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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

O mito do único Brasil e mais uma demonstração cabal de falha da democracia

O Brasil é literalmente a metade de um continente, contendo dentro de si realidades culturais, sociais e políticas relativamente distintas. Mesmo entre microrregiões vizinhas, existem diferenças marcantes... 

Adicione um fator particularmente controverso: das regiões que o compõem, a mais antiga historicamente, uma espécie de fóssil do Brasil colonial: mais pobre, atrasada e desigual que as demais, também é a segunda mais populosa, tornando-a politicamente influente em pleitos democráticos importantes, como a eleição de um presidente. Além disso, sua importância demográfica se transformou em uma máquina eleitoral quando foi progressivamente tomada por partidos de esquerda que, em especial, a usam como o seu curral, de maior porcentagem de "beneficiados' do assistencialismo demagógico, ou melhor, "migalhismo" criado por partidos e políticos anteriores à era PT e por esse mesmo tomado como sua estratégia mais importante para se perpetuar no poder.

Temos vários problemas sérios aí 

A região mais empobrecida, com menos pessoas escolarizadas (e provavelmente com a média de QI mais baixa), já tem uma influência desproporcional de decidir o destino de um país-continente 

Essa região foi tomada por demagogos da pior espécie. Já estava antes, só mudou do coronelismo para o migalhismo

O centralismo político brasileiro simplesmente oficializa essa injustiça primária e ratifica a canalhice secundária comentadas acima. 

Não existe um, mas, no mínimo, dois Brasis.

A própria democracia mostra sua essência extremamente frágil no cenário brasileiro em que Lula foi reeleito nessa eleição de 2026, especialmente por causa do nordeste, desprezando completamente aqui que parece que aconteceram "coisas" muito suspeitas atrás do circo montado. De qualquer maneira, se o PT roubou o país nessa eleição, foi no nordeste que esse roubo se concentrou, uma região em que, novamente, os coronéis do passado têm sido substituídos por políticos esquerdistas...

Mesmo a ideia abstrata e falha de considerar justo que metade do país perca quando a outra metade, tecnicamente, "ganha" uma disputa eleitoral. Uma tentativa de exatizar as muitas curvas de complexidade que caracterizam o tecido social. Pelo menos, quanto ao Brasil, deveria ser considerado um país com duplo governo federal, no mínimo... E isso não apenas para o Brasil mas qualquer outro país com suas dimensões... 


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