Especificamente a uma certa questão
Hipoteticamente falando, vamos pensar que
"Foi encontrado que algumas pessoas que cometem crimes hediondos (por puro sadismo: sem contextos complexos que possam justificá-los), apresentam capacidade de ressocialização"
Nessa hipótese de cenário, segundo evidências científicas legítimas, desprezando as falsificações feitas por subtipos de pseudocientistas, como uma provável maioria dos sociólogos, por exemplo.
Então, mas mesmo que a ciência obtenha este resultado, não é justo que quem comete um crime bárbaro possa ter o direito de ressocializar só porque apresentou indicadores de bom comportamento durante o período do encarceramento e, até depois disso, afinal, é justo que seja mantido na prisão com respeito à(s) vítima(as), aos seus familiares, amigos... Eis aí o ponto mais importante: um indivíduo que comete um crime hediondo acima de todas as ambiguidades possíveis, não deve ser preso "apenas" por causa do crime ou da ação, mas também por causa da pessoa ou ser que foi vitimada. Em outras palavras, também "em respeito" à vítima, sua memória e àqueles mais ternamente associados a ela. Se se trata mais de uma questão moral e filosófica e não apenas uma questão técnica da ciência. Ou talvez o problema aí esteja no foco que muitos se direcionam: na capacidade de ressocialização e não na gravidade do crime e no que é realmente justo, de uma espécie de meta-justiça: sobre o que é justo por ser justo, sem cair nessa que parece ser uma armadilha tecnicista, no mínimo, suspeita...
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