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sábado, 2 de abril de 2016

Neuroticismo (hiper sensibilidade) como um dos fatores desencadeadores de transtornos pos traumáticos



Uma pessoa que for mal tratada por um longo período poderá desenvolver transtorno pós traumático.

Poderá...

Especialmente se ela for mais emocionalmente hipersensível o que também pode significar ser mais propensa a se embrenhar em estados neuróticos, de q
uem está mais propenso para internalizar insultos e produzir mudanças desequilibradas de caminhos transcendentais, por exemplo, a depressão persistente ou o desequilíbrio emocional.

A disposição para o neuroticismo me parece ser o fator fundamental que aumentam as chances de um ser humano se tornar traumatizado depois de vivenciar experiências  negativas de médio a grande impacto.


No entanto, também dependerá da envergadura do trauma, porque quanto mais extremo, tanto em intensidade quanto na falta dela, mais universalmente homogêneo será. Isto é, algumas experiências que são muito negativas, podem produzir graus mais parecidos de transtorno pós-traumático, mesmo em pessoas que não apresentam qualquer tendência neurótica aparente.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Aprender é convencer-se da verdade

 

Infelizmente o aprender não é um processo racional e instantâneo mas doloroso de auto convencimento.

Alguns dizem que o aprender é instantâneo e espontâneo. Outros já afirmam que aprendemos com as experiências. Talvez os dois pontos de vistas tenham suas devidas cargas de verdade ou consistência. Mas o aprender parece se caracterizar como uma relativa união dos dois argumentos, isto é, que é espontâneo e dependendo da familiaridade cognitiva, instantâneo ou rápido, e com base naquilo que se extrai das experiências. Também podemos argumentar se existem diferentes tipos de aprendizado dentro desta dimensão do pensar e se por óbvia extrapolação não possa manifestar-se desigual entre indivíduos e grupos, que parece ser de extrema probabilidade.

Experiências povoam todos os recantos da vida sendo que pode-se aprender com elas em qualquer momento, do de maior ao de menor impacto. Por esta lógica acredita-se que quando expostos a certa situação tiraremos lições de moral e evitaremos repetir os erros anteriormente cometidos. Porém, muitos de nós parecem ser por demasia comedidos neste tipo de aprender se continuam a repetir os mesmos equívocos mesmo depois de muitas possibilidades em seu reconhecimento e subsequente prevenção. Aprender com a experiência relaciona-se fundamentalmente com o pensar racional bem como pela teoria rasa em que se consiste na abordagem universal humana bastando a educação para firmar este princípio na cabeça de qualquer um dos 7 bilhões de seres humanos. Para ser racional primeiro é importante saber reconhecer a verdade (ou especialmente a sua estrutura de formatação) e a grande maioria de nós, pelo que sempre parece, não sabem refletir à realidade. Esta teoria muito superficial logicamente que não aborda de maneira intimista toda a  diversidade humana em seu comportamento. De fato, existem alguns seres humanos que aprendem com as experiências de maneira constante e decisiva em suas vidas. Mas a maioria não parece espetacular neste predicado.

Algo tem me chamado a atenção. 


O aprender não se dá mesmo para minha pessoa pela simples exposição de obviedades. Na verdade eu preciso de certos "choques", irmãos mais novos de transtornos pós-traumáticos, para que consiga internaliza-las. Outro aspecto importante é o da adaptação desta  nova realidade em nossa (minha) realidade literal, que esta sendo vivida. Não adianta aceitarmos a verdade  se for incompatível com o modo de vida que aceitamos, que fomos induzidos pelas circunstâncias ou ignorância ou que apenas vivemos sem maior intensidade, autoconsciência ou maiores explicações. A verdade empalidece mesmo quando ''se afronta'' com aquilo que nos é demasiadamente caro em uma perspectiva vital ou biológica. Um exemplo pessoal muito elucidativo. Poderia ser verdade que a homossexualidade fosse uma doença. Se fosse, eu provavelmente teria um problema em minha caminhada para a sabedoria, ou que seria mais árdua, visto que vai de encontro ou de impacto, não apenas a parte de minha condição vital, mas também a tudo aquilo que internalizei até agora, com base em lógica, razão vivências. Vivências por óbvias razões, lógica porque a homossexualidade não é uma doença, mas pode ser correlativa a uma panaceia de condições e racional porque se relaciona com o respeito (verdadeiro) às diferenças, dentre outros aspectos interessantes e talvez importantes, como a ''documentação'' transcendental da experiência humana.

 Entre o observador e a verdade, existem muitas barreiras que precisam ser transpostas para que se possa chegar até ao supra entendimento da fenomenologia, que espelhos orgânicos dos universos, ou seja nos, seres, e especialmente os humanos, estão sempre a interagir e refletir por/em seu tamanho perceptivo. 

O mais instintivo amalgama pouco o seu ímpeto reativo e abraça dogmas que protejam suas precoces conclusões sobre a vida. 


Chamam os guardiões de suas ignorâncias para que possam respirar aliviados em rezas, mantras ou repetições aforísticas pós-modernas.

 A religião é o resguardo da realidade, que apesar de escura e extremamente misteriosa, ainda pode ser descrita por lábios de mel, se não adianta o desespero para curar-se de si mesmo. Instintivos femininos abraçarão a psicologia materna que permeia boa parte da mente da mulher, o cuidar e amalgamar conflitos masculinos em seu máximo. Instintivos masculinos abordam o mundo sob o totalitarismo da psicologia do macho, o competir para conquistar ou resguardar territórios. Estamos de fato mais próximos do céu mas ainda somos puxados para a terra se somos seres transcendentalmente híbridos, entre a razão e a espontânea (e lógica ou pragmática) ação "animal". Podemos refletir nossos pensamentos mas nos brutalizamos por nossos respectivos pragmatismos, herança por sermos continuidades da cadeia alimentar que se sobrepõe à nossa realidade, a nós mesmos.

Aprender é convencer-se da verdade e isso se dará de maneira que a mesma possa combinar-se em relativa harmonia com nossas respectivas situações transcendentais. No entanto, o aprender verdadeiro e colocar-nos em segundo, se não, em terceiro, quarto plano, e buscarmos por tudo aquilo que é, sem o mínimo de interferência pessoal. Podemos nos usar enquanto agentes da fenomenologia, como rios vivos que transportam as águas instigantes da vida, por meio do autoconhecimento, mas sempre com o ego sob controle.


Aprender também é rotina, tornar real é tornar vivível. Pensamentos tornam-se parte de nós, de nossas realidades, os usamos para entender o mundo e se forem muito equivocados, nos equivocaremos como resposta lógica de transferência do pensar para o agir, ainda que num mundo de escravos, muitos ignorantes são contemplados por suas fraquezas. Mas em uma realidade supra perfeita ou a caminho da sabedoria, mesmo as falhas médias poderão ter grande impacto, porque não se pensa apenas no imediato ou para daqui a alguns meses, mas sobre projetos de longuíssimo prazo.