sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O sonho verdadeiro da elite política da esquerda é exatamente o mesmo que o de Oceania, país fictício de 1984

 Se a esquerda continuar vencendo as eleições no Brasil, não se preocupem, afinal, se nem mesmo os esquerdistas: boa parte de suas bases e de suas "elites" cultural, acadêmica e política, também não se preocupam... Se não importa a eles se o Brasil continuar mais e mais violento, mais e mais disfuncional. O que importa a eles é o poder e apenas o poder. 


O resto?? 

O próprio poder conquistado pode se encarregar de construir e gerar narrativas constantemente para manter a população confusa e anestesiada. E a própria força estrutural do poder: com a cooptação das forças armadas, por exemplo, pode reforçar a obediência da população civil a comandos superiores. 

Tal como a estrutura social de Oceania, país fictício da pequena Bíblia da distopia política, o livro 1984, de George Orwell: com uma elite política totalitária; uma classe subalterna de doutrinados de alto nível técnico e uma subclasse nas bases sociais, não é bem uma igualdade social verdadeira que almejam... Percebam como esses grupos se manifestam na realidade: a alta cúpula do partido socialista ou estado interno mais o restante da classe política relacionada; acadêmicos, artistas e profissionais liberais alinhados como a classe subalterna de alto nível ou estado externo e a numerosa subclasse de dependentes de migalhas assistencialistas, ou proles, com a diferença de que os proles do mundo real ainda recebem essas migalhas, enquanto que, no livro, eles são praticamente deixados a deus-dará... 

Também é interessante perceber que, enquanto a seita totalitária de esquerda dá relativamente pouca importância aos proles quanto à doutrinação ideológica, contanto que continuem a votar em seus políticos, o mesmo não acontece com as outras classes, em que o autopoliciamento é mais forte e quase compulsório, mesmo se a demonstração de submissão ideológica for apenas "de fachada"...

Mas não precisamos apelar para exemplos fictícios da literatura (ainda que, baseados na realidade) se temos exemplos reais, remanescentes, tal como as distopias cubana e norte-coreana...

Por isso, não se preocupem, porque nem os esquerdistas que moram nesses países, nem aqueles que têm a sorte de (ainda) morar em países variavelmente democráticos, se preocupam com os graves problemas sociais e políticos que afetam esses países. Eles só se preocupam em ter o poder absoluto (ou sentir que têm) e o total direito de mandar na vida alheia...

Não se preocupem com a degeneração moral e a disfuncionalidade social. Eles darão um jeito de culpar outros por elas, ou justificá-las, e não fazer nada para combatê-las, se eles mesmos as impõem ou defendem... 

É só teatrinho mesmo... 

Se o Brasil virar uma ditadura socialista e a floresta amazônica virar um deserto por causa de ações do próprio governo durante esse período, eles não se importarão... Sempre encontrarão um jeito de culpar outros ou se vitimizar, mas nunca colocarão a mão na massa e resolver problemas anteriores ou que os que eles mesmos causam... 

Pra quem lamentou muito a prisão de um ditador venezuelano como o Nicolás Maduro, mas não derruba nem uma lágrima, mesmo que falsa, pelo sofrimento do povo cubano ou norte-coreano, não é bem o povo que importa, mas o poder da ideologia ou dos grupos aos quais eles defendem e se associam... 

Se é mais por nossas ações do que pelos nossos discursos que mostramos quem realmente somos e o que realmente acreditamos ou queremos... 

Mais para normais, sábios ou ignorantes, perversos ou altruístas, sãos ou insanos...

Se a esquerda continuar se perpetuando no poder e acontecer exatamente o que tem acontecido quando o tomam para si, eles não se preocuparão, porque toda preocupação deles continuará direcionada para defender o governo de sua seita...

Eles não se importam, mesmo!

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