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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Princípio do gradualismo para "explicar" a origem da vida

Estruturas complexas dificilmente podem se formar de maneira abrupta 

Pré vida


Eu já comentei ou devo ter comentado que a vida foi forjada com base em uma espécie de pré seleção natural de elementos que a tornaram possível de ser. Portanto antes da vida devem ter existido pré vidas ou estruturas intermediárias entre o inanimado e o animado, o elo perdido da vida, tal como acontece com a evolução das espécies.


Assim como ''aconteceu'' com o universo, a sua origem se deu quando elementos, que antes, encontravam-se separados, se uniram, o gerando. Quando os elementos que não podem ocupar o mesmo espaço, passam a ocupar o mesmo território de espaço, entrando em um estado de convergência e cooperação ou estruturalização, quando os elementos terminam por se organizar para sustentar uma mesma estrutura em comum. 

Poder-se-ia pensar, novamente, se, o fenômeno da seleção natural, que também pode ser denominada de ''método de tentativa e erro'', não se manifestaria também entre os elementos não-orgânicos, e em especial, nos elementos pré-orgânicos ou que, encontram-se separados uns dos outros, mas que, estão presentes em cada forma de organismo ou vida. 

Enfim, é isso, mais um delírio ou ''chute calculado''. 

Adaptação também é submissão às regras não-declaradas do ambiente, especialmente no caso dos seres vivos não-humanos, resultando no ótimo de adaptação por parte dos seus organismos aos ambientes em que estão

Você pode aumentar o seu qi real?? Claro que sim..

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Comece por humildade e honestidade intelectuais 

Cheque a sua compreensão factual 

"Aumente o seu qi em 20 pontos"

Q.I = quociente de inteligência

Inteligência: dentre os muitos conceitos ou melhor, facetas conceituais válidas que já foram criadas sobre a inteligência, eu acredito que a compreensão factual seja uma das mais simples e precisas. A capacidade de discernir fatos de factoides e até mesmo ao ponto de conseguir desenvolvê-los, consiste-se em uma das características mais importantes da inteligência. Poder-se-ia afirmar que, se a compreensão factual falhar todo resto a seguirá, não importa o quão brilhante possa ser para acobertar e/ou sofisticar inverdades. 


Portanto tê-la sempre afiada e aberta para atualizações é de vital importância para a saúde intelectual. Também parece ser necessário a humildade e a honestidade intelectuais, juntas, completando o autoconhecimento, para que se possa atualizar ou mesmo retroceder se for necessário, sempre visando o fato, a priore, controlando o instinto e buscando agir como a um verdadeiro cientista.

Então se quiser aumentar a sua inteligência, de maneira qualitativa, comece pelo começo, com a compreensão factual. E lembre-se que também existem fatos morais.


Não existem meios naturais para aumentar ou estender o instinto/capacidade de armazenamento ou memória  [tamanho da inteligência], além de suas limitações naturais,  se os testes cognitivos de fato refletem o tamanho ou extensão média da inteligência, e aculturado/verbalizado. Mas talvez possa ser possível melhorar em termos qualitativos, e de maneira até ''mais' simples, com base na melhoria da compreensão factual = aprendendo a pensar e a diferenciar uma informação verdadeira ou fato, de um factoide... 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Os paranoicos são narcisistas com baixa auto-estima

O paranoico pensa que é o centro das atenções, porque gosta muito de si mas sabe [mesmo não estando totalmente correto sobre isso] que não é unânime nem perfeito, seja em relação ao seu aspecto físico ou psico-cognitivo. Uma das características do narcisismo é a vontade ou sensação de ser o centro das atenções, por acreditar que seja total ou consistentemente superior aos outros [apesar de tender a esconder esse sentimento] e por isso merecedor de todas as atenções e elogios [e de fato, esta sensação de superioridade, pode estar parcial a predominantemente correta, ainda que a mesma valha pouco, se para vencer na vida é necessário a ação, transformar potencial em realidade] ou ao menos de considerações.

No entanto, apesar de narcisista, o paranoico também tende a ter baixa auto-estima, novamente, por saber que não é unanimidade [positiva] ou superior, por desejar que assim fosse considerado pelos outros e por sentir que seja, ao menos pra si mesmo.


Queremos ou tendemos a querer que os outros nos reconheçam de acordo com as nossas próprias auto-impressões. Isto é, que não alimentemos expectativas erráticas, que não se construa uma assimetria entre aquilo que queremos passar e aquilo que os outros pensam sobre nós. Isso pode ser denominado de ''espectro da justiça intrapessoal''. Acreditamos que somos desta ou daquela maneira e gostaríamos, em sua maioria, que fôssemos assim reconhecidos, especialmente em relação ao que passamos sobre nós mesmos aos outros.

Este conflito entre baixa auto-estima [interpessoal] e narcisismo [ou alta auto-estima intrapessoal] pode ser considerado um fomentador importante para o estado ou vício mental da paranoia ou especialmente de seu potencial/vulnerabilidade. E sempre ressaltando que existe um espectro de racionalidade ou justificabilidade lógica e de irracionalidade, mesmo em relação a estados mais viciados da mente, como no caso da paranoia.

Portanto nós temos o nível de disposição para a paranoia [narcisista com tendência à baixa auto-estima] ou intrinsecabilidade e também o nível qualitativo das interações inter-pessoais de curto e de longo prazo, que interagem com os seres e dessas interações resultando em enfatizações comportamentais.

Paranoia racional, novamente...

 Outra possibilidade ou cenário, é a de que o paranoico (mais racional), ao ser mais agudamente detalhista/perfeccionista (que eu já comentei, sobre a intolerância à ambiguidade interpessoal) em termos intra e interpessoais, acabará se tornando mais alerta a erros genuínos de conduta [assim como também de exagerá-los] por parte das outras pessoas em relação a  si mesmo [mas também em relação aos outros].

Este tipo nasceu ou apresenta grande naturalidade para enfatizar por um mundo social perfeccionista, só que vive em uma realidade que está bastante aquém de suas necessidades [exageradamente necessitadas ou não] e portanto acaba desenvolvendo mecanismos de defesa ou colocando parte de sua personalidade em um estado mais defensivo do que receptivo às intempéries sociais que o rodeia. 

O paranoico tende a ser mais narcisista justamente por ser mais introspectivo, e geralmente de maneira mais desequilibrada, criando uma atomização ou um excesso de personificação das intenções e sinais externos, tal como se o mundo girasse em torno de si mesmo, como se ''tudo'' estivesse relacionado à sua pessoa, que fosse pessoal. Introspectivos tendem a ser mais narcisistas, não necessariamente da maneira estereotipada, mas tão ou mais auto-centralizado [e não necessariamente de maneira egoísta] que os tipos mais comuns. 

Mini trauma psicológico ou paranoia

O estado vicioso da paranoia também pode ser entendido como um mini-trauma ou mesmo mini-fobia, por manifestar-se de maneira característica, abrupta, especialmente nas situações que lhe são mais cabíveis, e por ser o resultado ou uma resposta mais defensiva em relação ao histórico de interações interpessoais, exageradamente negativas, ou não. A mente se acostuma a um estilo de resposta mais intensa e passa a executá-lo quase que por osmose, especialmente quando o indivíduo se encontrar exatamente nas situações que são mais propensas a desencadeá-la.

E por último, novamente, maior a intrinsecabilidade ou intensidade de uma característica comportamental, mais propensa de se manifestar por osmose/ ação primária do que como resposta/ reação secundária. Aquilo que já falei sobre comportamentos defensivos/mais extremos racionais e irracionais, em que os segundos seriam mais generalizados ou indiscriminados do que os primeiros, resultando justamente em maior chance para o cometimento de erros de conduta, que por sua vez, podem ser denominados de ''sinais de loucura''.

E por último, novamente, a paranoia racional, e não apenas a paranoia, mas qualquer comportamento racional, tende a dar-se com base no encaixe diversamente perfeccionista em relação ao tipo de interação, e de curto a longo prazo, isto é, busca reagir [e agir] de acordo com a natureza da ação ou da reação, de modo menos bruto ou direto, mas ainda assim, mais recíproco. Portanto, a racionalidade comportamental tende a ser dependente do ''humor ambiental'', enquanto que, o comportamento pendendo para a sub-lógica ou mesmo para a irracionalidade total, tende a principiar-se pela negação desta relação recíproca de ação e reação. 

O que leva uma pessoa à paranoia [interpessoal], especialmente a de expressões/intensidades mais brandas à medianas, parece ser a conjugação entre elevados níveis de narcisismo [não necessariamente do tipo mais estereotipado, que geralmente combina-se com níveis ''saudáveis' a altos de autoestima] e baixa autoestima. Se gosta muito, por isso se sente o centro das atenções, e não tolera desrespeitos reais, mas também os exagerados. Também se poderia pensar ou dizer que, as manifestações mais coesas ou racionalmente justificadas de paranoia, se consistiriam em ''mal-adaptações'', não necessariamente por suas naturezas intrínsecas, mas por causa da falta de encaixe entre a mesma e o estado qualitativo dos ambientes sociais humanos. É como ter uma criança academicamente superdotada em uma sala de aula normal, para crianças normais. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

QI versus inteligência

O que está subjacente/universal na inteligência:

- Capacidade ou ''constância progressiva'' para fazer julgamentos  corretos [que eu já comentei que até poderia ser considerado como uma boa descrição conceitual];

- Boa a excepcional capacidade perceptiva: localizada/específica ou generalizada

Uma boa capacidade de percepção está subjacente à inteligência.

Portanto, a priore, não importam as pontuações em testes cognitivos, MAS no quão progressivo e qualitativamente preciso e constante o indivíduo está em relação à sua capacidade de perceber [compreensão factual], de maneira particular [talento específico] ou generalizada.

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Confiar nas pontuações dos testes cognitivos sem antes ter analisado a capacidade perceptiva, geral e/ou específica, do indivíduo, é como ''colocar a carroça na frente dos 'bois' ''. 

O que está 100% causal à inteligência, específica ou generalizada, é [novamente] o correto reconhecimento de padrões, a origem ou a conquista/aprendizado do comportamento inteligente, não importa de qual natureza, dá-se pela compreensão factual [e consciência estética]. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Naruto e os diferentes tipos de excepcionais

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Naruto

Sakura

Sasuke


Rock Lee


Rock Lee é o super especialista que não atingiu o nível completo de superdotado/ninja, só que encontrou um jeito de compensar esta desvantagem naquilo em que ele é melhor.

Análogo à ginasta holandesa Sanne Wevers que tem compensado uma suposta dificuldade para realizar sequências acrobáticas, através daquilo em que ela é melhor, ao menos na ginástica, isto é, nos exercícios de dança, especialmente nos giros.


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O curioso caso de Rock Lee


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Rock Lee é um emblemático personagem do desenho japonês Naruto. Ele se destaca ao mesmo tempo por aquilo que tem e por aquilo que não tem. Rock é o único ninja a nível profissional que não é capaz de realizar golpes de magia, que qualquer um em seu nível deveria saber ou já ter aprendido. Por outro lado Rock conseguiu compensar o que seria uma falha fatal para alcançar o nível de ninja profissional por meio de suas incríveis habilidades super desenvolvidas tanto para o combate corpo a corpo, no caso: socos, pontapés, etc quanto em relação à velocidade desses golpes.


 Desde a primeira vez que assisti à primeira temporada de Naruto, acho que já fazem uns 7 ou 8 anos, eu me identifiquei um monte com este personagem: por ter sofrido discriminação no colégio, por sempre ter sido desacreditado pelos outros [no meu caso, sequer creditado, diga-se], mas também por ser um tipo raro provido de um talento raro e gana para se superar desenvolvendo-se a níveis extremos (ainda que no meu caso esta comparação possa ser corretamente reduzida ;). 

Eu me sinto parecido com ele porque eu vejo em mim um grande talento para a atenção e apreensão aos detalhes e com o intuito de construir um mapa coerente da realidade. No entanto assim como ele falta-me alguns componentes que me fariam mais autenticamente superdotado. Por exemplo, em termos de QI/ estimativa do tamanho da inteligência, eu sei que não vou pontuar alto, especialmente na inteligência psicométrica geral. Em termos de conhecimentos gerais/memória semântica eu também patino em ter um "tamanho" ao nível esperado de um superdotado. Eu tenho a níveis bem desenvolvidos a  capacidade de apreensão aos detalhes (insulada em alguns ramos do saber humano), de argumentação que a priore todo superdotado deveria ter e de criatividade. No entanto como eu já falei, falta-me algo mais para que possa alcançar o nível basal de superdotação, ao menos a do tipo acadêmico. 

O mesmo acontece com Rock Lee em relação às suas habilidades ninjas, querendo indicar, no meu caso, um perfil psico-cognitivo, em que, se tem uma grande facilidade ou horizonte de desenvolvimento só que relacionada às habilidades psico-cognitivas mais basais ou primárias, por exemplo, em relação ao raciocínio fluido (analítico-crítico) do que tradicionalmente acontece com as avaliações de superdotação, que se dá em relação ao raciocínio cristalizado.

Poderíamos pensar neste personagem como basal e especificamente superdotado em relação às suas habilidades ninjas, por ter desenvolvido uma grande capacidade apenas neste nível, apensar de não ter conseguido alcançar o limite básico para se tornar um ninja, isto é, por não ser capaz de aprender e usar magias. 


O mesmo em relação àqueles que são excepcionais pensadores analítico-críticos, mas que não são capazes de ir muito além disso, que se consistiria na base para a superdotação. 

Tal como, são dos golpes comuns que as magias são forjadas, o mesmo poderia ser analogamente pensado para as habilidades analítico-críticas e a superdotação, que se consistiria em uma expansão mais geral de alcance dessas habilidades, ainda que, geralmente em termos quantitativos, que é o critério geralmente requisitado, e não em termos qualitativos. Para se tornar um ninja, o critério básico fundamental seria o de saber magias. Para ser considerado um superdotado, ao menos do tipo mais ''arredondado'', o critério básico fundamental seria o de apresentar conhecimentos gerais mais alargados do que as outras pessoas. 

Rock Lee super-desenvolveu algumas habilidades, a partir do seu estado mais superficial.

Aqueles que são de excelentes pensadores analítico-críticos, talvez se possa dizer que, também o fazem, isto é, super-desenvolvem habilidades, só que a partir delas mesmas, com as suas características qualitativas intactas. Por exemplo, as habilidades analítico-críticos tendem a se tornar mais encorpadas e complexas quando feitas por superdotados, enquanto que, entre as pessoas comuns, elas são realizadas de modo mais simples, especialmente sem o catatau de ''conhecimentos que podem ser armazenados'' por cérebros mais quantitativamente superlativos.


Sakura

A típica superdotada de talento cristalizado e portanto escolástico bem desenvolvido. Acho que não tem muito o que dizer de novo sobre este tipo.

Sasuke


Este personagem também se assemelha à Sakura em termos de inteligência cognitiva geral elevada, mas com o seu forte em suas habilidades (psico) cognitivas específicas (no desenho, seria mais relacionado ao seu poder de magia).

Naruto


"O que me fortalece pode me transformar em um monstro"

Naruto representaria o típico caso do gênio provido de poderes superlativos mas que pode demorar para serem reconhecidos, desenvolvidos e controlados. A mesma criatividade elevada que faz um indivíduo genial também pode lhe trazer consequências negativas, desde as patologias mentais até às de natureza mais social, terminando por literalizar esta metáfora nipônica ainda mais. A ''raposa de sete caudas'' que faz Naruto um ninja excepcional se não for plenamente controlada e desenvolvida pode transforma-lo em um monstro descontrolado. Percebem-se muitas semelhanças entre Naruto e Rock Lee. A diferença é que, naquilo que Rock Lee simplesmente não pode alcançar, Naruto exibe de maneira ''natural'' ou intuitiva, só que ainda não está plenamente conhecida por ele.

Eu vejo o tipo de Rock Lee como um dos mais interessantes e possivelmente menos estudados tipos de excepcionais, no mundo real, que, apesar de não conseguir alcançar o limite mínimo para a excelência em sua área, ainda é capaz de ter e de desenvolver um grande talento [e eu sempre penso em algo mais inato ainda que também necessite de ser desenvolvido] conseguindo superar e muito as suas limitações.


QI: tamanho do instinto cognitivo culturalizado

Definições de instinto cognitivo [intuição convergente] e psicológico [impulsividade/espontaneidade]:

Eu já comentei que o instinto não é apenas ou especialmente uma ''maior agressividade'', porque esta se correlacionaria com ele, especialmente por causa do vigor da seleção natural que tende a selecionar os seres vivos mais agressivos. O instinto na verdade se consistiria nos comportamentos inatos do ser vivo, que não foi apreendido, mas que é intuitivamente compreendido e espontaneamente usado [ ou o inverso, que também dá no mesmo, ;), espontaneamente compreendido e intuitivamente usado, ou é até melhor ). 

O instinto, assim como muitos outros conceitos da psicologia, pode ser dividido em dois: o afetivo ou comportamental/psicológico e o cognitivo. O instinto afetivo se manifestaria com base no comportamento inatamente impulsivo ou espontâneo e o instinto cognitivo se manifestaria com base no ''comportamento cognitivo intuitivo'', por exemplo, a capacidade da aranha de tecer a sua teia. Se a aranha aprende a produzi-la via ''cultura'', eu realmente não sei, eu tenho quase certeza que não, que a aranha já nasce com essa habilidade. Outro exemplo é o voo dos pássaros, que parece ser menos instintivo que o tecer das teias pela aranha, porque os pássaros não nascem sabendo voar, mas já apresentam ''disposições'' intrínsecas, mentais e fisiológicas, muito fortes, que tornam este aprendizado possível, natural e esperado pra eles. 

Da mesma maneira que o pássaro já nasce com as disposições fisiológicas e mentais aptas para o voo, só que precisa ser ensinado por seus pais para desenvolver essas habilidades, o mesmo acontece com o ser humano em relação a uma série de atividades psico-cognitivas, em especial a linguagem. E em ambos os casos, é papel do instinto e do seu tamanho fazê-lo. Como as bases instintivas humanas são superlativas, então nós podemos agregar mais ''conhecimentos'' ou melhor, ''técnicas'', além daquilo que já temos, desde ou a partir do nascimento. Então, podemos expandir os nossos instintos além dos valores que ''herdamos'. Entenderam bem, eu quis dizer ''expandir os nossos instintos''. E o fazemos principalmente com base na cultura, que nada mais é do que a externalização de nossas tendências, técnicas/cognitivas e comportamentais, especialmente as mais basais, em que, ao invés de nascermos sabendo todas elas, nós vamos, ao longo de nossos vagarosos desenvolvimentos, apreendendo-as, para mais ou para menos. Ainda há de se pensar o quão importante a cultura é para nos forjar, porque se fosse verdade mesmo que tivesse todo esse poder que behavioristas e similares tendem a ressaltar, então existiria uma homogeneidade muito mais significativa de ''normalização'' ou ''equalização'' dessas tendências, e o que na verdade nós temos é uma tendência para uma maior variedade de respostas de curto e longo prazo a essas interações. Em relação às nossas capacidades psico-cognitivas o principal divisor de águas é a sua verbalização ou culturalização. Devidamente impregnada por essa memorização semântica inicial, a segunda etapa é a de aprender a lê-la e a replicá-la em palavras e números. terceira etapa será a de manipulá-las, em folhas de papel, ou ''ao vivo'', com as outras pessoas, e mesmo, consigo mesmo. 

Os testes cognitivos capturam, portanto, o tamanho médio de nossos instintivos cognitivos, já culturalizados. 

O tamanho do instinto cognitivo/extensões instintivas mecanicistas ou cognitivas é o tamanho/valor quantitativo da inteligência genotípica, que também pode ser denominada de ''inteligência instintiva', que na espécie humana é mais expansível do que de qualquer outra espécie.