O altruísmo patológico mais autêntico ou verdadeiro, como eu falei em outro texto, é basicamente o mesmo que a síndrome de Estocolmo em que a vítima desenvolve um sentimento de admiração pelo seu malfeitor, tal como o "pobre de direita" que vota em "partido de rico".
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quarta-feira, 27 de julho de 2022
Altruísmo patológico versus altruísmo arriscado
sexta-feira, 24 de dezembro de 2021
Altruísmo patológico ou empatia subdesenvolvida??
Vejamos a situação da África em que, segundo projeções da ONU, sua população dobrará de 1 para 2 bilhões até 2050 e para 4 bilhões até o final do século XXI. Pois se os países africanos, especialmente os da África subsaariana, em média, já não conseguem prover o básico para os seus habitantes, imagine quando tiverem se multiplicado?? Além de não existir nenhum padrão consistente de que estejam, em sua maioria, se desenvolvendo, social e economicamente, essa explosão demográfica pode acelerar a destruição do meio ambiente no continente onde mais tem sido preservado.
Bem, eu estou me colocando na situação de todos os que estão diretamente envolvidos, dos africanos e das espécies não-humanas locais, prevendo que, se essa tendência de crescimento populacional não for interrompida ocorrerá uma tragédia humanitária e ecológica de grandes proporções.
Já um indivíduo que se define como humanista, do tipo que tem uma fé inabalável pela humanidade, geralmente considerado como mais empático, é possível que problematize esse discurso intervencionista, acusando quem o defende de neocolonialismo ou racismo, argumentando que, apenas os africanos que podem decidir sobre si mesmos, que não podemos interferir na quantidade de filhos que eles almejam ter, mesmo se for para ajudá-los.
Eu até poderia pensar que se trata de um caso de altruísmo patológico, quando o indivíduo sacrifica ou pensa em sacrificar o seu próprio bem estar em prol dos outros. Mas, agora, vendo por outro ângulo, mais parece ser uma espécie de empatia subdesenvolvida, porque despreza o contexto, e as possíveis consequências dos seus desdobramentos, a médio e longo prazo, enfatizando apenas a perspectiva pessoal, pelo respeito máximo à autonomia dos indivíduos humanos (excluindo os animais, claro...), ao invés de considerar ambos.
Além do subdesenvolvimento, esse tipo de abordagem empática também parece ser um produto do medo do indivíduo de ser visto como racista ou insensível perante os outros, especialmente por aqueles com os quais compartilha os mesmos valores; do seu narcisismo de querer ser reconhecido como um "bien pensant" e/ou de sua ignorância ao acreditar que está defendendo o mais certo, de estar com a "consciência tranquila". O altruísmo patológico existe, mas esse não é o caso, pelo menos não em um sentido intelectual.
Portanto, esse exemplo mostra que, para ser verdadeiramente empático é sempre preciso levar em consideração todas as perspectivas do contexto que está em análise, do contrário, pode até ser com boa intenção, mas terá lugar cativo no "inferno", se não for baseada no conhecimento sobre a situação, aumentando o risco de causar mais problemas, e sofrimento, do que de atenuar ou eliminar os existentes.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
O pseudo paradoxo da luta contra o mal
.. é de que a única maneira de derrotá-lo, de fato, seria exterminando, se com violência ou inteligência, aqueles que mais o praticam... isto é, se os mais bondosos, os que mais gostariam de eliminá-lo, agissem/agirem reciprocamente com crueldade com os mais cruéis...
É um pseudo paradoxo porque os conceitos de altruísmo e bondade têm sido erroneamente concebidos, especialmente por mitologias, como o cristianismo e o budismo, como sinônimos de sacrifício, perdão, abnegação, mas não de autodefesa, justiça e reciprocidade verdadeiras, inclusive em relação à crueldade.
Portanto, para realmente liquidarmos o mal, devemos ou deveríamos agir de maneira muito menos tolerante do que tem sido...
sexta-feira, 6 de julho de 2018
''Altruísmo'' patológico
Ser empático e altruísta a priore significaria buscar ser o mais cuidadoso possível com pessoas [e outros seres], mas primeiro de tudo com fatos, já que são eles que determinam as nossas interações, e se nós, também os somos. E a partir disso, com os resultados obtidos, advogar por eles, independente se a maioria das pessoas são favoráveis ou não, isto é, sendo capaz de enfrentar a conformidade, esta onda sempre gigante e serena, aparentemente, que está sempre nos ameaçando com a sua massa. E isso é sacrifício, ser xingado, mal compreendido, acusado injustamente e até mesmo a ponto de ser ameaçado por vias ''legais'', mas de continuar firme ao lado da verdade e também do uso dessa verdade tendo como finalidade o verdadeiro altruísmo. Dizer aquilo que parece bonitinho, lindo e bondoso, sem conhecimento, e com muito prováveis consequências nefastas, acabar reconhecendo o que está fazendo, e perseverar no erro, não é sinal de altruísmo coisa alguma, mas de conveniência pessoal e conformidade.
Se entre: ficar impopular mas correto com a verdade moral, e popular mas incorreto, você sempre preferir pelo segundo, então me desculpe amiguinho mas você não está sendo altruísta assim ouviu*
sexta-feira, 21 de julho de 2017
sábado, 8 de abril de 2017
Espectro do altruísmo
Do sacrifício generalizado ou desmedido ao parasitismo ou predação.
Eu já redigi um texto propondo as diferenças entre o altruísmo patológico e o altruísmo narcisista. Mas agora eu resolvi ampliar esta tentativa de descrição estabelecendo um espectro do nível patológico de altruísmo ao nível patológico de egoísmo.
Altruísmo patológico: Deseja ajudar a todos mas sem se preocupar com as consequências pra si próprio. Síndrome do mártir proto- suicida. Se coloca totalmente em segundo ou terceiro plano.
Altruísmo sábio: Entre o patológico e o narcisista, na zona habitável da razão, o altruísmo sábio mescla o desejo generalizado de ajudar mas também um maior instinto de sobrevivência ou de auto-preservação, e até poderíamos dizer que, o altruísmo patológico também se consista em uma espécie de altruísmo narcisista, em que o indivíduo prefere se sacrificar do que se preocupar mais com o outro, característica essencial do altruísmo. Como sempre, o altruísta sábio apenas se posicionará a partir do contexto e buscará agir da maneira mais adequada possível.
Altruísmo narcisista: Muito confundido com o altruísmo patológico, o altruísmo narcisista consiste-se no uso de atitudes pretensamente altruístas mas tendo como principal objetivo a auto- promoção. É o objetivo/adjetivo que descreve o tipo de atitude. Quase sempre se coloca em primeiro plano porque deseja ser considerado como moralmente superior pelos demais. Mais parece uma mistura de altruísmo com egoísmo e dependendo do tipo, também com a insensibilidade parcial. Não quer ajudar a todos, quer que todos o considerem como uma pessoa moralmente superior ou boa. É fato que, muito comumente, exista um desejo genuíno de ajudar, mas é provável que também haverá um desejo igualmente genuíno de ter o seu altruísmo, correto ou não, literal ou verbal, reconhecido e exaltado pelos outros. De qualquer maneira existe um ímpeto para ajudar resultando em sua classificação como ''altruísta''.
Insensibilidade parcial: Provavelmente se consiste em um nível demograficamente comum. Localiza-se na zona morna entre o altruísmo e o egoísmo. Típico traço amalgamado dos normais. O nível de insensibilidade é maior mas o potencial de praticar o altruísmo ainda existirá. Raramente se coloca em segundo plano, mas também não tende a ser muito egoísta. Se assemelha ao sábio mediante a maior paleta de escolhas, ainda que tenda a ser muito apático, de maneira geral, no que diz respeito à prática de ações altruístas, e de também ser fortemente propenso a construir sistemas morais pessoais incompletos ou que estão salpicados de factoides potencialmente malignos. Neste sentido, especialmente o altruísta sábio que, caracteristicamente, se baseará em abordagens realistas para ajudar o próximo, corroborando com um de meus conceitos [que são numerosos] sobre a sabedoria, enquanto uma união entre a bondade/benignidade e a inteligência/conhecimento, e de forma perfeccionista e holística.
Insensibilidade predominante: O sub-normal ou idiota moral comum. Mais egoísta que o insensível parcial mas ainda assim não muito egoísta, porque geralmente será mais indiferente/passivo do que insensivelmente ativo/basicamente aquilo que o egoísta é.
Egoísmo: Depois da zona morna entre o altruísmo (ajudar/querer o bem os outros) e o egoísmo (querer o bem pra si mesmo) aparece, finalmente, o egoísmo, ainda dentro do espectro de normalidade comportamental. Pode-se dizer que na zona morna entre a benignidade e a malignidade, as pessoas estão mais apáticas, e portanto mais passivas do que ativas, enquanto que, tanto de um lado quanto de outro haverá maior ímpeto para a ação, só que entre os ''benignos'', se buscará ajudar o próximo, enquanto que entre os ''malignos'', se buscará ajudar a si mesmo, e muitas vezes, com base na exploração do sofrimento alheio. O egoísta quase sempre se coloca em primeiro plano. Diferente do altruísta narcisista e dos demais tipos de altruístas, ele raramente pensa no próximo.
Egoísmo patológico: Sempre se coloca em primeiro plano e quase nunca se coloca no lugar do próximo. É tão centrado em si mesmo que comumente acaba agindo como um parasita, e no pior dos cenários, como um predador.
Estamos claramente falando aqui de níveis de empatia benigna, em que, o altruísta patológico será o mais benignamente ou afetivamente empático de todos, em termos quantitativos ou de intensidade, mas não em termos de qualidade. E também estamos falando de instinto, em que o altruísta patológico será o menos instintivo e o egoísta patológico o mais instintivo. Eu resolvi colocar o altruísta sábio entre o altruísta patológico e o narcisista, justamente por incorporar algumas das características de ambos, isto é, o maior senso de auto-conservação/narcisismo do segundo, e um desejo mais universal de altruísmo do primeiro. No entanto em termos de instintividade o altruísta sábio, ou sábio, estará muito mais próximo do egoísta patológico, por também estar embebido de instinto. Novamente, em termos de empatia, o altruísta sábio inequivocamente estará mais próximo dos outros tipos de altruístas.
Por fim, apenas mais uma observação. Percebe-se uma espécie de descontinuidade entre o altruísta narcisista e o insensível parcial, mas, como eu falei, acho até que mais de uma vez, este espectro se refere especialmente ao ímpeto de agir, em que temos os altruístas, que, mais narcisistas ou não, inevitavelmente serão mais propensos a agir de maneira altruísta, torta/factualmente errada ou não, enquanto que o insensível parcial será muito mais passivo em tomadas de ação altruísta, mas também em relação à tomadas de ação egoísta. E claro, eu não preciso dizer que haverão mesclas entre os tipos, e dependendo de contextos e grupos, porque de uma maneira geral, tendemos a ser mais moralmente seletivos, com alguma exceção para o altruísta patológico e para o altruísta sábio.
quinta-feira, 30 de março de 2017
Altruísmo patológico OU altruísmo narcisista*
Primeiramente, eu quero ajudar TODO MUNDO, não importando os riscos de consequências negativas a minha pessoa = altruísmo patológico
Primeiramente, eu quero que TODO MUNDO saiba que eu sou uma pessoa boa [geralmente, baseado na moralidade subjetiva] = altruísmo narcisista
Vamos separá-los para que possamos entendê-los melhor*
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
"Altruísmo patológico": Uma prova potencialmente irrefutável quanto a ignomínia de se santificar "os' norte europeus por sua própria estupidez

Fonte: https://cdn.davidwolfe.com/wp-content/uploads/2016/02/shutterstock_250827028-e1454721731235.jpg
Devem ser os olhos azuis...
98% dos fetos que dão positivo para a síndrome de Down no belo e encantado reino da Dinamarca estão sendo sumariamente abortados. Sim, deve ser o "altruísmo patológico", esses "nórdicos" são tão bonzinhos que estão abortando em massa pobres princípios de vida que nasceram de fato mais especiais que esta abominação chamada "humanidade normal". Os ingênuos norte europeus também estão toscamente convidando Cabul e vizinhança para passarem uma temporada de um século em suas cidades perfeitamente sem graça, que a arquitetura italiana e francesa não nos deixem mentir.
Minha regra de ouro é
Especialmente no que diz respeito à moralidade objetiva, existe a necessidade primordial de coerência integral entre pensamentos e comportamentos para que se possa construir uma teia honestamente homogênea de princípios sólidos. Este é um exemplo de corrosão escandalosa desta integridade.
Aqui temos dois tipos de atitudes que simplesmente não fazem sentido, que são dissimilares, diga-se, muito antônimas pois se eu sou bom, a priore, eu não vou abortar o meu filho ou a minha filha porque vai nascer com síndrome de Down, e junte-se a este simples ato de empatia primordial, o conhecimento basal e objetivo sobre o assunto, por exemplo, que a síndrome de Down não é necessariamente uma doença e ainda o reforçaremos com uma boa dose de inteligência para assegurar a boa ação do dia ou seria melhor, ação proporcionalmente coesa.
Se eu sou bom ainda que menos instintivamente alerta eu vou ser receptivo a refugiados de guerra, porque afinal de contas, em uma situação vulnerável, eu também gostaria de ser ajudado por outras pessoas, de receber a ajuda de mãos ''amigas'. Só que esta homogeneidade hiper lógica de ações não parece estar acontecendo na Escandinávia [e não apenas por lá] a partir do momento em que temos eugenia descarada e do pior tipo possível, como no caso do aborto em massa de fetos com síndrome de Down + boas intenções estéreis de uma análise moral profunda e do tipo que dá passaporte direto ao inferno, quando bondade e estupidez se confraternizam e causam a multiplicação de problemas.
Se eu fosse depender dos meus amiguxinhos hbd's, alt right e/ou red-pilhados, eu provavelmente teria até este momento, internalizado que os chorosos olhos azuis nórdicos eram nada mais nada menos que bons demais a ponto de serem patologicamente altruístas. Por que??
Porque são tolos o suficiente para crerem (uma proporção alta deles pelo que parece) que: não existem raças humanas, que os comportamentos humanos são infinitamente maleáveis, e que portanto todo mundo pode ir viver em seus países frios com casas de madeira. No entanto se temos 98% de casais dinamarqueses e quem sabe, suecos, noruegueses, islandeses e dos nórdicos apenas por posição geográfica, os finlandeses, abortando os seus fetos quando dão positivo pra síndrome de Down, então por agora a teoria do altruísmo patológico como uma naturalidade generalizada e altamente herdável de comportamento entre os norte europeus, como se fossem todos ou a grande maioria de santinhos ingênuos ,que são bons demais pros seus próprios juízos, não está colando mais.
Existem muitas maneiras de se "mensurar" a qualidade do comportamento e mais especificamente a bondade. Eis alguns parâmetros:
- É tão bom que abdica do consumo de "carne" em prol do bem estar dos animais não humanos que foram domesticados e que tem sido usados para fins macabramente culinários [ à moda humana ];
A maioria dos nórdicos se tornaram veganos ou vegetarianos??
As estatísticas nos dizem que não.
- É tão bom que não se importa que o seu país se abra pra imigração alógena?!
Neste caso temos uma infame mescla de inteligência comportamental com uma falta de detalhes e/ou de conhecimentos em especial quando se refere à imagem maior deste assunto para muitos que é inalcançavelmente complexo ou obtuso. Ainda que estupido, também revela graus de generosidade. Neste caso a maioria ou uma importante fração dos nórdicos atualmente são favoráveis em relação a esse escândalo. Supostamente é sinal de bondade mas também pode ser sinal de outras coisas, por exemplo, sinalização hipócrita de virtude ou de nobreza de comportamento, ingenuidade, estupidez e conformidade. Eu acho que neste e em outros casos nós vamos ter uma mistura desses elementos, um pouquinho de cada, para mais ou para menos, dependendo de cada indivíduo e sub-grupo a que pertence. Pela lógica generalista de bondade patológica os nórdicos deveriam, em média desproporcional, serem tão, mas tão bondosos, que jamais pensariam em abortar os seus futuros filhos, recém formados, apenas porque nascerão com a síndrome de Down. Só que...
Só que para cada 10 casais dinamarqueses que descobrem que os seus futuros filhos nascerão com Down caso a gravidez não seja interrompida, 9 preferem ou são [ parece que, facilmente] convencidos a abortarem, e o fazem.
Deve ser a famosa e desgostosa "bondade" esquerdista, em que aborto por qualquer razão é permitido mas o mesmo rigor em relação a criminosos em especial os mais perigosos é completamente atenuado. Com esta "base" como que poderia dar certo??
No mais há se pontuar alguns fatores importantes. Primeiro.
Qual é o percentual de casais dinamarqueses ou de qualquer outra nacionalidade, de preferência escandinava, que tem mais chances de ter uma criança com síndrome de Down?
Com certeza que não é a maioria deles. Será que aqueles que estão mais propensos a ter filhos com síndrome de Down tendem a ter o coração mais duro do que aqueles que são menos propensos??
Será que aqueles que mais advogam contra esta eugenia analfabeta de mercado são menos propensos a digamos "correrem este risco" de ter um filho com Down??
Claro que a maioria dos ativistas em favor da conscientização e respeito pelos portadores tendem a ser pais ou parentes de pessoas 'com" Down.
Será que a maioria dos casais dinamarqueses e não apenas a minoria daqueles que estão mais propensos, também abortariam em massa se descobrissem "a tempo" que o seu bebê tem Down??
Talvez esta seja a pergunta mais importante.
Partindo do pressuposto que via de regra progressista é de "bom tom" e ... "humanista" ser favorável ao aborto, por qualquer razão, então eu realmente não duvido que os "patologicamente altruístas" escandinavos, possivelmente em média desproporcional, fossem em massa, favoráveis a este tipo de vilania cruel. Quão confiável é a ala "alt right" para nos manter factualmente informados? Será que estamos sendo dragados por seus interesses genéticos [ethnic genetic interests] ao purificarem os seus primos ''mais puros' como ''altruístas patológicos''?