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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Definitivamente, sou a favor do fim da escala 6x1 no Brasil e no mundo. Mas...

 ... temo pelos efeitos colaterais graves que essa medida pode causar a médio e longo prazo, tal como a demissão em massa, não apenas porque o Brasil vive, mais uma vez, e sob um governo de esquerda, um momento econômico e social sensível, mas também porque a classe empresarial, especialmente os mais abonados, tende a apresentar traços psicopáticos de personalidade e não teria qualquer remorso em usar o fim da escala como desculpa para demitir, além de cometer outras maldades contra a classe trabalhadora, visando, é claro, (sempre) o aumento dos seus lucros...


Então, também temo pelos efeitos causados pelas medidas supostamente bem intencionadas de governos de esquerda, não apenas essa, do fim da escala 6x1, por parecer que são inconsequentes, governos e massas ditas progressistas, quanto à natureza essencialmente hierárquica das relações dos fatores dispostos dentro de um cenário ou contexto socioeconômico, se organizando como castelos de cartas em que a retirada de algumas cartas pode significar a queda do castelo ou, ao menos, uma piora de sua base em sustentá-lo. Novamente, como se estivessem completamente ignorantes sobre essas relações e em como que, alterá-las sem um estudo profundo, que muito provavelmente resultaria na conclusão de que se deve promover outras medidas, igualmente populares, necessárias e complementares, pode trazer consequências indesejadas. Por exemplo, pelo constante desprezo da ala progressista sobre alguns dos problemas estruturais, primariamente no Brasil, que mais dificultam a vida, tanto de empregadores quanto de empregados, como a carga tributária alta e o seu uso para patrocinar salários muito altos para certas classes de funcionários públicos, como os políticos, que apenas ratifica e reforça a veracidade dessa minha preocupação. Se se juntassem ao coro de quem quer uma diminuição de impostos, especialmente de alguns que parecem até um deboche dos seus autores, mas, pelo contrário, porque são dos que mais pregam pelo contínuo aumento da carga, para continuar patrocinando "medidas assistencialistas' que, por sua vez, mantêm uma parte potencialmente crescente da população dependente do estado, exatamente se servindo como gado eleitoral... 

domingo, 19 de abril de 2026

Ainda sobre o fim da escala 6x1 e a crítica à direita

Parece que o problema, se existe, do fim da escala 6x1 (análoga à escravidão), seria que isso aumentaria ainda mais os custos dos empregadores, especialmente os de "menor envergadura econômica", sufocando a economia. No entanto, como a própria direita também critica, o problema realmente não é o trabalhador ou o empregado ter direito a um descanso que não se limite a um dia semanal, como parece afirmar a mesma, mas a alta carga tributária no Brasil, que "come" um bocado dos ganhos da população. Portanto, ao invés de muitos da direita, estúpida e/ou perversamente, se colocarem contra o fim de um sistema cruel de exploração econômica, talvez só por ser uma pauta de esquerda, deveriam focar na redução dos impostos e, ao mesmo tempo, apoiando essa medida, já que ambas favorecem tanto os trabalhadores quanto os empreendedores, enfim, a própria economia...

A verdadeira conscientização política

 A escala 6x1 está para cair. Será o atual presidente, Lula, nesse abril de 2026 em que escrevo esse texto, que irá finalmente lançar o projeto de lei para ser aprovado. Isso que se trata de uma promessa dele e do seu partido desde o seu primeiro mandato, já no longínquo ano de 2002. E o que isso significa?? 


Que eu, que devo ser diretamente beneficiado, terei que me curvar ao grande "timoneiro brasileiro" e agradecer eternamente?? 

Não. Mas é isso que gente de exquerda prega: que gratidão específica seja o mesmo que submissão absoluta. Só que um político, quando atende à população, não está fazendo nada mais do que sua obrigação. Está fazendo o básico, que todo político eleito democraticamente deveria fazer. Além disso, é necessário, com inteligência, analisar não apenas uma medida tomada por um político, mas em relação a tudo o que já fez, ou pelo menos, ampliar bastante o olhar crítico sobre ele. De preferência, um olhar racional: objetivo e imparcial. E, então, se com base nessa abordagem, não tem como tratar o atual presidente como o petista típico quer que o tratemos: como um ser humano extraordinário, acima de todas as críticas. Se está bem claro, para quem tem o hábito da razão, que os governos petistas, que já somam duas décadas, apresentam uma prevalência de resultados que variam do ignóbil ao muito negativo (aumento da criminalidade*, continuidade de falhas graves na educação e na saúde, corrupção política praticamente epidêmica...). 

*Que tem como uma de suas causas o aparelhamento do judiciário com "profissionais antipunitivistas" ou forçados a agir de acordo com leis impostas por políticos desta mesma ideologia. 

Pois a verdadeira conscientização política é justamente sobre se colocar acima, e não abaixo da classe política. De tratá-los como funcionários, pelo que são, e não como reis, de como muitos deles gostariam de serem vistos e tratados... 

Portanto, de tratar o Lula do jeito que ele merece, de acordo com o que já fez, tem feito e continua fazendo na política. Dica: nada próximo de "com base na perfeição de legado e ações", de acordo com petistas-lulistas... 

Portanto é um: "ah que bom, lula... Finalmente..."  

"Obrigado (?)" 

Mas...

"... só por isso, não irei votar em você nessa eleição (no meu caso, de novo), visto que, se suas ações não se limitam apenas ao 'fim da escala 6x1', o seu legado de mais de vinte anos de governos petistas e, na atualidade, até à primeira metade do ano de 2026, tem sido muito pior do que sua propaganda" 

Ainda, para finalizar, a verdadeira conscientização política requer que nos tornemos mais espertos, no bom sentido, que os políticos que elegemos ou que compõem a classe política do nosso país, e não o oposto. Enfim, de nos "empoderarmos" como cidadãos comuns e não de os "empoderá-los"...