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terça-feira, 21 de março de 2017

Imaginação auditiva e um possível espectro: do auto-ventríloquo ao psicótico



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Quando eu estou "usando" a "voz interior" para imaginar, eu também estou quase mexendo minimamente com a língua e com a laringe, de maneira obviamente mais interna. Tal como um ventríloquo maravilhoso que sequer precisa mexer os lábios para dar voz ao seu boneco, se é que este profissional existe, eu sou do tipo que exibe uma "imaginação' auditiva mais manualmente deliberada, do que "puramente" mental, e talvez isso me ajude a não ter alucinações desta natureza como um esquizofrênico costuma ter

Eu percebo em mim uma maior motivação intrínseca para a imaginação, auditiva e visual, do que necessariamente uma maior capacidade de imaginação

Tal como eu falei sobre a minha imaginação visual, a mesma é de baixa resolução, porque eu não consigo simular com perfeição a realidade aqui fora dentro da minha mente, no máximo conseguindo reproduzir sequências distorcidas tanto em relação às cores quanto em relação à forma. E o mesmo acontece com a auditiva, em que eu consigo replicar com qualidade fraca os sons das vozes de pessoas conhecidas, de fenômenos atmosféricos, etc...

Enfim eu realmente não sei se algumas pessoas apresentam qualidade imaginativa superior, mesmo se este traço de fato varia consideravelmente entre elas. 


Se for o caso, e eu estou apostando que sim, se nós temos pessoas que praticamente não tem capacidade de imaginação nem motivação intrínseca para este tipo de atividade mental, então por que não pensar no exato oposto, e especialmente em relação à qualidade imaginativa*

Imaginação intrusiva ou de natureza psicótica 


Medo de fantasmas...


Eu já comentei que eu tenho medo de ''fantasmas'' mesmo sabendo que é muito provável que eles não existam. Você leu certo, ''é muito provável'', e deve ser por isso que continuo a temê-los. Quando não temos certeza de algo, a imaginação pode ou não criar asas. Por exemplo, se você está em um ambiente escuro e escuta vozes estranhas, isto é, você está ouvindo mas não está vendo, então, dependendo do nível de sua disposição imaginativa intrínseca você pode começar a ''ver coisas'', e claro, sem ter pedido ao teu cérebro para fazê-lo. 

A imaginação pode se dar de duas maneiras, deliberada ou voluntária, ou intrusiva, que se dá de maneira involuntária. Aqueles que estão dentro do espectro das psicoses serão mais propensos a ter uma imaginação involuntária ou intrusiva muito mais constante do que aqueles que não se encontram neste espectro. É interessante pensar se eles: apresentam também, em média, uma maior constância voluntária de imaginação voluntária, e também em relação à qualidade dos dois tipos.

No mais é isso...

Do quase ''auto-ventríloquo'' ao ''psicótico''.

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