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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Racionalidade: de condição para exceção humana

Umas das missões centrais deste e do velho blogue tem sido justamente a de analisar mais profundamente sobre os principais conceitos do comportamento humano: criatividade, inteligência 'e'' racionalidade. Ao longo do tempo eu fui me deslocando da criatividade para a racionalidade por ter identificado a segunda como muito mais importante e necessária do que a primeira, ainda que a criatividade também seja vital. Um dos mitos mais ressoantes do comportamento humano é de que a racionalidade se consista em uma condição para o mesmo. Tem sido constantemente comprovado que não, que a maioria dos seres humanos não são muito racionais. Portanto, de condição humana, a racionalidade foi, também por mim, ''reduzida'' à exceção humana, e tal como a criatividade, parece estar descontinuadamente distribuída entre nós. O mito da racionalidade como uma característica geral ou generalizada da espécie humana é fortemente ancorado pelo mito do livre arbítrio ''total'', a ideia de que podemos nos transformar completamente, de que não nascemos com referenciais instintivos ou herdados [hardware], que somos apenas ou fundamentalmente ''softwares''. A partir do momento em que provamos que o livre arbítrio tal como tem sido conceituado e conceitualmente aplicado, é uma crença sem base factual ou de real sustentação, então logicamente será esperado que a racionalidade, enquanto uma característica geral humana, também será atacada e por fim desmistificada. 

No entanto, antes, também é importante definir o conceito de racionalidade, buscando por sua aplicação conceitual mais correta e tentar entender o porquê da confusão em relação à mesma, por que achamos que todo ser humano é ou pode se tornar racional* Primeiro, o que é ser racional* 

Então eu percebi que o conceito de racionalidade está fortemente relacionado com os conceitos de autoconsciência e de autoconhecimento. E vendo como que as pessoas o aplicam, eu percebi também alguns padrões. Por exemplo, que homens e mulheres tendem a ter diferentes ênfases conceituais para a racionalidade. O homem tende a entender a racionalidade tal como uma espécie de ''lógica'', enfatizando pelo lado cognitivo da coisa, mais ou menos parecido com o meu conceito de compreensão factual. E esta visão masculina tem predominado sobre o conceito de racionalidade. A mulher, por outro lado, tende a enfatizar a racionalidade com base no comportamento. Neste aspecto, o homem também tende a fazê-lo, como é o esperado, só que, mais direcionado para o comportamento conflitivo do que para o comportamento cooperativo ou conciliativo, isto é, ele tende a dar menor importância em relação à maneira com que se lida com as outras pessoas [seres ou situações], claro que de uma maneira mais ponderada do que essas palavras podem estar nos induzindo a pensar, ainda assim, bem menos do que a mulher. Já a mulher tende a enfatizar pelo lado benigno das interações sociais. Isso é facilmente demonstrado por meio das interações de ambos nas redes sociais em que, a mulher busca atenuar qualquer tipo de conflito, com base em ''mentiras brancas'' ou enfatizando pelo lado positivo, por exemplo quando temos uma moça que tira uma fotografia, a compartilha em alguma rede social e a maioria de suas amigas elogia, enquanto que na verdade a roupa que ela está usando na foto não lhe caiu muito bem. Por outro lado, quando o homem típico faz o mesmo, os seus amigos [típicos] tenderão a depreciá-lo, enfatizando pelo lado negativo, ainda que o façam com base em brincadeiras, isto é, sem ter intenções mais agudas, a priore. Por outro lado, em relação à compreensão factual ou simplesmente pela busca por fatos, por aquilo que condiz com a realidade, o homem tende a enfatizar muito mais do que a mulher. Tudo isso nos mostra que a maioria dos seres humanos tendem a ter ao menos uma parte da racionalidade como o seu instinto e a usa só que muitas vezes sobrepondo-a ao resto ou tratando-a como se representasse o ''todo da racionalidade''. Então, quando um homem faz um piadinha sem graça em relação à uma pessoa, especialmente se for uma mulher ou uma pessoa que não for heterossexual, OU acusa os negros de serem [em média] menos inteligentes que os brancos, ele estará apenas sobre-enfatizando/ sobre-aplicando o seu conceito instintivo e subsequentemente aculturado, que é mais hipo-emocional. Quando a mulher, empaticamente falando, diz que as raças caninas são todas iguais e que a culpa é da criação quando o cachorro é/se torna muito raivoso, ela está apenas sobre-aplicando o seu conceito de racionalidade que é mais hiper-emocional e hipo-lógico. O homem médio não sacrifica a lógica enquanto que tende a fazê-lo com o lado emocional. A mulher média não sacrifica a emoção, mas tende a fazê-lo em relação à lógica. E este tilt entre-grupos em relação à racionalidade não está presente apenas nesta dicotomia porque tem se espalhado, se modificado, em relação à várias outras, por exemplo, direita x esquerda, na política, ainda que pelo parece, todas tendem a ter/tem como origem justamente esses contrastes psico-sexuais, se os mesmos estão subjacentes a todo comportamento, e não apenas do ser humano. 

No mais eu especulei que a mulher ou o homem sábio, por essa lógica, seria uma espécie de oposto qualitativamente combinado em relação ao homem e mulher médios, completando justamente a parte em que ambos tendem a falhar, isto é, se mulher e mais sábia, então não será agudamente emocional quando também deve buscar pela compreensão factual. Se homem e mais sábio, então não usará a sua disposição para o pensamento lógico de maneira generalizada, mesmo onde também deve pensar de maneira emocional.

O oposto também era o mais provável de ser, isto é: se os mais sábios são os resultados de uma androginia psico-cognitiva bem sucedida ou virtuosa, os menos sábios seriam justa e especialmente aqueles que são os produtos da mesma mixagem sexual só que desequilibrada. Não é incomum que muitos ''idiotas úteis'' da esquerda e dos mais militantes, dos mais fanáticos, sejam da tal ''comunidade'' LBGT. Homossexuais e lésbicas típicos tendem a herdar ou a combinar as fraquezas de ambos os sexos, enquanto que os mais sábios combinariam as forças ou qualidades dos mesmos. 

Portanto eu tenho tentado primeiramente entender e se possível desconstruir vários mitos relacionados a esse assunto: que a racionalidade é generalizada ou característica ao ser humano; que existe livre arbítrio [total] e que racionalidade e lógica são praticamente a mesma coisa. Eu escrevi um texto justamente tentando diferenciar uma em relação à outra. Concluí que a lógica anula o papel importante da emoção no julgamento ou raciocínio humano; que é uma espécie de ''racionalidade incompleta' ou primária; que é pragmaticamente utilitarista e que a racionalidade se consistiria justamente em sua generalização, isto é, mesmo ou especialmente em relação às questões emocionais. Eu disse que as pessoas mais lógicas tendem a deixarem de ser assim quando precisam lidar com questões que exigem a empatia [cognitiva e afetiva] enquanto que os mais sábios seriam ''generalizadamente lógicos'', também aplicando a razão onde tem mais emoção envolvida. E/ou também, a sabedoria, tal como um degrau absoluto de clareza tanto no pensamento quanto no comportamento, consistiria na ''generalização da inteligência'' em relação aos mesmos, não no sentido de ser inteligente em relação a tudo, de saber tudo, mas no sentido de antes, buscar saber, se de fato sabe, antes de se arriscar. O sábio não é um polímata, ele é antes de tudo um autoconhecedor.

A desconstrução de todos esses mitos é vital para que possamos de fato começar a pensar seriamente em solucionar muitos se não a maioria dos problemas, especialmente os mais desnecessários [e que muitas vezes serão os mais influentes], que teimam em se perpetuar pelos poros da humanidade e por tabela, em tempos globalizantes, tendo efeitos que ressoam com severidade no restante da natureza. 

Os indivíduos mais racionais/sábios, seriam portanto, tal como os gênios criativos, de uma raridade significativa. Não sei se tão significativa quanto dos gênios, mas ainda assim rara, muito mais do que a maioria das pessoas tem acreditado. 

A conceituação, identificação e aplicação da racionalidade faz-se cada vez mais urgente. No entanto pelo que parece, é necessário construir uma verdadeira comunidade racional, se não de racionais genuínos apenas, também daqueles que podem reconhecê-la em outros e de buscar por ela, tal como a uma deusa grega. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Nova auto análise de minha personalidade através das hiper excitabilidades

Os tipos de hiper excitabilidades:

Psicomotora: é uma excitabilidade aumentada do sistema neuromuscular. Essa intensidade psicomotora inclui uma "capacidade de ser ativo e enérgico", amor ao movimento por seu próprio bem, excesso de energia demonstrado pela fala rápida, entusiasmo zeloso, atividade física intensa e necessidade de ação.

Sensual: é expressado como uma experiência aumentada de prazer ou desagrado sensual que emana da visão, do cheiro, do toque, do gosto e da audição.

Aqueles com hiper excitabilidade sensual têm uma experiência muito mais expansiva de sua entrada sensorial do que a pessoa média. Eles têm uma apreciação aumentada e precoce dos prazeres estéticos, como música, linguagem e arte, e derivam infinitas delícias dos gostos, odores, texturas, sons e pontos turísticos. Mas devido a essa sensibilidade aumentada, eles também podem se sentir mais estimulados ou desconfortáveis com a entrada sensorial. Quando emocionalmente tensas, alguns indivíduos de alta sensacionalidade podem comer demais, continuar comprando ou procurar a sensação física de ser o centro da atração.

IntelectualA hiper excitabilidade intelectual é demonstrada por uma necessidade marcada pela busca da compreensão e verdade, adquirir conhecimento e analisar e sintetizar (Dabrowski & Piechowski, 1977; Piechowski, 1979, 1991) [suposta ou inicialmente]. Aqueles que são altos em inteligência intelectual têm mentes incrivelmente ativas. Eles são intensamente curiosos, leitores freqüentemente ávidos e geralmente observadores afiados. Eles são capazes de se concentrar, envolver-se em esforço intelectual prolongado e são tenazes na resolução de problemas quando eles escolhem. Outras características podem incluir um planejamento elaborado e um recall visual notavelmente detalhado. As pessoas com maior hiper excitabilidade intelectual freqüentemente adoram a teoria, pensam sobre o pensamento e sobre a moralidade. Este foco na moralidade geralmente se traduz em fortes preocupações sobre questões morais e éticas - equidade no campo de jogos, falta de respeito pelas crianças ou preocupação com questões de "adultos", como os sem-teto, AIDS ou guerras. As pessoas intelectualmente excitáveis também são bastante independentes do pensamento e às vezes parecem críticas e impacientes com outras pessoas que não podem sustentar o seu ritmo intelectual. Ou eles podem ficar tão entusiasmados com uma ideia que eles interrompem em momentos inadequados.

ImaginativaA hiper excitabilidade imaginativa reflete um jogo intenso da imaginação com uma rica associação de imagens e impressões, uso freqüente de imagem e metáfora, facilidade para invenção e fantasia, visualização detalhada e sonhos elaborados (Dabrowski & Piechowski, 1977; Piechowski, 1979, 1991). Muitas vezes, as crianças de alto nível de hiper excitabilidade imaginativa misturam a verdade com a ficção, ou criam seus próprios mundos privados com companheiros imaginários e dramatizações para escapar do tédio. Eles acham difícil ficar atento a uma sala de aula onde a criatividade e a imaginação são secundárias para aprender currículo acadêmico rígido. Eles podem escrever histórias ou desenhar, em vez de fazer trabalho de escritório ou participar de discussões em classe, ou podem ter dificuldade em completar tarefas quando alguma ideia incrível os envia em uma tangente imaginativa.

Emocional: hiper excitabilidade emocional  é frequentemente a primeira a ser notada pelos pais. Isso se reflete em sentimentos intensos, extremos de emoções complexas, identificação com os sentimentos dos outros e forte expressão afetiva (Piechowski, 1991). Outras manifestações incluem respostas físicas como dor estomacal e rubor ou preocupação com a morte e a depressão (Piechowski, 1979). As pessoas emocionalmente hiper-excitadas têm uma capacidade notável de relacionamentos profundos. Eles mostram fortes vínculos emocionais com pessoas, lugares e coisas (Dabrowski & Piechowski, 1977). Eles têm compaixão, empatia e sensibilidade nas relações. Aqueles com forte hiper excitabilidade emocional estão conscientes de seus próprios sentimentos, de como eles estão crescendo e mudando, e muitas vezes realizam diálogos internos e praticam o auto-julgamento (Piechowski, 1979, 1991). As crianças de alta emoção, muitas vezes são acusadas de "reação exagerada". Sua compaixão e preocupação pelos outros, seu foco em relacionamentos e a intensidade de seus sentimentos podem interferir com tarefas cotidianas, como lição de casa ou fazer a louça.

Fonte: http://sengifted.org/overexcitability-and-the-gifted/

Sexual: a hiper excitabilidade sexual, bem, dispensa maiores explicações, ;)

De 0 a 1

Estimativas

Psicomotora: 0,3
Sensual/sensorial/artística: 0,8
Intelectual: 0,8
Imaginativa: 0,8
Emocional: 0,8

E eu adicionei a sexual: 0,8

Estimativa comparativa para um ser humano médio

Psicomotora: 0,5
Sensual/sensorial/artística: 0,3
Intelectual: 0,3
Imaginativa: 0,2
Emocional: 0,5
Sexual: 0,5


Antes de me atirarem pedras por, provavelmente, estarem pensando que eu seja muito arrogante ou petulante. Baixa auto estima e humildade não são a mesma coisa

A humildade intelectual também não é fazer pouco das próprias habilidades ou capacidades cognitivas e intelectuais. A humildade intelectual é a capacidade de reconhecer os próprios limites, uma faceta importante do/para o autoconhecimento. 

A honestidade intelectual, que como eu já devo ter comentado, não é a mesma coisa que a humildade intelectual, e que também é uma faceta importante para o autoconhecimento, apesar de atrelar-se harmoniosamente, em condições perfeitas de temperatura e pressão, à humildade, por ser ou por buscar ser honesto consigo mesmo no que tange as próprias potencialidades.

Primeiro a honestidade: eu quero saber a verdade [sobre mim mesmo, sobre as minhas próprias potencialidades]

Segundo a humildade: eu reconheço/reconheci os meus limites.

A baixa auto estima se consiste em um sentimento generalizado/distorcido de inferioridade. A humildade é a capacidade de reconhecer os próprios defeitos ou erros, que costumam ser produtos dos primeiros. A honestidade é a capacidade ou virtude de se ser intrapessoal e interpessoalmente factual.

É esperado que a maioria dos superdotados pontuem alto ao menos em metade das hiper-excitabilidades de Dabrowski. De acordo com as descrições acima de cada uma, desprezando a que adicionei por conta própria, eu percebo em mim que me encaixo em seus mais altos níveis.

Eu sou emocional, intelectual, imaginativo, ''sensual'' e sexualmente hiper-ativo, hiper-reativo. Isso necessariamente não quer dizer que todos aqueles que apresentarem o mesmo perfil serão capazes de desenvolverem excelente compreensão factual, por exemplo, porque estamos falando mais sobre intensidade do que sobre a qualidade dessa intensidade, ou sobre como que as controlamos, as direcionamos e as moldamos. 

 Portanto eu estaria sendo pseudo-humilde ao negar que isso se consista na verdade e ainda de lambuja desonesto. Isso não significa que eu seja o ''maioral'' porque ninguém é, mas em tempos de virtuosismos excessivos ou mal-compreendidos, é sempre bom explicar, até porque já apareceu um comentarista me criticando ou me ''acusando'' de arrogância. 

E sim, eu não estou ''na média'' em uma série de características psicológicas e cognitivas, assim como muita gente também não está. E em muitas ''virtuosidades'' especialmente na parte psicológica e intelectual/mentalista-abstrato, eu estou muito bem. 

É intelectualmente desonesto e pseudo-humilde auto-avaliar como ''na média, junto à maioria'', quando não se está, claro, dependendo da faceta que estiver sendo analisada. Isso não me faz milhões de vezes melhor em relação a ninguém, dependendo da perspectiva, mas sim, pode-se dizer que eu seja um ''produto'' que deveria ser mais valorizado, que poderia contribuir muito mais para a sociedade. 

Outro aspecto que é bom salientar é que parece óbvio vermos uma menor hiper excitabilidade geral entre as pessoas normais ou comuns do que entre outliers/outsiders

Agora vou especular muito rapidamente que ser ''excessivo' nas hiper excitabilidades pode ter impactos negativos também. 

Hiper excitabilidades generalizada e errante: Psicoses*

Este conjunto de intensidades re-ativas que tendem a caracterizar uma personalidade muito inteligente pode não ter um desenvolvimento sadio e acabar resultando em desordens mentais mais explícitas ou menos auto-ajustáveis. Por exemplo, excesso de hiper-excitabilidade emocional e sem controle, pode aumentar o desequilíbrio nas respostas emocionais e pode estar ligado, parece óbvio, com o transtorno bipolar. Mesmo a hiper-excitabilidade intelectual, sem controle e excessiva, pode resultar em apofenia sofisticada, isto é, uma apreensão generalizada, sem critérios lógicos, de ideias, teorias ou informações, transformando o que era pra ser um guia de compreensão do mundo, em um labirinto difícil de sair. Um excesso em hiper-excitabilidade imaginativa e sem controle parece estar fortemente relacionada com a psicose esquizomórfica, resultando em uma espécie de apofenia sensorial ou primária, diferente da apofenia intelectual, porque ao invés de se relacionar com a verdade subjetiva [abstrata: ideias, teorias, hipóteses], se relacionará com a verdade objetiva [apreensão perceptiva imediata OU do ''imediato concreto''], vendo, ouvindo ou sentido ''coisas'' que não existem no mundo real. Um excesso em hiper-excitabilidade sensorial [e sem controle] pode ter um efeito desorganizador na vida do indivíduo, transformando-o em um caçador impulsivo de sensações estéticas/''artísticas', e possivelmente reduzindo a sua capacidade de se organizar. Também não é incomum, e na verdade é consideravelmente esperado que essas hiper-excitabilidades possam se combinar de maneira hipo-harmoniosa e resultando em comorbidades desta natureza. Um excesso e sem controle na hiper-excitabilidade sexual e teremos como resultado a impulsividade, com riscos para a saúde e dependendo da combinação ou comorbidade, também com riscos para cometer condutas moralmente desaprováveis. Um excesso e sem controle na hiper-excitabilidade motora e um diagnóstico de TDAH é o mais provável de se obter, e novamente com possíveis complicações quando se alia com outra hiper-excitabilidade desgovernada.

Também seria interessante pensar sobre as ''hipo-excitabilidades''

A hipo-excitabilidade motora, que eu pareço exibir, se consistiria obviamente no oposto de sua homônima-antônima, em uma espécie de fraqueza física ou preguiça para se engajar em atividades físicas com grande constância, ou mesmo com média frequência. Eu já comentei que, quem pensa muito, pode ser mais propenso a ser mais preguiçoso, e especulei se essa relação não seria causal... mas também correlativa, no meu caso por exemplo, eu acho que além de pensar muito, que tende a nos inibir para a tomada de ações, isto é, nossa razão nos convencendo que ser preguiçoso também pode ter lá as suas virtudes, o tipo de corpo também pode ter um efeito.

A hipo-excitabilidade ''sensual'' ou estética seria justamente o típico ''bronco'' que tem mínimo interesse nas artes, enfim, na consciência estética. 

A hipo-excitabilidade imaginativa obviamente se caracterizaria pela incapacidade MAS/OU também a falta de motivação intrínseca para imaginar. 

A hipo-excitabilidade intelectual, muito comum, diga-se, se consistiria na incapacidade e/ou falta de motivação intrínseca para pensar, para raciocinar além do básico que comumente todas as pessoas [e seres vivos] tendem a se engajar. 

A hipo-excitabilidade emocional, tal como eu tenho comentado com frequência, só que usando outros termos, se caracterizaria, obviamente, por um desânimo OU incapacidade de demonstrar sentimentos. Neste caso, há de se diferenciar a falta de motivação que necessariamente não quer indicar falta, da própria. Inclusive, acho equivocado dizer que ''psicopatas não tenham emoção'', mas que, eles, caracteristicamente falando, não tendem a apresentar capacidade para sentir as emoções alheias, ou empatia afetiva, que o faz consigo mesmo, isto é, o psicopata é possível que seja tão ou mesmo intra-emotivo, e esta talvez seja uma das razões para que tenha um amor próprio ou egocentrismo tão desmedido. 

A hipo-excitabilidade sexual, natural ou adquirida, também dispensa maiores considerações descritivas, por ser óbvia demais. No mais é isso, quem tem pouco desejo sexual, assim o será: assexuais de nascença e aqueles que passaram a apresentar alguma disfunção hipo-sexual ao longo da vida.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Novas diferenças especuladas entre neuroticismo e psicoticismo

Alta sensitividade para problemas (subjetivos ou objetivos)

... porém o psicoticista é mais sensível a problemas atrelados a si mesmo enquanto que o neurótico é menos egocentricamente sensível aos problemas.

Neuróticos são mais auto-controlados do que os psicoticistas e é justamente por isso que internalizam mais do que externalizam as suas sensibilidades emocionais negativas. [já falei isso em outro texto ao diferenciar os traços de comportamento {big five} que eu defini como os mais instintivos, em relação aos que aparentam ser mais reflexivos]


 O neuroticismo parece ser justamente esta combinação entre hiper sensibilidade emocional negativa + maior autocontrole = maior internalização dessas emoções.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Quais são ou qual é a [principal] diferença entre os traços físicos e os traços psicológicos...

Já falei sobre isso [uma constante aqui no blog], mas, encontrei uma ótima analogia para ''re-explicar'' essas diferenças.

Talvez a principal diferença entre uma característica física e uma psicológica pode ser, por exemplo, se você tiver uma certa estatura, mas que flutua ao longo do dia, da semana, do ano. Você mede 1,75 cm hoje, mas amanhã você pode medir 1,78 cm, e depois de amanhã você retorna à sua média, então em dois meses sua altura média cai para 1,67 cm: uma constante variável. O traço físico é muito mais difícil, se não impossível de mudar ou melhor de variar, especialmente quando o seu ciclo de desenvolvimento termina, no caso da estatura [desprezando certa desordem pituitária], ou quando tem uma certa natureza, como no caso da cor dos olhos.

Você não herda o "neuroticismo", por exemplo, mas a mesma "paleta de respostas emocionais" que todos herdam. O que você também herda é uma disposição para expressar o neuroticismo de forma mais intensa, constante e até viciante, e dependendo da conjugação com o ambiente [os ambientes sociais humanos são invariavelmente trans-culturalmente convergentes].


Neste sentido, parece-me que os traços fisiológicos [ características físicas mais internas] serão intermediários entre uma maior fixação fenotípica ou expressiva dos traços físicos e uma maior variação expressiva/fenotípica dos traços psicológicos.


Raça é como uma combinação de traços que resulta em um macro-traço ''personalizado'' ou ''particular'' e que só pode ser passado segura ou caracteristicamente entre os seus ''iguais' em condição genética

Teoria: autistas e vizinhos psico-biológicos são mais propensos a serem hipo sociais [também] por duas possibilidades

- Baixa tolerância por pontos de vistas ou sistemas pessoais pretensamente factuais destoantes dos seus;

- Porque as pessoas que não exibem desordens explícitas ou maior variação fenotípica tendem a rejeitar aqueles que as exibem porque os seus ''sistemas imunológicos mentais'' os interpretam como ''pessoas de 'baixa' qualidade biológica'' [me lembro de já tê-la especulado]. 

Hiper perceptividade = curiosidade = perfeccionismo

O trajeto criativo e o porquê que nem todo curioso é lógico e/ou criativo (rápida e novamente os fatores conscienciosidade e abertura para a experiência)

Se eu percebo mais que os outros, claro que, dependendo para quê perspectiva que estiver falando, então eu vou ser, muito provavelmente, mais sensível ao ambiente/às suas interações, isto é, o meu cérebro ''filtra'' menos as informações OU internaliza, superficialmente, a priore, mais informações, transformando a minha ''memória de curto prazo'' em uma espécie de ''playground'', sacrificando a sua eficiência operacionalmente convencional, mas por outro lado, pendendo a compensar com base em insights criativos. 

Se eu percebo mais que os outros, então eu posso me tornar mais curioso em relação àquilo que estou percebendo.

E se percebo mais e me torno mais curioso, então eu também posso perceber mais incongruências, corretamente percebidas/factuais ou não, do que as outras pessoas.

Faça esse experimento. Olhe para uma das cadeiras que estão na sua sala de estar. Primeiro você terá uma motivação, um motivo para olhar para uma cadeira. Segundo, você, ao invés de desprezá-la como a maioria faz em relação às ''coisas banais'', irá se aproximar dela, capturando os seus padrões gerais, que podem ser visíveis mesmo a partir de uma certa distância, e possivelmente poderá também começar a capturar as características que estão menos explícitas. Dependendo de suas características psico-cognitivas você pode começar a pensar em novos designs para essa cadeira, como que ela poderia ser reconstruída ou modificada. Se você for: um especialista em carpintaria ou mesmo em arquitetura e por tabela, mais criativo que a média, é possível que chegará finalmente a de fato trabalhar em um novo design. E se for muito criativo, ao nível de gênio, tendo ou não talento nessa área, mas especialmente se o tiver, então é possível que as chances de pensar em/ e de construir um produto completamente novo serão significativas. 

Como eu já devo ter falado a hiper-sensibilidade cognitiva/geralmente atrelada à psicológica [que aliás, estou para publicar um texto voltando neste assunto, sobre essas supostas diferenças...] ou hiper-perceptividade, leva à curiosidade/''abertura para a experiência'', que pode levar ao perfeccionismo. Mas a partir daí, para ''continuar nessa viagem'' de maneira bem sucedida há de se ter maior conscienciosidade, especialmente em relação à: humildade intelectual, honestidade intelectual [que também são facetas do autoconhecimento], geralmente de natureza especializada, enfim em relação à algumas de suas facetas. 

Portanto para frisar de maneira conclusiva: maior motivação intrínseca/psicológica + hiper-sensibilidade/perceptividade cognitiva [maior hiper-excitabilidade especialmente a intelectual ou ''abertura para a experiência'' ] **= maior atenção a detalhes = maior curiosidade = + algumas facetas importantes da ''conscienciosidade'' = perfeccionismo = potencial criativo [lógico-divergente a transcendente].

** Eu não tenho plena certeza se uma maior motivação intrínseca, isto é, de natureza psicológica, seja causal ou simplesmente a mesma coisa que uma maior hiper-sensibilidade cognitiva. Partindo do fato que uma maior motivação necessariamente não resultará em um maior talento, por ser dependente de outras variáveis, por exemplo, o autoconhecimento [específico], então acredita-se que a motivação intrínseca inevitavelmente desencadeará uma maior sensibilidade cognitiva/apreensão de padrões. O que difere um mal cantor de um excelente cantor não é exatamente ou sempre porque o primeiro tem pouca motivação ou interesse em cantar, mas é porque ele não tem uma maior sensibilidade cognitiva e mais especificamente autoconhecimento o suficiente para poder se comparar aos outros, julgar a qualidade da própria voz e com isso buscar melhorá-la, isto é, denotando ao menos neste aspecto, maior honestidade/ não se enganar] e humildade/ aceitar as próprias limitações] intelectual. Até poderíamos pensar se o que difere um sub-talentoso ou mesmo um indivíduo sem-talento, de um talentoso, não seria justamente, ao invés de uma maior motivação intrínseca para cantar, uma motivação extrínseca, tal como o artista que está em busca da fama mas não do desenvolvimento e consumação do seu talento. Preocupado demais em ser aclamado, este indivíduo hipotético [porém muito comum entre as celebridades] daria pouca atenção a si mesmo, via introspecção, e também via extrospecção, comparando-se aos outros, buscando lapidar algum potencial que possa ter. Como aquilo que já comentei: pessoas regulares costumam ser nem muito introspectivas, nem muito extrospectivas. Os cientistas seriam mais extrospectivos/menos mentalistas enquanto que os artistas seriam mais introspectivos/mais mentalistas, ainda que ambos seriam também mais propensos a variarem mais neste espectro enquanto que o tipo intelectual comum seria mais regular ou constante em sua ''posição''. E ainda temos os filósofos [especialmente os de fato] que seriam tal como o indivíduo regular, meio termo entre a introspecção e a extrospecção, mas pendendo a variar tanto quanto os artistas e os cientistas.