domingo, 4 de outubro de 2026

Regarding the age of majority for voting rights: why shouldn't "very young people" vote?

 The democratic right to vote is, without a doubt, the most fundamental right within a modern democratic regime. However, there ought to be restrictions on it—contrary to the wishes of many self-proclaimed "democrats" or passionate devotees of "democracy"—for reasons that seem to me more than sensible...


Groups such as: pre-trial detainees and individuals with serious criminal records who are currently at liberty; those with chronic, diagnosed mental disorders, such as psychopathy; politicians or former politicians with a history of corruption; and those with very low levels of education... To this list, I would also add "very young people"—that is, those below the official age of majority.


I would add one further detail: the establishment of an electoral age of majority distinct from the age of criminal responsibility—that is, the age one can begin voting and the age one can be imprisoned. While common sense leans toward lowering the age of criminal responsibility, it points in the opposite direction regarding the voting age; but why?


The groups mentioned above share characteristics that arguably render them unfit to exercise the right to participate in democratic elections: they possess highly unfavorable records that should entail the curtailment of certain—or even many—of their rights, including the right to vote; they are still "paying" (often for a duration or with a level of severity that is wholly insufficient) for their past actions; or they demonstrate a marked lack of rational agency regarding their own behavior, as is the case with individuals diagnosed with antisocial personality disorder. or they possess a negligible intellectual and cultural background, much like the majority of those with very low levels of formal education...


Then there is a group that—precisely due to a lack of history rather than the presence of one—shares similarities with individuals suffering from psychiatric disorders, as they lack the capacity to exercise the right to vote or participate in any democratically significant election. This is due to their youth, behavioral immaturity, and the scientific reality that they are neurologically "half-adult and half-child"—human beings still in a developmental stage.


The paradox of this proposal is: if they are not mature enough to vote, are they mature enough to be imprisoned?


Indeed, adolescence is a unique phase for our species, characterized by heightened developmental asymmetry within the human mind. Regardless, a rational perspective regarding the objective administration of justice—highly relevant to this discussion and transcending this biological fact—holds that an extremely cruel and senseless act with grave consequences must be punished in an exemplary manner, or in a way potentially proportional to its severity, regardless of the perpetrator's age. Therefore, even if a human adolescent’s maturity regarding moral and intellectual discernment varies, they must face punishment upon committing a heinous crime. After all, it is unlikely that an adolescent without serious character flaws would commit crimes—especially those of this nature—given that, even if our minds are not fully developed at this stage of life, certain fundamental capacities are already well-developed. Precisely because these capacities are so basic—such as the ability to assess the impact of intentions and actions that are clearly good or bad—the argument that immaturity justifies withholding exemplary punishment from a minor in this age group loses its validity. On the other hand, regarding the ability to choose a candidate in a democratic election, it seems to me that the very hormonal (and emotional) fervor of this stage of life tends to render the adolescent too raw to make reasoned analyses and choose the best—or least bad—candidate... Furthermore, this same fervor tends to manifest more uniformly among adolescents than do sadistic behavioral tendencies; this, in turn, justifies raising the voting age while lowering the age of criminal responsibility...


Therefore, one measure—lowering the age of criminal responsibility—would be necessary to strictly punish heinous crimes committed by a minority of "minors" who are more intrinsically inclined toward cruelty (where such actions lack a legitimately complex justifying context, such as self-defense, and are utterly indefensible). Meanwhile, the other measure—raising the voting age—would bar the participation of all "minors," as the vast majority are too immature to vote in democratic processes, making them easy prey for demagogues seeking to use them as political pawns... Consider the example of political activism, which reaches its peak levels of fanaticism during the final years of adolescence and the early years of..official adulthood. Since there is no precise boundary marking where one begins and the other ends, let all adolescents, at the very least, be barred from democratic elections...

Pela ampliação da maioridade para o direito ao voto: por que os "muitos jovens" não deveriam votar??

 O direito democrático ao voto é, com certeza, o direito mais básico dentro de um regime democrático moderno. No entanto, deveriam haver restrições a ele, em descompasso com o desejo de muitos autodeclarados "democratas", ou adoradores apaixonados pela "democracia', por razões que, para mim, parecem ser mais do que sensatas...


Grupos como: os detentos provisórios e aqueles com histórico criminal grave que (já) estão em liberdade; portadores crônicos e diagnosticados com transtornos mentais, como a psicopatia; políticos ou ex-políticos com histórico de corrupção; aqueles com nível muito baixo de escolaridade... E eu ainda acrescentaria os "muitos jovens", que ou aqueles com idade inferior ao da maioridade oficial. 

Daria ainda mais um detalhe: a determinação de uma maioridade eleitoral distinta da penal, entre a idade em que pode começar a votar e a idade em que já pode ser preso, porque enquanto o bom senso pende para a redução da maioridade penal, vai no sentido oposto quanto à eleitoral, mas por quê?? 

Os grupos citados acima apresentam "coisas" em comum que são suficientes para torná-los potencialmente impossibilitados de exercerem o direito de participar de pleitos democráticos: apresentam um histórico muito desfavorável que também deveria implicar no cerceamento de alguns, ou vários, de seus direitos, como o voto; ou ainda estão "pagando' (vezes por tempo e rigor muito insuficientes) por suas ações; ou demonstram uma notável deficiência de agência racional em relação ao seu próprio comportamento, como no caso de diagnosticados com personalidade antissocial; ou apresentam um arcabouço intelectual e cultural irrisório, como a maioria daqueles com nível muito baixo de escolaridade...  

Mas aí temos um grupo que, se não por histórico, justamente pela falta dele, também se aproxima dos portadores de problemas psiquiátricos, por apresentar uma insuficiência para poder exercer o direto de votar ou participar de qualquer tipo de pleito democraticamente importante: por serem jovens demais, muito imaturos em comportamento, pelo próprio fato científico de serem neurologicamente como "metade adultos e metade crianças", de serem seres humanos em fase de desenvolvimento... 

O paradoxo dessa proposta seria: se não são adultos o suficiente para votar, são para serem presos?? 

Sim, a adolescência é uma fase única de nossa espécie, marcada por níveis mais altos de assimetria de desenvolvimento da mente humana. De qualquer maneira, um pensamento racional relacionado à prática objetiva da justiça, muito relevante nessa discussão, e que perpassa esse fato biológico, é o de que, uma ação extremamente cruel e insensata que tem consequências graves, independente da idade daquele que a comete, deve ser punida de maneira exemplar ou potencialmente proporcional à sua gravidade. Portanto, mesmo que o adolescente humano ainda seja variavelmente maduro em relação à sua capacidade de discernimento moral e intelectual, ele deve ser punido a partir do momento em que comete um crime hediondo, até porque dificilmente um adolescente sem falhas graves de caráter cometeria crimes e ainda mais desta natureza, se mesmo que nossas mentes não estejam totalmente desenvolvidas nesta época da vida, em algumas das capacidades mais básicas já apresentam um bom nível de desenvolvimento, justamente por serem tão básicas, tal como a de saber avaliar o impacto de intenções e ações explicitamente boas ou ruins, que compromete a validade do argumento da imaturidade para justificar a não-punição exemplar a um menor de idade nessa faixa etária. 

Em compensação, quanto à capacidade de escolher um candidato em uma eleição democrática, me parece que o próprio fervor hormonal (e emocional) dessa fase da vida tende a tornar o adolescente muito cru para ser capaz de fazer análises ponderadas e escolher o melhor ou o menos pior para votar... Além disso, esse mesmo fervor tende a se manifestar de maneira mais homogênea entre os adolescentes do que tendências sádicas de comportamento, que novamente justifica a expansão da maioridade eleitoral e a redução da penal... 

Portanto, uma medida: a redução da maioridade penal, seria necessária para, eventualmente, punir com rigor crimes hediondos cometidos por uma minoria de "menores de idade" mais intrinsecamente inclinados à crueldade (sem que tais ações tenham um contexto legitimamente complexo que possa justificá-las, tal como a de autodefesa; que sejam completamente indefensáveis), enquanto que, a outra medida: de ampliação da maioridade eleitoral, vetaria a participação de todos os "menores de idade" por serem, em sua (grande?) maioria, muito imaturos para votarem em processos democráticos, se são presas fáceis de demagogos interessados em adotá-los como massas de manobra... O próprio exemplo do ativismo político que atinge seus níveis mais altos de fanatismo nos últimos anos de adolescência e primeiros anos oficialmente como adultos. Pois se não existe um limite preciso de quando que um começa e o outro termina que, pelo menos, todos os adolescentes sejam vetados de pleitos democráticos... 

The political opinions of certain artists aren't worth a damn

 The political opinions of people with strong ideological biases are worthless. They are worth less than the opinion of a random person passing by on the street. And there are plenty of artists—talented or not, fading or rising—who not only hold political views worth next to nothing but also love sharing them; they believe their fame and prestige (often exaggerated or objectively unearned) have the power to sway people's minds. While this belief is realistic, it is also depressing; ideally, no one should let others' opinions shape their own, yet many do. Furthermore, everyone should be able—even when seeking "second or third opinions"—to evaluate the quality of those views and the reliability of the sources. Consequently, the political opinion of a Brazilian artist who joined the "Save the Amazon" chorus during the fires that plagued the biome under the Bolsonaro administration—only to fall silent during the years of yet another Workers' Party (PT) government, when fires continued to destroy the same forest—is worth no more than anyone else's opinion. In fact, it may be worth even less, coming from someone who chose to participate in that circus—likely driven by the convenient moral narcissism of performing for an audience of the "right-thinking" crowd and those claiming to be on the "right side of history": the very people who have co-opted traditional institutions to echo messages rife with performative love, lies, and authoritarianism—not to mention the very capitalist perks that such "guest appearances" usually yield.

A opinião política de certos artistas não vale nem um caracol

A opinião política de gente muito enviesada ideologicamente não vale nada. Vale menos que a opinião de uma pessoa comum e aleatória passando pela rua. E tem muito artista, talentoso ou não, decadente ou ascendente que, não apenas apresentam opiniões políticas que valem menos que um caracol, mas que também adoram compartilhá-las, pois acreditam que sua fama e prestígio (muitas vezes exagerados ou objetivamente injustos) têm o poder de influenciar a mente de muitas pessoas, o que não deixa de ser realista, porém, deprimente, afinal, idealmente ninguém deveria se deixar influenciar pela opinião alheia para construir suas próprias opiniões, mas muitas pessoas o fazem. Além disso, tudo mundo deve, ou deveria ser capaz de, mesmo na intenção de buscar por "segundas ou terceiras opiniões", saber identificar: a qualidade das mesmas e a confiabilidade das fontes... Como resultado, a opinião política de um artista brasileiro que juntou-se ao coro do "Salve a Amazônia" quando queimadas aconteciam naquele bioma durante o governo Bolsonaro e se calou durante esses anos de mais um governo petista em que as queimadas continuaram destruindo áreas verdes da mesma floresta, não vale mais do que a opinião de qualquer outra pessoa, ou até menos, se tratando de alguém que se dispôs a participar daquele circo, muito provavelmente pensando no cômodo narcisismo moral de fazê-lo diante da plateia dos "bien pensant" e daqueles que estão do "lado certo da história": dos que têm aparelhado as instituições tradicionais para funcionarem como replicantes de suas mensagens cheias de amor teatral, mentiras e autoritarismo, bem como pelas benesses, bem capitalistas, que esse tipo de "participação especial" costuma resultar...