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sábado, 17 de janeiro de 2026

Falar sobre Bardot pode ser complexo, mas necessário

 Brigitte Bardot, um dos maiores nomes do cinema francês do século XX, faleceu aos 91 anos em um dos últimos dias de 2025. É fato que o legado que ela deixou vai muito além de uma boa figura, de musa do cinema europeu que encantou plateias e gerações. Pois se Brigitte deixou os holofotes para se dedicar à causa animal, ela também não se poupou de publicar opiniões "duras' sobre diversos temas que, hoje em dia, são considerados muito polêmicos, especialmente por aqueles "à esquerda". Uma ativista literal que colocou a mão na massa durante seus anos de dedicação a uma causa nobre, em contraste a muitos de seus "inimigos ideológicos", que são do tipo que falam muito e fazem pouco ou nada do que falam, teve a "audácia" de não concordar com essa mesma turma de "democráticos" totalitários, quer seja sobre homossexualidade ou imigração. Para mim, mesmo que não concorde com tudo o que ela já disse de "controverso' em entrevistas, não posso deixar de admirá-la pela coragem de ir contra o politicamente correto e também por ter abandonado sua carreira de atriz para ajudar a resgatar e cuidar de animais em situação de vulnerabilidade. E acho que a minha opinião sobre ela busca refletir de maneira mais precisa quem ela foi, o que disse/pensava e fez, do que reduzi-la à identidade de "musa" ou mesmo de "fascista", como eu já li em um comentário de uma oponente cujo debate, no Instagram, se deu a partir da notícia do seu falecimento. Então, pelo menos para mim, Brigitte Bardot nos deixa algumas lições valiosas, como a de julgar uma pessoa especialmente por suas ações e não apenas ou unicamente por suas opiniões, e também de aprendermos a tolerar a complexidade da "pessoa humana", claro, quando não ultrapassa todos os limites aceitáveis, ao invés de sempre nos deixarmos cair em uma dicotomia maniqueísta de julgamento...

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