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domingo, 4 de janeiro de 2026

A diferença entre classismo e anti-estupidez/The Difference Between Classism and Anti-Stupidity

 O que muitos entendem como classismo:


Não o genuíno preconceito de classe, mas o anti-incentivo ou anti-valorização da estupidez, especialmente via cultura

Por exemplo: achar funk carioca um estilo musical desprovido de qualidade artística, mediante a ausência predominante de qualquer beleza, sofisticação ou complexidade em suas letras e melodias. 

O conceito mais adequado para classismo, até para que não seja confundido com anti-relativização da qualidade artística, justamente uma das expressões mais típicas de valorização da estupidez, é o de discriminação de indivíduos com base em sua procedência social, por exemplo, de, afirmativamente, concluir que, qualquer indivíduo de classe trabalhadora é inerentemente inferior a qualquer indivíduo de classe alta. Portanto, não é "preconceito de classe" acreditar e/ou afirmar que um gênero musical, criado por indivíduos por determinada classe social e mais apreciado também pelos mesmos círculos sociais ou identitários de origem, é de baixa qualidade artística. Porque aqui a questão não é a procedência social do gênero, mas a sua qualidade...

2. Classismo não é apenas ou necessariamente esnobismo

Classismo não é apenas ou unicamente "preconceito de rico contra pobre" ou qualquer outro tipo de "esnobismo", porque também pode ser o oposto, de preconceito "de pobre contra rico", isto é, quando é realmente preconceito ou generalização irrealista e negativa de indivíduo, grupo, nação...  Classismo é qualquer tipo de preconceito genuíno, nesse caso, de grupo, e mais especificamente de classe social. 

Classismo, de maneira geral, não é o mesmo que "não tolerar estupidez". Aliás, o próprio classismo pode ser considerado uma forma de estupidez, quando alguém é valorizado ou desvalorizado apenas pela classe social a que pertence (em dado momento ou período) em desprezo às suas características mais intrínsecas, que também são as mais valorosas, como o caráter e a inteligência (o que, objetivamente falando, mais importa). 



What many understand as classism:

Not genuine class prejudice, but the anti-incentive or anti-valorization of stupidity, especially through culture.

For example: considering ''funk carioca'' a musical style devoid of artistic quality, due to the predominant absence of any beauty, sophistication, or complexity in its lyrics and melodies.

The most appropriate concept for classism, so as not to be confused with the anti-relativization of artistic quality—precisely one of the most typical expressions of valuing stupidity—is the discrimination of individuals based on their social origin, for example, affirmatively concluding that any individual from the working class is inherently inferior to any individual from the upper class. Therefore, it is not "class prejudice" to believe and/or affirm that a musical genre, created by individuals from a certain social class and also appreciated by the same social or identity circles of origin, is of low artistic quality. Because here the issue is not the social origin of the gender, but its quality...

2. Classism is not only or necessarily snobbery

Classism is not only or solely "prejudice of the rich against the poor" or any other type of "snobbery," because it can also be the opposite, prejudice "of the poor against the rich," that is, when it is truly prejudice or an unrealistic and negative generalization of an individual, group, nation... Classism is any type of genuine prejudice, in this case, of a group, and more specifically of a social class.

Classism, in general, is not the same as "not tolerating stupidity." In fact, classism itself can be considered a form of stupidity, when someone is valued or devalued only by the social class to which they belong (at a given moment or period) in disregard of their most intrinsic characteristics, which are also the most valuable, such as character and intelligence (which, objectively speaking, matters most).

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Problematizando o discurso excessivamente positivo da "ascensão social"

 Adotado, inclusive, pelas esquerdas...



Pois se alguém precisa "ascender socialmente" para "melhorar de vida", no sentido de sair da pobreza, então, isso significa que existem desigualdades sociais grandes o suficiente para gerarem uma significativa diferença de privilégios entre as pessoas. 

Portanto, o mais certo seria de criticar a perpetuação dessas desigualdades do que se limitar à celebração acrítica da ocorrência de ascensão social, ainda mais se "acontece" apenas para alguns poucos "sortudos", mesmo se forem indivíduos vindos de grupos historicamente marginalizados.

Classismo embutido 

"Filho de empregada doméstica se forma como advogado"...

Outro problema com essa narrativa é que se baseia na desvalorização, vezes explícita, de profissões que já são desvalorizadas, em termos de salário e reconhecimento social. Novamente, é a celebração do sucesso de alguns poucos indivíduos e consequente desprezo das desigualdades sociais/salariais que os tornam notórios. Por exemplo, o catador de lixo que consegue passar pra uma universidade e pensa em ter uma profissão mais rentável e prestigiosa. Mas a função de juntar o lixo das ruas também tem sua valia e deveria ser mais valorizada...