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sábado, 14 de fevereiro de 2026

There is no such thing as a "gay cure." But there is a redirection of bisexual preference.

Sexual orientation has no cure because it is not an illness. However, depending on the sexual orientation, it is possible to say that something close to a "cure" may exist, or does exist, more in the sense of potential for positive change, as is the case with bisexuality. This is because, in addition to being an orientation, it is also a preference, as those who possess it (like me) exhibit varying degrees of attraction to both the same sex and the opposite sex, and may lean more towards one side or the other of the sexual spectrum. They can also do so in a more deliberate or objective way, if they so desire or are able to. Although it is not as simple as it may seem, since the pendulum of bisexuality also swings based on a sexual impulse that may not be fully controlled by its "user," being more influenced by circumstances or contexts than by their own will. Despite this, I believe it is possible to improve self-control if an effort is made in that direction...


Another variant close to "gay conversion therapy" is a change in sexual preference or style, but within a specific homosexual/lgbt context. This could be, for example, a promiscuous gay or bisexual man embracing a monogamous lifestyle, or deciding to become more active/top than passive/bottom, or vice versa, if he objectively identifies this change as good for his mental and sexual health.

Cura gay não existe. Mas redirecionamento de preferência bissexual sim

 Orientação sexual não tem cura porque não é doença. Mas, dependendo da orientação sexual, é possível dizer que pode existir, ou existe, algo próximo de uma "cura", mais no sentido de potencial de mudança positiva, como é o caso da bissexualidade, já que, além de ser uma orientação, também é uma preferência, se aqueles que a possuem (como eu) apresentam graus variados de atração tanto pelo mesmo sexo quanto pelo sexo oposto e podem se orientar mais para um lado ou outro do espectro sexual. E que também podem fazê-lo de maneira mais deliberada ou objetiva, se assim desejarem ou conseguirem. Ainda que não seja algo tão simples como pode estar parecendo, já que o pêndulo da bissexualidade também se move com base em um ímpeto sexual e que pode não estar em pleno controle do seu "usuário", sendo mais influenciado pelas circunstâncias ou contextos do que pela própria vontade. Apesar disso, eu acredito que seja possível melhorar o autocontrole, se for realizado um esforço nessa direção... 

Outra variante próxima de "cura gay" é a mudança de preferência ou estilo sexual, mas dentro de um contexto homossexual específico, que pode ser no sentido de, por exemplo, um homem gay ou bissexual promíscuo abraçar um estilo de vida monogâmico, bem como de decidir se tornar mais ativo do que passivo, ou o oposto nos dois casos, desde que ele objetivamente identifique essa mudança como boa para a sua saúde mental e sexual. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Perguntas deprimentes sobre certos padrões extremamente seletivos de indignação ou comoção

 Um monte de pessoas "de esquerda" se revoltando contra o "caso Orelha", o pobre cachorrinho de rua que foi brutalmente atacado por delinquentes juvenis em Florianópolis....


Mas será que, então, da noite para o dia, ficaram a favor da redução da maioridade penal??? 

Sim, porque eles sempre foram a favor de que isso nunca acontecesse....

E eu penso também: e se os "garotos" responsáveis por esse crime não fossem brancos e ricos de Satã Catarina, mas negros e pobres de algum estado nordestino?? Será que essa indignação, particularmente desse grupo, seria muito diferente?? 

Interessante pensar que, de acordo com algumas pesquisas científicas (sérias) sobre crueldade animal, pelo menos nos EUA, o perfil mais comum de indivíduos que praticam tal ato não é o mesmo que dos delinquentes juvenis do caso Orelha. E se não existe esse tipo de pesquisa disponível no Brasil, é possível extrapolar essa mesma tendência a partir dos padrões raciais de criminalidade, que são basicamente os mesmos aqui em relação aos dos EUA...

É lógico e evidente que a "esquerda" jamais lançaria campanhas direcionadas aos grupos mais propensos a esse tipo de crueldade, pois seria "muito politicamente incorreto" pra ela...

(Resumo

Objetivo

Examinar os correlatos sociodemográficos, comportamentais e psiquiátricos da crueldade contra animais nos EUA.

Materiais e Métodos

Os dados foram derivados de uma amostra nacionalmente representativa de adultos residentes nos EUA. Entrevistas psiquiátricas estruturadas (N = 43.093) foram realizadas por entrevistadores leigos treinados entre 2001 e 2002. Transtornos de personalidade, uso de substâncias, humor e ansiedade, além da crueldade contra animais, foram avaliados com a versão do Alcohol Use Disorder and Associated Disabilities Interview Schedule (DSM-IV).

Resultados

A prevalência vitalícia (ao longo da vida) de crueldade contra animais em adultos nos EUA foi de 1,8%. Homens, afro-americanos, nativos americanos/asiáticos, americanos nativos (nascidos no país), pessoas com níveis mais baixos de renda e escolaridade e adultos que vivem na região oeste dos EUA relataram níveis comparativamente altos de crueldade contra animais, enquanto os hispânicos relataram níveis comparativamente baixos de tal comportamento. A crueldade contra animais foi significativamente associada a todos os comportamentos antissociais avaliados. Análises ajustadas revelaram fortes associações entre transtornos pelo uso de álcool ao longo da vida, transtorno de conduta, transtornos de personalidade antissocial, obsessivo-compulsivo e histriônico, jogo patológico, histórico familiar de comportamento antissocial e crueldade contra animais.

https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2792040/)

São perguntas deprimentes, porque eu sei as respostas, igualmente deprimentes, se muito provavelmente, a reação dessas pessoas seria bem distinta da que têm sido, já que elas estão sempre demonstrando uma seletividade extrema de indignação ou comoção, sempre com base no contexto político-ideológico, e não pelo contexto moral, como se a básica empatia não bastasse para ficar ao lado da vítima. O tipo de seletividade extrema que me faz concluir que, independente se a pessoa escolhe a tragédia para se indignar de caso friamente pensado ou o oposto, tomada por um inducionismo ideológico-emotivo, a própria atitude já expressa um desvio de caráter evidente.

(Mais um caso em que a "esquerda" dificilmente se indignaria por causa dos perfis dos envolvidos: em Campo Grande, um homem que havia acabado de sair de uma cirurgia na córnea que devolveu sua visão, depois de esperar por dois anos, foi espancado por um mendigo, não-branco e violento, por nada, e isso resultou na perda/potencialmente irreversível de sua visão...

''Homem é suspeito de cometer agressões violentas e reiteradas na mesma região. Ele é uma pessoa em situação de rua e já é conhecido por ter um comportamento agressivo. Levantamentos realizados pela Polícia Civil indicam que ele tem ao menos sete registros policiais anteriores pelo mesmo tipo de crime, todos com características semelhantes…''

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/01/27/homem-perde-visao-apos-soco.htm).