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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Rápida crítica ou sugestão [possivelmente pedante e repetitiva] para a Teoria do limite entre QI [''inteligência''] e criatividade

Resultado de imagem para threshold theory of creativity

A teoria do limite de QI para explicar a relação entre criatividade e ''inteligência'' [cognição] nos diz que, até a média de QI 120 a relação entre criatividade e a segunda será positiva, só que a partir deste limite a correlação será mais aleatória. Essa teoria é muito popular e tem servido otimamente contra os QIdiotas, que são aqueles que acreditam em uma relação quase causal entre maior QI e genialidade.


No entanto tenho a impressão que essa teoria do limite... se limita a comparar a ''inteligência [cognição] geral'' com ''potencial criativo'' ou mesmo, com ''potencial criativo geral''. Mas e em termos específicos* 

A relação entre uma criatividade mais verbal é provável de ser maior para uma [maior] ''inteligência' [;)] verbal... do que entre o mesmo tipo mais específico de criatividade e em relação a uma maior inteligência geral. Parece meio óbvio de se pensar e pode inclusive estar errado, mas enfim...

Se a criatividade apresenta muitas facetas ...

Talvez poderíamos pensar se, aquele que apresenta um potencial criativo mais intrínseco ao seu modo mental de operacionalidade, que seria uma espécie de ''criatividade generalista'', que é capaz de ser ''mais' criativo em muitas áreas, não seria de fato aquele que melhor comprovaria esta teoria do limite de correlação entre QI e potencial criativo [geral]. 

Arriscando.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sintomas de uma síndrome da modernidade: QIismo

''O meu QI é maior que o seu, logo eu sou mais invencivelmente/totalmente inteligente''

''Aquela moça era tão eloquente... mas o seu QI é mediano''

''A relação entre QI [inteligência] e criatividade foi de...''

''Os povos de QI maior [mais inteligentes*] são menos propensos a...''

A tudo aquilo em que se deveria usar o termo inteligência, e com suas as consequências conceituais e práticas embutidas, passou-se a usar a sigla QI. Aos poucos o cérebro vai se desacostumando a falar em inteligência, substituindo-a por QI, como se os dois fossem exatamente a mesma coisa, espelhos mutuamente perfeitos.

Não está errado falar, usar o QI, o problema é passar com isso a desprezar a inteligência, de fato, e/ou tratando-a como se fosse QI, e como se o QI fosse inteligência.