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domingo, 2 de abril de 2023

Eu gosto de geografia, história, psicologia... por que eu não gosto de matemática e geometria??

 É quase certo de ser um pensamento falacioso, ainda que possa ser parcialmente verdade em certos casos. Mas, além de duvidar que correspondam à maioria, com certeza não é o meu caso, porque eu sempre gostei de ciências humanas, primariamente de geografia, desde os meus 9, 10 anos de idade. E sim, paralelo a isso, eu também comecei a ter dificuldades com as ciências exatas, principalmente a partir da quinta série. Mas eu também tenho certeza de que uma coisa não levou à outra, pelo que já foi dito logo acima, se o não-gostar e o gostar podem e, é até possível dizer que, geralmente se manifestam de maneira paralela. 


Portanto, para finalizar essa breve discussão, eu gosto de geografia porque eu gosto de geografia e não porque não gosto de matemática. E, se eu fiz faculdade nas ciências humanas, não foi unicamente para "fugir" das exatas, mas especialmente por gostar e perceber uma facilidade para aprender sobre as humanas*. Não foi por eliminação, mas por escolha, independente se, na época, eu já soubesse que é uma área com menos oportunidades no mercado de trabalho.  Até porque nunca passou pela minha cabeça me especializar em alguma área de exatas.

* Desprezando que o conhecimento matemático, pelo menos o básico, é variavelmente exigido nas humanidades. 

sábado, 5 de agosto de 2017

Maior memória semântica sobre a autobiográfica ou.. a autobiográfica é sempre maior e o que diferencia é a proporção em relação a mesma + uma firula

O que seria uma pessoa com maior memória semântica sobre a autobiográfica?? Isso existe?

Primeiro eu especulei quanto a proporção  ou distribuição proporcional individual das memórias semântica, (meso) e autobiográfica. 

Agora eu me pergunto, tardiamente talvez, se a memória autobiográfica seja sempre maior que a semântica e que, o que diferencia é a proporção da semântica em relação à auto...

Como saber?

Tentativa de tatear a resposta para essa dúvida por meio de uma breve auto-análise.

Você lembra de cor os números do seu CPF, telefone celular, telefone celular e data de aniversário das pessoas que você conhece?? Você se lembra dos nomes das pessoas que conheceu, e que não mais convive ou que tem pouco convívio?  Você é capaz de lembrar os nomes dos seus primos, especialmente no caso de ter uma família numerosa?. Só pra começar.

Se a resposta for sim para todas essas perguntas então é provável que você tenha uma boa memória autobiográfica ou ao menos em relação a uma de suas dimensões/facetas. 

Eu, por exemplo, não lembro, se nem sequer cheguei a memorizar, as datas de aniversário de todos os membros da minha família direta, bem como de quase todas as pessoas que eu conheço. Eu sei a data de aniversário de uma prima porque se refere à uma tragédia histórica (os atentados de 11/09) e agora pouco ao puxar pela memória eu lembrei da data de aniversário de um amigo/quase colega próximo/e antigo, talvez porque ele é homossexual e faz aniversário no dia 24/08. 

Pelo que já percebi eu sou bom para lembrar dos eventos que se sucederam/e sucedem em minha vida, e com certeza sem ser a um nível hipertimésico, ainda que acredite estar acima da média nesse quesito. No entanto em relação aos fatos autobiográficos interpessoais, isto é, das outras pessoas e em especial os seus dados pessoais, parece que eu não tenho uma boa memória. 

Outra dúvida: dado pessoais psicológicos e/versus técnicos

Eu conheço a personalidade de minha mãe e [quase] "tudo" o que nela está embutido. Mas eu não sei o dia em que ela nasceu.

O que isso significa??

Como eu já falei outras vezes  eu tenho uma mente muito prática e tão lógica que periga de ser racional.


 Logo "eu" ou ela, deduz que, decorar datas de aniversário não é importante, se, por exemplo, a pessoa pode te dizer, te avisar o dia, mesmo se for a senhora-sua-mãe. Agora saber os gostos e desgostos dessa ou daquela pessoa é muito mais importante ou.... esse é o jeitinho todo-especial da minha mente e não há maiores ou melhores explicações para o porquê de ser assim, ainda que, pensar em explicações quanto à sua natureza (de suas facetas) e consequentemente de suas expressões também parece ser válido enquanto um exercício intelectualmente objetivo. 

No mais, faz sentido lógico que, conhecer a personalidade, gostos e desgostos, da pessoa que te colocou no mundo, é muito mais importante do que saber a sua data de nascimento [ainda que seja comum que elas fiquem tristes ou bravas quando lhes dizemos que não sabemos de cor a data de seus aniversários].

Em relação à memória semântica, pra começar, eu tenho um bom vocabulário, como tenho demonstrado em meus textos, que está acima da média, mas muito provavelmente a um nível moderadamente alto. Como explicar: o meu vocabulário não chega ao nível de um gênio literário como Dostoiévski. Mas também parece estar no mesmo nível de um professor universitário, que não dê aulas na faculdade de Letras, é claro. Eu tenho, ainda, uma certa vantagem [mais como uma faca de dois gumes] por ter uma maior criatividade verbal.

A minha memória semântica matemática é razoável à média. Desde o básico como o reconhecimento dos números e saber como fazer contas simples à medianas, até algumas fórmulas matemáticas como a de Baskhara. 


A minha memória semântica se concentra em: Geografia (espaço), História (tempo) e Psicologia (pessoas), ainda que se faça [muito] assimétrica [ou localizada] e comparativamente menor do que em relação a alguém que é excelente a excepcional, especificamente em uma delas. Por exemplo, em História, o meu conhecimento é cristalizadamente superficial ainda que também use do raciocínio lógico para entende-la [até mesmo porque a estória humana tende a ser incrivelmente repetitiva e estúpida].

 História do Brasil: sei o básico. Um professor acadêmico ou um historiador com certeza tem muito mais desenvoltura e conhecimento. Em Geografia os meus conhecimentos se concentram muito mais na parte da humana/Geopolítica do que na física, sem falar da pouco usual memorização das capitais de vários países. Eu tenho um bom conhecimento nessa área a ponto de conseguir reconhecer o continente e mesmo a localidade mais geograficamente precisa de qualquer país e mesmo se for uma cidade, por memória e/ou por raciocínio lógico/dedutivo [por exemplo, o nome de uma cidade, que eu posso associar a um idioma que se assemelha em sonoridade ou estrutura]. Eu gosto muito de Filosofia, mas sinceramente, até agora eu não tive vontade de ir mais a fundo nos trabalhos dos grandes filósofos, preferindo primeiro pensar por mim mesmo. Em Psicologia os meus conhecimentos se ampliaram desde que comecei a "estuda-la", como é o esperado para qualquer pessoa, mesmo em relação às fraquezas. No entanto assim como acontece com as outras disciplinas de estimação ou de fixação, a minha bagagem é tradicionalmente superficial, ainda que o potencial neo-conhecimento que tenho produzido possa compensar de alguma maneira.

Realmente não consegui chegar a uma resposta satisfatoriamente precisa, já que é bem difícil quantificar o tamanho geral e relativo de nossas memórias, especialmente a autobiográfica e talvez menos no caso da semântica [e os testes cognitivos são relativamente bons nessa tarefa]. 

No mais, até então eu estava achando difícil pensar na existência de pessoas com  memória semântica maior do que a autobiográfica. Aí eu notei que existem os hipertimésicos, que são o exato oposto, isto é, apresentam memórias autobiográficas gigantes em valores absolutos, e se forem comparadas com a semântica. Pensando por esse lado, se existem eles, então porquê não aqueles*

Neste caso, os portadores da Síndrome de Savant, sem falar nos portadores de Savantismo, ou do espectro maior da condição, sem a co-expressão de deficiência severa, poderiam ser exemplos opostos da Hipertimésia [em valores relativos: memória semântica versus autobiográfica], por apresentarem memórias semânticas, se não mais prevalentes que a autobiográfica, ao menos, muito significativas. 

Tentando uma auto-análise ''esperta'' eu concluí por agora que eu devo ter uma memória semântica e meso-semântica [características psicológicas das pessoas, por exemplo] ligeiramente maior do que a memória auto-biográfica, ou com diferenças não muito significativas, nem um hipertimésico, nem um savant [ainda que, em ambas, eu me encontre, digamos, hiperativo]. Em termos de tamanho, especialmente a semântica, acho que, de maneira geral, expressa bem o meu nível [relativamente] acima da média [padrão Greenwich =100] de inteligência-QI, ainda que fortemente assimétrica.

Auto-chutômetro

''tamanho'' da[s] memória[s]

muito pequena/quase nulo
pequena
médio-pequena
médio
médio-grande
grande
muito grande

[ hipertimésia =muito grande em memória autobiográfica, se comparada com a semântica; savantismo= muito grande em memória semântica, e/talvez se comparada com a autobiográfica. Potencialmente verdadeiro, no caso da Síndrome de Savant*].

Memória autobiográfica:

intrapessoal [eventos ou] episódica: médio-grande/grande,
intrapessoal técnica [número do telefone, data de aniversário, número do CPF]: pequena

Memória meso-semântica ou meso-autobiográfica:

intrapessoal [características pessoais, minimamente corretas]: grande/muito-grande,
interpessoal [características das outras pessoas]: médio-grande/grande


Memória interpessoal técnica: pequena,
Memória interpessoal [características psicológicas/físicas]: médio-grande,
Memória interpessoal episódica: médio/médio-grande
Memória interpessoal visual: médio-grande

geral:médio-grande [~~~~~~...]


Memória semântica:

Vocabulário/verbal: médio-grande
Matemático: médio-pequena
Científico [física/química/história/geografia/psicologia/biologia]: ~médio

- física = pequena/muito pequeno
- química = [possivelmente] muito pequena
- história = médio-grande
- geografia = grande
- psicologia = médio-grande
- biologia = médio/médio-pequena 

Original: médio-grande/grande

geral: médio-grande [~~~~~~~...]

Memória semântica comparativamente muito grande [em relação à autobiográfica] = possivelmente Savantismo a ''potencialidade não-especificada para o talento''.

Memória semântica ''absolutamente' grande = possivelmente superdotação cristalizada/ QI bem acima da média.

Neo-memória semântica grande a muito grande = possivelmente [superdotação] criativa.

Memória semântica [meso-autobiográfica] em relação à ''espinha dorsal da macro-realidade'':

tamanho e qualidade factual/compreensão factual

Eu= grande/muito grande
- episódica= médio-grande/grande

Os outros= médio-grande/grande
- episódica= médio/médio-grande
- visual= médio-grande

vocabulário= médio-grande
matemática= médio-pequena

 psicologia= médio-grande
Espaço/geografia= grande
Tempo/história= médio-grande

geral: médio-grande

Qualidade/compreensão factual

Eu = grande/muito grande
- episódica = grande

Os outros =grande
- episódica = médio-grande
- visual = médio-grande/grande

vocabulário = médio-grande/grande
matemática = médio/médio-grande

psicologia= grande
Espaço/geografia = grande
Tempo/história = médio-grande/grande

geral: médio-grande





quinta-feira, 20 de julho de 2017

Geografia (''psicologia mecanicista'') e psicologia (''geografia mentalista'')

Ambas se consistem na relação do ser humano com o seu meio só que a geografia é centrada no espaço e a psicologia no ser humano.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Geografia e psicologia... continuando com a ideia de perfis psico-cognitivos intermediários....




Será que eu sou uma peça rara*

Quando tentei o mestrado, o professor responsável pelo ''aceite'' além de fazer um polido ''pouco caso'' em relação à minha proposta de expansão conceitual do termo geografia (''já existe ''um'' conceito'', durrr!, ele disse) também parece ter estranhado a associação ''incomum'', porém totalmente válida, entre o conhecimento do seu curso de especialização e a psicologia, que propus como um importante complemento do meu projeto. 

Parece que é assim que eu sou, um ser que está dotado de um perfil psico-cognitivo intermediário, entre o conhecimento das humanidades e das ciências biológicas. Isto é, a minha personalidade pende tanto para o conhecimento do espaço, tempo e dinâmica ali inseridos (humanidades: geografia, história, sociologia, filosofia) assim como também mais precisamente em relação aos mecanismos mais biologicamente/estruturalmente íntimos ou 'sutis'' desta dinâmica (ciências biológicas, o início espectral das ditas ''ciências difíceis').

 Ao longo do tempo, sem qualquer paciência ou mesmo o mínimo de tolerância em relação aos currículos impostos, que tendem a homogeneizar os homogeneizáveis ''neuro-típicos'', eu fui construindo o meu conhecimento de maneira completamente personalizada, isto é, seguindo instinto e intuição próprios, sem obedecer a qualquer critério pré-estabelecido de ''apr(e)endizado'' ou filtro proto-factualizado ( o conhecimento curricularmente limitado ou técnicas super-especializadas/atomizadas).


Auto-honestidade e novamente, o simples hobby de aprender


Perfis psico-cognitivos intermediários costumam ser raros, pelo que parece. Agora imaginemos se além desta intrínseca raridade, ainda existirem adições de exoticidades em especial, na personalidade, o que temos**

Um candidato em potencial para a solidão ou ao menos para ter poucos amigos. Todo mundo tem menos amigos do que conhecidos, ou companhias minimamente toleráveis. Para tipos como o meu, a presença reduzida de potenciais companhias sociais (não necessariamente de amigos) já será muito provável de se delinear ao longo da vida. E de fato tem acontecido, mas por que**

Eu não sou muito feio pra ser rejeitado por causa de minha aparência. Na verdade eu até faço relativo sucesso e em especial com o mesmo sexo.

Eu não sou extremamente bruto no trato social, pelo contrário, ainda que em meu atual estado ao estilo ''porco espinho'', tenha mostrado maior embotamento, isso não significa que não possa expressar melhorias neste sentido. Eu sinto que tenho grande potencial e os ''meus eleitos'' sabem disso. 

Eu não sou tolo nem maluco. Devem haver razões muito racionais para explicar o meu estado e eu sei quais são e talvez, a origem de todas elas, a minha singularidade.

Mas o que é singularidade e quando for relacionada ao meu contexto pessoal* (e que pode ser reverberado para os contextos de outras pessoas)

Eu sou intermediário, tal como uma pessoa com vitiligo, eu tenho dois tipos de pele, enquanto que o normal é ter apenas uma ou vestir apenas uma. Teatro e sociedade são muito similares se tal como acontece com as peças teatrais, também ''herdamos'', conscientes ou não, papeis sociais desde cedo em nossas vidas.

Eu poderia apenas repetir as mesmas diretrizes tribais do pessoal das humanidades que com certeza teria encontrado uma namorada (ou um... e dentro deste meio sócio-cognitivo), feito muitos amigos (ao estilo neurotípico/superficial/vago de se fazer amigos) e por fim construído uma rede social abrangente em sua superfície, porém potencialmente fraca em suas raízes. 

Ao mesmo tempo em que eu me enamoro com demasiada alegria em relação a todos os assuntos que são (tolamente) pautados nas humanidades, eu também gosto de pensá-los ou de associá-los a outros assuntos, que já se encontrarão distantes do núcleo de especialização das humanidades, visando com isso enriquecê-los, dotando-os de todas as partes logicamente associadas aos seus respectivos corpos. Em outras palavras, por causa da natureza conformista e super-especializada dos seres humanos, as universidades terminaram por expressar muito corretamente essas tendências, se se consiste em um amontoado de especializações mutuamente atomizadas. As humanidades não acabam em si mesmas, mas continuam a se espalharem, a se sobreporem e a serem sobrepostas à outras áreas do conhecimento humano. Esta atomização apresenta finalidades laborais e não filosóficas, uber-holisticamente corretas ou sábias, o simples e fundamental ato de buscar pela verdade dos fatos. O meu pensamento está totalmente correto, mas eu me esbarro em relação à morosidade acadêmica de acatar sem maiores críticas o destino a que lhe foi destinado, enquanto uma fábrica polidamente estruturada de trabalhadores de ''alto nível'. 

Ainda é uma fábrica, ainda são trabalhadores... 

É bem provável que muitos daqueles com perfis psico-cognitivos intermediários possam ser potencialmente conformáveis à realidade sócio-laboral e o façam sem maiores problemas. Muitos deles é também provável que serão muito criativos. O problema, no meu caso ou no meu contexto pessoal, é de que além de ter nascido intelectualmente dividido em ''dois' mundos, (especialmente agora, mas talvez desde sempre), igualmente fracionados, mutuamente atomizados e portanto potencialmente beligerantes, é que, eu também nasci com uma muito forte veia filosófica, isto é, um pensador extremamente holístico, que é dos seres humanos menos adormecidos neste mundo de ilusões. Não restam dúvidas que as chances de ser conformável (e não necessariamente adaptável, termo por deveras extremo para ser previamente popularizado, enquanto um suposto fenômeno universal) a esta realidade serão muito baixas. E de fato, tem sido muito baixas.

Some a isso outro atributo que considero excepcional mas também muito desvantajoso, o amor natural e totalmente espontâneo pelo aprendizado

Eu eu raramente ''estudei'' na minha vida, pra ser sincero, as poucas vezes que o fiz, foi à revelia, de maneira anti-natural, pois eu sempre brinquei com o conhecimento, por sempre ter sido uma busca completamente natural, orgânica, sem maiores cobranças. Eu sempre associei o meu prazer pessoal com a busca pelo conhecimento. Quando era criança, o fazia explicitamente, ao mesclar promiscuamente o ato de brincar ao ato de aprender algo, especialmente em relação à geografia.

Não bastasse o meu perfil psico-cognitivo intermediário, que não se acopla perfeitamente a nenhum grupo (potencialmente atomizado), ainda acontece de exibir essas idiossincrasias como maneira de me isolar dos atomizados de maneira considerável, mas ''lembrando'' que isolamento não é um sinônimo para atomização, por enfatizar de maneira subjacente a distância espacial. Eu não estou atomizado ao que acontece nas faculdades de história ou geografia e especialmente no que condiz às suas partituras cultológicas. Da mesma maneira que o modo de pensar mais conservador, está longe de se consistir em um perfeita estranheza. Eu entendo os dois grupos, pois pertenço aos dois, e por ser assim, também não pertenço a nenhum deles.

Se para ser simpático eu tenho de evitar dizer verdades ou factualidades às pessoas, então eu renuncio a uma potencialmente possível popularidade em prol de minha auto-honestidade, de saber que jamais internalizarei por tempo determinado ou praticamente conclusivo qualquer tipo de mentira deste porte, ainda que continue a mentir sobre muitas coisas, de menor relevância e mesmo, para os demais, mantendo a minha ''máscara de sanidade'', muito negligentemente assegurada, se já não consigo mantê-la por muito tempo mesmo, por causa de um formigamento quase insuportável que evita a minha adesão constante à ondas de factoides, tolamente determinados como fatos incontestáveis.

Por um lado eu não posso ter amigos ''esquerdistas'', mediante a enorme proporção de mentiras que se consistem os seus sistemas de CRENÇAS/IDEIAS bem como também pelo fato de ser avesso à pessoas ''ambíguas'', leia-se, confusas e potencialmente desonestas.

Por outro lado eu tenho pouco a ver com os conservadores e o seu mundo monótono, tolo, de classe média, futebol para garotos e novela para garotas, um mundo seguro, razoavelmente lógico, especialmente em suas bases, mas muito medíocre, e claro que me refiro aos típicos conservadores.

Tenho percebido que boa parte de minha criatividade tem se originado desta ''placa tectônica'', desta tensão, em especial, entre a geografia e a psicologia, mas também em relação à filosofia, 

Eu concordo com muitos pressupostos '''esquerdistas'''' assim como também os ((verdadeiramente)) '''direitistas''' mas não posso tolerar os equívocos de ambos os lados, que pra sermos sinceros, tendem a ser bem graves. 

Como resultado, não basta ter um  perfil psico-cognitivo intermediário para que possa ser alçado ao limbo dos menos populares, mas com certeza que apresentar esta idiossincrasia é bem provável que aumentarão as chances para se tornar um outsider.