... temo pelos efeitos colaterais graves que essa medida pode causar a médio e longo prazo, tal como a demissão em massa, não apenas porque o Brasil vive, mais uma vez, e sob um governo de esquerda, um momento econômico e social sensível, mas também porque a classe empresarial, especialmente os mais abonados, tende a apresentar traços psicopáticos de personalidade e não teria qualquer remorso em usar o fim da escala como desculpa para demitir, além de cometer outras maldades contra a classe trabalhadora, visando, é claro, (sempre) o aumento dos seus lucros...
Então, também temo pelos efeitos causados pelas medidas supostamente bem intencionadas de governos de esquerda, não apenas essa, do fim da escala 6x1, por parecer que são inconsequentes, governos e massas ditas progressistas, quanto à natureza essencialmente hierárquica das relações dos fatores dispostos dentro de um cenário ou contexto socioeconômico, se organizando como castelos de cartas em que a retirada de algumas cartas pode significar a queda do castelo ou, ao menos, uma piora de sua base em sustentá-lo. Novamente, como se estivessem completamente ignorantes sobre essas relações e em como que, alterá-las sem um estudo profundo, que muito provavelmente resultaria na conclusão de que se deve promover outras medidas, igualmente populares, necessárias e complementares, pode trazer consequências indesejadas. Por exemplo, pelo constante desprezo da ala progressista sobre alguns dos problemas estruturais, primariamente no Brasil, que mais dificultam a vida, tanto de empregadores quanto de empregados, como a carga tributária alta e o seu uso para patrocinar salários muito altos para certas classes de funcionários públicos, como os políticos, que apenas ratifica e reforça a veracidade dessa minha preocupação. Se se juntassem ao coro de quem quer uma diminuição de impostos, especialmente de alguns que parecem até um deboche dos seus autores, mas, pelo contrário, porque são dos que mais pregam pelo contínuo aumento da carga, para continuar patrocinando "medidas assistencialistas' que, por sua vez, mantêm uma parte potencialmente crescente da população dependente do estado, exatamente se servindo como gado eleitoral...
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