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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Quem são eles....



Estes rostos, 
que eu nunca vi ao vivo,
que li suas histórias,
que vi seus trabalhos,
e me causam tristeza,
me junto ao luto eterno de suas vidas,
a muito perdidas,
sinto-me familiarizado,
cúmplice,
se estamos todos aqui,
no mesmo barco,
alguém morre,
homem ou gato,
vida, mesmo a não virtuosa,
eu lamento,
sua partida, suas atitudes
ou a sua precoce despedida,
e me pergunto,
quem será o próximo**
não deveríamos estar unidos contra tudo isso*
mas estamos iludidos que não somos unos,
e que ser indivíduo,
não é reconhecer o próprio ego,
mas aquilo que o envolve,
é reconhecer o tempo, o espaço,
tu lá dentro,
e todos os outros passos,
ter em mente
que se deve celebrar,
sua vida e as envolventes,
ter duas ou mais realidades,
um livro com páginas d'onde encontrar,
cada dimensão aceitar,
e dar prioridade para o filosofar,
superar o lógico,
abraçando o racional

Quem são eles que me fazem lembrar de épocas doces,
que enquanto eu celebrava a minha pueril idade,
eles já faziam as suas malas,
e partiam numa viagem,
sem fim, infinita, profunda,
sorriram, nos fizeram rir,
suas expressões me aconchegaram,
queria estar ali, saber quem foram,
eles foram, 
viveram, aprenderam, erraram, discriminaram, amaram,
como a uma linda flor que pinta o verde das matas com o seu vermelho paixão-pela-vida,
e morre fogosa de tanto narciso, 
para nascer novamente em outra identidade, para ser outra serpente,
para voltar a se mostrar.


Quem são eles,
quem sou eu,
que choro por mortos que nunca conheci,
por vidas que nunca teria conhecido,
se não fosse pelo vigor humano em suas ilusões,
apegado à matéria,
a doce ilusão de nossa alquimia,
mudar o natural,
fazê-lo produto,
consumi-lo, enquanto nos consumimos,

mais tecnologia,
mais fósforos,
mais conforto ou mais dependência,
não somos viciados porque somos frágeis,
qualquer animal em nossa pele faria o mesmo,
que compreende mais do que poderia,
que não sabe do mais importante,
o por quê de toda esta agonia.

terça-feira, 22 de março de 2016

O número 24 me persegue ou é impressão?? Fenomenologia potencialmente para-lógica




Desde a um certo tempo que eu tenho percebido um padrão para-logicamente recorrente em minha vida, deixando a redundância implícita de lado, se todo padrão precisa ou se caracteriza por sua constância expressiva ou recorrência. O número 24, justamente o mais polêmico e mais odiado pela população masculina sexualmente prevalente , me persegue onde quer que eu vá e especialmente quando eu tenho de interagir visualmente com valores quantitativos de dois dígitos. Seja para ver as horas no rádio ou para pegar senhas de banco, para qualquer atividade que tenha a necessidade de interagir com valores quantitativos. Ainda fico surpreso que não tenha sido "presenteado" com este "maldito" número, por exemplo, para identificação na escola ou na universidade. Mas o que isso quer dizer??

 Muitos me dirão que não passa de uma simples e tola coincidência.  Mas não é coincidência quando temos uma cadeia altamente recorrente e constante no espaço e tempo. O que será que a vida está querendo me dizer ou mesmo sugerir?? Será que mensagens subliminares naturais, sinais para-lógicos, tendem a povoar nossas vidas e muitas vezes não nos damos conta desta situação?? Será que existe um ou vários mundos sobrepostos em relação à nossa realidade?? A ideia de mundos paralelos é real?? E que esta relação epistática algumas ou muitas vezes se revelará com base em erros de lógica genuinamente verdadeiros e que alguns poderão percebe-los?? 

Eu penso tanto em me esconder dos outros especialmente em relação a minha tão odiada e estranhamente amada sexualidade que toda esta luta acaba se manifestando fenomenologicamente isto é de maneira fenomenal?? 


Dejá vus e a paralisação da fluidez temporal, quando desejamos algo de maneira intensa e simplesmente não acontece (e o exato oposto se dá, isto é, quando não desejamos ou não pensamos enfaticamente, e acontece), fazem parte de fenômenos popularmente reconhecidos, que são altamente recorrentes no espaço e tempo, isto é, que não parecem ter qualquer preferência cultural. 

Coisas estranhas acontecem na minha vida e se não forem ideações esquizotípicas ou alucinações extremamente verdadeiras, então talvez eu possa estar mesmo encostando na parede desta dimensão lógica em que vivemos tal como fez a personagem principal do filme O show de Truman em seus momentos derradeiros. Será que eu estou tropeçando no espaço e tempo e me dando conta de erros de operacionalidade ou fluidez fenomenológica desta dimensão em que estamos ou, ao invés de algo espetacular, não passa de devaneios hiper-racionalizados?? Qual é a serventia da mentira proposital ou mesmo não-proposital de alguém que posta notícias e posicionamentos altamente impopulares em plena rede social???