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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Minha "teoria" ( "ou" "hipótese", precisão semântica me ajude!!) sobre a distribuição assimétrica ou particular dos hormônios sexuais nomeadamente o "arrasa-quarteirão" testosterona no comportamento... Para cada traço comportamental tem-se uma distribuição de intensidade ou potencial de reação hormonal

Eu sou homem, macho, pra algumas "coisas" ou comportamentos, sou mediano para outras e "feminino" para terceiras. O testosterona segundo a minha "teoria" (ou hipótese ou chute bem intencionado) assim como também os outros hormônios se distribuiria de maneira particularizada.

 Isto é, ao invés do generalizado "homens com alto, com médio e baixo testosterona'', ainda que estes também existam e que essas médias também sejam úteis e elucidativas nós não podemos nos esquecer do espectro entre os extremos ou os tipos consideravelmente homogêneos assim como também a intra- diversidade ou irregularidade interna na distribuição desse e dos outros hormônios e que contribuem para compor nossas personalidades. Alguns ou mesmo muitos homens, possivelmente, apresentariam uma distribuição mais "irregular' dos hormônios sexuais nomeadamente o testosterona. Tal como acontece com personalidade, inteligência ou peso, temos de sair do conforto de analisar tudo de longe e portanto de generalizar e de nos perguntar se de perto não ficará mais preciso e portanto correto de se entender. 

Eu fiz um exame de nível de testosterona e deu que eu tenho valores ligeiramente abaixo da média em termos de testosterona total e baixo em termos de testosterona livre 
total: 346,20 ng/dl (175 a 781) livre: 8,737 ng/dl (17-40 anos: 3,4-24,6 ng/dl). Esses valores parecem se encaixar muito com meu perfil psico-cognitivo. 

Por exemplo altos níveis de testosterona estão associados a maiores habilidades espaciais 'e'' menores habilidades verbais e concomitantemente o inverso também é verdadeiro. Eu tenho maiores habilidades verbais e menores habilidades espaciais.
caput!

 Ansiedade e depressão são mais comuns em mulheres do que em homens e como resultado também em homens com baixo testosterona (muitos que são homossexuais). 

Eu sou melancólico ou proto-depressivo e sou socialmente ansioso. Tudo se encaixa até aí. 

Eu sou homossexual e parece que valores muito altos e baixos especialmente no testosterona livre tendem a estarem associados à 
esta variação da sexualidade.  

Eu sou preguiçoso, mais introvertido, criativo, muito em termos artísticos e neurótico, especialmente em relação à realidade que me cerca, ao invés do típico neurótico, que tende a ser muito auto-crítico ao ponto da auto-imolação/baixa auto-estima. Eu gosto de escrever poesias, me emociona fácil, de maneira parcialmente invariável, eu sou dos poucos homens que se preocupam com o bem estar animal de maneira mais profunda, ainda que existam muitos deles por aí, pelo que parece é regra que para essas questões mais empáticas as mulheres predominem, e eu vejo isso com frequência em redes sociais, nessas comunidades de ''defensores dos 'animais de rua' ''.


Também sou muito mais racional, seletivamente empático, diplomático e mais cooperativo do que competitivo, ainda que também possa ser o oposto principalmente no último e parece relacionar-se mais em relação à questões morais, novamente a minha empatia. Tudo parece convergir para a associação testosterona (especialmente o livre) baixo e comportamentos relacionados ou que são menos caracteristicamente masculinos: maior competitividade, frieza emocional ou menor capacidade de sentir empatia.

No entanto, bem diferente das mulheres, em média, assim como também dos homens mais afeminados, eu sou muito objetivo, lógico, até mesmo ao ponto de ser racional (generalização da lógica não apenas à pendengas impessoais), honesto, do tipo que não compreende o valor da mentira mesmo muitos tipos de mentiras brancas, que as mulheres tendem a ser mais talentosas do que os homens para dizer. 


Sou irritadiço, tenho resquícios de dominância e talvez se tivesse maiores níveis de testosterona livre eu fosse mais dominante em relação aos outros. Eu sou "rebelde", resultado de minha razão perceptivamente generalizada e  hiper-sexualizado. Portanto eu tenho muitos traços que se relacionam mais com o extremo do espectro associativo entre o hormônio masculino e o comportamento do que com o seu oposto, pelo que parece.

Eu tenho ou eu pareço ser uma mistura heterogênea, se não for redundante demais, de traços ou potencial de reatividade comportamental "masculinos" e "femininos". 

Eu nutro grande empatia pelos animais não-humanos especialmente os domesticados, os mais frágeis e disponíveis à predação humana.


 Ao mesmo tempo eu sou fortemente inclinado, objetivamente inclinado para fatos e realidade, nada mais masculino do que a objetividade seca e na maioria das vezes rude que a maioria das mulheres rejeitam naturalmente se suas maiores habilidades sociais e empáticas as fazem equalizar quase tudo em prol do bem estar geral.  Eu sou os dois. Algo raro ou nem tanto, se a maioria das pessoas sempre acabam caindo dentro de um espectro homogêneo de tendências comportamentais reativas estilizadas por suas posições sociais, culturais, políticas e morais.

Já aconteceu duas vezes de me disserem que eu pareço com o filho de fulano de tal, em temperamento, nomeadamente, um militar aposentado e um engenheiro, ambos de meu conhecimento pessoal. No entanto eu sou homossexual não-exclusivo e tenho uma série de características psico-cognitivas que balançam muito mais para o outro lado do espectro de comportamentos característicos dos ''gêneros'. Por exemplo, eu não gosto e nunca gostei de futebol, e no entanto me tornei assíduo na ginástica artística, esporte que apesar de atrair muitos heterossexuais, parece ter um apelo estético específico também para a ala mais homossexual. 

Percebam portanto que eu estou, de maneira original ou não, analisando ou tentando analisar cada traço comportamental, analisando o seu nível de intensidade e comparando-o com as tendências de comportamento feminino e masculino. Tal como o peso pode ou não se distribuir homogeneamente pelo corpo, eu acredito que o mesmo possa ser dito sobre o grau de intensidade hormonal, e neste caso, do testosterona.

Eu percebo em mim um estilo psico-cognitivo mais ''autista'' (hiper-masculino*), mais direto, mais objetivo, um estilo cognitivo mais ''feminino'': maior verbal, menor espacial, e um estilo psicológico misto. 

No final tudo é auto projeção... Por isso que o autoconhecimento, especialmente sobre os próprios limites é tão importante

Nossos comportamentos desde a sua raiz, em pensamentos, baseiam -se no desejo ou anseio de se conformar/de nos conformarmos ao ambiente produzindo assim uma desejável porém geralmente não-idealista comunhão entre nós ou os organismos que somos [ a vida ou o cenário em movimento, nômade] e o cenário fixo, "maior", o ambiente em que estamos. 

Tal como a folha que sai ao vento em busca ansiosa por qualquer meio de se grudar ao solo ou aos galhos dançantes buscamos a todo momento nos fixarmos rente aos "ambientes" em que estamos pois este consiste-se na primeira auto-ilusão de controle, de determos poder sobre o ambiente, sobre a existência, a ideia de nos sentirmos firmes enquanto que somos quer queiramos ou não levados pela força do tempo e do espaço em seus movimentos constantes e imparáveis. Logo desejamos impregnar-nos de nós mesmos via registro progressivo e consistentemente subjetivo ( central ao sujeito, neste caso, a nós ) de nossos pontos de vista, nada mais nada menos do que intra-informações ou padrões de nós mesmos, alegorizados ou enriquecidos com informações extra-percebidas ou produzidas,  se a expressão sempre deriva de sua forma, se a memória tem sempre um ponto central de origem. Isto é, um processo progressivo de auto-atomização, de dar sentido à própria vida mas de modo inteiramente personalizado. Nossas gravidades atraem tudo aquilo que queremos ter em nossas superfícies, como ''ornamentos existenciais'', de dar sentido a um mundo cada vez mais pobre de ''sentido sem-sentido'' ou ''instinto'', e cada vez mais auto-construtivo e ao mesmo tempo sem-referência ou diretrizes anteriores que nos faça praticá-las sem maiores críticas quanto ao porquê. 

Portanto evitar a auto projeção é uma tarefa quase impossível se necessitamos da mesma para sobreviver nesta existência e a este nível de percepção.

Nada mais recomendado o verdadeiro e portanto prático autoconhecimento para que se possa aceitar a inevitabilidade da auto projeção mas sem o narciso da introspecção desprovida de  extrospecção ou a proto-psicose da extrospecção sem qualquer conhecimento basal anterior mesmo que rascunhado sobre si mesmo.

Precisamos de um referencial anterior, de uma base para ''nos basear'', para principiar e nada mais recomendado que por nós mesmos, por nossas próprias formas, em outras palavras, precisamos de um chão antes de andar, mas também precisamos compreender que este chão, que esta base não representa o resto da realidade ou mesmo que a realidade não tem como ponto de princípio os nossos chãos, a nós mesmos. Pode-se dizer basicamente que precisamos da individualidade, de preferência aquela que não interfere no redor, que em níveis muito expansivos já se transtornará em individualismo, mas também precisamos saber que o mundo não gira em torno de nós, e apesar desta expressão batida, popular, a maioria das pessoas pensam e agem justamente assim, de maneira consideravelmente subjetiva, partindo de si mesmas e se alienando do mundo ao redor.

Existem muitas razões excepcionalmente racionais para o autoconhecimento, que eu já falei aqui: reconhecer de maneira precisa as próprias forças, medianidades e fraquezas, ter maior autocontrole e também o reconhecimento rápido e neutralização da ''interferência' do ego, do instinto, que inevitavelmente resultará na auto-projeção, que não tem apenas como ponto de partida uma análise possivelmente neutral ou extrospecção limpa de preconceitos cognitivos mal alocados, mas também da condensação harmônica dos mesmos sob a realidade, em especial quando estivermos lidando com fatos morais.

Auto-projetar-se é inevitável, evitar o excesso de subjetivização da realidade é possível e recomendável. 

Aprende-se melhor os conhecimentos extrospectivos ou impessoais com a neutralização dos preconceitos cognitivos quase sempre mal aplicados, basicamente quando aplicamos generalizadamente nossas bases em tudo E sem qualquer ''peso na consciência''. 

Aprende-se melhor sobre si mesmo ou conhecimentos introspectivos/pessoais com a apreensão progressivamente precisa e constante sobre os próprios padrões de funcionamento/comportamento. 

Esta transferência ou auto-projeção de nós mesmos em direção ao ambiente, faz-se-á perfeita ou ao menos a um nível confiável de idealidade quando passamos a vigiar os nossos erros, desde a raiz da ação, no pensamento. 

Chover no molhado dizer novamente que se todos passassem a agir deste jeito haveria uma redução dramática e querida no acúmulo de problemas não-resolvidos. 

A expressão sempre deriva da forma, de seu ponto de origem ou epicentro de vibração e o ser humano é o primeiro que pode ver uma luz no fim deste túnel, em que existe a possibilidade do verdadeiro livre arbítrio, calcado na idealidade basal da sabedoria, que pode averiguar a expressão antes que ela se expresse, que pode estudar os melhores meios de se fazê-la perfeita ou harmonizável e em um mundo humano, perceptivo, hipotética a possivelmente expandido, a necessidade do perfeccionismo sábio, via lógica intuitiva, parece tão inevitável quanto à necessidade da vida de se auto-projetar. 

domingo, 15 de janeiro de 2017

''Genética''** Talvez, mas, qual é o seu grau de subconsciência intrínseca** E sua diferença em relação à intrinsicabilidade ou intensidade intrínseca do comportamento

Se eu aprendi fácil a ler e a escrever e/ou consegui desenvolver um excelente vocabulário ao ser exposto (e demonstrar empatia cognitiva 'total') a esta ''tecnologia cultural'' então isso se deu ou tem se dado de modo:

- subconsciente a intuitivo;

- intrínseco.

Portanto o meu grau de sub-consciência intrínseca para o aprendizado, expansão [limitada], constante reparação (tentando seguir a norma culta ou buscando por alternativas evidentemente divergentes) e sofisticação [limitada], em relação a esta ''tecnologia cultural'', pode ser caracterizado quantitativamente como ''alto'' ou ''acima da média''. Mas talvez eu esteja confundindo o mesmo com a intrinsicabilidade, que eu defini como ''grau de autenticidade ou intensidade característica'' de um ou vários traços de comportamento ou de qualquer outra natureza estão em relação ao ser, e gosto sempre de usar o exemplo do espectro da preferência sexual em que ''todos os homossexuais... são igualmente homossexuais em essência descritiva, mas alguns são mais do que os outros'', isto é, são mais caracteristicamente 'autênticos', e portanto, que está mais intrínseco, intenso para alguns deles.

Sub-consciência intrínseca ou ''hardware'' é o termo que eu estou preferindo usar para substituir ''genética'', porque afinal de contas eu não sou geneticista, acho esta ciência muito complexa, que ''ainda' está em desenvolvimento [ portanto mais complexa ] e não tenho vontade ou motivação intrínseca para melhorar os meus conhecimentos neste assunto, preferindo sempre especular em cima de suas superfícies, como um típico criativo contínuo tende a fazer.

Podemos reconhecer, factualmente falando, que quando algo vem fácil pra nós, especialmente em termos de aprendizado (que serve para qualquer particularidade do comportamento, cognitivo ou afetivo/psicológico), mas que não vem fácil para as outras pessoas [ou seres], então isto encontrar-se-á mais intrínseco, mais natural, autêntico e/ou subconsciente a nós, de tal modo que sequer nos damos consciência ou o reconhecemos de modo espelhado ou como se estivesse separado de nós, claro, especialmente em um clássico estado de autoconsciência embotada ou baixa auto-curiosidade. 

Pode-se dizer inclusive que a verdadeira consciência sobre algo tende a se dar justamente quando temos dificuldade para aprendê-lo, por exemplo, se você for muito ruim em matemática então pode ser possível que terá maior consciência quanto a mesma do que em relação a um indivíduo que for naturalmente talentoso nesta particularidade, o que necessariamente não irá resultar em aprendizado para o primeiro, porque é um tipo diferente de consciência. 

Ou outro exemplo que gosto muito de usar é o da gagueira, ou disfluência. Para o gago, desenvolve-se uma grande consciência sobre os mecanismos da linguagem, ainda que isso necessariamente não tornará todos os gagos em mestres neste tipo de assunto, porque como acontece com todos nós, só nos tornaremos conscientes de algo, de maneira extrínseca, quando não nos vier de maneira natural, mecânica, ''instintiva', intuitiva, rápida e autêntica, pois não sentimos ''intra-empatia'' total por este algo, não o reconhecemos, e neste exemplo claro que será a capacidade de falar sem qualquer perturbação no discurso. O gago não a reconhece como sua, como parte de si mesmo, tal como ''ter olhos azuis'', que é inerente... mas como um desafio a ser enfrentado, ''à manivela'', como se fosse marcha manual, do mesmo modo que um montanhista não reconhece a montanha que deseja escalar como ''sua'', por isso precisa/quer ''conquistá-la'', ainda que o faça de maneira natural em relação a qualquer superfície lisa, só que claro tendo a escolha como possibilidade, enquanto que a gagueira já é uma condição em que se tem pouca escolha, tal como se sempre tivesse uma montanha e com ''neves eternas'' estacionada bem na nossa frente e que portanto fosse impossível se desvencilhar deste desafio de se tentar escalá-la. Sem resistência, a consciência muitas vezes faz-se de modo subconsciente, sem ser percebida, tornando-se banal, menos importante, mesmo não sendo, mesmo que nada seja apenas banal.

 Também podemos perceber que o reconhecimento imediato de similaridades, seja em relação a outro ser, seja em relação a outra entidade ou existência e claro direcionado a si mesmo [empatia], tende a produzir a ilusão da perfeição, fazendo com que, pelo que parece, a maioria das pessoas e seres se tornem, ao mesmo tempo, de experts mas também de auto-enganadores por suas próprias destrezas, que encontram-se centralizadas em suas zonas de conforto. Percebe-se que tendemos a ser bem melhores para encontrar defeitos em nossos dissimilares do que em nossos similares e isso também se aplica àquilo que nos atrai em termos intelectuais e/ou cognitivos. Somos excelentes naquilo que mais temos gosto e talento. No entanto, tende-se a produzir uma espécie de ''ponto cego'', que o autoconhecimento tende a sanar ou a neutralizar e que a estupidez tende a reforçar.  Costumamos ser melhores solucionadores de problemas, também quando vemos defeitos [geralmente nos outros], e não apenas qualidades/possibilidades, e a partir desta maneira buscarmos corrigi-los, defeitos esses que são mais comuns e fáceis de serem capturados em nossos dissimilares, enquanto que em relação às nossas áreas de maior interesse, o processo de aprendizado, geralmente específico, pode se dar de maneira expansiva, especialmente para os tipos mais criativos, e geralmente retroalimentada em pessoas com ímpeto fraco ou mediano para a criatividade.

Portanto quanto mais fácil, rápido, autêntico, subconsciente, intuitivo, instintivo, mais intrínseco a nós certo talento/aprendizado estiver, possivelmente, mais genético também será, mas como não somos geneticistas, ou pelo menos, eu, então devemos buscar também por outros meios menos abstratos, para reconhecermos como verdade esta dinâmica constante e/ou variavelmente previsível do comportamento, e em relação às suas intensidades/autenticidades. 


sábado, 14 de janeiro de 2017

Sub-lógica e ilógica

A diferença entre ilógica e sub-lógica e o porquê de se evitar o primeiro termo 

Os esquerdistas são em média totalmente ilógicos?? 

Não 

Muito daquilo que defendem ou que dizem defender esta correto pois se consiste apenas no complemento do modo de pensar conservador. Portanto é semântica ou factualmente incorreto dizer que eles sejam ilógicos. Contraditórios sim, assim como muitos "direitistas" conservadores também são. Mas ilógicos não. Quando temos mentes humanas que só são capazes de trabalhar com metade dos fatos que compõem a macro realidade nós podemos dizer que essas pessoas são sub-lógicas, demonstrando com perfeição que tendem a mesclar fatos com factoides resultando em uma sub lógica, por exemplo, concordar que as raças humanas existem mas acreditar que a estória de jesus foi totalmente verdadeira. Ou compreender que o bem estar do meio ambiente é fundamental não apenas pra ele mesmo mas para a humanidade e no entanto acreditar que todos os seres humanos sejam iguais e que são as condições ambientais que os transformam desprezando totalmente a genética e eu diria mais, já que não sou geneticista, a intrinsicabilidade do comportamento humano.

Crônicas de uma tragédia anunciada: O "jeitinho brasileiro" de torcer

Bm {brasileiro médio} parte 2 

Escrevi um texto no velho blogue do Santoculto sobre o comportamento irracional usual do brasileiro médio a partir de um exemplo saliente: o lamentável e desprezado ocorrido durante o Panamericano do Rio em 2007 em que a torcida brasileira mostrou todos os seus dotes de bom senso ou a completa falta dele porque não ''conseguiram'' (se quer tentaram) se adaptar/ajustar às circunstâncias , que parecem bem óbvias ao menos para quem tem o mínimo de racionalidade encrustado na cabeça, especialmente em relação a um dos esportes individuais mais difíceis, a ginástica artística.

Quem avisa amigo é.

Eu avisei ou melhor alertei e não é que a irracionalidade brazuca voltou a dar às caras e em um evento de proporções muito maiores do que um Panamericano, pois aconteceu justamente em uma olimpíada. A euforia sem propósito ou lugar que não parece ter botão de desliga continuou de vento e pompa em cada evento esportivo claro porque a "alegria" brasileira nunca discrimina, ela é bondosa. Não discrimina ou separa o local onde gritos e algazarras são mais do que convidativos e onde o exato oposto é necessário. E não foi apenas na ginástica artística que a irracionalidade do Zé povinho deu às caras mas também em esportes olímpicos"nobres" como o atletismo. O brasileiro médio ajuntou-se em peso no "Engenhão"  para vaiar o atleta favorito na prova do salto com vara. Porque o mundo de respeito e análise adequada de cada situação é quase que inexistente entre os bm. Não pensaram que atrapalhar o competidor estrangeiro é o cúmulo da falta de educação, do bom senso, de racionalidade, eu diria mais, de caráter. Não pensaram que uma vitória verdadeiramente completa não se dá com a derrota do adversário, especialmente neste caso. E ai de quem criticasse as olimpíadas maravilhosas do Rio. Tal como seres emocionalmente imaturos, eles passaram a perseguir quem dissesse a verdade sobre o evento, ainda que se possa criticar sem ser ríspido. Empatia, uma das características mais importantes da racionalidade, parece inexistir entre os bm. Deve ser por isso ou em partes que este país é esta maravilha. 


Como que esta deficiência severa em racionalidade deve se manifestar e influenciar em cada ação do brazuca médio?? O que vemos nas olimpíadas é uma prévia de algo que está ou que sempre foi generalizado: A baixa capacidade racional do bm.

Hiper sensitivo à flutuações ambientais versus hipo sensitivo

A trajetória da minha família nessas últimas três décadas tem sido de altos e baixos. Pode-se dizer que começamos muito bem a década de 90 e a terminamos com metade das expectativas, tal como se fôssemos a ex União Soviética no inicio dos anos 90, ainda uma super potência e no final da mesma década já em estado avançado de crise e decadência, sendo representada pela CEI, claro desprezando qualquer exagero de associação e focando na essência da mesma, em nossas similaridades superficiais. Eu me lembro que quando eu mudei de cidade o padrão de vida que tínhamos se deteriorou bastante a partir de uma sequência de infortúnios financeiros. E me lembro que eu era altivo, dominante, alegre porém já mostrando meus traços psicológicos mais "hardware" desde sempre como a obsessão por interesses específicos. E me lembro que mudei de temperamento não sei "quantificar" o quanto,  quando fui para a outra cidade e fui percebendo uma série de mudanças no estado de coisas, se antes eu era uma criança pequena, vivia nas asas e no conforto de meus pais e de nossa boa situação financeira, se já convivia com outras pessoas/crianças, e que mostrava no entanto uma relação de equidade com os outros, em contraste com o que viria a acontecer depois. O tempo passou e eu fui me tornando mais tímido, arredio, especialmente por causa de minha gagueira e em especial do seu reconhecimento por minha parte, reconhecer os outros e suas demandas, me conhecer melhor, me localizar nesta nova e mais complicada perspectiva existencial contextual ou "software", de perceber que o mundo já não era tão fácil assim pra mim e pelo contrário, porque a partir daquele momento eu que deveria lutar para me equilibrar nele, sem grande amparo.

Se por um lado a nova vida foi ruim pra mim o mesmo não pode ser dito em relação ao meu irmão do meio que foi o que menos sentiu a mudança, mesmo sendo poucos anos mais velho do que eu.


 Mentes mais comuns tendem a se adaptar em qualquer lugar onde forem predominantes, pois já esta praticamente tudo pronto pra elas, os amigos ou"amigos", as relações sociais, o sentimento de estar certo e tendo poucos dedos queixosos apontando, te condenando. Quando o ambiente não é hostil não há com o que se preocupar. E no entanto talvez toda esta robustez aparente de fato seja mais hardware e como resultado reforce imensamente o software, em especial se tiver grande intrinsicabilidade/intrinsecabilidade. 

Por outro lado, este excesso de segurança também pode resultar em prisão tornando-os dependentes dos seus ambientes, passando a tratá-los como autoridades máximas. E a falta constante de segurança em composição a uma personalidade mais sensível ou mesmo emocionalmente flutuante pode resultar no aumento da autoconsciência, em ser melhor na apreensão de problemas, de ser crítico ao ambiente que lhe negou aconchego, que lhe rejeitou desde cedo e se tal intrinsecabilidade/intrinsicabilidade for muito forte então mesmo em um hipotético ou ideal paraíso pessoal não se limitaria a alveja-lo de elogios pois buscaria aumentar a sua perfeição e portanto apreendendo-se de mais problemas que mentes relaxadas demais jamais conseguiriam conceber. 

Percebe-se que as nossas reações estão sempre conjugadas à complexidade dos ambientes em que estamos, sob muitas perspectivas que nos interessam e que algumas personalidades parece que serão bem mais robustas ou re-adaptativas, o nível de agradabilidade tenderá a reforçar esta robustez e que por outro lado essas mentes também caminharão para se tornarem mais dependentes ou subservientes aos ambientes que lhes acolheram. Integridade ou estabilidade muitas vezes pode se transformar em prisão ou em limitação, da mesma maneira que muitos se não a maioria dos homossexuais, por exemplo, ao enfatizarem ou ao darem grande prioridade de importância à sua homossexualidade, passam a se limitarem a ela, ''trabalhando ao seu redor'', reduzindo a amplitude ou alcance de suas mentes à condição que levarão por toda uma vida, e isso acontece com todos nós, e parece a priore inevitável, ainda também precisemos separar para cada caso e condição ou característica o grau de limitação bem como também de periculosidade da mesma, isto é, se pode ser muito perigosa para nós, para o nosso bem estar, sem possibilidade de re-configuração da mesma por exemplo, as minhas propostas justamente sobre a homossexualidade.

Interessante também perceber como que as personalidades hiper sensíveis tendem a atrair ambientes pessoais hostis, especialmente por serem peças raras e por estarem em contraste gritante com o mundo glutão, embotado de emoção e cheio de superficialidades que tende a caracterizar o reino humano. Tal como presas naturais, por sermos diferentes e por talvez atrairmos a atenção daqueles que mandam e que desejam manter a ordem das coisas, por lhe serem flagrantemente conveniente mantê-las assim. Isto é, não bastasse nascermos mais ''agudos'' também tendemos a atrair muito da monstruosidade ou primitivismo humanos pra cima de nós, sem nos perceber. 


Eu poderia dizer, como conclusão, que por viver em um ambiente onde sou uma minoria [de muitos tipos e que esta raridade aumentou desde que comecei a incorporar outras identidades minoritárias por exemplo o vegetarianismo]  e com o adendo de minha hiper-sensibilidade, emocional e objetivamente/filosoficamente objetiva, tenho vivido em uma espécie de ''limbo existencial'', em uma espécie de sub-ótimo ou sub-idealidade, que está muito aquém de minhas exigências ou necessidades, mas que, ao contrário daquele que se satisfaz e que se tornará consideravelmente relaxado em seu paraíso existencial particular, eu continuaria com minha curiosidade mesmo vivendo em um ambiente subjetivamente ideal, isto é, que é ideal pra mim. 

Portanto a minha personalidade atual tem se resultado mais num tipo reativo e re-integrativo, aquele que sobrevive, mais do que vive, por causa dos constantes atritos que afetam a sua/minha epiderme. 

Por que, especulativamente, aqueles que tem uma maior densidade de ideias [ e de expô-las] seriam menos capazes de ter as maiores**

Acredito que os gênios artísticos são mais propensos a ser de criativos contínuos. Ou não, é especulativo com certeza. 

Geralmente, o criativo contínuo tende a ter mais personalidades e cognições intermediárias. Isso explica por que eles têm uma grande densidade de idéias originais mas são menos propensos a produzir as ideias mais incríveis como eu acho que os criativos descontínuos estão mais propensos. As naturezas intermediárias tendem a ter suas vantagens e vantagens, é claro. Você pode ver, entender mais, do que apenas um mundo, mas tornar-se menos super-especializado. Por outro lado, as pessoas mais especializadas e especialmente vocacionadas para isso, especializadas e com habilidades de pensamento originais, tenderão a estar mais focadas em uma única área e estarão mais dispostas a melhorá-la de forma significativa. 

Se concentram muito em alguns poucos pontos [ e geralmente de natureza impessoal === bom para a melhoria estrutural da sociedade, eu disse estrutural ] ao invés de se focarem superficialmente em muitos pontos.