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domingo, 11 de junho de 2023

A correlação entre autismo e introversão não é uma mera coincidência estatística...

 ... ao contrário do que muitos ativistas e especialistas sobre o tópico afirmam ou têm deixado a entender. Porque, além da maioria dos autistas serem de introvertidos, estes, por sua vez, são mais parecidos com os autistas, se comparados com os mais extrovertidos.


Afinal, introvertidos gostam de estar sozinhos porque também estão mais orientados para o seu mundo interior e são mais sensíveis a estímulos externos. A diferença é que a hipersensibilidade autista é mais sensorial enquanto que a sensibilidade introvertida é mais social e emocional. Esses traços explicam porque ambos apresentam maior dificuldade de adaptação ao meio social, se, novamente, são mais superestimulados e tendem a desenvolver uma maior complexidade mental. No caso dos introvertidos, essa dificuldade é acentuada, especialmente em sociedades em que há uma preferência cultural pela extroversão ou onde são minoria.

Em termos cognitivos, autistas e introvertidos neurotípicos também parece que compartilham semelhanças, tais como: interesses especiais desde a infância, maior atenção aos detalhes, inclinação para pensar de maneira mais lógico-racional e dificuldade para a multifocalidade. 

É verdade que autismo e introversão não são a mesma coisa, que a maioria dos introvertidos não é autista, mas, são variações de constituição cerebral ou neurológica aparentemente próximas, de espectros vizinhos e que, justamente por essa aparente proximidade, se sobrepõem. Pois pode ser que se relacionem no mesmo nível de dois irmãos biológicos que são, em média, 50% geneticamente diferentes (e iguais) entre si, porém, irmãos. 

Eu não sei se já foi feito alguma comparação  entre os cérebros de autistas e neurotípicos/neuroatípicos não-autistas introvertidos para saber o quão parecidos estão. 

Lembrando que, também se correlacionam com outros traços, como a timidez e dificuldade de comunicação (disfluência ou gagueira).

"FAA"?? 

O fenótipo ampliado do autismo consiste numa maior presença de "traços autistas", principalmente em parentes dos portadores, mas que não são ''suficientemente autistas'' para receberem um diagnóstico, e também em indivíduos "não-autistas" sem relação de parentesco com portadores ou diagnosticados (tal como parece acontecer comigo). Pois eu aposto que muitos desses indivíduos devem ser de introvertidos e, mesmo que, pelo que especulei, o introvertido não-autista médio tende a ser mais parecido com o autista médio, particularmente o de "alto funcionamento".

Comentando, novamente, sobre QI e capacidade racional

 Testes cognitivos ou de QI (de maneira superficial ou incompleta) estimam nossas capacidades de aprendizado, não as de raciocínio ou racionalidade. 

Capacidades de aprendizado: de memorizar, apreender ou reter e replicar informações.

Capacidades de raciocínio: de analisar, criticar e julgar informações (de maneira objetiva e imparcial, em busca de uma maior compreensão ou entendimento). 

II. O sistema educacional brasileiro, incluindo a educação superior, está significativamente enfatizado na valorização, avaliação e seleção por capacidade de aprendizado, em grande desprezo à de raciocínio. Como resultado, há um excesso de conformismo e pouco pensamento crítico;

III. Em alguns países, que até são considerados "modelos" de educação, particularmente Coreia do Sul e alguns outros do extremo oriente, essa desvalorização da racionalidade, aliada ao excesso de valorização da memorização, tem chegado a níveis extremos;

IV. Um dos resultados desse equívoco é a multiplicação de grupos e indivíduos que acreditam e pregam pseudociência, "teorias conspiratórias' [legítimas] e fanatismo ideológico (incluindo o religioso), que costuma ter muita influência na política;

V. Mas a irracionalidade tem sido dominante ao longo da história humana, vide os muitos séculos de dominação cultural e política de organizações religiosas em comunidades e sociedades humanas. 

Dois mundos

 Soldados, Amazonas

Uniformes, simétricos 
Fortes, corpóreos
Orgulhosos, alienados 
Guerreiros, compactos
Espertos
Se acham mais homens 
Seus músculos e cabelos cortados
Suas mulheres de saias, de farda e filhos
bem comportados ou atléticos
Os próximos espartanos, o próximo exército 

E quando não crescem 
como esperavam
Amadurecem mutantes, 
E se juntam aos desajustados 
À tribo dos diversos
Dos pensadores de corpo fraco 
Aos complexos (inclusive os de outro lado)
De militares a militantes
Opostos do mundo prático 
Se são músicos, poetas, escritores 
Muitos não são machos
Mas fêmeas e andróginos 
Desde antes da puberdade 
Que são sonhadores, indivíduos-coletivos 
Estudantes ou mais velhos 
Estereotípicos ou discretos
Se tem filhos ou se esbaldam em banquetes de sexo, 
Os dois é possível
Se tornam empresários ou políticos 
Se nunca deixam o seu idealismo
Que soldados e amazonas detestam

Dois tipos de mentalidades (radicais) por ideologia: darwinista e pós-natural

 Adolf Hitler ou Frankenstein??


A mentalidade radical darwinista, típica da extrema direita (ocidental), prega que os "mais fortes" ("mais saudáveis", "dominantes", "inteligentes"...) devem sobrepujar os "mais fracos" (idealmente "não-adaptados") ou que a evolução humana precisa continuar a se sujeitar aos mesmos processos seletivos relativamente aleatórios que determinam a evolução e a adaptação das espécies não-humanas, isto é, de continuar da maneira mais "natural' (excetuando eventos específicos extremamente perturbadores que alteram trajetórias evolutivas de maneira significativa). 

Já a mentalidade radical pós-natural ou pós-darwinista, mais típica do lado progressista, por negar que tais processos estejam atuantes ou relevantes nos meios sociais humanos, por sua crença antropo-excepcionalista ou antropo-supremacista, se baseia na ideia de superação de limites ou resolução de problemas emergentes sem que seja sempre necessário uma adaptação orgânica por seleção específica. Essa mentalidade também apresenta um caráter primariamente transcendente, de superar o nível darwinista por um nível superior de organização social e dinâmica evolutiva humana, em outras palavras, de superar a própria natureza. Mas, como eu já comentei no texto "Alienação à direita, à esquerda e a iluminação filosófica", as ideologias progressistas têm se comportado como falsas transcendências, em que só passam a impressão de terem superado o nível anterior, tradicionalista, por também expressarem um tipo de alienação ao invés de sempre buscarem se guiar pelo conhecimento ou pela razão (direita: alienação da essência/esquerda: alienação das aparências/superfícies). 

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Ainda sobre a inexistência do ''livre arbítrio''

 Já nascemos com cérebros primariamente constituídos com base na herança genética combinada dos nossos pais e possivelmente também nos efeitos do ambiente uterino de nossas mães. Isso significa que já nascemos com algum tipo de personalidade e de desenvolvimento cognitivo; com uma programação de desenvolvimento e comportamento relativamente determinista. Em relação ao livre arbítrio, esse fato citado (e muito provável) sugere que o mesmo, se a partir de seus conceitos, é uma impossibilidade, pois desafia a própria natureza de organismos vivos, inclusive do humano. 

 

II. "Livre de influências externas"

Literalmente falando, todas as nossas decisões são influenciadas pelo que acontece ao nosso redor, pelo que sentimos e percebemos. Portanto, o livre arbítrio, isso se o seu conceito for "capacidade de tomar decisões sem influências externas", não existe, tal como pelo conceito "capacidade de tomar decisões sem nenhum condicionamento anterior", se até mesmo o pensamento racional também é tendencioso, por privilegiar a imparcialidade e a objetividade sobre os seus respectivos opostos. 

III. Se já não falei, refalo aqui: livre arbítrio é um sinônimo relativamente distante para capacidade racional. Então, sim, a capacidade racional existe, mas, conceitualmente, não é o mesmo que livre arbítrio. Este é mais como um conceito ruim que se tornou muito popular, especialmente no mundo ocidental. É um conceito com uma definição irrealista, porque a capacidade racional não é nossa capacidade de tomar decisões sem qualquer preconceito ou viés, mas de pensar de maneira imparcial e objetiva, também/ou de ponderar e refletir ações e consequências. Como falei acima, a racionalidade também é um viés, só que do anti-viés. O "livre arbítrio", se existisse, dependeria muito de nossas capacidades racionais, do quão desenvolvidas estão ou quão desenvolvíveis são. Mas também das circunstâncias em que nos encontramos, de como as julgamos. Mas a dinâmica que existe aqui não é a três e sim entre a nossa racionalidade e o meio. Pois se uma maior capacidade racional não é o mesmo que perfeição de raciocínio e julgamento, então, nem os indivíduos mais sensatos e ponderados escapam de cometer atos irracionais. Eles só estão mais bem equipados para aprender com os seus erros ou refletir seus pensamentos e ações. Infelizmente, a irracionalidade tem sido mais dominante. 

domingo, 4 de junho de 2023

A "substituição demográfica" no mundo do entretenimento

"A arte imitando a vida"... ou refletindo a "nova ordem de poder"?

Eu já comentei que, mantidas as atuais tendências demográficas: de envelhecimento populacional, taxas de fecundidade muito baixas e altas de miscigenação racial, os brancos de origem europeia entrarão em extinção* até o final desse século XXI, especialmente as etnias da Europa Ocidental...

* risco que também ameaça populações do Extremo Oriente.

Também já especulei sobre as causas ou fatores, ou agentes**, e as soluções para esse, que é um dos maiores problemas demográficos, sociais e econômicos de nossa era. Até especulei se é uma crise planejada ou consequência indesejada**. 
 
** No texto "Genocídio branco patrocinado pela "judiaria organizada": 'teoria' conspiratória ou realidade??''

Bem, parece evidente que as "elites" globalistas e neoliberais já escolheram o seu bode expiatório perfeito: os brancos. Assim, podem continuar enriquecendo infinitamente e às custas dos outros, explorando sua mão de obra, sua falta de consciência e solidariedade de classe, trabalhando pouco ou nada e ainda por cima destruindo o meio ambiente, sempre em busca do lucro individual, sem a preocupação de se tornarem os alvos principais de críticas e políticas progressistas que, aliás, foram quase todas cooptadas para servirem os seus interesses, graças à suposta "esquerda" identitária. Afinal, agora o maior problema do mundo é o "racismo" e não as desigualdades sociais extremas. Então, continuam puxando sua agenda de destruição dos estados-nações e suas identidades, especialmente dos ocidentais, visando à construção de uma civilização global, com base em muita imigração, lavagem cerebral sofisticada, a partir de "falácias anti-racistas", que eu comentei no texto de mesmo nome e, portanto, pelo incentivo constante à mistura racial e à aceitação de um mundo "multicultural" (americanizado...), sem fronteiras. Pois esse genocídio lento e cruel até começou a ser representado em produções culturais: geralmente filmes e séries, em que personagens brancos, fictícios ou não, quer seja de produções antigas e consagradas ou recentes, estão sendo substituídos quase sempre por atores negros... da Pequena Sereia à "rainha" Charlotte.

Será que é isso mesmo que as "novas elites" querem? 

Eliminar a verdadeira diversidade humana,  colocando em seu lugar uma massa de consumistas desenraizados, homogeneamente mestiços, destituídos de uma boa inteligência racional e, portanto, totalmente conformistas aos seus novos senhores??

Aqui, no Brasil, a maior representante desse crime contra a humanidade, que tem sido cometido de maneira legitimamente conspiratória, é uma certa empresa privada, uma emissora de televisão que, supostamente, trabalha em prol do progresso do país e não apenas para si mesma, uma tal rede polvo. 

sexta-feira, 2 de junho de 2023

A pornografia é um show de horrores

Não por basicamente ter como matéria-prima o sexo explícito, ainda que produza uma quantidade exorbitante de filmes e vídeos baseados em práticas sexuais mecânicas e irrealistas para todo espectro da sexualidade humana.

Não por ferir os valores morais de gente careta que chega a tratar a prática sexual como "apenas para fins reprodutivos".

Mas por causa de uma prevalência significativa de estereótipos e de uma representação, digamos, anatômica, extremamente irrealista em suas produções, com uma abundância de trombas de elefante na ala masculina e de peitos e bundas gigantes na feminina. 

Então, não bastasse tudo isso, a produção pornográfica, especialmente nas últimas décadas, parece que tem ido além do que propõe, entreter, porque tem nos influenciado, diga-se, de maneira nada saudável, quer seja pela indução de identificação sexual por estereótipos* ao invés do autoconhecimento, pela baixa auto-estima por comparação com corpos "perfeitos" e membros avantajados e/ou pela ideia equivocada de que o sexo dos filmes pornôs representa a pluralidade do sexo real ou mesmo do ideal. Uma espécie de deseducação sexual. E enquanto nos manipula e distorce quanto ao nosso entendimento teórico, prático e pessoal sobre sexo ou sexualidade, como sempre acontece na monotonia capitalista, alguns estão ganhando uma boa grana... 

*Eu fui auto-doutrinado a isso.

Ah, e não me esqueço das propagandas de aumento peniano, mesmo para quem o tem na média. Claro, o que seria do capitalismo ou mercenarismo sem a indução à baixa auto-estima, visando vender produtos, muitos que são inúteis??