Minha lista de blogs

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A diferença entre: não entender o estado da mente alheia (se isso existir mesmo) ... e de .... entender e não ligar ou se sobrepor a isso, no meu caso


Eu já pensei que fosse autista mas mudei de opinião. Hoje eu sei que tenho, digamos assim, ''traços autistas'' e também do ''outro lado'' do espectro, a partir desta perspectiva duo-confrontativa, isto é, de ''traços psicóticos''. Obsessão por interesses específicos é um exemplo de ''traço autista'' que eu tenho. Tendências paranoicas é outro exemplo, só que de ''traço psicótico'' que eu tenho. No entanto eu sei que consigo entender o estado das mentes alheias. Eu consigo mentalizar [entender a mente alheia, os seus padrões de funcionamento e intenções], não sei em qual nível exatamente, acho que acima da média, muito provável [ ou não ].

No entanto na hora de responder, que se daria de modo empaticamente apropriado, antes eu ''consulto' a minha própria mente, que é muito idealista, isto é, comportamentalmente idealista, e esta informação choca-se geralmente com um paredão em construção de concepções ideais que tenho compilado e/ou produzido, todas elas fortemente atreladas à sabedoria. Portanto em uma interação interpessoal normal as pessoas reforçam aquilo que os outros estão dizendo e tendem inclusive a construir/serem criativos em cima desta relação empática ou reflexiva, de espelhamento. Se alguém diz que é bonito, mesmo não sendo, uma pessoa muito empática irá subconsciente ou nem tanto, mentir, concordando com esta declaração. 

Em compensação eu ficarei bastante comedido pra dar a minha opinião, por que** Por acaso foi porque eu não me coloquei no lugar da outra pessoa*

Todo mundo sabe que ouvir elogios ou reforçar auto-elogios é infinitamente melhor do que ouvir insultos ou mesmo, a verdade. Claro que a verdade, verdade mesmo, e sobre um indivíduo, é muito mais do que dizer que ele é bonito, se ele for, ou que ele é feio, se ele for. Neste caso, ao dizermos que ele não é bonito, não estaremos ainda dizendo toda a verdade que reside nele, pois talvez, apesar da feiura, ele pode ser inteligente, simpático, criativo, ter um pênis de elefante, enfim. A verdade de um ser está em cada detalhe seu, comparativa e universalmente falando, boa, média ou não, isto é, ruim, ;) . 

Eu acredito que é mais empático ser sincero com as pessoas, mas não desaforado, lhes dizendo a verdade, porque é muito mais eficiente do que a mentira, e no final, a verdade é tudo aquilo que temos ou que deveríamos mais ter e mais buscar. 

É claro que eu ''me coloquei no lugar do outro'', mas eu não pensei como ele, apenas me posicionei em seu lugar, e pensando com a minha mente eu esperaria sinceridade das outras pessoas, porque se elas estiverem sendo sinceras e de fato concordarem que eu sou bonito, então eu saberei de fato que eu sou bonito, ao menos pra elas, e não estarei sendo enganado.

Muitas pessoas, talvez por não terem a capacidade intrínseca de compreender muito bem a macro-realidade, elas inclusas, tendam a aceitar ou mesmo a preferir por ''mentiras brancas'', pode ser, porque elas não as entendem deste jeito, como mentira** Aí encontra-se muito claro a existência de um déficit em auto-conhecimento. Quando de fato nos conhecemos ou passamos a nos conhecer muito bem, passamos também, por lógica, ao menos isso acontece comigo, de preferir pela verdade factual sobre nós mesmos, do que por mentiras brancas condensadas, pois assim podemos comparar os nossos próprios auto--conhecimentos com aquilo que os outros sabem ou acreditam que sabem sobre nós. 

Portanto, eu entendo ou sou bom/a muito bom na leitura das outras mentes, talvez perto de um nível psicótico e portanto potencialmente problemático. No entanto, como eu acredito que a verdade [não enganar o outro] é mais correta e produtiva do que a mentira então eu tendo a sempre preferi-la. Eu pratico a empatia parcial, colocando-me no lugar, na perspectiva do outro, mas sem tentar pensar como ele, especialmente nesses casos, e chego à conclusão pessoal de sempre, que é melhor ouvir a verdade que tem para me dizer do que mentiras pra me iludir, até mesmo porque é com a honestidade e a sinceridade que de fato poderemos construir amizades verdadeiras, isto é, que se baseiam na verdade, amigos que estão sempre contando um com o outro, que sempre confessam a verdade mais pura de seus sentimentos e impressões ao outro, que lhe é semelhante em alma. 

Eu usei um exemplo muito bom, faz um tempo atrás em outro texto de assunto similar, sobre autismo. O caso em que os autistas tendem a não prestar atenção naquilo que os outros estão dizendo a eles, como se estivessem alheios ao assunto da conversa ou das conversas. Isso parece verídico, mas por que* E isso é sinal de falta de empatia*

Isso acontece porque quando os autistas e adjacentes parecidos estão obcecados por seus interesses ou paixões específicas, tendem a dar pouca atenção aos outros assuntos e muitas vezes veem-se forçados a interagir com outras pessoas, que, bem, os forçam a conversar ou a tentar conversar sobre aquilo que eles não querem. Aí neste caso temos de pensar quem é que está sendo mais ou menos empático. É o ''autista'' que não presta atenção ao assunto da conversa, que não lhe interessa, ou também a pessoa que o está forçando a tentar fazê-lo* 

Eu nunca entendi como que empírica ou literalmente demonstrado poderia ser a tal da ''leitura da mente'' e vejo, talvez sim talvez não, um grande viés por parte dos pesquisadores neurotípicos em relação à suposta falha, generalizada e significativa, de empatia, por parte dos autistas, e mais, pasmem, uma igual falha de ''leitura da mente'' por parte dos próprios pesquisadores para entender como que funciona os padrões de funcionamento da mente autista, novamente, talvez...

Ao menos no meu caso, que pode ser extrapolado pra outros indivíduos, a minha sinceridade e especialmente, honestidade, que estão acima da média [a segunda que é claramente um sinal de empatia prática], tendem a se chocarem com a minha capacidade empática isto é de espelhamento, sim, eu me coloco no lugar do outro, mesmo e talvez muitas vezes em sua própria pele/mente, mas tendo, até de maneira instintiva, a preferir em dizer a verdade, e por que*

Como eu disse acima, porque pra mim, iludir uma pessoa é uma demonstração real de tudo aquilo que a empatia não é, especialmente se forem casos mais leves, como no caso da aparência, porque nos mais graves, por exemplo na tentativa de atenuação do sofrimento de outra pessoa que está muito doente, injetando-lhe pensamentos positivos potencialmente irrealistas, mentiras brancas são de fato funcionais e altamente recomendadas.

Não é possível que o universo de um indivíduo não tenha qualquer característica ''positiva' que possa compensar outra que é menos vantajosa e que foi colocada em evidência por alguma circunstância interpessoal... 

Portanto eu sobreponho a minha idealidade dentro das interações interpessoais e tento com isso condensá-la da melhor maneira possível, e na maioria das vezes não haverá uma resposta classicamente empática, de espelhamento, de esperar ouvir pelo outro aquilo que eu mesmo gostaria de ouvir, ''literalmente'', de se colocar na pele do outro, porque eu me coloco em seu lugar e concluo idealmente que não gostaria de ser enganado ou iludido. E talvez se todos tivessem a mesma clareza de mente assim também o desejassem. 

Pode ser que se abra um parênteses em relação a essas ideias de ''leitura de mente'' e ''empatia'', ainda que não totalmente equivocadas, especialmente no caso autista, porque vê-se por agora, impressão pessoal, uma falta de detalhismo, de se chegar perto dos objetos de observação e análise, de ver como que esses mecanismos se dão, de fato, sem vieses subjetivos. Já sabemos que existem muitos autistas que ao contrário do estereótipo atual são o oposto em capacidade empática embotada. Se levarmos em consideração a capacidade de fabricar mentiras brancas e de aceitá-las como ''empatia'', então talvez ao invés do viés neurotípico, em que os autistas estão, em média desproporcional, falhos para entender a suposta racionalidade presente nas interações sociais humanas típicas, nós vamos ter o exato oposto, em que as mesmas serão colocadas no centro deste escrutínio e se na verdade, apesar das tendências extremas inegáveis dos autistas, que os caracterizam, também existem desordens intrínsecas ao tecido social humano, em relação à sua dinâmica, como eu já devo ter falado várias vezes aqui.

A possível originalidade deste texto é a de olhar ou de tentar produzir um olhar mais gradual, olhando etapa por etapa, deste processo chamado de ''empatia'' ou de ''leitura da mente'', a fim de investigar se de fato, ao menos o verborrágico que vos escreve, definitivamente não entende o funcionamento das mentes típicas (apesar de não ser autista), ou se outro mecanismo acontece, e apostei exatamente nesta segunda hipótese. Minha mente lê emoções, intenções e comportamento não-verbal, e acho que a maioria das mentes autistas também são capazes de fazê-lo, de maneira mais sofrível, talvez, mas podem. O diferencial talvez seja que por se tornarem muito absortos por seus interesses específicos, de momento, os autistas tendam a prestar menor atenção ao mundo ao seu redor, claro, dependendo dos interesses, neste caso que tendem a ser de natureza impessoal. Os autistas [e adjacentes como eu] apesar de muito dependentes dos seus pais e parentes, pelo menos por razões intrínsecas [não sabem lidar com a vida cotidiana, multi-tarefada, se tendem a ter mentes super-especializadas ou que se super-especializam de maneira natural] e circunstanciais [ o mercado de trabalho não está adaptado para encontrá-los, selecioná-los e explorar os seus talentos ou potenciais, por isso acabam sob a aba dos pais por mais tempo], parece que estão mais independentes em termos intelectuais, talvez por serem menos desligados dessas redes de comunicação interpessoal humanas, de ''empatia'' ou espelhamento, se eles se refletem menos aos outros, se são menos interessados pelo social, então irão buscar menos por eles, e no entanto, somos extremamente sociais, em média ou tipicamente falando, e portanto ao fazê-lo, ao acatarem aos seus próprios padrões de funcionamento os autistas e adjacentes não-autistas acabarão abraçando, muitas vezes à revelia ou subconsciência, a solidão ou a rejeição social generalizada, se apesar de serem mais fechados e interessados em si mesmos e naquilo que as suas mentes lhes pedem para se interessar, eles também ''são gente'' e também querem criar laços de amizades, muitos se não a maioria deles sente falta das relações humanas, claro, sabiamente a conta gotas. 

Como eu já havia falado antes, mentes muito objetivas tendem a pecar em demasia em ambientes sociais humanos, talhados para sustentarem as subjetividades ou confusões excessivas das mentes que são menos objetivas ou diretas. Se a verdade é sempre o olhar honesto e portanto direto pra realidade, como um espelho da mesma, enquanto que a mentira já seria uma distorção desta relação franca e direta de espelhamento empático... só que pela verdade factual. 

E lembrando que ''independência intelectual'' sem compreensão factual ou bússola pode e muitas vezes resulta na internalização mais personalizada só que da mesma heterogeneidade de fatos e de factoides, que tendem a caracterizar as mentes mais comuns ou típicas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Preconceito cognitivo e memória

Mais forte ou saliente for o preconceito cognitivo, subjetivamente falando, ou, relacionado ao indivíduo, maior será o nível qualitativo de memória ou memorização. Em outras palavras, aquilo que mais gostamos, sabemos mais, memorizamos melhor, claro que independente se está factualmente correto ou não, mesmo em suas bases.

O preconceito cognitivo que também pode ser entendido como ''instinto psico-cognitivo'', ou pré-conceito não-verbal/sensorial.

Proporcionalidade, racionalidade e o verdadeiro aprendizado




Fonte:http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2008/02/projecao-mercator1-450x381.jpg


Existem dois tipos de comportamento racional:

Proporcionalidade psicológica / mentalista ou comportamental

Cognitivo / mecanicista ou intelectual.

Para entender algo que você precisa "reconhecer muitos, a maioria ou todas as suas peças e como eles são integrados uns aos outros para compor a sua realidade de forma proporcionalmente correta" para evitar distorções.

Reconhecer a proporcionalidade correta/ideal das ''coisas'' é basicamente no que se consistem os verdadeiros aprendizado e conhecimento.

Nem mais, nem meio mais... apenas a apreensão e o conhecimento sobre a proporcionalidade ideal ou correta de tudo aquilo que nossas mentes estão capturando, novamente, a expansão do reconhecimento da verdade imediata, literal, física, e baseado no alcance perceptivo humano invulgarmente mais holístico do que das outras formas de vida terrestre, em direção à verdade abstrata ou subjetiva. Pra nós é fácil reconhecer sensorialmente a existência de uma pedra e no entanto vai se tornando cada vez mais difícil de reconhecermos sensorialmente, especialmente aquilo que é mais abstrato, que se consiste em uma construção artificial de algo que não é fisicamente imediato. E claro que os verdadeiros aprendizado e conhecimento jamais estarão divorciados dos fatos e portanto a compreensão factual é extremamente importante para que a realidade [particular] 'lá fora'' (ou no caso da introspecção, os nossos fatos) possa ser capturada e refletida a partir de nós, tal como um espelho, de fato, o pensamento reflexivo não é tão ruim assim como eu já falei em outro texto e esqueci de mencionar este parênteses, que além de não ser tão ruim assim, na verdade o oposto, baseado nessa perspectiva, é o mais provável de ser, porque se consiste basicamente na manifestação de nossa capacidade de memorização e/ou reflectância daquilo que internalizamos.  


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Capitalixo







Transforma,
Vandaliza,
Escraviza,
As formas, a vida,
Cativa,
E lixo vira,
Suja o manto da terra,
Paga o frescor da água,
Vírus, micróbios, venera,
Suja o mundo, é sua ganância, sua alma
Tudo vende e pra quê?
Quer mais dinheiro, quer mais pra si,
Sem ser fraterno, vira tudo produto,
Vira tudo um cassino, um culto,
Tudo vai morrer, tudo vai embora,
Tudo passa,
E o produto que brilha, que cheira mal,
Quinquilharias, é o homem mau,
Sua doença, vira lucro,
Sua loucura, torna-se o ar,
Seus olhos, grandes, moribundos
Que quer tudo vigiar,
Tê-lo seu, quer comprar, 
Torna sonhos em propaganda,
Torna o amor em uma bela conta,
Torna o profundo, frívolo, "impossível",
Torna o mundo o seu absurdo,
Seu lucro crível,
Todos, tolhe à força,
Quer forçar-nos à sua coisa, 
Quer tragar-nos, sugar-nos,
A verdade é que somos escravos,
O capitalismo,
Transforma a vida em lixo,
Todo produto, todo niilismo,
Toda verdade, vira lucro,
Fatos com cifrões,
Tolos e seus presuntos, seus bacons,
Cativa,
Com as suas luzes,
Com brutalidade,
Cativo cativante,
Ávido trabalhador,
Ingênuo e bruto,
Eis o perdedor,
Somos todos,
A humanidade se perdeu, 
Materializou-se, em suas abstrações tolas 
Virou lixo até em sonhos, canções...

Pensamento REFLEXIVO. Eu sempre achei que isso fosse bom mas tive um "insight intuitivo" (quase todo insight é intuitivo diga-se) via precisão semântica. Refletir não é tão bom assim viu?

Resultado de imagem para reflexo

Fonte: Questões de fisioterapia comentada wordpress

Vamos imaginar que vc está dando uma palestra e depois de sua apresentação todos o aplaudem e o felicitam por suas palavras e pensamentos. Então vc se dirige para o seu carro e numa espreita involuntária flagra algumas pessoas que assistiram a sua palestra repetindo os seus pensamentos e palavras mais importantes. Você concebe como normal  mas depois volta a presenciar um outro grupo de pessoas que também assistiram a sua palestra com o mesmo comportamento, repetindo exatamente as mesmas palavras e pensamentos-chave que disse. E o que era normal, passou a coincidência e no fim quando continua a se deparar com a mesma situação conclui que algo errado está acontecendo porque as pessoas que foram a sua palestra estão como zumbis. Elas parecem reflexos de tudo aquilo que disse em sua palestra, elas apenas refletem as suas palavras e os seus pensamentos mais importantes, tal como espelhos. 

Elas refletem, como reflexos. 
Elas criticam? 
Elas analisam?

 Não. 

Elas apenas refletem de maneira indiscriminada, repetitiva, e pode-se dizer ainda, de maneira mecanicamente perfeita. Refletir é repetir só que em imagens. Quando o verbo refletir é conjugado com o substantivo pensamento, a ideia, até então, pra mim e pra maioria das outras pessoas, era boa, sinal de racionalidade, de autoconsciência. No entanto ao aplicar a precisão semântica o termo ao menos pra mim adquiriu outra faceta, consistentemente menos correta, ainda interessante. 

As pessoas não refletem os seus pensamentos no sentido de os criticarem, de os analisarem, mas apenas de os refletirem como se fossem espelhos. Talvez pudéssemos pensar no adjetivo reflexivo no sentido de reativo, que reage, que apresenta reflexos. No entanto como o termo também quer indicar reflexão, no sentido de espelhamento, de repetição, de reflexo de espelho ou de qualquer outra figura ou elemento que se projeta em outra realidade física, que se reflete, o mesmo me parece por agora bastante dúbio ainda mais quando ouvimos da maioria das pessoas que é importante refletir sobre a vida, sobre os nossos pensamentos.

 Eu tenho percebido que duas palavras se repetem com frequência na classe artística ao menos do Brasil: Espaço e reflexão. Eles tendem a falar muito sobre "ocupar espaços para difundir a cultura ou a arte" assim como também sobre "convites à reflexão". Sabemos que esta galerinha em média parece do tipo que adora um "papo cabeça" desde que prontamente "esquerdizado" e bastante superficial em que a beleza da narrativa é mais importante do que a qualidade factual da mesma. Como resultado é comum que se repitam com esses trejeitos, apesar de não lhes ser uma particularidade, afinal todo grupo acaba por criar um vocabulário próprio de identificação. No entanto, recentemente, chamou-me a atenção ao vê-los pela TV local "convidando o público à reflexão" e talvez a partir de agora, faz algum sentido repetirem este bordão em específico e sem se parecem superficiais em suas palavras como quase sempre o fazem afinal, de fato eles desejam que o seu público reflitam as suas ideias ou propostas E NADA MAIS.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Minha "teoria" ( "ou" "hipótese", precisão semântica me ajude!!) sobre a distribuição assimétrica ou particular dos hormônios sexuais nomeadamente o "arrasa-quarteirão" testosterona no comportamento... Para cada traço comportamental tem-se uma distribuição de intensidade ou potencial de reação hormonal

Eu sou homem, macho, pra algumas "coisas" ou comportamentos, sou mediano para outras e "feminino" para terceiras. O testosterona segundo a minha "teoria" (ou hipótese ou chute bem intencionado) assim como também os outros hormônios se distribuiria de maneira particularizada.

 Isto é, ao invés do generalizado "homens com alto, com médio e baixo testosterona'', ainda que estes também existam e que essas médias também sejam úteis e elucidativas nós não podemos nos esquecer do espectro entre os extremos ou os tipos consideravelmente homogêneos assim como também a intra- diversidade ou irregularidade interna na distribuição desse e dos outros hormônios e que contribuem para compor nossas personalidades. Alguns ou mesmo muitos homens, possivelmente, apresentariam uma distribuição mais "irregular' dos hormônios sexuais nomeadamente o testosterona. Tal como acontece com personalidade, inteligência ou peso, temos de sair do conforto de analisar tudo de longe e portanto de generalizar e de nos perguntar se de perto não ficará mais preciso e portanto correto de se entender. 

Eu fiz um exame de nível de testosterona e deu que eu tenho valores ligeiramente abaixo da média em termos de testosterona total e baixo em termos de testosterona livre 
total: 346,20 ng/dl (175 a 781) livre: 8,737 ng/dl (17-40 anos: 3,4-24,6 ng/dl). Esses valores parecem se encaixar muito com meu perfil psico-cognitivo. 

Por exemplo altos níveis de testosterona estão associados a maiores habilidades espaciais 'e'' menores habilidades verbais e concomitantemente o inverso também é verdadeiro. Eu tenho maiores habilidades verbais e menores habilidades espaciais.
caput!

 Ansiedade e depressão são mais comuns em mulheres do que em homens e como resultado também em homens com baixo testosterona (muitos que são homossexuais). 

Eu sou melancólico ou proto-depressivo e sou socialmente ansioso. Tudo se encaixa até aí. 

Eu sou homossexual e parece que valores muito altos e baixos especialmente no testosterona livre tendem a estarem associados à 
esta variação da sexualidade.  

Eu sou preguiçoso, mais introvertido, criativo, muito em termos artísticos e neurótico, especialmente em relação à realidade que me cerca, ao invés do típico neurótico, que tende a ser muito auto-crítico ao ponto da auto-imolação/baixa auto-estima. Eu gosto de escrever poesias, me emociona fácil, de maneira parcialmente invariável, eu sou dos poucos homens que se preocupam com o bem estar animal de maneira mais profunda, ainda que existam muitos deles por aí, pelo que parece é regra que para essas questões mais empáticas as mulheres predominem, e eu vejo isso com frequência em redes sociais, nessas comunidades de ''defensores dos 'animais de rua' ''.


Também sou muito mais racional, seletivamente empático, diplomático e mais cooperativo do que competitivo, ainda que também possa ser o oposto principalmente no último e parece relacionar-se mais em relação à questões morais, novamente a minha empatia. Tudo parece convergir para a associação testosterona (especialmente o livre) baixo e comportamentos relacionados ou que são menos caracteristicamente masculinos: maior competitividade, frieza emocional ou menor capacidade de sentir empatia.

No entanto, bem diferente das mulheres, em média, assim como também dos homens mais afeminados, eu sou muito objetivo, lógico, até mesmo ao ponto de ser racional (generalização da lógica não apenas à pendengas impessoais), honesto, do tipo que não compreende o valor da mentira mesmo muitos tipos de mentiras brancas, que as mulheres tendem a ser mais talentosas do que os homens para dizer. 


Sou irritadiço, tenho resquícios de dominância e talvez se tivesse maiores níveis de testosterona livre eu fosse mais dominante em relação aos outros. Eu sou "rebelde", resultado de minha razão perceptivamente generalizada e  hiper-sexualizado. Portanto eu tenho muitos traços que se relacionam mais com o extremo do espectro associativo entre o hormônio masculino e o comportamento do que com o seu oposto, pelo que parece.

Eu tenho ou eu pareço ser uma mistura heterogênea, se não for redundante demais, de traços ou potencial de reatividade comportamental "masculinos" e "femininos". 

Eu nutro grande empatia pelos animais não-humanos especialmente os domesticados, os mais frágeis e disponíveis à predação humana.


 Ao mesmo tempo eu sou fortemente inclinado, objetivamente inclinado para fatos e realidade, nada mais masculino do que a objetividade seca e na maioria das vezes rude que a maioria das mulheres rejeitam naturalmente se suas maiores habilidades sociais e empáticas as fazem equalizar quase tudo em prol do bem estar geral.  Eu sou os dois. Algo raro ou nem tanto, se a maioria das pessoas sempre acabam caindo dentro de um espectro homogêneo de tendências comportamentais reativas estilizadas por suas posições sociais, culturais, políticas e morais.

Já aconteceu duas vezes de me disserem que eu pareço com o filho de fulano de tal, em temperamento, nomeadamente, um militar aposentado e um engenheiro, ambos de meu conhecimento pessoal. No entanto eu sou homossexual não-exclusivo e tenho uma série de características psico-cognitivas que balançam muito mais para o outro lado do espectro de comportamentos característicos dos ''gêneros'. Por exemplo, eu não gosto e nunca gostei de futebol, e no entanto me tornei assíduo na ginástica artística, esporte que apesar de atrair muitos heterossexuais, parece ter um apelo estético específico também para a ala mais homossexual. 

Percebam portanto que eu estou, de maneira original ou não, analisando ou tentando analisar cada traço comportamental, analisando o seu nível de intensidade e comparando-o com as tendências de comportamento feminino e masculino. Tal como o peso pode ou não se distribuir homogeneamente pelo corpo, eu acredito que o mesmo possa ser dito sobre o grau de intensidade hormonal, e neste caso, do testosterona.

Eu percebo em mim um estilo psico-cognitivo mais ''autista'' (hiper-masculino*), mais direto, mais objetivo, um estilo cognitivo mais ''feminino'': maior verbal, menor espacial, e um estilo psicológico misto. 

No final tudo é auto projeção... Por isso que o autoconhecimento, especialmente sobre os próprios limites é tão importante

Nossos comportamentos desde a sua raiz, em pensamentos, baseiam -se no desejo ou anseio de se conformar/de nos conformarmos ao ambiente produzindo assim uma desejável porém geralmente não-idealista comunhão entre nós ou os organismos que somos [ a vida ou o cenário em movimento, nômade] e o cenário fixo, "maior", o ambiente em que estamos. 

Tal como a folha que sai ao vento em busca ansiosa por qualquer meio de se grudar ao solo ou aos galhos dançantes buscamos a todo momento nos fixarmos rente aos "ambientes" em que estamos pois este consiste-se na primeira auto-ilusão de controle, de determos poder sobre o ambiente, sobre a existência, a ideia de nos sentirmos firmes enquanto que somos quer queiramos ou não levados pela força do tempo e do espaço em seus movimentos constantes e imparáveis. Logo desejamos impregnar-nos de nós mesmos via registro progressivo e consistentemente subjetivo ( central ao sujeito, neste caso, a nós ) de nossos pontos de vista, nada mais nada menos do que intra-informações ou padrões de nós mesmos, alegorizados ou enriquecidos com informações extra-percebidas ou produzidas,  se a expressão sempre deriva de sua forma, se a memória tem sempre um ponto central de origem. Isto é, um processo progressivo de auto-atomização, de dar sentido à própria vida mas de modo inteiramente personalizado. Nossas gravidades atraem tudo aquilo que queremos ter em nossas superfícies, como ''ornamentos existenciais'', de dar sentido a um mundo cada vez mais pobre de ''sentido sem-sentido'' ou ''instinto'', e cada vez mais auto-construtivo e ao mesmo tempo sem-referência ou diretrizes anteriores que nos faça praticá-las sem maiores críticas quanto ao porquê. 

Portanto evitar a auto projeção é uma tarefa quase impossível se necessitamos da mesma para sobreviver nesta existência e a este nível de percepção.

Nada mais recomendado o verdadeiro e portanto prático autoconhecimento para que se possa aceitar a inevitabilidade da auto projeção mas sem o narciso da introspecção desprovida de  extrospecção ou a proto-psicose da extrospecção sem qualquer conhecimento basal anterior mesmo que rascunhado sobre si mesmo.

Precisamos de um referencial anterior, de uma base para ''nos basear'', para principiar e nada mais recomendado que por nós mesmos, por nossas próprias formas, em outras palavras, precisamos de um chão antes de andar, mas também precisamos compreender que este chão, que esta base não representa o resto da realidade ou mesmo que a realidade não tem como ponto de princípio os nossos chãos, a nós mesmos. Pode-se dizer basicamente que precisamos da individualidade, de preferência aquela que não interfere no redor, que em níveis muito expansivos já se transtornará em individualismo, mas também precisamos saber que o mundo não gira em torno de nós, e apesar desta expressão batida, popular, a maioria das pessoas pensam e agem justamente assim, de maneira consideravelmente subjetiva, partindo de si mesmas e se alienando do mundo ao redor.

Existem muitas razões excepcionalmente racionais para o autoconhecimento, que eu já falei aqui: reconhecer de maneira precisa as próprias forças, medianidades e fraquezas, ter maior autocontrole e também o reconhecimento rápido e neutralização da ''interferência' do ego, do instinto, que inevitavelmente resultará na auto-projeção, que não tem apenas como ponto de partida uma análise possivelmente neutral ou extrospecção limpa de preconceitos cognitivos mal alocados, mas também da condensação harmônica dos mesmos sob a realidade, em especial quando estivermos lidando com fatos morais.

Auto-projetar-se é inevitável, evitar o excesso de subjetivização da realidade é possível e recomendável. 

Aprende-se melhor os conhecimentos extrospectivos ou impessoais com a neutralização dos preconceitos cognitivos quase sempre mal aplicados, basicamente quando aplicamos generalizadamente nossas bases em tudo E sem qualquer ''peso na consciência''. 

Aprende-se melhor sobre si mesmo ou conhecimentos introspectivos/pessoais com a apreensão progressivamente precisa e constante sobre os próprios padrões de funcionamento/comportamento. 

Esta transferência ou auto-projeção de nós mesmos em direção ao ambiente, faz-se-á perfeita ou ao menos a um nível confiável de idealidade quando passamos a vigiar os nossos erros, desde a raiz da ação, no pensamento. 

Chover no molhado dizer novamente que se todos passassem a agir deste jeito haveria uma redução dramática e querida no acúmulo de problemas não-resolvidos. 

A expressão sempre deriva da forma, de seu ponto de origem ou epicentro de vibração e o ser humano é o primeiro que pode ver uma luz no fim deste túnel, em que existe a possibilidade do verdadeiro livre arbítrio, calcado na idealidade basal da sabedoria, que pode averiguar a expressão antes que ela se expresse, que pode estudar os melhores meios de se fazê-la perfeita ou harmonizável e em um mundo humano, perceptivo, hipotética a possivelmente expandido, a necessidade do perfeccionismo sábio, via lógica intuitiva, parece tão inevitável quanto à necessidade da vida de se auto-projetar.