar que isso se consista na verdade e ainda de lambuja desonesto. Isso não significa que eu seja o ''maioral'' porque ninguém é, mas em tempos de virtuosismos excessivos ou mal-compreendidos, é sempre bom explicar, até porque já apareceu um comentarista me criticando ou me ''acusando'' de arrogância. 

E sim, eu não estou ''na média'' em uma série de características psicológicas e cognitivas, assim como muita gente também não está. E em muitas ''virtuosidades'' especialmente na parte psicológica e intelectual/mentalista-abstrato, eu estou muito bem. 

É intelectualmente desonesto e pseudo-humilde auto-avaliar como ''na média, junto à maioria'', quando não se está, claro, dependendo da faceta que estiver sendo analisada. Isso não me faz milhões de vezes melhor em relação a ninguém, dependendo da perspectiva, mas sim, pode-se dizer que eu seja um ''produto'' que deveria ser mais valorizado, que poderia contribuir muito mais para a sociedade. 

Outro aspecto que é bom salientar é que parece óbvio vermos uma menor hiper excitabilidade geral entre as pessoas normais ou comuns do que entre outliers/outsiders

Agora vou especular muito rapidamente que ser ''excessivo' nas hiper excitabilidades pode ter impactos negativos também. 

Hiper excitabilidades generalizada e errante: Psicoses*

Este conjunto de intensidades re-ativas que tendem a caracterizar uma personalidade muito inteligente pode não ter um desenvolvimento sadio e acabar resultando em desordens mentais mais explícitas ou menos auto-ajustáveis. Por exemplo, excesso de hiper-excitabilidade emocional e sem controle, pode aumentar o desequilíbrio nas respostas emocionais e pode estar ligado, parece óbvio, com o transtorno bipolar. Mesmo a hiper-excitabilidade intelectual, sem controle e excessiva, pode resultar em apofenia sofisticada, isto é, uma apreensão generalizada, sem critérios lógicos, de ideias, teorias ou informações, transformando o que era pra ser um guia de compreensão do mundo, em um labirinto difícil de sair. Um excesso em hiper-excitabilidade imaginativa e sem controle parece estar fortemente relacionada com a psicose esquizomórfica, resultando em uma espécie de apofenia sensorial ou primária, diferente da apofenia intelectual, porque ao invés de se relacionar com a verdade subjetiva [abstrata: ideias, teorias, hipóteses], se relacionará com a verdade objetiva [apreensão perceptiva imediata OU do ''imediato concreto''], vendo, ouvindo ou sentido ''coisas'' que não existem no mundo real. Um excesso em hiper-excitabilidade sensorial [e sem controle] pode ter um efeito desorganizador na vida do indivíduo, transformando-o em um caçador impulsivo de sensações estéticas/''artísticas', e possivelmente reduzindo a sua capacidade de se organizar. Também não é incomum, e na verdade é consideravelmente esperado que essas hiper-excitabilidades possam se combinar de maneira hipo-harmoniosa e resultando em comorbidades desta natureza. Um excesso e sem controle na hiper-excitabilidade sexual e teremos como resultado a impulsividade, com riscos para a saúde e dependendo da combinação ou comorbidade, também com riscos para cometer condutas moralmente desaprováveis. Um excesso e sem controle na hiper-excitabilidade motora e um diagnóstico de TDAH é o mais provável de se obter, e novamente com possíveis complicações quando se alia com outra hiper-excitabilidade desgovernada.

Também seria interessante pensar sobre as ''hipo-excitabilidades''

A hipo-excitabilidade motora, que eu pareço exibir, se consistiria obviamente no oposto de sua homônima-antônima, em uma espécie de fraqueza física ou preguiça para se engajar em atividades físicas com grande constância, ou mesmo com média frequência. Eu já comentei que, quem pensa muito, pode ser mais propenso a ser mais preguiçoso, e especulei se essa relação não seria causal... mas também correlativa, no meu caso por exemplo, eu acho que além de pensar muito, que tende a nos inibir para a tomada de ações, isto é, nossa razão nos convencendo que ser preguiçoso também pode ter lá as suas virtudes, o tipo de corpo também pode ter um efeito.

A hipo-excitabilidade ''sensual'' ou estética seria justamente o típico ''bronco'' que tem mínimo interesse nas artes, enfim, na consciência estética. 

A hipo-excitabilidade imaginativa obviamente se caracterizaria pela incapacidade MAS/OU também a falta de motivação intrínseca para imaginar. 

A hipo-excitabilidade intelectual, muito comum, diga-se, se consistiria na incapacidade e/ou falta de motivação intrínseca para pensar, para raciocinar além do básico que comumente todas as pessoas [e seres vivos] tendem a se engajar. 

A hipo-excitabilidade emocional, tal como eu tenho comentado com frequência, só que usando outros termos, se caracterizaria, obviamente, por um desânimo OU incapacidade de demonstrar sentimentos. Neste caso, há de se diferenciar a falta de motivação que necessariamente não quer indicar falta, da própria. Inclusive, acho equivocado dizer que ''psicopatas não tenham emoção'', mas que, eles, caracteristicamente falando, não tendem a apresentar capacidade para sentir as emoções alheias, ou empatia afetiva, que o faz consigo mesmo, isto é, o psicopata é possível que seja tão ou mesmo intra-emotivo, e esta talvez seja uma das razões para que tenha um amor próprio ou egocentrismo tão desmedido. 

A hipo-excitabilidade sexual, natural ou adquirida, também dispensa maiores considerações descritivas, por ser óbvia demais. No mais é isso, quem tem pouco desejo sexual, assim o será: assexuais de nascença e aqueles que passaram a apresentar alguma disfunção hipo-sexual ao longo da vida.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Eu estou mais para o espectro psicótico ou autista**




Fonte: https://cdn.psychologytoday.com/sites/default/files/styles/article-inline-half/public/field_blog_entry_images/Slide4_3.jpg?itok=1Qc2JJxQ

Desviar o olhar em relação aos outros/Olhar com frequência e intensidade

Neste primeiro componente eu estou relativamente dividido entre ''observar as pessoas com grande frequência e interesse'' e de ''desviar o olhar ou não encarar diretamente''. Eu desvio o meu olhar para as pessoas com as quais eu não ''vou com a cara'', literalmente falando, ou que já tenha tido más experiências, mas isso é uma tendência comum. No entanto, no meu caso, este tipo de ''desvio de olhar'' tende a se dar de maneira mais emocionalmente significativa e próximo de um estado mais intenso, similar à expressão caracteristicamente autista, ainda que pelo que tenho percebido eu consigo controlar. 

Veredito final: a meio caminho ''entre'' autismo e psicoses, mas mais direcionado para o espectro psicótico, isto é, olho mais do que desvio o olhar. 

Insensibilidade para vozes/ hiper-sensibilidade para vozes à alucinações


No segundo componente eu estou consideravelmente direcionado para o espectro psicótico pois de fato eu tendo a dar grande importância às vozes, especialmente as humanas, eu já tive leves porém evidentes alucinações OU confusões auditivas, é o que parece, mas eu não tenho como comprovar se de fato eu escutei errado (''alucinação'') ou se escutei certo, nesses episódios que já vivenciei. Aquilo que já falei sobre a ambiguidade interpessoal... de prestar grande atenção à vozes (especialmente risos e cochichos) e de não saber perfeitamente se: foram direcionados pra si e se são deboches, comentários maldosos ou impressões. 

Escusado será dizer que, pessoas ''comuns'' tendem a alvejar muito menos aqueles que são mais parecidos com elas do que com ''ex-cêntricos''

Portanto, a ideia de que a maioria das alucinações paranoicas desta natureza se consistam exatamente em alucinações irracionais, pode não estar plenamente correta, especialmente se for concluído esta proposta de dinâmica inter-pessoal, em que as pessoas comuns tendam, ou desproporcionalmente falando, tanto a se protegerem quanto a atacarem ''dissidentes naturais'' e que conjugado com maior sensibilidade tende a resultar naquilo que tenho chamado de ''paranoia racional'', quando existem razões válidas para se tornar mais vigilante, e muitas vezes ao ponto da total desconfiança em relação aos ''outros'', ainda que generalizações não sejam totalmente recomendadas, é claro.


Déficits em intencionalidade/hiper-intencionalidade erotomania/paranoia


No terceiro componente comparativo me encontro novamente consideravelmente direcionado para o espectro psicótico e até faz sentido se disse o mesmo em relação à hiper-sensibilidade para vozes. Mas novamente, de fato isso se manifesta em mim de modo controlado ou controlável, ao invés de tomar-me de assalto e de fazer-me refém de ideações bizarras. Parece que os tipos a caminho do espectro psicótico tendem a ser muito curiosos e objetivos em relação à essas pendengas pessoais ou mentalistas e no entanto dão com ''os burros n'água'' quando percebem o quão natural e/ou propositalmente ambígua, confusa e contraditória se encontram.

 Novamente a minha ideia de baixa tolerância em relação à ambiguidades interpessoais, que são basicamente a principal matéria prima do modo humano de socializar/inter-personalizar.


Déficits de atenção-compartilhada/ilusões conspiratórias


Pelo que entendi, este componente basicamente se expressa quando duas pessoas estão conversando e prestam atenção mútua. Autistas tendem a se desconcentrarem OU a não acharem interessante aquilos que os outros tem a dizer/estão dizendo pra eles, porque como tendem a se concentrarem por tempo quase integral aos seus interesses específicos então costumam prestar menos atenção em especial quando o assunto não estiver relacionado aos seus interesses. 

Neste quarto componente eu me encontro fortemente relacionado com o espectro autista por dedicar de modo impulsivo aos meus interesses específicos e por muitas vezes achar aquilo que os outros me dizem ou comunicam desinteressante, sem conseguir acompanhá-los, claro que, em especial, àquilo que não me é de interesse, momentâneo (estou pensando em outras coisas) ou absoluto (definitivamente não me é de interesse). 

No entanto eu também me encontro fortemente atrelado às ilusões (ou não) conspiratórias, que parecem se consistir em complementos lógicos dos três primeiros componentes, mas em especial dos dois últimos. Claro que o nível de conspiração, real, parcialmente real ou exagerada, que possa vir a desenvolver, não tem perpassado o bom senso ou razoabilidade, isto é, de ter adquirido feições explicitamente bizarras e portanto potencialmente descontroladas, delas tomarem o centro de minhas atenções, do meu auto-comando. Portanto, encontrar-me-ei dividido entre os dois espectros ou talvez mescladamente enviesado em ambos os extremos. 

Vale ressaltar que muitas dessas características foram construídas com base em valores subjetivos a objetivos, porque de fato elas existem, se expressam,  mas por causa das próprias fraquezas implícitas (a explícitas) dos profissionais de saúde mental, isto é, conduzidos por seus preconceitos cognitivos possivelmente irracionais, aquilo que parece ser atípico a patológico [pra eles], pode ser na verdade, bem, a verdade, ou que possa ser perfeitamente explicado ou entendido sob um prisma racional, o próprio exemplo da tendência autista de não se interessar pelo que os outros tem a lhes dizer, e que no caso, primeiro, pode se diferenciar neles especialmente por ser um tipo de atitude mais frequente, segundo, por causa da tendência autista de se interessar por assuntos incomuns e portanto tendo como consequência poucas pessoas com as quais eles possam compartilhar os seus interesses, aumentando a possibilidade ou frequência desta situação de desinteresse natural por aquilo que os outros dizem ou compartilham com eles se manifestar.

Déficits na teoria da mente/ideação mágica--ilusões de referência

Neste quinto componente comparativo eu percebo em mim uma tendência para ilusões de referência e até as tenho colocado aqui no blogue em alguns textos, por exemplo, ''a perseguição do número 24'' em relação à minha pessoa, ou a sensação, que já tive, que todos estavam me olhando, em um certo dia, quando não estou esperando que olhem pra mim, e quando eu espero ansioso que isso aconteça o contrário se dá, isto é, quase ninguém está olhando/olha pra mim. Podem ser ilusões de referência, ou não. No caso do número 24, é bastante frequente que quando eu vou ver as horas, sem qualquer intencionalidade ou expectativa, o número 24 se apresente completo, ou de alguma forma, condensado com outros números, e eu não faço absolutamente nada para percebê-lo, nada. Tal como quando você consegue, de sorte, jogar uma bolinha de papel na lixeira, de longe, sem ter pensado, sem ter planejado ou direcionado a mira. Sorte ou coincidência** Sim, mas talvez não seja apenas sorte. Percebam que muitos se não a maioria dos animais não-humanos tendem a ser extremamente precisos, cometendo poucos erros ao longo de suas vidas em suas capacidades instintivamente herdadas. Pode ser que quando agimos de maneira puramente intuitiva, associada a uma ação de natureza sinestésica, consigamos emular a precisão dos outros animais em suas habilidades, mesmo que tal feito não se repita imediatamente depois.

 Também percebo que quando eu ando nas ruas respirando pela boca, possivelmente por causa de alguma mudança em meu rosto, as pessoas me percebem mais e até mesmo com admiração, do que quando ando nas ruas, respirando pelo nariz. Ilusões de minha mente** Duvido. Coisas estranhas acontecem na profundeza de nossas existências e geralmente passam batidas pela maioria das pessoas, isto é, em relação à nossa linguagem corporal ou não-verbal.

Na wikipedia um exemplo que vi sobre ''ilusões de referência'' (as pessoas estão falando de você) é basicamente a ''paranoia'', uma manifestação específica e típica deste estado mental. Portanto estou achando um certo exagero de subdivisões no quadro acima, mas enfim, continuando...

Definitivamente eu não acredito que tenha deficiências em teoria da mente, na verdade, parece ser o oposto, visto que tendo a ser, tortuosamente ainda que constante, atentamente empático, buscando sempre atenuar possíveis trovões de conflitos para com os meus pares de interação e claro que, a recíproca não é verdadeira, ou tal milagre tende a ser raro, como todos os milagres são, sem falar de minhas explosões ou desabafos, quando já não consigo mais engolir tantas contradições internas das outras pessoas, nomeadamente das mais próximas, geralmente meus parentes, mas também nas redes sociais. Como eu tendo a pensar no melhor, por ser muito idealista, e pedantemente falando, precisamente idealista, então tendo a fazê-lo com base em grande confiança e compreensão factual.

Tal como praticamente todo mundo eu parto em interação com o meu meio (ab)usando de meus valores morais e como eu tenho a ingrata capacidade de desenvolver sistemas morais perfeccionistas (só pra sofrer um pouco mais em meio à balbúrdia humana) então parto do princípio que, no fundo dos corações de cada um de nós, a idealidade é desejada, porém incompreendida e mesmo ativamente combatida, para que o ego possa ser salvo e doentiamente nutrido.

Todos nós temos para mais ou para menos déficits na teoria da mente e os autistas, em média, só estão um pouquinho piores que ''nós''. A verdadeira teoria da mente, ou seria melhor, o seu estado mais perfeccionista, autêntico, se daria por meio da empatia total, que eu já expliquei em textos anteriores, quando não apenas nos colocamos no lugar dos outros, como nós mesmos, que seria a empatia parcial e muito comum, mas também em suas próprias peles, emulando-os, buscando capturar os seus próprios padrões ou razões, podendo assim prover análises empáticas muito mais factuais ou corretas. Os autistas tendem a emular os egoístas que sequer se colocam no lugar dos outros, mas como muitos são providos de empatia afetiva, e muitos ainda podem aprender, à manivela, um pouco a muito sobre empatia cognitiva, então podem e geralmente contornam ou atenuam esses problemas. Já não podemos dizer o mesmo sobre as pessoas comuns que tendem a ser auto-confiantes demais pra se criticarem e portanto tendem a teimar por toda vida com as suas mediocridades, tanto no trato com as coisas pessoais ou pessoas/seres quanto no trato com as coisas impessoais ou coisas. Também temos de pensar no caso dessas pessoas comuns em relação aos autistas e outros ex-cêntricos. São elas deficientes para entender a mente autista* Sim, e não apenas em relação às mentes autistas mas também a qualquer outro tipo de mente, incluindo as suas próprias. No caso daqueles que exibem predicados inter e intra-pessoais, como eu, é evidente que tendemos a balançar para o espectro psicótico do que para o espectro autista. No entanto, há de se espezinhar todas essas vagas concepções da psicologia antes de fazer qualquer veredito. Eu mesclo a objetividade e uma certa fé crédula autista na capacidade humana de aprender com os próprios erros, ainda existente em mim, com a malemolência ou mesmo descrença/esperteza que parece ser mais comum entre os psicóticos e próximos a este espectro. 

Desilusões religiosas -- Credulidade/ Religiosidade superficial -- incredulidade

Sou agnóstico e incrédulo, mas não infalível, e tal como a maioria das pessoas, eu posso ser enganado. No entanto tenho por mim como uma de minhas qualidades justamente a dificuldade teórica de me passarem a perna, ainda que não tenha sido testado de maneira literal e constante e de sempre acabar acreditando no bom senso, diga-se escasso, das pessoas, se ao fazê-lo, eu esteja apenas me projetando, assim como quase todo mundo o faz. Como sempre eu acabo sempre mesclado entre os espectros ainda que no caso da ''religiosidade superficial'' eu de fato seja um enfático e legítimo incrédulo. 

Déficit em ''sensação de autocontrole''--memória episódica/ Megalomania

Eu tenho um pouco do primeiro sub-componente, em especial quando tenho ideias intuitivas mas no geral eu não acredito que tenha déficits neste sentido, aliás eu não entendi muito bem o que isso quer dizer. A ideia de total autocontrole é por si só uma ilusão e não apenas para os autistas.

Quanto à memória episódica eu percebo em mim uma grande capacidade neste quesito, ainda que não se encontre a níveis muito significativos, mas é o suficiente para notar tal vantagem em comparação aos outros, ao perceber por exemplo, quando eu consigo lembrar de certos eventos e eles não, em partes também porque tenho um conexão mais forte com o passado, por causa de minha melancolia.

Sou parcialmente megalomaníaco OU apresento potencial para me tornar mas tenho conseguido adaptar esta possível e decisiva falha dentro de mim, por exemplo, ao invés de expor-me aos outros de modo presunçoso e arrogante, de buscar fazê-lo por outros meios, mas sem tentar suprimir algo que me é mais natural e lembrando sempre que no final, quase todos nós estamos mais ou menos, eu não diria megalomaníacos, que se consiste em um exagero expressivo, mas de secretamente orgulhosos, e para muitos, nem tão secretos assim. O problema talvez nem seria de ser orgulhoso mas de fazê-lo sem qualquer evolução pessoal na auto-crítica e para isso não é necessário ser orgulhoso pois muitas pessoas desprovidas de autoestima podem também ser desprovidas de auto-crítica.

Veredito: meio termo. Boa à ótima memória episódica, pouco déficit em auto-controle, na verdade eu pareço ter/ser o oposto, e parcial megalomania, consciente de ser megalomaníaco (a maioria dos megalomaníacos não sabem que são e que isso possa ser um defeito) .

Literalidade--''inabilidade' de mentir/ Auto-decepção


Neste oitavo componente eu estou significativamente direcionado para o espectro autista, em especial no que diz respeito à literalidade, ainda que, como já havia dito antes, em um texto similar de auto-análise, eu também consiga compreender ambiguidades.

Sou quase super-sincero e honesto, estou com certeza bem acima da média, ainda que não signifique que não consiga mentir, e duvido que a maioria dos autistas não consigam aprender a mentir. O que pode acontecer com eles e comigo é a sensação orgânica, interna, de que mentir é: moralmente errado e/ou problemático, porque seria como arranjar mais problemas pra si mesmo, ao invés da lógica de se buscar sanar os problemas que já existem ou que se apresentam de ''bom grado'', isto é, sem serem convidados. No entanto, novamente, eu consigo mentir e minto, ou melhor omito, não me sinto bem, mas como na maioria das vezes as minhas mentiras são racionalmente justificadas e moralmente neutras, em sua maioria, e não são muitas, então eu não me sinto demasiadamente culpado, mas claro que o ideal é sempre de estar tudo às claras. O ideal, mas vivemos na regra do medíocre.


Binaridade patológica/Ambiguidade patológica

8 ou 80 ... ou ... 500 tons de cinza*

Estou os dois, ou seria melhor, me tornei um pouco os dois, principiando pela tendência binária e aprendendo a lidar, eu não diria com ambiguidade, mas com parte da complexidade que atrela-se aos meus interesses mais apaixonados. Basicamente, eu dou atenção tanto aos extremos, que definem o binarismo, quanto ao espectro entre os extremos, que definem a ''ambiguidade'. 

Precocidade/Amadurecimento lento

O autismo se manifesta cedo na vida enquanto que a esquizofrenia tradicionalmente só começa a se manifestar a partir do início da vida adulta, com casos raros de manifestação precoce, que começam ainda na infância. Em termos de precocidade, que eu poderia denominar de ''sintomas brandos'' ou ''alguns traços mais brandos'', eu tenho manifestado os mesmos, incluindo aí vantagens, especialmente no caso do autismo, irregularmente cedo, por exemplo, a minha tendência para fixação em interesses específicos assim como também altos níveis de imaginação via recreação original ideativa atrelada a esses interesses, que eu ainda poderia denominar de maneira menos clinicamente pedante de ''brincadeiras relacionadas aos interesses específicos''. Novamente pareço encontrar-me mesclado aos dois continuum, se por um lado eu fui precoce na manifestação de alguns traços ''autistas'', mas também alguns traços que se relacionam com o espectro psicótico, por exemplo, uma certa tendência megalomaníaca ou mesmo ''elitista''. Quando me mudei de cidade eu me tornei bem mais arredio até mesmo porque não fui bem recebido aqui ou fui percebendo padrões de funcionamento da sociedade, nomeadamente a partir da frase de transição entre o jardim de infância e a escola [sim, este simulacro da vida social na vida adulta] e concluindo que, não era muito popular, ou que, se quisesse me tornar popular eu deveria trabalhar mais do que os outros, só que a consciência ''precoce'' de diferenças de interesses, por exemplo enquanto que a maioria dos meninos de minha idade gostavam de jogar bola eu preferia fazer outras coisas e geralmente sozinho, foi suficiente para me alertar intuitivamente e fazer-me evitar qualquer tipo de simulação de similaridades em relação à maioria dos meus pares de interação. Logo, enquanto um ex-cêntrico eu fui ficando à margem do burburinho social.

Ao me mudar de cidade e ir percebendo que, não era bom para/ e nem tinha vontade de fazer muitos amigos, e as hostilidades subsequentes, invariáveis e agradavelmente brandas, porém latentes/evidentes, eu fui desenvolvendo mecanismos de defesa, ou seria melhor, de conservação, aumentando em muito a intensidade ou frequência de minhas disposições mais mentalistas. O meu lado mais mentalista e portanto mais psicótico preveniu-me de fazer sólidas, constantes, volumosas e significativas amizades, ainda que a popularidade tenda a se correlacionar negativamente com resiliência nos relacionamentos interpessoais, tradicionalmente se caracterizando por uma superficialidade volúvel. Minha assincronia em relação aos interesses e nível de maturidade dos meus pares etários contribuiu ostensivamente, é claro. O meu lado mais mecanicista, e portanto mais autista contribuiu e juntamente com minha imaginação para me proteger deste ambiente abaixo da idealidade em convivência, abduzindo-me, tal como sempre fez, para acalentar os meus interesses específicos do momento, assim como também recriando uma espécie de armadura, não tão perfeita, ainda assim eficiente, e outros fatores protetivos, como por exemplo uma pouco usual combinação entre hiper-vigilância inter-pessoal ou social, caminhando para a ansiedade social, estabilidade emocional e narcisismo, todos invariavelmente bem temperados mas sem se sobreporem um ao outro de maneira desequilibrada ou potencialmente problemática, confabulando para me manter ''nos trilhos da sanidade''. A minha não-aceitação ou tentativa de lutar contar a minha condição de homossexual contribuiu para aumentar esta tensão interna, ainda que eu tenha, digamos assim, ''tirado de letra'', sem falar também no fator sorte, porque talvez em outros cenários, por exemplo, com perseguidores sistemáticos muito mais constantes e maléficos, poderiam ter colocado, muito provável, muito mais lenha nessa minha fogueira do que o que de fato aconteceu comigo até o início da minha vida adulta. Em termos de criatividade, bem eu sempre fui imaginativo e portanto recreacionalmente criativo, mas somente nos últimos anos que passei a ter insights criativos, confiar neles e postá-los nos meus blogues, agora neste blogue. Também tenho a impressão que me tornei mais mentalmente ágil e mesmo mais ávido para estudar matérias escolares, ainda que não resulte necessariamente em ''obsessão'', do que quando eu estudava e tinha preguiça e grande desinteresse pelas mesmas, ou pela maioria delas. Há muito tempo eu especulei se alguns tipos de ''excepcionais'' não imitariam a esquizofrenia, manifestando as suas criatividades pessoais também no início da vida adulta.

Maiores habilidades espaciais, acuidade espacial/ Menores habilidades espaciais, menor acuidade espacial

Neste componente eu estou fortemente ''esquizo''. Sem pestanejar.

Hiperlexia, disgrafia/ Dislexia, hipergrafia

Hipergrafia: mania de escrever

Disgrafia: ''letra feia''

Mania de escrever**

huuuuummm, de lápis ou caneta não. Não muito também em relação à digitação, será que eu ''tenho'' hipergrafia** 

Minha letra vai ficando feia quando a minha paciência para escrever vai se reduzindo mas no geral eu tenho uma coordenação motora mediana, normal, ao menos pra esta tarefa.

Não tenho dislexia.

Retido da wiki


As principais características da hiperlexia são a capacidade precoce para leitura, dificuldade no processamento da linguagem oral e um comportamento social atípico.

Por volta dos 18 aos 24 meses as crianças hiperléxicas já são capazes de identificar letras e números. Em torno dos três anos já conseguem unir as letras e ler. Geralmente, quando uma criança consegue ler antes dos 5 anos de idade sem ter recebido lições, isso indica hiperlexia. Durante os primeiros processos de sociabilização, os hiperléxicos não se integram. As outras crianças copiam comportamentos uns dos outros e assim aprendem a conversar, interagir. Essa característica é muito típica do autismo. Crianças que são desde pequeninas atraídas por abstrações - letras, palavras, frases - têm que ser necessariamente muito inteligentes, mas nem sempre serão extrovertidas (quanto a copiarem comportamentos, isso acontecerá, porque estarão observando antes de considerar essa atitude específica uma coisa razoável).

Por essa descrição eu não sou hiperléxico se não fui exatamente uma criança tipicamente precoce, especialmente na capacidade de leitura.



  • Leitura compulsiva:a hiperlexia faz com que seus portadores leiam tudo o que tem forma de letra e que apareça na sua frente.
  • Apego à rotina: outra característica típica do autismo. Os hiperléxicos não gostam de atividades planejadas de última hora e não se sentem confortáveis diante de acontecimentos inesperados. Não gostam de mudanças nas rotinas, apreciam que tudo seja sempre feito da mesma maneira.

  • Alheamento à realidade: muitos hiperléxicos são, de forma errada, diagnosticados como portadores de TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade), pois têm grande dificuldade de prestar atenção e não ficam parados por muito tempo. Por outro lado, quando algo chama-lhes a atenção de verdade, são capazes de esquecer do mundo e ligarem-se apenas àquilo. São ansiosos e, muitas vezes, por demais sonhadores

Sobreposições comportamentais ''autistas'' em minha pessoa já são esperadas mas as características mais salientes da hiperlexia eu definitivamente não tenho.




sábado, 6 de agosto de 2016

Problemas matemáticos são problemas mais do que literais pra mim, o conceito de ''idade mental cognitiva'', propostas de mudanças para duas palavras corriqueiras na psicologia evolutiva: ''inteligente'' e ''primitivo''

Em matemática eu consigo fazer contas simples à complexas. Talvez também consiga decorar muitas fórmulas matemáticas em especial se tivesse mesmo qualquer grande motivação intrínseca pra este lado. Mas os problemas matemáticos mais complexos são por definitivo o meu Calcanhar de Aquiles cognitivo. Quanto mais informações para serem processadas simultaneamente mais difícil de entendê-los. Isso corrobora com a minha auto-observação conclusiva de que eu parei de evoluir na matemática a partir da quinta série do ensino médio.

Eu tenho a idade mental/cognitiva de 11 anos de idade em relação à matemática. Assim como um pré adolescente médio, e de um país como o Brasil, nessa idade, eu sei fazer contas (porque já consegui decorar a tabuada), mas não sei fazer contas complexas de cabeça, eu sei resolver problemas simples e até consigo decorar um número razoável de fórmulas matemáticas e aplicá-las de maneira razoavelmente correta. No entanto, eu não consigo entender problemas matemáticos mais complexos, mesmo os que ainda estão em um nível menos significativo de complexidade. Coisa que a maioria dos pré adolescentes conseguirão fazer quando tiverem os seus 14 a 16 anos, e eu nunca consegui.


Juntamente com o meu déficit para compreender o raciocínio lógico-matemático complexo eu também tenho para o raciocínio geométrico. A geometria passou por minha vida sem deixar rastros. Se eu tivesse tido professores mais atenciosos será que teria sido diferente** Eu não sei mas ao me comparar aos outros colegas de classe eu percebo que é provável que mesmo uma intervenção mais severa não teria adiantado para que pudesse sanar as minhas fraquezas em matemática.

Eu comecei a me perder na matemática quando o nível de dificuldade começou a aumentar e a tabuada foi substituída por problemas. Apesar de existirem falhas muito comuns no ''ensino' de matemática nas escolas brasileiras, eu ''culpo'' primeiramente a mim mesmo e mais especificamente a minha grande assimetria cognitiva por não ter conseguido avançar neste aspecto. Eu sei que se não fosse pela desorganização do sistema escolar brasileiro eu teria tido muito dificuldade para passar de ano. A partir da sétima série do ensino médio eu fiquei de recuperação em alguma matéria das ciências exatas em quase todos os anos subsequentes, com exceção do último. 

Em compensação em outros aspectos intelectuais eu me encontro bastante avançado. Alguns diriam que eu nasci com algum tipo de lesão no cérebro. Mas parece muito relativo e culturalmente tendencioso sugerir que eu tenha uma mente patológica apenas por não ser bom em matemática. É aquela situação: Nós não podemos ser bons em tudo. E de fato a grande maioria não é. Sempre tem uma brecha, um hiato, uma ''no-gone zone'' em nosso sistema psico- cognitivo que jamais conseguiremos superar, em condições naturais. Eu já comentei que sou meio matematicofóbico. Déficits psico-cognitivos se assemelham consideravelmente com as fobias que por ventura podemos desenvolver (eu já falei sobre isso no velho blogue), com a diferença de que as nossas fraquezas intelectuais tendem a ser mais intrínsecas ou ''hardware'' do que o medo exagerado por aranhas, por exemplo.


Por outro lado enquanto que o meu cérebro mostrou-se inapto para o desenvolvimento de capacidades puramente matemáticas mais complexas, o mesmo não se pode dizer em relação à outras habilidades. 

Por exemplo, a minha idade mental para a cognição emocional é provável de ser bem alta, porque eu me considero como um sábio, e o sábio genotipico ou precoce tende a "envelhecer"/ amadurecer mais cedo em termos emocionais, antecipando para si mesmo um olhar mais maduro sobre a realidade, mesmo com pouca idade. Claro que esta capacidade não me faz imune a erros de conduta. A inteligência emocional apresenta dois componentes, a inteligência intrapessoal e interpessoal. Em termos intrapessoais eu me vejo bastante maduro, que parece ser um termo qualitativamente neutro e acurado de ser usado do que o vago "inteligente".


No entanto, muitas vezes, o mais maduro/desenvolvido não será o mais adaptado, e em especial no caso da inteligência emocional, pois dependerá se haverá encaixe entre o ser e o espaço/tempo em que está. Então eu posso ser mais desenvolvido em termos emocionais mas não demonstrá-lo na vida inter-pessoal real, por causa deste atrito entre a expectativa do ser e a realidade em que vive, de como que o mundo deveria ser, idealmente falando, prática comum, sadia/necessária porém quase sempre conflituosa de muitos dos ''mais emocionalmente maduros/desenvolvidos'', e em como que o mundo realmente é/está.

Em uma sociedade onde privilegia-se a esperteza/astúcia/sociopatia e conformidade, muitos dos mais sábios não conseguirão se adaptar ''idealmente'' neste cenário justamente por causa do conflito entre a excelência ideacional e subsequentemente nano-vivida do ser em questão (vivida para si mesmo, dentro de suas fronteiras intra-pessoais), ou de seu sistema moral pessoal expansivo e perfeccionista, e a realidade contrastantemente desoladora que o cerca. 

''Inteligente'' ou cognitivamente maduro/desenvolvido e ''primitivo'' ou primário/basal


Por ser um termo tão vago eu estou preferindo substituir ou tirar de circulação, ao menos pra mim, é claro, o adjetivo ''inteligente'' pelo adjetivo ''maduro'' ou ''desenvolvido'', por mostrar-se mais qualitativamente neutro e mais acurado/preciso.

E o mesmo para o termo primitivo que parece condenar a relatividade da existência, produzindo ou resultando em um julgo de valor erroneamente fixo no espaço/tempo. Ainda que concorde quanto a uma progressiva melhora no comportamento, estou agora achando esses termos abusivos e menos precisos. Ao invés de ''primitivo'' eu estou a pensar que ''primário'' ou ''basal'' (da base) possam ser mais eficientes nas tarefas de neutralizar aquilo que não precisa ser explicitado, ao menos nesta perspectiva, como a categorização moral, e também porque me parecem ser mais acurados. 

Primário e/ou basal delineia no tempo uma maior eficácia semântico-descritiva, por ser o primeiro, ou no espaço, por começar, por ser a base. 

Maduro ou desenvolvido, ambos refletem potenciais que em suas superfícies ou ''bases genotípicas'' já se encontrarão ''individualmente'' desenvolvidos e claro que dependerá tanto de valores comparativos como também de valores intrinsecamente qualitativos.

Primitivo, novamente, passa a ideia de fixo e ''ruim', enquanto que, apesar de concordar parcialmente com o segundo adjetivo, ainda será mais parcial do que semanticamente acurado e moralmente neutro, se neste caso/ nesta perspectiva a moralidade não aparece como um elemento de grande importância visto que se consiste em uma comparação qualitativa e conclusivamente superficial.

 Primitivo serve para qualquer perspectiva moral direcionada para a análise e crítica comparativas de realidades de diferentes contextos históricos.

Primário ou basal faz bem a sua função de neutralização moral ou julgo de valor e de localização/visualização no espaço/tempo pois fica claro que estaremos lidando com algo que perfaz ou que é a base, de um futuro desenvolvimento, ou que é a primeira ''camada'' do mesmo.

Inteligente, como eu disse acima, é um termo vago e ilusório em sua tentativa de precisão semântica, pois no final das contas, todo comportamento parte de uma base inteligente, ainda que possa resultar em atitudes contextualmente opostas a de sua raiz ou base. 

Os termos ''maduro'', ''avançado'' ou ''desenvolvido'' reduzem este julgo de valor altamente subjetivo, vago e no final das contas, corretamente generalizado, dando-lhe uma maior precisão comparativa.

 ''Eu sou menos maduro, mais verde ou imaturo em matemática do que a maioria dos meus colegas da escola, ou da faculdade''

O processo de amadurecimento na natureza nos mostra que quando um elemento encontra-se amadurecido então terá atingido o seu ápice de desenvolvimento, por exemplo, uma fruta. 

A minha ''fruta matemática'', que mais parece com uma banana e nanica, foi colhida verde. Sim, depois eu tive dores de barriga, ;)

No entanto maduro também pode se relacionar com ''excelências à excepcionalidades'' psico-cognitivas de âmbito individual, ainda que, novamente, pareça escorregar de novo para uma descrição vaga.

Avançado é um outro termo que pode vir a ser empregado para os casos de excelências à excepcionalidades cognitivas, porque não é apenas maduro, mas também é avançado, isto é, o seu ponto de amadurecimento encontra-se comparativamente acima da média. 

Desenvolvido apresenta o mesmo apelo qualitativo que maduro. 

Inteligentes somos todos, mas alguns são mais maduros que outros (e claro, dependendo do tipo de excelência ou excepcionalidade)


Idade mental cognitiva. o que pode vir a ser isto*


Temos idade cronológica, mental e agora também temos idade cognitiva ou como eu gosto de falar, idade psico-cognitiva.

Como comentei na primeira parte deste texto eu tenho uma idade mental cognitiva de 11, 12 anos em capacidade matemática (e provavelmente ainda menor para a geometria).

Em temos cognitivamente emocionais eu mais me pareço com um velho ( não obstante, eu costumo gostar de conversar mais com eles do que com os ''jovens'') denotando uma idade mental muito avançada, madura para a minha idade cronológica. Esta seria a idade mental por si mesma*

Parece que nem tanto, pois temos a idade mental OU idade emocional, podemos dizer assim.

E temos a idade mental cognitiva ou, que é baseada em empatia cognitiva.

Em idade cognitiva verbal eu também pareço estar à frente da média visto que o meu vocabulário mais se parece com a de um adulto mais ''inteligente' ou maduro neste quesito.

Isto é, eu sei usar razoavelmente bem as palavras, enquanto que geralmente crianças e adolescentes tradicionalmente tenderão a apresentar déficits, temporários ou não.

Portanto podemos dizer que uma pessoa com capacidades verbais embotadas, em específico, para ler e escrever, primeiramente, mas também para entender minimamente bem aquilo que lê e que escreve, apresentará um desenvolvimento cognitivo neste quesito ao nível de uma criança ou adolescente.

Existem critérios lógicos e comparativos de qualidade para determinar o quão maduro ou potencialmente maduro estará certo indivíduo.