Ou o que tenho??
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terça-feira, 18 de abril de 2023
Eu não gosto de rotulação excessiva, mas acho que já sei o que sou...
Problemática sobre a representatividade
Para exercer qualquer profissão, o mais importante é a vocação e o talento. E não a raça, a orientação ou a identidade sexual, o sexo ou a classe social. Além disso, também acrescentaria o discernimento moral (ou racional), como um fator muito relevante. Diferente disso e não é meritório ou justo. São os privilégios de acesso que precisam ser combatidos: facilidades, apadrinhamentos e/ou nepotismo. O filho do pobre ou do remediado tem que ter as mesmas condições que o filho do rico. Mas os resultados, a partir de mecanismos perfeitamente meritocráticos, não podem ser controlados. Pois se, entre os maiores corredores olímpicos, africanos e jamaicanos continuarem a dominar o topo deste esporte, é preciso aceitar a sua supremacia. E o mesmo vale para as outras áreas, além do velocismo: no mundo burocrático, das ciências, das artes e o político. É verdade que é necessário ter mais personagens, estórias e artistas de grupos marginalizados ou historicamente oprimidos. Princesas negras, heróis LGBT e deficientes com protagonismo... Mas os criadores também precisam ter a liberdade criativa de escolher. Sem cotas de representatividade, por favor!
domingo, 2 de abril de 2023
Porque eu gosto da infância
Dos desenhos, dos filmes, dos programas e das estórias de criança, de brincar, da leveza, da inocência... de me sentir como o menino que eu fui um dia, de nunca esquecê-lo. Mesmo, agora, na casa dos 30, apesar de pensar como se já tivesse uns 80. Porque eu sempre penso na minha mortalidade, no destino de todos nós. Por isso eu sempre volto no tempo em que a eternidade parecia possível. Em que não sentia o peso de estar vivo. Da época em que a energia é tão pura e intensa, quando tudo é intuição e entusiasmo. É por isso que eu sempre procuro, mais que relembrar, vivê-la todos os dias. Não mais que um vício, um sacramento. Para nunca acordar como um adulto demasiado frio e pragmático. Pra nunca acordar com uma máscara de maturidade, vestido de mentira da cabeça aos pés. E perder o amor às pequenas alegrias e ao mundo mágico da imaginação. Pra nunca perder essa fé na vida que apenas as crianças têm.
segunda-feira, 20 de março de 2023
Um "finlandês" no meio do Brasil
Eu sou tão honesto quanto um habitante de Helsinki. Eu acredito, eu confio na palavra das pessoas, mesmo desconfiando. Mas eu vivo em um purgatório chamado Brasil, terra da malandragem e da falta de compromisso. Da falta de respeito e do egoísmo com um sorriso no rosto e samba no pé.
Por que eu comecei a escrever? Por que eu escrevo?
Porque eu sentia uma grande necessidade de me expressar, de ser ouvido, de mostrar às pessoas o que eu tinha para dizer, que eu acreditava que não era um "mais do mesmo", que era inovador e muito importante ou necessário. Então, veio o medo da decepção, da condenação e da incompreensão. E a posterior confirmação das minhas suspeitas.
sábado, 18 de março de 2023
O lado bom
Era pra ser só mais uma caminhada, como tantas outras. O fim de tarde estava quente e um pouco desagradável. Então, eu comecei a andar pelo mesmo caminho, de árvores e morros. E junto, comigo, os mesmos pensamentos negativos: de tristeza, decepção e falta de perspectiva que a minha vida tomou. Esperei as cinco horas passarem e o céu revelou as últimas cores do dia. Um lindo pôr do sol, que prendeu a minha atenção sem que pudesse fazer mais nada, apenas testemunhá-lo, agradecendo por aquele momento tão sereno e mágico. Foi a partir desses poucos minutos de contemplação que eu interrompi o meu ciclo vicioso de neuroses e, com muita clareza, reconheci o lado bom da minha vida. De saber dos amigos verdadeiros, dessas vivências de profunda conexão, das alegrias que já vivi e das novas que virão. Das "pequenas coisas" que são sempre as mais importantes. Eu percebi que não está tudo acabado pra mim.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023
Ser "millenial" tá foda
Eu não acredito que todos os que nasceram na mesma época que a minha apresentam os mesmos comportamentos ou tendências. Mas eu acredito que muitos colegas da minha geração têm as mesmas ânsias, esperanças e decepções, especialmente em relação ao mundo atual, nesse ano de 2023 em que escrevo. Porque crescemos acreditando que, "graças" ao Capitão Planeta, veríamos um aumento considerável da conscientização ecológica; ao Chaves e Chapolim, presenciaríamos uma melhoria significativa nas condições sociais e na justiça; ao Beakman, viveríamos uma diminuição em crenças irracionais e na pseudociência; aos Cavaleiros do Zodíaco, testemunharíamos a derrota do mal...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2023
Realmente, não importa...
... se é o toxoplasma, a sociedade, o capitalismo, a genética ou a poluição que determina quem eu sou ou como me comporto, porque eu aceitei a realidade da finitude, singularidade e igualdade da vida, e aprendi que o mais importante de tudo é o viver, se com a ajuda de quem ou do que for. Eu aceitei a aridez da existência e a melancolia intrínseca da vida e aprendi que não há nada mais sério que o desafio e o compromisso de viver.