Minha lista de blogs

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Incongruências da língua portuguesa: puderam ou pudérão*

Em minhas ajudas nas aulas particulares aqui de casa eu tenho sido exposto à mentes distintas da minha bem como também em como que processam, interagem e entendem a realidade, especificamente os conhecimentos que estão sendo ensinados (melhor dizendo, re-passados, pois se consistem em aulas de reforço). Me parece claro o torpor, o desinteresse forçadamente interessado e a dificuldade para compreender elementos abstratos básicos por parte de muitas dessas mentes. Claro, além da idade (em sua maioria de adolescentes), essas mentes também tendem a ser menos espertas, em termos cognitivos. No entanto eu tenho percebido a partir delas algumas incongruências e que não emanam diretamente de si mesmas, ainda que se consistam em ''erros subjetivos''. E a que me impactou e que meu cérebro decidiu lançar de novo em minha ''área de interesse'' se relaciona justamente com a subjetividade da língua ou do vocabulário.

Um padrão comum tem sido o erro em relação a esta classe de palavras: puderam, fizeram, olharam, escovaram, puxaram...

Ao dizermos essas palavras de maneira absolutamente correta, isto é, obedecendo à verdadeira combinação de sons, os resultados serão:

puderAM, olhaRAM, escovaRAM, puxaRAM.

No entanto por CONVENÇÃO o jeito ''correto'' de se dizê-las e escrito de maneira literalmente correto, como que se convencionou a dizer, se faz assim:

puDÉRÃO, OlhÁRÃO, escovÁRÃO, puxÁRÃO.

Escrevemos de um jeito (puderam) e falamos de outro (pudérão).

Mais de dois estudantes que ''fazem aula particular'' aqui em casa, que eu lembre, cometeram esses ''erros'' escrevendo ''puderão'', quando deveriam ter escrito ''puderam''.

Eu constatei comigo mesmo que eles não estão errados. De fato, eles estão apenas colocando no papel a maneira com que dizem(os) essa classe de palavras. E tenho quase certeza que essas incongruências não se limitam apenas a este exemplo, mas que encontra-se presente por todo vocabulário da língua portuguesa.

No final, como breve ou rápida conclusão, eu acredito que o ideal, neste caso, seria o de escrever de acordo com o que se fala. Alguns podem pensar nesta minha proposta como um exagero em relação a uma particularidade inútil, e eu estou vendo a mesma enquanto uma maneira de reduzir esta pseudo-subjetividade, pois de fato, falamos de um jeito e escrevemos, errado, de outro jeito, e muitas pessoas com menores capacidades ''verbais'' (mais especificamente, de vocabulário) de fato escrevem de acordo com que falam...

e ''surpresa'', elas não estão erradas. Menos convenções estúpidas, por favor.




A minha desconexão entre cérebro e mente (eu)

Em 2004 eu entrei para o primeiro ano do ensino médio. Passei a estudar à tarde e a minha turma mudou muito, porque a sala ficou mais cheia, novos alunos, de outras turmas. Então "sem mais nem menos" sempre/a partir de quando eu chegava na escola, uns minutos antes de começarem as aulas, eu começava a suar, de deixar o meu rosto e corpo encharcados. Tanto naquela época e ainda  mais hoje em dia eu percebo que não suava às bicas por nervosismo, porque eu não me sentia nervoso, de início. Claro que no final eu acabava ficando chateado, tímido, porque as pessoas percebiam. Um amigo meu comentou certa vez o quão suado eu estava. Teve um dia que eu comecei a suar tanto que resolvi voltar pra casa e faltar aula. Me lembro do meu nervosismo e por ter trincado uma estátua de "Nossa" Senhora Aparecida mo quarto dos meus pais de tanta raiva que eu fiquei. Aquela velha indagação: Por que eu??? 

Me lembro que um dia eu suei tanto que acharam que a minha pressão tinha caído, ai então me levaram pra secretaria da escola e telefonaram para que o meu pai viesse me buscar. Eu não estava sentindo qualquer mal estar, estava apenas suando muito. O ponto central aqui é que eu não ficava nervoso antes e com isso vinha a sudorese. Era o contrário. E sempre suava, e muito, justamente no momento em que chegava na escola. Parece que o meu cérebro chegou à "certas conclusões" sem ter me avisado, sem eu ser consultado, e acionava algum mecanismo de defesa quando eu chegava na escola, que nem é longe de casa, apenas 15 minutos ou menos de distância. Talvez o fato de ir em pleno meio dia pra escola pudesse ajudar, fracamente, diga-se, para explicar esta situação. Mas se fosse verdade mesmo que a maior temperatura realmente tivesse influenciado neste estado deplorável então eu já deveria começar a suar e muito desde casa, só que não...

Eu puxei este desregulamento das glândulas sudoríparas do meu tio materno que já comentei antes, aquele que é mentiroso patológico. Somos mais paranoicos e socialmente ansiosos do que os demais. Ele também me parece bem criativo. Também percebo em mim, além das similaridades que comentei em textos anteriores, que nós compartilhamos uma tendência de "encanto (frívolo) e posterior ênfase em celebridades". Assim como ele eu também me imagino muito diferente do que sou, claro, em meu mundo paralelo. A diferença entre nós como eu já falei antes é que ele realmente, parece que, confunde os dois mundos trazendo novos problemas pra si enquanto que eu tenho a capacidade ou precaução de saber bem onde que começa e onde que termina o mundo interior que criei pra mim e o mundo exterior, que é na melhor das hipóteses indiferente à minha pessoa.


Da mesma maneira que o meu cérebro também já me pregou outras peças que detalhei, nomeadamente a insônia que foi desencadeada por tiques nervosos que parece que foram/são causados quando eu modifico a expressão do meu rosto ocasionando por sua vez mudanças em seu ordenamento e fazendo, por exemplo ou influencialmente, a minha pálpebra pesar mais, resultando em tiques "nervosos". Escrevi alguns textos sobre essas situações que já vivenciei mas não me lembro o nome deles para que possa deixar os links.

O nosso verdadeiro eu, nosso deus interior, que nos auto-observa, nosso mediador, sempre busca por ideais, enquanto que a outra metade humana vive a si, via consciência primária, a consciência corpo-mental e posterior tomada lógica de comportamentos que respeitem as características desses sistemas . O ser humano também apresenta a consciência primária, que inclusive é significativamente influente em nossos comportamentos. No entanto o despertar da consciência secundária, o Eu, possibilita finalmente ao menos o princípio de um diálogo com o sistema instintivo, bio-especificamente impulsivo. 

É como se a 'perfeição'/equilíbrio do universo vivesse dentro de nós e nos seres vivos mais autoconscientes esta ligação, este pedaço do todo dentro dos organismos, de nós, despertasse e ainda em casos mais raros tomasse parte da dianteira da/de nossas vida(s).


No meu caso eu não sei se é a minha consciência primária, o meu literal EU, que de fato despertou de maneira mais significativa ou se na verdade isto se consista em uma idiossincrasia de minha biologia psico-cognitiva resultando na falsa impressão de que a apreensão de uma desconexão entre as intenções/ações do meu cérebro e da minha mente (de mim mesmo) tenha se dado porque eu sou mais autoconsciente do que a média humana.

Talvez os dois possam ser verdadeiros, de que exiba mesmo uma idiossincrasia de desconexão entre mente e cérebro e de que eu seja mesmo mais autoconsciente do que a média. A reverberação possível e paradigmática desta questão é:

se isto é uma idiossincrasia apenas minha ou de uma pequena parcela da população ou se consiste em um padrão universal  porque pelo que fato de ser mais autoconsciente e prendado no escrutínio dessas particularidades, tenha conseguido perceber com maior afinco do que a média, que aquilo que queremos, e no fundo, quase sempre será com base na idealidade (na perfeição), muitas vezes não será aquilo que os nossos cérebros querem e fazem, por exemplo, um fumante que deseja parar de fumar mas não consegue. 

O eu deste fumante quer parar de fumar pois sabe que isso pode trazer consequências negativas pra sua saúde mas o seu cérebro, viciado pela nicotina deseja continuar com o seu trago cotidiano.

No mais, é isso aí mesmo, de novo: somos reféns de nossos cérebros e os mais autoconscientes, dentro deste estágio intermediário, entre o instinto intuitivo, a domesticação ( amalgamento instintivo) e a razão reflexiva, serão os mais dispostos a se tornarem despertos desta realidade, para alguns ingrata, para outros nem tanto ou mesmo sortuda.

Isso talvez possa nos ajudar a pensar em novos métodos ou intervenções psiquiátricas, buscando isolar o EU 'ou' mente, em relação ao cérebro entre pacientes e não-pacientes, enfim, de ''re''-direcionar idealmente nossa abordagem existencial/filosófica/física em relação a este mundo.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Invenções supérfluas (cadernos escolares industrialmente fabricados) e subsequentemente supérfluas (corretivos) que aumentam o lixo produzido pelo ser humano

Eu já comentei em muitos textos sobre escola/educação o porquê de ser tão cético aos supostos poderes mágicos da(s) mesma(s) na promoção do aumento de inteligência dos alunos. 

O professor e o sistema educacional acreditam que a maioria dos alunos sairão  do colégio como polímatas, conhecedores de cada ciência humana que foi lhes foi ensinada. Mas na verdade ao invés do ideal(izado) ~ 90% de conhecimento memorizado e aprendido a realidade é significativamente mais falha visto que sejamos sinceros guardamos uma média de 30% e olhe lá do que é ensinado durante todo o período escolar. Cadernos, livros sempre atualizados, estojos com canetas, canetinhas coloridas, lápis, borracha, enfim uma parafernália que me parece muito supérflua e excessiva se foi projetada com base nas esperanças tolas do sistema escolar e de seus funcionários de que promovam de maneira direta, imperativa talentos e rendimentos e não na realidade nua e crua, de que a influência do professor tenda a ser substancialmente mais limitada seja na melhoria ou piora do "desempenho" dos seus alunos do que ele mesmo tende a acreditar. Motivações intrínsecas, estilos psico-cognitivos diferentes e a inteligência genotípica contribuem ostensivamente para o desempenho dos estudantes durante o período escolar. Por estarem em fase de desenvolvimento mental (biológico) criou-se a ideia de que o professor, como uma espécie de substituto dos pais, possa ser o principal responsável pela melhoria ou piora do comportamento e da "inteligência' de seus alunos. Por um lado os professores podem tirar uma boa carga de responsabilidade de suas costas. Por outro lado eles se verão em maus lençóis ao perceberem o quão limitada são as suas influências, se esquecendo que na lei da ação e reação a natureza dos elementos de interação é fundamental e respondem por boa parte das respostas ou reações em relação aos estímulos que estão a sofrer impacto. Portanto, por exemplo, um aluno que for mais cognitivamente inteligente e consciencioso é provável que apreenderá mais rápido e melhor que os outros. Em outras palavras, a participação do professor no "aumento' de inteligência (fenotípica ou "cultural") deste (tipo de) de aluno será muito mais indireta e portanto menos determinante do que muitos tendem a pensar.
Os esforços excessivos que são concentrados na educação parecem ter se esquecido do meio ambiente pois produz muito lixo e lixo supérfluo pois se aprendemos (apreendemos) tão pouco então não faz sentido por exemplo cada aluno ter uma mini biblioteca de livros anualmente atualizados/fabricados se a grande maioria dos estudantes darão pouca a nula importância aos mesmos, se no final não aprenderão apenas ou unicamente por causa deles mas por si mesmos, quando se interessarem pela matéria, quando os seus cérebros gostarem do que está sendo passado no quadro negro.

Se não bastassem as invenções escolares "necessárias" a fantástica criatividade humana também adora inventar em excesso resultando no incremento do lixo humano que é produzido e por puro capricho. Um exemplo muito interessante é o corretivo. 

Vamos nos ambientar melhor. Você tem uma criança hipotética em idade escolar com os seus cadernos e livros, sua mini biblioteca anualmente atualizada. Então esta criança que se tornará um adolescente quando escreve errado em seu caderno  e de caneta ela pegará o seu corretivo e corrigirá o erro. Vejamos. O caderno que depois de usado virará lixo juntamente com o corretivo e a caneta. Ela usará o seu corretivo até acabar e então comprará outro. O mesmo para o caderno  e a caneta. O mesmo para lápis e borracha. Apenas uma criança já terá um mini lixão que acumulará durante toda a sua vida escolar. Imaginemos milhões delas fazendo o mesmo e a quantidade de lixo que será acumulado. Sem lápis e borracha ela não aprenderia o vocabulário?? Um giz não poderia solucionar parcialmente esta situação? Sem cadernos e livros será que um ser humano apreenderá menos que o de costume todo conhecimento a que é exposto durante a sua vida escolar?? Mas o verdadeiro aprender não é o apreender. Não basta expormos outrem a certo conhecimento e esperar que sua memorização se traduza subsequentemente em verdadeiro aprendizado, em saber como que aquele conhecimento funciona, reconhecer os seus padrões, as suas estruturas. A escola é um dos grandes engodos de nossa era, super valorizada e no entanto não sabemos mesmo ou temos a impressão de que o verdadeiro método científico não tem sido usado para mensurar e analisar o grau de eficiência do sistema escolar para a melhoria objetiva e precisa da inteligência  fenotípica ou "cultural" dos alunos. É fato que sem forçarmos jovens humanos a ficarem de frente a um quadro negro e convence-los por linhas tortas que isso é importante pras suas vidas é possível que teríamos uma situação ainda pior. No entanto eu estou a criticar mais especificamente as frivolidades inventadas por seres humanos que terão como derradeiro fim os lixões urbanos. Eu acredito com veemência que não é preciso todo este material escolar para que um ser humano possa apreender ao menos 10% do conhecimento a que for exposto durante a sua vida escolar. Sem este lixo que na minha opinião é supérfluo eu acredito que teríamos o mesmo resultado que usualmente temos com toda esta parafernália. Que me perdoem as papelarias mas esta sandice precisa parar.


E uma das principais razões para este excesso, isto é, de se acreditar que lápis, muitos cadernos e livros irão tornar os seres humanos mais inteligentes, é justamente porque o sistema escolar enfatiza a memorização pretensamente acumulativa de ''todo'' o conhecimento multifacetado que ''ensina'' ao corpo discente.  Sabemos que no final, ao contrário da promessa de que sairemos polímatas, na verdade na maioria dos casos, aprendemos bem menos que a metade que foi ensinada, especialmente em matérias escolares que são mais (contextualmente) difíceis, por exemplo, química e física. 

Deveríamos jogar fora boa parte dessas ilusões [ideológicas, de todas as matizes encontráveis] que povoam e influenciam de sobremaneira o sistema escolar, e não apenas no ocidente nauseabundo, de fato buscar saber o quão efetiva é a educação na fixação de conhecimento útil e valoroso, repensar em suas prioridades que são predominantemente técnicas (literalmente falando, isto é, na pretensa apreensão de técnicas ou conhecimentos) e possivelmente começar a acabar com as aulas massivas em que os estudantes gastam as pontas dos seus lápis ou as tintas de suas canetas, para depois descartá-los aos milhões, assim como também os seus cadernos e os livros, que os colégios geralmente descartam, para supostamente aprender (apreender) o que está sendo passado no quadro negro, enfim, de se pensar o quão necessário é todo este lixo, se é realmente supérfluo, pois não restam dúvidas que, em uma macro-escala quantitativa, eles estão engordando o tamanho dos lixões urbanos... e pra quê mesmo*

O problema da Reciclagem

Reciclamos mas e depois??

Ao invés de reduzir o problema do lixo a reciclagem parece que contribui para aumenta-lo. Pega-se um material jogado no lixo o recicla ele será usado e depois descartado novamente. 

O ideal seria que não tivesse sequer a necessidade de se reciclar o lixo. 

A reciclagem esta cheia de boas intenções mas não é efetiva mesmo que comece a ser praticada em larga escala. O mais importante não é reaproveitar o lixo mas reduzir de preferência o mais supérfluo como eu já comentei antes, sobre a inutilidade das embalagens para uma quantidade significativa de alimentos sem falar naqueles que são apenas exageros alimentícios por exemplo a enorme quantidade de biscoitos industrializados. 

Não restam dúvidas que a criatividade humana sem qualquer sabedoria se transformará em um estorvo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Estes olhos tristes e espertos...

Estes olhos tristes e despertos,
esta fileira de lembranças, este burburinho de criança,
esta poesia, espetando à pele, nadando e naufragando n'alma,
nua e breve,
gelada pelo imenso universo,
quente neste pequenino, micro-verso,
neste espelhinho a brilhar estrelas e luas,
neste espantalho, à vida humana,
sua e se abusa,
neste trem sem destino,
neste cavalgar, desde menino,
nas rédeas do tempo a me levarem,
a carne apodrecendo, a me tragarem de volta,
me puxam de volta, nos puxam de volta,
de volta ao tempo, de volta à morte, 
anterior às nossas vidas,
e posterior às vividas,
vívida alma, que arde sempre,
sempre desperta,
sempre olhando pro horizonte,
sempre sabendo donde,
donde a curva termina pra si,
donde os dias param de ser contados,
donde o relógio termina,
em qual data, em qual poema*
donde o brio se reduz ao nada,
donde tudo, e tudo assim, naufraga,
derrama a si, sua substância,
e com a areia e o vento,
sopra toda vida,
os gritinhos de júbilo, desde a manhã infância,
dos desejos ao meio dia, 
a maçã, sempre suculenta,
do entardecer,
que já é hora de fechar as janelas,
os sentidos que a vida agrega,
que a linda música um dia alegrou,
e entristeceu,
que a melancolia, mesmo a harpa-guia,
introspectiva, mesmo ela, 
mesmo teimosa e aguerrida,
a nos segurar, e a se segurar,
mesmo ela, um dia adormeceu,
e assim morre o poeta,
que viu a vida num rabiscar infantil,
com cores de sua criança,
de seu jovem corpanzil,
de seu adulto, o mais tolo momento,
ao ancião,
em derradeiro e sedento,
com sede de descanso, enfim,
estes olhos tristes e espertos,
que a tudo vê,
que é de tudo,
que é também, mesmo assim, pequenino,
a tudo,
é infinito,
em seus sentidos,
pois define o simples ato,
o simples existir,
volta a ser um sentido,
se a vida são muitos...



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Proposta arretada, inconveniente, tresloucada mas alternativa quanto ao vegetarianismo -- veganismo....

Se não fosse possível viver sem carne o ser humano poderia criar animais não-humanos de tez psicopática, já que estes seriam igualmente indiferentes aos sentimentos alheios tal como os psicopatas humanos já o fazem.

Como uma alternativa possivelmente utilizável, seja em situações extremas, ou baseado na hipotética conclusão acima, de que seja impossível para o homem evitar o consumo de carne ou de alimentos de natureza animal (e como eu disse acima, parece ser totalmente possível), enfim, de ter uma alternativa ou ''uma reserva'', um plano B.

Deste modo não estaríamos usando animais não-humanos potencialmente empáticos mas de versões não-humanas de víboras destituídas de empatia afetiva, baseando-se naquela velha máxima: ''ladrão que rouba ladrão...''

O grande problema moral do uso da carne animal para consumo, não seria exatamente a carne em si, mas a completa falta de diferenciação entre os tipos de animais não-humanos que estão sendo diariamente ceifados. Sim, eles não são todos iguais, sim, alguns são psicopatas e por mim, não haveria problema de se produzir este tipo para consumo... especialmente se tivéssemos o cenário hipotético e possivelmente errado que foi proposto.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Eugenia inteligente, preservação da diversidade neutra: sexual, psicológica, cognitiva... intervenção/manipulação significativa em relação ao estilo de pensamento basal/fator g, da diversidade lógica para a diversidade racional

Por que reclamamos tanto sobre a humanidade*

Porque ''os seres humanos'' podem e geralmente são:

- estúpidos

- ignorantes

- maus

-arrogantes

enfim,

IRRACIONAIS

de uma maneira ou de outra, qualquer tipo de reclamação factualmente correta sobre o comportamento humano que fizermos pode ser regredida à falta de racionalidade/razão--sabedoria ou irracionalidade...

Qualquer um pode concordar com isso, eu espero.

Então por que colocar na mesma ''lista'' (que pode ser reduzida a uma palavra: irracionalidade) traços de comportamento de natureza moral/racional subjetivas**

Alguns traços podem e devem ser fortemente discutidos. Por exemplo, a aparência física. É verdade que em uma sociedade que valoriza em excesso a aparência física muitas pessoas que encontram-se abaixo da média neste quesito serão direta a diariamente afetadas, de maneira negativa, porque não nasceram desejáveis ou muito abaixo deste parâmetro. Mas quão severo também poderá ser a autocrítica dessas pessoas** Se é mais fácil ''gostar'' de pessoas bonitas então seria, possivelmente, de bom tom transformar as próximas gerações de seres humanos, dotando-lhes, universalmente falando, de beleza exterior. A partir disso a baixa autoestima seria eliminada do rol de sofrimentos humanos. Talvez seria ainda mais correto se preservássemos uma certa diversidade de aparências esteticamente apreciáveis, eliminando humanisticamente apenas aqueles de aspecto muito ''ruim' porque quanto maior é a intrinsicabilidade, maior é a intensidade e a (auto)sensação desta intensidade. Logo seria esperado, neste caso, que aqueles fenótipos de aparência estética muito abaixo da média fossem eliminados de uma ''futura população humana'', biologicamente projetada.

Combinações psicopáticas explicitamente problemáticas seriam indubitavelmente eliminadas.



Engenharia genética e a amplificação da principal injustiça existencial: a involuntária origem e composição do ser indivíduo


Somos produtos, herdeiros sem grandes escolhas, e alguns nascem mais sortudos que outros. Somos dependentes, subordinados naturais de quem nos deu a vida ainda que possamos virar-lhes as nossas costas. Nossos pais não escolhem como nascemos mas de fato existe uma transferência um ciclo vicioso de sorte ou de infortúnio, de excepcionalidade ou de mediocridade, de sina ou de presente, de aberração ou de simetria. 

Com a engenharia genética começando a dar o ar de sua graça esta assimetria do destino seria amplificada porque se antes éramos simples produtos parcialmente aleatórios da biologia ou natureza agora poderemos ou as próximas gerações poderão se tornar ainda mais escravas e não apenas do humor da natureza durante e a partir da concepção de sua existência mas também dos  seus próprios  pais que graças às maravilhas da biotecnologia poderão finalmente realizar os desejos que estão mais escondidos em seus corações, o de terem poder absoluto na criação, literalmente falando, de seus filhos. Em uma eugenia de mercado bizarra e consideravelmente antiética/ tola a sina humana e da vida em geral que antes encontrava-se inteiramente subordinada ao sabor da natureza agora terá como companhia a estupidez da espécie mais inteligente deste planeta. 

Em prol mais uma e incansável vez eu apelo pela razão.


O que faz ou que falta ao ser humano pra ser IDEALMENTE PERFECCIONISTA**

A capacidade atuante/pulsante, eficiente da racionalidade e se possível sabedoria.

Sendo racional ele poderia ser ou fazer o quisesse, até mesmo porque a racionalidade naturalmente cortaria pra fora qualquer tipo de desejo indevido ou impróprio para o bem estar holístico, de si mesmo, de seu redor e portanto de seres, humanos e não-humanos e do ambiente em que está.

Portanto pelo que parece seria necessário modificar profundamente o modo basal de pensar humano que é lógico, assim como tende a ser o modo basal de pensar/agir de todos os outros seres vivos. Temos uma diversidade de tipos lógicos, mais naturalistas aos mais emocionais e uma minoria brochante de racionais e sábios.

O modo de pensar basal racional, a priore, tornaria tudo aquilo que mais odiamos em nós e na humanidade, menos passível de se manifestar, com ou sem a nossa autorização autoconsciente, isto é, a estupidez, a ignorância e/ou a maldade.

A experimentação comportamental e nomeadamente sexual é uma necessidade para mentes mais autoconscientes e se tornará demograficamente prevalente, por lógica, se o alcance perceptivo basal humano, que produz o seu pensar/operacionalidade mental basal, for expandido de maneira harmônica ou como resultado a racionalidade, isto é, a emancipação individual do ser humano, tornando-se senhor de seu destino, se na atualidade encontramo-los apenas parcialmente detentores de nossas próprias ações, enquanto criaturas essencialmente híbridas, divididas entre dois mundos, o ''velho'' mundo do instinto, e o novo mundo, nossa ''América'' a ser ''conquistada'', o mundo da autoconsciência, da responsabilidade, do ''de fato saber'', saber quem é, saber como que as suas ações são tomadas no subconsciente e expressadas de modo ideacional a literal. 

A distração, sem se distrair de fato das prioridades existenciais mais agudas, aquilo que racionais e sábios, esses pássaros raros, exóticos, tendem a compreender até de maneira rápida em suas vidas, é parte importante para ocupar o espaço/tempo de seres mais vívidos, mais energizados do que os que atualmente prevalecem na fauna humana. Em contraste, é muito comum que o ser humano não apenas se distraia mas mescle promiscuamente a sua distração sobre a realidade, compondo tudo aquilo de cultural que ''nossa'' espécie tem produzido e que se sintetiza conceitual e finalmente nesta proposital (ou não) mescla de realidade com fantasia. 

Um mundo mais autoconsciente, mais responsável, inevitavelmente acabará com qualquer forma de injustiça explícita, ainda que possa ser mais difícil de se identificar injustiças implícitas. 

Enfim, aquilo que eu tenho falado desde a muito:

- eugenia de mercado será possivelmente desastrosa, mesmo que à superfície não pareça, isto é, pode ser possível termos o (comum) cenário de calmaria à superfície e tempestade em seu interior, denotando que por trás desta aparência haverá uma realidade bem mais obscura e racionalmente equivocada.

- é preciso sutileza e colocar prioridades existenciais mais importantes, indubitavelmente mais importantes a frente daquelas que forem na melhor das hipóteses frívolas. 

- olhar de modo epicentricamente correto, isto é, inevitavelmente chegando ao domínio da sabedoria/racionalidade sobre o comportamento idealmente correto.

Só para começar...


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Traços instintivos são herdáveis e/ou intergeneracionalmente recombináveis... Herdamos ações primárias expressamos/construímos reações secundárias .... e mais um exemplo de ''ação primária/reação secundária''

Os traços instintivos são nossa panaceia individual de comportamentos intrínsecos, de nossas ''ações primárias'', isto é, se consistem nas expressões organicamente diretas, isto é, de nossos organismos, que são anteriores a qualquer aculturação ou simbolização cultural, que usualmente fazemos, anterior à palavras, números e seus múltiplos usos.

A ação primária também pode ser entendida como 'uma' operacionalidade [mais] natural.

A expressão/comportamento não é apenas a projeção da forma/ser/organismo e (portanto) de suas características sob o espaço, mas também de sua aculturação/modo de vida/''adaptação' constante ao meio, que pode ser feito de maneira direta (ambientação ou reconhecimento dos padrões do meio/ambiente em que se vive via alcance perceptivo da espécie a que pertence), como fazem os seres vivos não-humanos, ou de maneira indireta, como fazem os seres humanos, via cultura, como substituta do instinto direto ou abordagem instintiva em relação ao meio de existência/vivenciação.


''Herdamos' ações primárias/instintivas, expressamos reações secundárias/combinativas


Como eu já havia comentado, como exemplo, o comportamento violento não é direta ou organicamente transmissível porque não temos a violência cravada em nossos genes, até mesmo porque a violência se consiste em sua expressão ou comportamento extrínseco, em uma potencialidade reativa ou reação secundária e será indiretamente ''transmissível/recombinável'' e expressável. Eu não diria ''esforço repetitivo''  mas ''reforço psicossomático'', quando além de uma tendência de reação ainda temos uma conspiração de fatores ambientais que muito provavelmente provocarão ou agudarão a possibilidade de expressão de tal comportamento.

Podemos visualizar as diferenças conceituais da ação primária e da reação secundária por meio da distância do impacto de suas expressões a partir do ser, do seu ponto de origem/erupção. Portanto, a violência que não é o mesmo que pensar, respirar, se sentir confiante como um macho alfa ou reflexivo como um pensador ''nato'', se consiste em um produto, em um efeito ao invés de uma causa, e também, especialmente, por se manifestar e causar sequelas literais ou físicas, usualmente extrínsecas ao ser que a ocasionou. A ação primária encontra-se íntima, próxima ao organismo, é intrínseca, biológica, instintiva, enquanto que a reação secundária já se consiste, como o seu próprio nome nos diz, em uma reação, em um desdobramento desses comportamentos intrínsecos, como se a ação primária fosse o número 1, e a reação secundária fosse 1+2+3=6. A diferença entre o respirar e o tossir. A ação primária é mais simples/direta, a reação secundária é mais multifacetada. A ação primária é o conceito de um comportamento e em sua expressão diretos, orgânicos, enquanto que a reação secundária já se consiste nos desdobramentos destas tendências mais intrínsecas, e portanto são substancial e comparativamente mais extrínsecas (ao organismo/ao ser). 

''Herdamos' impulsos instintivos e os simbolizamos/usamos por meio da cultura em que estamos e os seres humanos mais prodigiosamente autoconscientes conseguem superar este estágio de aculturação ao questionarem a própria cultura em que foram criados, transcendendo os seus espaço/tempo, enfim, chegando ao ''pensamento universal'' ou ideal, basicamente a moralidade objetiva.

''Herdamos', portanto, ações primárias e expressamos, além das ações primárias, quase que por osmose, as reações secundárias, ou melhor, as construímos e quanto mais autoconsciente maior será a consciência e bom senso/senso de idealidade em relação à essas construções existenciais.

E relembrando que entre a ação primária (comportamento intrínseco ou orgânico) e reação secundária (desdobramentos destes comportamentos/intrinsicabilidades em combinação com o meio de vivenciação/extrinsicabilidades).



Ação primária

Depressão causa tristeza tal como x causa y (ou X1 causa X1.2)

Reação secundária 

Melancolia se correlaciona quase que universalmente com a tristeza mas ainda não tem como reação imediata/orgânica a tristeza/desânimo existencial ... 

e portanto 
 x por causa de (x e y) causa y 

No entanto a depressão é o desgosto em relação à vida enquanto que a melancolia é o realismo em relação à vida e subsequentemente o seu super apego lógico. O ponto de erupção, a primeva origem da depressão já é a tristeza, enquanto que na melancolia, a tristeza se consiste em uma óbvia subsequência expressiva ou comportamental.

Ações primárias tendem a ter os seus ponto de origem diretamente no próprio organismo/ser enquanto que as reações secundárias tendem a ser desdobramentos comportamentais, misturas ou produtos entre o organismo e suas ações primárias/comportamentos diretos ou intrinsicabilidades e aquilo que o mesmo combina com o seu espaço/tempo, as suas extrinsicabilidades.


A autoconsciência nos torna protagonistas de nossas próprias existências, maior é consciência de si mesmo e dos próprios atos e talvez possa correlacionar-se de sobremaneira com a criatividade