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sexta-feira, 14 de junho de 2024

Sobre familiarismo, humanismo, especismo e outras injustiças/ About familiarism, humanism, spesiecism and other injustices

 O familiarismo é uma ideologia primariamente tradicionalista, de devoção fanática pela instituição da família tradicional, tradicionalmente adotada por uma maioria de indivíduos autodeclarados "conservadores", "de direita", e que é comumente usada como desculpa ou justificativa o especismo, o desprezo por seres vivos de outras espécies. 

O humanismo é uma ideologia primariamente progressista, de valorização ou ênfase no gênero humano, em contraste ao teocentrismo, tipicamente adotada por uma maioria de indivíduos autodeclarados "progressistas", "de esquerda", e que também pode ser usada para justificar atitudes especistas ou de supremacia antropocêntrica, basicamente dar um tratamento insensível às outras formas de vida, mesmo as mais próximas de convívio, como se fossem menos merecedoras de cuidado ou atenção. 

Ambas, podem contribuir para prevenir que indivíduos adotem atitudes de minimização de impacto individual e humano na flora e na fauna, tal como por mudanças de hábitos alimentares até à prestação de ajuda a animais não-humanos em condições críticas, ainda mais em situações em que humanos também se encontram em situação crítica. 

Interessante pensar que, familiarismo e humanismo também não previnem hipocrisias ou contradições entre discurso e prática, mesmo em relação ao discurso, se é até comum que aconteçam. Dois exemplos mais notórios são: a hipocrisia de muitos que louvam a família, diga-se, especialmente a tradicional, mas não se comportam de maneira solidária e respeitosa com os seus parentes, e de 'humanistas" que fazem julgamentos equivocados sobre conflitos humanos e acabam defendendo por políticas públicas injustas ou... realmente desumanas, tal como as suas tendências de compaixão excessiva por indivíduos que cometem crimes, ainda mais se forem hediondos, e de generalização de grupos humanos, ainda mais se estiverem vagamente definidos, chegando a criar bodes expiatórios legítimos (grupos que, de maneira injustamente generalizada, são culpabilizados e penalizados) e 'vacas sagradas" verdadeiras (grupos de intocáveis ou supostamente incriticáveis). 


Familiarism is a primarily traditionalist ideology, of fanatical devotion to the institution of the traditional family, traditionally adopted by a majority of self-declared "conservative", "right-wing" individuals, and which is commonly used as an excuse or justification for speciesism, contempt for living beings of other species.

Humanism is a primarily progressive ideology, valuing or emphasizing the human genre, in contrast to theocentrism, typically adopted by a majority of self-declared "progressive", "left-wing" individuals, and which can also be used to justify speciesist attitudes or anthropocentric supremacy, basically giving insensitive treatment to other forms of life, even those closest to us, as if they were less worthy of care or attention.

Both can contribute to preventing individuals from adopting attitudes to minimize individual and human impact on flora and fauna, such as changing eating habits, to providing help to non-human animals in critical conditions, even more so in situations where Humans are also in a critical condition.

It is interesting to think that familiarism and humanism also do not prevent hypocrisies or contradictions between discourse and practice, even in relation to discourse, if it is even common for them to occur. Two most notorious examples are: the hypocrisy of many who praise the family, especially the traditional one, but do not behave in a supportive and respectful manner towards their relatives, and of 'humanists' who make mistaken judgments about human conflicts and end up defending unfair or... truly inhumane public policies, such as their tendencies towards excessive compassion for individuals who commit crimes, even more so if they are heinous, and generalization of human groups, even more so if they are vaguely defined, even creating legitimate scapegoats (groups that, in an unfairly widespread way, are blamed and penalized) and true 'sacred cows' (groups of untouchables or supposedly uncriticable).

segunda-feira, 7 de junho de 2021

"Humanismo" ou especismo disfarçado??

Um tipo de ''igualitarismo'' que exclui as outras espécies...

O que é mais importante pra você, a vida de um animal (não-humano) indefeso ou a de um ser humano cruel, especialmente se já tiver cometido crime hediondo??
 
A vida de um chimpanzé ou de um Adolf Hitler?? 

Pra mim, é a vida de um animal indefeso ou capturado, mas para muitos dos autodeclarados "humanistas" a vida de um ser humano "criminoso", mesmo aquele que comete crime hediondo ou bárbaro, vale mais. 

Querem ver só? 

Por exemplo, por que não "podemos" usar esses "criminosos" em experimentos científicos (por critérios realmente objetivos), mais especificamente em testes para uma nova vacina, também como maneira de tentar reparar o mal que já causaram do que capturar animais e submetê-los aos riscos desses testes??
 
Bem, foi o que a Xuxa, inoxidável rainha dos baixinhos, propôs em uma rede social, provocando uma onda de "indignação" entre os que se definem como "moralmente superiores", em sua maioria, de "progressistas";  os que, atualmente, mais têm monopolizado discussões morais em debates públicos, sempre se posicionando como supostos juízes perfeitos do que é certo e errado, como se também não fossem tendenciosos em seus julgamentos. 

Pois eu vos digo que a maioria desses tais "humanistas" parece até que são de "supremacistas humanos" ou de especistas, pelo simples fato de colocarem vidas não-humanas num patamar absolutamente inferior, em importância, mesmo se comparadas aos piores exemplares de nossa espécie. Porque esse fanatismo os faz pensar que "nascemos" puros de maldade, que é a sociedade que nos corrompe e que, portanto, ''todos'' nós merecemos uma segunda chance (menos as vítimas). Porque são do tipo que parece buscar por uma espécie de "purificação" moral a partir de uma (suposta) bondade absoluta (menos com animais não-humanos*), chegando até a condenar a penalização proporcional à gravidade do crime, mesmo sendo a melhor maneira de praticar justiça, especialmente a partir do cenário atual em que a prevenção predominante dos mesmos não é plenamente possível.

(*Também existem veganos e similares que são antipunitivistas e, que, apesar de potencialmente equivocados quanto ao seu antipunitivismo, pelo menos parecem ser mais coerentes com a sua linha de pensamento, de compaixão incondicional para "todos" os seres vivos, inclusive para os seres humanos mais cruéis] 

Essa cândida supremacia humana, defendida pelos tais humanistas, ainda se estende para outras áreas, por exemplo, psicologia e biologia, porque acreditam que a nossa espécie superou totalmente as leis da seleção natural e da hereditariedade e, portanto, cabendo à biologia um papel insignificante de influência nos nossos comportamentos. Pensamento que consideram uma verdade incontestável, até para se posicionarem contra qualquer possibilidade de eugenia, que logo definem como sinônimo de nazismo... 

Mas, ao contrário de "fazer o bem", essas crenças só têm feito mal a nós e, também, à natureza, primeiramente por não serem baseadas em evidências ou fatos.

Por exemplo, porque muitos acreditam que não existem diferenças intrínsecas na capacidade de desenvolver o discernimento moral, se supostamente apenas a criação (que recebemos) e o ambiente (em que vivemos) que podem moldar nosso caráter, corruptos natos continuam dominando a política, tal como permitir que ervas daninhas tomem conta de uma plantação por causa da crença de que todas as plantas são iguais. Como resultado, esses mesmos políticos inconsequentes, ao serem eleitos, passam a defender e a aprovar leis anti-ambientalistas ou pró-lucros-para-capitalistas-safados. Pois se os tais "humanistas" mudassem de opinião, aceitando que a índole não é apenas fruto do meio, até poderia ser possível pensar em instituir mecanismos que impedissem corruptos/corruptíveis de se candidatar a cargos políticos, só para começar. Imaginem só se isso se tornasse realidade e, finalmente, parássemos de associar política com corrupção?? Se, de fato, começasse a funcionar como se deve, para o nosso bem?? 

Em relação aos tais experimentos com animais, me parece que muitos deles são "apenas" experimentais, porque, segundo alguns estudos que visam analisar os seus níveis de eficácia, aproximadamente 90% têm falhado para encontrar evidências sobre o que teorizam ou buscam, provavelmente por serem baseados em hipóteses mal pensadas e, portanto, por infligirem sofrimento absurdo e desnecessário a milhares de seres vivos plenamente sencientes. E, tudo isso, supostamente, pelo "bem da ciência"... Pois caberia passar um pente fino para saber quais as pesquisas "com animais" que não poderiam ser deixadas "de lado", pelo menos de imediato, e quais que poderiam. Com certeza que, "testes" para cosméticos, seriam uma das primeiras a entrar nesta lista. Além disso, também é bom senso sempre buscar melhorar a parte teórica, porque, novamente, não parece que tem sido baseada em hipóteses bem construídas, mas, partindo de concepções ideologicamente tendenciosas e precipitadamente adotadas se passando como se fossem o oposto, por exemplo, e uma das mais notáveis, o "behaviorismo".