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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Introspecção apenas: Atomização narcisista

Por que o narcisista exagera as suas qualidades??

Porque ele não se interessa pelos outros (extrospecção) para que possa comparar a si mesmo, tomando apenas as suas características como ideais, se são as únicas que consegue ver.


Sem parâmetro de comparação relativo, isto é, em relação ao outro, e ideal/universal, fica difícil para que ele possa desenvolver uma compreensão factual introspectiva.

Sem a extrospecção, a introspecção se transformará em uma espécie de atomização narcisista.

E a extrospecção sem a introspecção/autoconhecimento (ou com um hipo-desenvolvimento da mesma) caminhará para produzir a comum e asfixiante estupidez, humana, e não-humana.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Você so consegue estabelecer uma neutralidade perspectiva em estado de inércia perceptiva

Do mesmo modo que você pode prever de maneira mais correta e mesmo se antecipar ao movimento/comportamento de um objeto, um veículo, por exemplo, vindo em sua direção, quando está parado, do que quando está em estado dinâmico, o sábio também o faz, em ''estado de inércia'', só que em cenários 'reais' de vivência, observando e coletando padrões, primeiro, os analisando, julgando e concluindo por último.

Pessoas em transes ideológicos, religiosos ou culturais parece que estão sempre andando, em movimento, porque incorporaram esses fantasmas tornando-se propagandas ambulantes voluntárias dos mesmos.

Como resultado não podem parar por uns instantes e ver o mundo se movimentar...percebendo padrões, ao invés de serem os padrões sem se perceberem como agentes de observação mas de agirem como agentes de ação subconsciente.


O estado de plena auto-consciência, ao menos, até o nível humano, manifesta-se deste modo, metaforicamente representado, isto é, em estado de inércia perceptiva, de observar os padrões, sem se tornar um deles, vendo de modo definitivamente neutro a dinâmica fenomenológica da realidade, e em especial da macro-realidade, que é perceptível a olho nu.

domingo, 27 de novembro de 2016

Conceito e desenvolvimento do termo "prole"

Prole como o quintessencial anti filosófico

Menor percepção moral

Que não liga para idealidades 
Liberdade, respeito, bondade, conhecimento 

Nos últimos anos, dentro da comunidade hbd, ocorreu a popularização do termo "prole", baseado no "romance" 1984 de George Orwell. 

No entanto o conceito usado por muitos membros e aficionados da ''comunidade'' HBD e arredores me parece diferente daquele que foi pensado por Orwell em seu livro. Segundo eles um prole seria uma pessoa de classe humilde, sem pedigree social, sem ''nome''. Em partes isso também é verdade porque o termo deriva de proletariado/proletários e porque 
o jeito prole de ser (comum, vulgar, de mente pequena, sem maiores ambições materiais e também sem maior consciência estética/filosófica) e classe social "baixa" tendem a se correlacionar de maneira considerável.

No entanto para quem leu o livro ou viu um dos filmes já produzidos sobre o romance sabe que prole não se refere apenas ou especialmente à classe social mas à classe perceptiva. Os proles de 1984 estão natural e forçosamente alienados em relação ao totalitarismo das sociedades em que vivem, porque primeiro, são facilmente distraídos com a produção cultural de baixa qualidade, bebidas, jogos... Segundo porque como são anti-idealistas, anti-filosóficos, apresentam pouca a inexistente consciência estética/de beleza, moral, e portanto pouco importa se Oceania é uma ditadura, uma democracia, uma aristocracia ou qualquer outro sistema.

 
Os proles são orientados para atividades mundanas do cotidiano, tendo pouca necessidade intrínseca para o pensar e o agir filosófico. 

Todo aquele que renega os valores morais mais arraigados um prole será, também poderíamos denominá-los de anti-vitalistas


Todo nerd que posta em redes sociais sobre as suas paixões particulares por ''bacon'', todos aqueles que se deixam embalar e sem grande resistência pelas frivolidades da vida humana que são todas falsas por natureza, proles serão. 

Prole é mais um estado de hipo-percepção moral/filosófica do que uma classe social específica e portanto é muito comum os encontrarmos nas classes médias e altas. A diferença é que os proles das classes mais abastadas tendem a ser mais misturados com o seu extremo, o filósofo, e portanto muitos apresentarão feições mais abrandadas da vulgaridade característica que define o prole mais puro. Mas este apaziguamento não será suficiente para torna-los mais próximos dos proles originais do que de seu pólo oposto, o filósofo. 


Por ser o menos idealista o prole geralmente não ligará para a usual infinidade de torpezas e ignorâncias invariavelmente macabras que abundam nas sociedades humanas.

Ainda com George Orwell um exemplo simpático, dramático porém moralmente discutível de prole, pode ser visto através da personagem Cavalo de "A revolução dos bichos", cuja força bruta a muito supera a sua humilde força intelectual. Nem todo prole se parecerá com o estereótipo maledicente porém realista do "pobre" como alguém sem modos, vulgar, de mente simples, sexualmente constante, pouco profundo, egoísta e facilmente distraído com coisas mundanas. Muitos proles serão de grande qualidade, geralmente pontuais, isto é que não são generalizadas em seu caráter. E ainda podemos encontrar tipos excepcionais, eu não diria de proles, mas de pessoas com muitas de suas características e no entanto com uma profundeza de alma, um quê de beleza filosófica, que ao invés de unir-se à arrogância intelectualmente elitista que mesmo se apresenta no sábio mais modesto, se combinará com simplicidade e bondade genuinamente características. 


Eu mesmo conheço duas rainhas filosóficas, negras e já com certa idade, de beleza e simplicidade/elegância de alma que é difícil de encontrar.


Bom gosto para frivolidades artificiais das elites se consiste na manifestação parcial e diga-se estéril da consciência estética...

Este seria o lado negro da mesma, se manifestando parcialmente, como é o hábito acontecer, isto é, o mal sempre se manifestando como uma versão incompleta e portanto potencialmente conflituosa do bem.

A frivolidade e a dispensabilidade de uma fruteira

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Fonte: Mercado Livre


Inventaram uma fruteira para aumentar ainda mais o conforto humano. Pronto, temos uma "peça" que serve para guardar frutas e legumes. Ai milhões de fruteiras são produzidas todos os anos e todos os anos milhares fruteiras são jogadas no lixo. A indispensabilidade de uma fruteira é extremamente baixa porque podemos colocar frutas e legumes em qualquer outro lugar da cozinha. Mas a criatividade excessiva, sem freios, possibilitou que este "elefante branco" simpático fosse possível e claro que tudo aquilo que fazemos outros milhões também fazem, tal como comprar uma fruteira e depois se desfazer dela. A fruteira não é a única frivolidade dispensável inventada pelos seres humanos para maximizar o seu conforto a um nível absurdo. Como eu já falei as embalagens dos produtos que compramos, uma boa parte delas, são dispensáveis porque o que importa é o conteúdo ou o alimento e não a estampa. E não é só isso porque ainda temos uma enormidade de alimentos industrializados que não são indispensáveis para uma boa dieta alimentar, até mesmo porque estão mais para inconvenientes que fazem mal à nossa saúde do que em necessidades presentes na cesta básica, por exemplo, a enormidade de balas, salgados, enfim, de guloseimas que são caloricamente fúteis se não malignas. 

Apenas uma inocente fruteira, que geralmente vem em muitos tipos e tamanhos,  sendo consumida aos milhões, já aumentará a quantidade de lixo acumulado que esta pestilência chamada humanidade tem produzido, imaginemos então, outros tantos produtos dispensáveis que contribuem para esta tragédia ecológica  a muito anunciada!!

Copiar o estilo luxuriante de vida americano com certeza que fará mal à saúde e destruirá ainda mais o meio ambiente tornando o único lugar habitável que conhecemos, e mais, nossa própria casa, muito pior para viver.

A maioria das pessoas neurotipicas...



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Fonte: café sem pó

... são capazes de ficarem concentradas ou mesmo de dedicarem suas vidas por longo tempo à tarefas extrínsecas ou que não estão profundamente conectadas a si mesmas.

As pessoas mais criativas (e/ou criativas contínuas) são quase que organicamente incapazes de fazer o mesmo porque fazem especialmente aquilo que tem vontade, portanto, são intrinsecamente motivadas, de maneira considerável e geralmente a curto prazo ou de momento, no caso das ''criativas contínuas'' ou que se dedicam a projetos de longo prazo, no caso das ''criativas descontínuas''. 


Eu já falei sobre este assunto mas nada como uma imagem como esta acima para ilustrar perfeitamente o meu pensamento.

Como em um sonho

Minhas mãos, que podem tocar nuvens de algodão,
Respiro fundo, e deixo a vida entrar,
Vejo coqueiros amigos, dançando com o vento,
Sinto mais uma tarde partindo,
O tempo em seu ato-consumo,
Sinto o véu da escuridão, novamente a nos inundar,
Abro os olhos e vejo estrelas,
E um céu escuro, misterioso,
Fecho-os quando acordo,
E sonho mais um dia de cores,
De vidas, de amores, de anseios,
De rubores, 
Eu sou cúmplice e amante dessas cores,
Também são parte de mim,
São meus amigos, meus companheiros, amantes,
O mar acima, como se vivesse no fundo do céu,
Nesta depressão, de bênçãos e pavores,
Nessa espera, sempre nessa estação,
Sinto cada minuto como se já fosse o passado,
A ser lembrado, cheirado, desejado,
E lá, distante, 
E o futuro é sempre um talvez,
Sinto minha amiga, a tudo reparar,
Sem perceber que um dia o deixará,
E me deixará aos prantos ou conformado,
Com formas, as vidas se expressam,
Como em mares e ondas,
Vibrando o mistério de não se saber,
E mesmo assim, viver,

Pelo respiro se atestam,
Como estrelas estranhas,
Com vontade própria,
Com sentimentos,
Se também são vibrações,
O ar mais pesado, 
A seriedade, em seu olhar grave,
A sabedoria, 
Rios novos, pujantes, sem tréguas,
Rios velhos, breves, entregues,
E ao núcleo volver,
Às últimas/primeiras faíscas,
Jovem e precoce,
Ou ancião, que aprendeu com a vida,
E recobrou depois, com a idade avançada, com sua própria Despedida,
Ou em tenra idade, simultâneo no aprender e viver pelo Aprendizado,

Como em um sonho,
Eu vivo sabendo que acabará,
Sabendo que não sei tudo,
Que existe um véu de mistério e verdade escondida,
Eu prefiro o canto dos pássaros,
A delicadeza das nuvens,
A vida, em seus poros mais doces e sinceros,
Como eu um sonho...