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domingo, 4 de outubro de 2026

A opinião política de certos artistas não vale nem um caracol

A opinião política de gente muito enviesada ideologicamente não vale nada. Vale menos que a opinião de uma pessoa comum e aleatória passando pela rua. E tem muito artista, talentoso ou não, decadente ou ascendente que, não apenas apresentam opiniões políticas que valem menos que um caracol, mas que também adoram compartilhá-las, pois acreditam que sua fama e prestígio (muitas vezes exagerados ou objetivamente injustos) têm o poder de influenciar a mente de muitas pessoas, o que não deixa de ser realista, porém, deprimente, afinal, idealmente ninguém deveria se deixar influenciar pela opinião alheia para construir suas próprias opiniões, mas muitas pessoas o fazem. Além disso, tudo mundo deve, ou deveria ser capaz de, mesmo na intenção de buscar por "segundas ou terceiras opiniões", saber identificar: a qualidade das mesmas e a confiabilidade das fontes... Como resultado, a opinião política de um artista brasileiro que juntou-se ao coro do "Salve a Amazônia" quando queimadas aconteciam naquele bioma durante o governo Bolsonaro e se calou durante esses anos de mais um governo petista em que as queimadas continuaram destruindo áreas verdes da mesma floresta, não vale mais do que a opinião de qualquer outra pessoa, ou até menos, se tratando de alguém que se dispôs a participar daquele circo, muito provavelmente pensando no cômodo narcisismo moral de fazê-lo diante da plateia dos "bien pensant" e daqueles que estão do "lado certo da história": dos que têm aparelhado as instituições tradicionais para funcionarem como replicantes de suas mensagens cheias de amor teatral, mentiras e autoritarismo, bem como pelas benesses, bem capitalistas, que esse tipo de "participação especial" costuma resultar...

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