Minha lista de blogs

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Distância psicológica entre os traços de personalidade big five


                      Introversão / Estabilidade  Emocional / Escrupulosidade / Agradabilidade 
Introversão             1                               0,4                              0,4                      0,6                    


                     Abertura para a experiência/ Extroversão 

Introversão                        0,4                             0



O exemplo hipotético acima é uma demonstração desta minha (ou não) ideia que eu peguei da ''distância genética'' entre as populações/raças etnias humanas. Por que não uma ''distância psicológica''**

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Não existe lei da natureza

Resultado de imagem para cadeia alimentar


Os animais não-humanos apresentam variável porém homogeneamente diminuta autoconsciência SE forem comparados aos seres humanos. Eles não se matam porque é a lei da natureza, porque se eles fossem plenamente despertos pra realidade eu não duvido que passariam a ter muito mais remorso por suas ações inter-destrutivas que delineiam a cadeia alimentar. Eles são um grupo excepcionalmente diverso de vidas que não agem como agem porque tem plena consciência de seus atos pois são, assim como nós ainda continuamos a ser, forçados a agirem assim, não o fazem por plena vontade, por clara consciência dos seus atos. O instinto os faz se matarem, se predarem. A autoconsciência é por si mesma a expansão da capacidade da vida que se consiste no espelho do universo, de perceber, entender mais profundamente a realidade em que se encontra, em que está, e de se agir de maneira subsequentemente lógica ao seu grau de autoconsciência e eu diria mais de consciência da realidade

A "lei da natureza" não é, olho por olho dente por dente, porque esta não é a causa mas o efeito da causa tal como toda lei é uma causa e com efeitos. A lei da natureza neste sentido e que eu continuo a teimar que não possa ser chamada assim de lei [ou talvez sim} se consiste na quase universalidade da hegemonia do instinto e da parca clareza de entendimento factual sobre as ações dos seres vivos


 Portanto não tente justificar a sua preguiça e mesmo vilania egoísta de caráter culpando a natureza porque além de excessivamente abstrato ainda será concretamente equivocado para não dizer o mínimo.

A auto-crítica é o princípio da maturidade e da racionalidade...

Somos muitas vezes excepcionais para ver os defeitos alheios [assim como também tudo aquilo que eles, os outros fazem, por exemplo, as suas profissões, especialmente se forem diferentes das nossas], mas tendemos a pecar gravemente na hora de nos olharmos no espelho e buscar por nossas próprias falhas de maneira honesta.

A fronteira que separa a racionalidade e a sabedoria, ou também, a maturidade intelecto-emocional, da lógica e tudo aquilo em que se manifesta, é justamente a capacidade de auto-crítica, honesta, completa (moral/afetivo e lógico/cognitivo) e construtiva.


Macro concreto versus ou/e abstrato, qual é a diferença*

Toda abstração factual é uma macro-concretude ou sistema de fatos compilados (ao invés de ser apenas um fato isolado e concreto), tende a representar a expressão ou comportamento do concreto ou orgânico ''simples''  e/ou tem uma raiz concreta/orgânica simples. Não existe abstração pura. 

''Empatia'' e 'capacidades sociais'': Você é capaz de concordar com as outras pessoas mesmo se não o faz internamente* Você é capaz de mentir facilmente* Você é capaz de criar uma persona social que é diferente de sua real personalidade*

Autistas nascem sem personas sociais pré-programadas 

Somos ou tendemos a ser diferentes pessoas em diferentes ambientes e isso até pode ser denominado de adaptabilidade social.

No entanto os autistas pelo que parece tendem a ser eles mesmos, isto é, as mesmas pessoas em diferentes ambientes, especialmente quando ainda não tomam plena consciência de suas diferenças e subsequentes tentativas dolorosas de re-adaptação.

Podemos dizer que para ''os'' autistas (se isto se consistir em uma realidade universal ou macro-característica do grupo) ''o mundo é a sua casa'', mesmo quando não deveria ser. 

Ou não....

Por que a homofobia** Incapacidade subjetiva ou pessoal de lidar com situações ou questões complexas MAIS adendos sobre os sociotipos ''observador'' e ''trabalhador''

Me coloque para fazer uns exercícios de matemática mas não espere um sorriso franco do meu rosto, porque eu não vou te dar. Sim, eu vou ficar ansioso, chateado, olhando pra a janela, se tiver uma, desatento, porque eu não gosto e não tenho vocação natural pra resolver problemas matemáticos. A matemática é complexa demais pra mim, parece até que estou lendo em grego clássico ou em mandarim lá da Cochinchina. A matemática me faz ter certeza quando à incerteza e isso me deixa nervoso, mas não é apenas comigo, e não apenas a matemática, porque pra outras pessoas outros fatores podem ter o mesmo efeito indesejável. Quando os nossos cérebros avantajados e complicados se deparam com algo que identificam como ''ilógico'', que não faz sentido,  que é complexo demais pra entender então tende a refugar ou a demonizá-lo. É o que parece acontecer com os homofóbicos especialmente quando nos deparamos com os seus argumentos, quase sempre nesta linha da ''normalidade e da anormalidade'' ou melhor, daquilo que consideram como natural e como inatural.

Homossexuais não procriam ou raramente o fazem e isso já é motivo para que os homofóbicos irreflexivos [n]os ataquem, porque em suas cabeças hiper-pragmáticas, de trabalhadores, as coisas tem sempre que ter alguma serventia, tem de ser úteis pra alguma finalidade, do contrário, são inaturais, inúteis, problemáticas, etc..

E nada mais histriônica porém significativamente útil do que um procriador porque sem vida, não há vida. 

Em um outro e se possível breve texto eu vou comentar sobre este cisma existencial entre os sociotipos de trabalhadores e de observadores, isto é, entre a ''conscienciosidade'' e a ''abertura para experiência'', mas que também podem ser, creio eu, facilmente traduzidas como ''ordem e utilidade'' versus ''experimentação e vivenciação''.

Como eu já falei nos primeiros textos para diferenciar os sociotipos, os trabalhadores, por serem desprovidos de uma grande consciência ou despertar da vida, por serem mais amalgamados, mais ''bichanos'', mais domesticados, mais designados para o trabalho, tal como se fossem [e talvez sejam} proto-savants de alto funcionamento, tem pouca fome de viver intensa e significadamente. O contrário acontece com o mais desperto observador, que por causa de sua condição melancólica e eufórica, isto é, omnivertida, completa enquanto ser, rapidamente internaliza e torna ainda mais real, mais consciente, a artificialidade que se consistem as sociedades humanas, vendo-as como insuficientes para que possam sanar as suas fomes de curiosidade e de vivenciação, pelo simples ato de viver a vida. O trabalhador não liga que ele está vivendo, que isso é fantástico, único, misterioso e frágil, não liga se morrer amanhã, ou o faz de modo muito mais pragmaticamente desprendido do que o observador. Uma das características deste sociotipo assim como das massas em geral é de um constante torpor que os torna muito menos curiosos e entusiasmados com a vida desde as coisas supostamente mais simples, como o canto dos pássaros ou uma chuva de verão. Muitos trabalhadores são de esquizotípicos parciais, pois tendem a se ligar à crenças metafísicas que os garantem certezas existenciais, isto é, ''resolvem'' justamente o problema da incerteza existencial que praticamente caracteriza o observador e o faz observar e sentir o mundo de maneira muito mais intensa.

Viver é a finalidade em si... 

O trabalhador internaliza rápida e precipitadamente que o laboratório social em que vive e em que é usado, se consiste na única e perene verdade, ou, apesar de saber que não é apenas isso, não tem forças intrínsecas que o faça superar esta etapa de conscientização e de posterior tomada subsequentemente lógica de decisão, isto é, de despertar quanto à vil realidade que antes tomava como a única que existia, e a de se tentar se desconectar deste nível baixo, semi-servil de consciência existencial e de buscar por valores morais/éticos e filosóficos/de vivenciação ou experimentação da vida muito mais altos, metaforicamente falando, de começar a escalar as montanhas em busca da cristalina sabedoria. 

Portanto para a maioria dos trabalhadores, especialmente os mais característicos ou pragmaticamente utilitários e portanto ''anti-artísticos'', a homossexualidade nada mais é do que um transtorno sem utilidade, enquanto que para a maioria dos observadores, especialmente os mais característicos ou uber-artísticos/verdadeiramente filosóficos/sábios a homossexualidade se consiste em mais uma característica ou variedade de comportamento que apresenta o simples e fundamental valor da vivenciação, da experimentação, porque a vida assim o é, em seu íntimo, queiramos ou não, entendamos ou aceitamos ou não, independente do seu valor ''utilitário'' e neste caso, mais especificamente falando, do seu valor reprodutivo. Mas para uma mente existencialmente ou filosoficamente limitada, de natureza insensível, eternamente pré-consciente [eternamente enquanto dure}, não existe tal coisa. Isso explica o porquê deste tipo tender a ser ''artisticofóbico'', porque não consegue ver o valor existencial da arte, porque ele já não é capaz de ver valor na vida em si, em sua própria vida, ainda que a viva mais protegida das amarguras de uma auto-consciência mais desperta e que muitas vezes pareça amá-la mais do que a nós. Nada se equipara à autenticidade ou à honestidade dos fatos, e quanto mais desperto ou conhecedores estamos sobre algo, mais autênticos ou legítimos estaremos e portanto, um melancolicamente eufórico pensador, inevitavelmente verá mais valor na vida, de maneira menos ou mais completa, do que um trabalhador, mais auto-protegido de sua verdade, tal como se tivéssemos dois cavalheiros disputando o amor de uma dama e um deles soubesse mais de sua pretendida do que o outro, isto é, mais próximo da verdade, da autenticidade de se de fato saber.

A homossexualidade como conclusão é vista pelos homofóbicos que são em sua maioria de mentes mais estreitas, de trabalhadores [e quando ocorrem mesclas deste tipo com outros sociotipos, o ódio à homossexualidade caminhará para ser inevitavelmente de natureza pragmática, que tende a ser intimamente relacionada com a sua mentalidade pragmaticamente utilitária), como um estorvo sem valor [reprodutivo], apesar de que, baseados em uma perspectiva sub-perceptiva eles estão certos, porque eles são incapazes de compreende-la, pois está acima de suas capacidades, e até poderíamos concluir que, homofóbicos especialmente os de trabalhadores, também tendem sentir o mesmo sentimento de incompreensão e desprezo em relação ao valor da arte. Se não compreendemos, refugamos nos aprofundar no assunto, ou o demonizamos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Ideologia, irracionalidade e a metáfora do carro com defeito

Vamos imaginar que você decidiu comprar um carro. Foi na concessionária, escolheu o modelo e o comprou. Como é um caso hipotético e metafórico você percebeu defeitos de fabricação no veículo mas decidiu comprar porque ele é o seu número. Então chega em casa com o carro e passa a usá-lo em seu cotidiano. Os defeitos dele estão aí mas você não liga porque está apaixonado pelo carro. O carro tem problemas pra dar marcha ré mas você não liga e tenta justificar dizendo que todos os carros acabam tendo problemas ou que este defeito não é nada perto daquilo que outros carros costumam ter. Isso é irracional. Escolher um carro sabendo que tem defeitos e ainda por cima justifica-los. Em um mundo real você teria sido interditado por algum psiquiatra por ordem de seus familiares. Quando interagimos com o mundo inanimado, seja com o inanimado natural ou o inanimado artificialmente criado por "nós", ou mesmo quando o fazemos com os outros seres vivos tendemos a ser ao mesmo tempo, extremamente frios mas também bastante precisos, porque afinal de contas  não há nada de errado em dizer que aquela pedra é feia ou que acha que aquele animal é feio ou estúpido. No entanto quando passamos a lidar com nós mesmos um mundo de atalhos, de labirintos ou subterfúgios se abre pra nós e esta relação franca, objetiva e fria desaparece. 

E se eu lhe dissesse que você, a maioria de nós é muito provável que está praticando o exemplo metafórico acima, do carro com defeito!??


Sim a grande maioria já caiu de amores por algum carro com defeito e o comprou.


Apenas mude a palavra carro por sistema de ideias pra ver no que acontece.


E lembrando que sanidade mental não é o mesmo que saúde intelectual, ainda que tendam a se correlacionar. A sanidade mental é sinal de que está tudo ok com o cérebro no que diz respeito ao seu funcionamento. A saúde intelectual é sinal de que está tudo ok com a expressão do cérebro, ou aquilo que o cérebro é capaz de produzir. Poder-se-ia dizer que um cérebro mais criativo e racional/a sábio seja um ótimo sinal de saúde ou vigor intelectual, intelectualmente falando. Mas que isso necessariamente não significa que está tudo ok ou normativamente ok com o cérebro, se tanto a criatividade quanto a sabedoria necessitam da ordem e da desordem para alcançar a completude perceptivo-analítica, psico-cognitiva (criatividade) e moral/ macro-existencial (sabedoria). Sanidade mental também pode ser interpretado como ''homogeneidade de intensidade'', a brandura da medianidade enquanto que a saúde intelectual tende a ser o produto de uma maior intensidade porém com igual força da balança para equilibrar os saltos, a dinâmica vívida que tanto a criatividade quanto a sabedoria/ criatividade moral tendem a resultarem.