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sábado, 1 de outubro de 2016

A melancolia se difere da ''simples depressão'' por se consistir em uma espécie de ''depressão racional'' e/ou que é diretamente causada por uma natural disposição para uma maior autoconsciência

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fonte: palavrasmeumundoblogspot


... tendo como reação secundária racional ou idealmente complementar uma maior agitação existencial,  e se consiste em um dos ''efeitos colaterais'' mais característicos de uma maior autoconsciência.

Depressão existencial e mesmo a depressão comum são desligamentos do sistema de auto-ilusão que todos os organismos tendem a operar visando suas propagações individualmente biológicas ''às cegas''...

A depressão É ou pode SER entendida como um mal funcionamento do organismo no entanto as suas reverberações filosóficas ou hiper-realistas serão muito mais significativas do que mero ''transtorno da mente'', como a ciência/psicologia quer conclusivamente sentenciar.

A depressão e a melancolia, especialmente a segunda por se consistir na conscientização quanto à loucura da vida e da existência (falta de sentido), provocam o desligamento do poderoso e universal sistema de auto-ilusão que todos os organismos apresentam e que é essencial pra suas estratégias evolutivas e este desligamento se fará ainda mais ressoante pra espécie mais autoconsciente deste planeta.

 A autoconsciência, que questiona as metas evolutivas podendo deixar tudo a perder, se consistindo num complemento extremamente importante para a criatividade, ainda que em suas manifestações mais puras, mais epicêntricas, se desdobrarão de maneiras potencialmente distintas entre si.

Portanto, depressão e condições similares como a melancolia, não são apenas ou fundamentalmente ''transtornos mentais provocados por desequilíbrios orgânicos'', mas também, a partir de uma perspectiva filosófica e menos pragmaticamente mecânica/científica, em hiper-consciências existenciais, quanto às macro-incongruências da própria vida e da própria existência, porque tais desequilíbrios serão bem mais propensos a desligarem esse sistema de auto-ilusão ou ignorância/hipnose essencial, que nos faz agir, em direção ao cumprimento de ''nossas'' metas evolutivas: se ''adaptar', procriar, usando de nossas características/'armas' biológicas, e de modo quase-hipnótico OU subconsciente.

Quando uma máquina feita por humanos começa a apresentar defeito, ela para de funcionar como devia. Imagine a nós como ''máquinas'' orgânicas e que algumas dessas máquinas poderão apresentar defeitos de operacionalidade e que esses defeitos poderão resultar em prelúdios para a hiper-consciência, porque o ciclo naturalístico ou as ''nossas'' metas evolutivas passarão a ser questionadas, enfim, tal como a um rato de laboratório (pobres criaturas) que desiste de correr atrás do queijo, preso em cima da esteira em que estava correndo.  

Quando temos muito mais por que(s) do que porque(s), estão este acúmulo de insegurança é provável que nos fará muito mais infelizes do que quando tínhamos tudo ''bem triturado'', de ''mão beijada'', tal como a criança que antes era alimentada pela mãe e que agora passa a se alimentar sozinha, ou que era sempre carregada no colo e agora passa a ter que andar com as próprias pernas, só que tal autonomia se fará a macro-nível existencial, isto é, que não se consistirá neste tipo, geralmente, pequeno de desafio, mas ''apenas'' no pensar sobre si mesmo, sobre tudo aquilo que se encontra além das ilusões mundanas. Poder-se-ia concluir que quanto maior a segurança existencial, maior a ignorância, maior a conformidade à paisagem sócio-cultural vigente.

A autonomia que a autoconsciência produz, quando finalmente acessada em todo o seu alcance individual, de nos fazer andar com as próprias pernas, de questionarmos com as próprias cabeças, em muitos, resultará na depressão, quando o cérebro percebe que não conseguirá aguentar esta pressão extra e portanto deprime propositalmente a atividade do organismo, pois precisa/deseja voltar ao mundo hipo-perceptivo/geralmente hipo-neurótico da ignorância. Talvez para este tipo o prelúdio para a abertura filosófica/existencial se consistirá mais em um efeito colateral do que em uma manifestação subsequentemente lógica ou complementar ou desdobramento natural. Em compensação em alguns poucos, esta abertura para a verdadeira filosofia existencial, de se pensar e de maneira constante, a longo prazo, justamente naquelas questões macro-perceptivas ou profundas, que a maioria foge tal como o diabo foge da cruz, se fará presente e possivelmente produtiva em termos culturais a filosóficos, e no entanto, também apresentará o seu lado negativo, especialmente a melancolia, ainda que esta condição ou temperamento potencialmente permanente seja bem mais ambíguo em termos de valores e que portanto não possa ser conclusivamente definido como ''negativo''. 

Portanto como conclusão deste texto, a depressão e especialmente a melancolia não são apenas desordens da mente provocadas por desequilíbrios orgânicos, dando a entender que a única causa e efeito que ambas, mas novamente, em especial, a melancolia, poderiam ter seria a mecânica causalidade que é geralmente proposta pela ciência/psicologia, ''desequilíbrio orgânico causa depressão'/'melancolia'', esvaziando de valor potencialmente racional as suas expressões, isto é, tratando a melancolia como mera doença mecanicamente causada, da mesma maneira que se trata uma gripe, enquanto que, especialmente para alguns casos, bem mais do que uma condição proto-patológica, ela se tratará de um desligamento (parcial ou significativo) da hipnose natural que faz com que a grande maioria dos seres vivos vivam as suas existências, de maneiras quase ininterruptas, com o intuito subconscientemente subjacente de passar os seus genes adiante, em que, ao invés da cega ignorância da ''mediocridade biologicamente natural'', ser e fazer aquilo que se é, que se tem, este distúrbio no sistema de auto-ilusão também faz com que aqueles que forem acometidos, passem a questionar sobre tudo, de estourarem esta bolha ''egoísta'', ou epicêntrica, que conforta à maioria das vidas, e muitas vezes as condena por negá-las o poder da criatividade comportamental/individualmente adaptativa, ''de planos B,C,D'', como quando uma única bactéria é incapaz de modificar o seu comportamento habitual para evitar a morte certa, despejada por um novo e propagandisticamente invencível inseticida bacteriano.

Conformidade é camuflagem. A maioria dos seres humanos são de camufladores sociais (superficiais) e a ênfase por esta denominação parece ser mais eficiente para explicar...

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Fonte: curiosidadesnanet.wordpress


... de modo sintetizado, o porquê de todos os tipos de perseguições sistemáticas contra ''dissidentes'' ou ''não-camufladores'' ou ''não-camuflados'', do ''bullying'' na escola até ao preconceito IRRACIONAL na vida adulta (sim, porque existem preconceitos racionais).



Indução proposital à crucificação coletiva dos brancos europeus e seus descendentes.... a apoteose de uma mentira: o cristianismo

Tornar a todos os brancos tal como a Jesus, e fazendo as massas de oportunistas e de espertos preferirem pelo bandido confesso do que pelo[s] ''messias''...

Deixe-me morrer em paz... deixe-me viver

Morrer ou viver,
A morte rápida, chamamos morte,
A morte lenta, chamamos vida,
Ou apagamos a chama,
e nos espalhamos como lembrança,
Ou nos apagamos lentamente,
e assim, vivemos,
vivemos, à espera que a morte nos envolva,
e passamos esta sina adiante,
frágeis planetas de vida curta,
nos consumimos,
de estrelas anãs à gigantes de tristeza e alegria,
se vivermos até o fim de nossos ciclos naturais,
se tivermos essa sorte,
se a saudade é o único destino final,
se a poesia é como a morte,
espalha em melancolia,
se a estória é como a vida,
em sequências do tempo,
que nos enganam,
pois sempre terá fim,
e sofrida,
lhe é de expressão natural,

ou, se a estupidez nos levar antes,
nos levar de nós mesmos,
e pingarmos pra sempre,
ou sem sabermos se o pra sempre existe,
e se pinga-lo-emos,
se nos afogaremos no grão-oceano, a existência,
neste mui velho mar que apaga chamas e engole gotas,
que envolve a tudo em sua loucura,
vivemos nela, sim, na loucura,
na total loucura de nada saber,
pois apenas o sentido que dá sentido,
como um inteiro, que dá-se por completo,
damos sentido a grãos de areia,
mas o que nos envolve não tem nome,
sem respostas para os mais importantes porquês,
despertamos, e tateamos o que nossas mãos alcançam,
deixe-me morrer em paz,
deixe-me viver,
deixe-nos,
se deixem,
se a vida é o se deixar,
não tem como,
não tem por onde,
mesmo o viver pra sempre,
mesmo a máquina orgânica,
frívola e supostamente segura,
nada escapa à melancolia,
nada escapa à realidade,
nada escapa à profunda ignorância,
que nos devora,
que nos entope fundo, à garganta,
deixe-a, à vida em se espalhar,
deixe-se morrer vivendo,
e viver, morrendo,
como siamesas, dividindo a mesma sombra,
e nós, como as suas sobras,
deixe-se sobrar, 
e viva...



Espectro: movimentos/comportamentos involuntários (batimento cardíaco) predominantemente imperceptíveis, ações primárias ou comportamentos intrínsecos predominantemente perceptíveis e reações secundárias ou combinações extrínsecas, entre as ações primárias (e comportamentos involuntários) e as circunstâncias extrínsecas

A ''bela'' mãe natureza: por que o parasitismo é uma das formas de adaptação mais ''inteligente''* (ou seria melhor, esperta)


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Filme: ''Sempre Amigos'', de 1998

(voltei com as imagens)

fonte: https://www.themoviedb.org/translate/movie/9821?language=pt-BR



''Mínimo'' esforço físico para sobreviver...

Basta enganar o seu hospedeiro e viver às custas das vantagens que construirá em cima desta relação assimétrica. No entanto, é extremamente comum senão característico que o parasita ''erre a mão'' em seu 'doce' veneno e acabe explorando demais o hospedeiro levando-o ao descontrole e subsequente óbito.

Partindo desta lógica, o mutualismo se consistiria na técnica de adaptação mais avançada ou ao menos ''das mais avançadas'' justamente por se consistir em uma evolução em qualidade, do parasitismo, em que [ainda] se estabelece uma relação de possível assimetria entre o hóspede e o hospedeiro, mas os níveis de exploração, ou são mais/muito baixos se forem comparados ao parasitismo, ou mesmo, ao invés de uma situação desvantajosa e pouco consciente por parte do hospedeiro, haverá um compartilhamento de vantagens, especialmente por parte do hóspede.

O parasitismo se consiste em uma das manifestação evolutivas mais características da astúcia, a irmã ''dark'' da sabedoria, enquanto que o mutualismo, por sua vez, se consiste na evolução do parasitismo, e portanto, na sabedoria. Em ambos, sábios e astutos se assemelham por compartilharem inúmeras características tais como grande capacidade para o pensamento sutil e tendência para apresentar fraquezas físicas em justa assimetria com grandes habilidades mentalistas (leitura da mente, inteligência intra e interpessoal).

No entanto o pequeno sábio mutualista ao buscar por um hospedeiro é provável que o melhorará por ser provido de grande talento intra e interpessoal (neste segundo item, mais teórico do que prático, se a prática interpessoal depende e muito das características psicológicas das populações ao redor assim como também pela tolerância do sábio para se camuflar benignamente a esta paisagem e buscar manipulá-la de modo a melhorá-la sob a luz ou bússola da moralidade objetiva)

O mínimo esforço físico e risco mínimo de ameaça direta à própria sobrevivência, pois parasitas e mutualistas geralmente não entram em conflitos diretos com as outras espécies, utilizando ou deixando que os seus hospedeiros se envolvam neste tipo de abordagem ''corpo-a-corpo'' ou ''organismo-a-''organismo'', se consiste, portanto como conclusão, em uma das técnicas de adaptação mais avançadas, eu diria mais, mais espertas, pelas razões já faladas e repetidas neste breve texto, apesar das claras desvantagens de dependência em relação aos hospedeiros, sem contá-las, não restam dúvidas de que viver 'às custas'' dos mesmos, se esforçando 'apenas' na parte mental, se consistirá em uma grande e esperta habilidade.